Cabeça de repolho

Por Alysson Muotri

Uma das discussões mais sem fundamento da biologia talvez seja a questão de quando começa a vida. Sem fundamento porque não sabemos nem definir direito o que é vida, quanto mais tentar adivinhar quando ela começa. Numa visão reducionista, identificar o início da vida permitiria ao homem encaixá-la dentro da sua própria ética, consentindo sua manipulação, seja no cultivo de células-tronco embrionárias, seja na questão do aborto. Continuar lendo “Cabeça de repolho”

Cientistas encontram árvore de 385 milhões de anos

A árvore mais antiga já encontrada, de 385 milhões de anos, não tinha folhas, apenas galhos, mas já absorvia dióxido de carbono e ajudava a esfriar o planeta. A descoberta está ajudando cientistas a entender a evolução das florestas e sua influência no clima, segundo um estudo publicado na edição da revista científica britânica Nature desta semana. A imagem ao lado é uma concepção artística desa planta. Continuar lendo “Cientistas encontram árvore de 385 milhões de anos”

Vírus por celular causa pânico no Paquistão

viruscelular.jpgOperadoras de celular no Paquistão estão sendo inundadas por chamadas de clientes.

Os usuários estão preocupados com uma mensagem que afirma que eles podem morrer se um vírus mortal for transmitido a seus aparelhos.

O rumor foi tão eficiente que algumas mesquitas da maior cidade do país, Karachi, fizeram anúncios de que pessoas estavam morrendo e que a população deveria estar atenta à fúria divina. Continuar lendo “Vírus por celular causa pânico no Paquistão”

Euler: 300 anos de matemática

“Leiam Euler, leiam Euler, ele é um mestre para todos nós.” Essa frase, atribuída ao matemático francês Pierre-Simon Laplace (1749-1827), apesar de parecer um tanto autoritária, evidencia a importância do matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783), que completaria 300 anos no dia 15 de abril de 2007. Autor de numerosos artigos, o cientista é considerado por muitos o maior e mais prolífico matemático do século 18. Sua obra tem papel fundamental em várias áreas da matemática e da física, como álgebra, lógica, geometria aritmética e hidrodinâmica, com diversas aplicações em situações do dia-a-dia. Continuar lendo “Euler: 300 anos de matemática”

Mineiros acham rã de 70 milhões de anos

Animal de apenas 7 cm ficou preservado em rocha que abrigava osso de dinossauro.
Cerca de 45% do esqueleto restou; idéia é estudar parentesco com anfíbios atuais.

A sorte quis que uma rã de apenas 7 cm de comprimento, morta há 70 milhões de anos perto de onde hoje é a cidade mineira de Uberaba, fosse preservada junto com os ossos de um imenso dinossauro herbívoro. A descoberta foi anunciada por cientistas do Centro Paleontológico Price, informou o portal Megaminas.com. Continuar lendo “Mineiros acham rã de 70 milhões de anos”

A maior farsa de todos os tempos: Judaísmo e cristianismo

philon.jpgPesquisas e estudos comparados têm demonstrado que a mitologia judaico-cristã é bem anterior ao próprio judaísmo, quando se percebe que dogmas como o da imortalidade da alma, da ressurreição e do Verbo encarnado são muito anteriores ao cristianismo.

A imortalidade da alma já tinha milênios quando os judeus foram levados cativos para a Babilônia. Zoroastro ensinara, muito antes, ser a alma imortal, e que essa imortalidade seria produto de uma opção humana. O livre arbítrio levaria o homem a escolher uma vida que o levaria ou não à imortalidade. O erro e o mal produziriam a morte definitiva, a prática do bem, a imortalidade. Do mesmo modo, na Ciropédia, bem anterior a Zoroastro, se lê que Ciro, moribundo, disse: “Não creio que a alma que vive em um corpo mortal se extinga desde que saia dele, e que a capacidade de pensar desapareça apenas porque deixou o corpo que não tem como pensar por si mesmo”. Por outro lado Einstein, pouco antes de morrer, declarou não crer que algo sobrasse do ser vivo após a morte. Os egípcios, os hindus, os sumérios, os hititas e os fenícios criam na imortalidade da alma. Continuar lendo “A maior farsa de todos os tempos: Judaísmo e cristianismo”

Agradeça ao Salvador

Stanislav Petrov

Por Alexandre Taschetto de Castro

Aproveitando a data de hoje, em que milhões lembram de alguém que teria salvado os homens (segundo registros tão milenares quanto duvidosos), por que não lembrar de alguém que realmente salvou o mundo?
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A maior farsa de todos os tempos: Outras fontes do cristianismo

confucio.jpgConforme disse várias vezes, o cristianismo tomou por empréstimo tudo quanto se fez necessário à sua formação. Assim, todos os ensinamentos atribuídos a Cristo foram copiados dos povos com os quais os judeus tiveram convivência. A sua moral, a moral que Cristo teria ensinado, aprendeu-a com os filósofos que o antecederam em muitos séculos. De modo que não há inovações em nenhum setor ou aspecto do cristianismo. Antigos povos, milênios antes, adoraram seus deuses semelhantemente.

Dentre as máximas adotadas pelo cristianismo, comento a seguinte: “Não faças aos outros o que não queres que a ti seja feito”. Este ensinamento não teria partido de Jesus, conforme pretendem os cristãos, não sendo sequer uma máxima cristã, originariamente. Encontraremos ela em Confúcio, e ainda no bramanismo, no budismo e no mazdeismo, fundado por Zoroastro. Era uma orientação filosófica e religiosa, adotada pelos hindus. Continuar lendo “A maior farsa de todos os tempos: Outras fontes do cristianismo”

A verdadeira História da Páscoa

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” – do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro. Leia todo o texto AQUI.