Grandes Nomes da CIência

Biografias de cientistas conhecidos ou não tão conhecidos assim. Curiosidades e fatos sobre suas pesquisas, inclusive gente anônima que fez ciência e não recebeu os devidos créditos. Mais »

Livro dos Porquês

A sabedoria e o conhecimento. Isso é Poder! Abra sua mente, aprenda mais sobre questões básicas (e complexas) e tire suas dúvidas, de forma mais didática possível, sem ser aquelas aulas chatas de colégio. Mais »

Grandes Mentiras Religiosas

O mundo não é tão bizarro quanto fazem parecer. Mentiras e enganações para ludibriar as pessoas, lindamente desmontados, de forma a trazer à luz a desonestidade para tentar lhe fazer parar de pensar e simplesmente aceitar o que querem que você pense. Mais »

Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

Típicas Justificativas Religiosas

homer.gifEm qualquer tipo de debate, é mais do que necessário manter a sobriedade nas afirmativas. Cair em falácias é muito fácil, mas nem por isso devemos nos apegar a elas para sustentar o que temos a dizer. Objetividade é a regra e deve-se ter em mente que qualquer proposição deve ter conteúdo lógico e não um amontoado de palavras absurdas. E são absurdos o que mais vemos em debates quando o assunto é religião. Por vezes, as postagens dos religiosos são repetitivas e irritantes. Sempre acabam caindo nas mesmas falácias e desvios de assuntos, o que é irritante em certos casos. Para facilitar os debatedores, fiz uma relação das (pseudo)justificativas mais usadas pelos religiosos (as quais não justificam nada). Apertem os cintos e vamos lá!!! Divirtam-se 😀


ÍNDICE

1ª JUSTIFICATIVA: EXTRAPOLAÇÕES
2ª JUSTIFICATIVA: ARGUMENTOS DE CONVENIÊNCIA
3ª JUSTIFICATIVA: TENTATIVA DE ALEGAR UM CONHECIMENTO SUPERIOR SOBRE A BÍBLIA
4ª JUSTIFICATIVA: DESESPERO
5ª JUSTIFICATIVA: TÁTICA DE DISTRAÇÃO
6ª JUSTIFICATIVA: CRIAR EXPLICAÇÕES ABSURDAS
7ª JUSTIFICATIVA: FUGIR DA DISCUSSÃO ALEGANDO SER PARTE DO ANTIGO TESTAMENTO
8ª JUSTIFICATIVA: ASSOCIAR LONGEVIDADE COM VERDADE
9ª JUSTIFICATIVA: FALEI UMA COISA TÃO IDIOTA QUE NINGUÉM SE DEU AO TRABALHO DE REFUTAR, ENTÃO GANHEI O DEBATE
10ª JUSTIFICATIVA: FRASES PRONTAS
11ª JUSTIFICATIVA: SOBRE DEUS, NÃO SOBRE A BÍBLIA
12ª JUSTIFICATIVA: REFERÊNCIAS ALEATÓRIAS DA BÍBLIA
13ª JUSTIFICATIVA: SE FAZER DE VÍTIMA CRISTÃ
14ª JUSTIFICATIVA: SE TEM DEFEITO ENTÃO É VERDADE
15ª JUSTIFICATIVA: É QUESTÃO DE ÉPOCA
16ª JUSTIFICATIVA: PREGAR O AMOR DE DEUS E, APÓS DERROTA, AFIRMAR QUE O CONTESTADOR IRÁ AO INFERNO
17ª JUSTIFICATIVA: ERRO DE COPISTA
18ª JUSTIFICATIVA: PIEGUICE
19ª JUSTIFICATIVA: NÃO RESPONDER
20ª JUSTIFICATIVA: SE FAZER DE SURDO
21ª JUSTIFICATIVA: PRECISA DE FÉ PARA ENTENDER A BÍBLIA
22ª JUSTIFICATIVA: O FIM ESTÁ PRÓXIMO
23ª JUSTIFICATIVA: VOCÊ DEVE TER PROBLEMAS
24ª JUSTIFICATIVA: SÓ A BÍBLIA INTEIRA
25ª JUSTIFICATIVA: PORQUE CRISTO TE INCOMODA?
26ª JUSTIFICATIVA: CREIO PELA FÉ
27ª JUSTIFICATIVA: A BÍBLIA É POLÊMICA
28ª JUSTIFICATIVA: REFERÊNCIAS FURADAS
29ª JUSTIFICATIVA: FALOU “MEU DEUS” NA HORA DE APURO
30ª JUSTIFICATIVA: HISTORINHAS DA CAROCHINHA
31ª JUSTIFICATIVA: TU ÉS ARROGANTE
32ª JUSTIFICATIVA: BLEFAR
33ª JUSTIFICATIVA: TU ÉS DO MUNDO
34ª JUSTIFICATIVA: METÁFORA
35ª JUSTIFICATIVA: EU ERA COMO VOCÊ
36ª JUSTIFICATIVA: NA DÚVIDA, VALEM OS DOIS
37ª JUSTIFICATIVA: FOI ESCRITA POR VÁRIAS PESSOAS
38ª JUSTIFICATIVA: FOCO NO MENOS RELEVANTE
39ª JUSTIFICATIVA: SÓ DEUS SABE
40ª JUSTIFICATIVA: NÃO É UM LIVRO CIENTÍFICO
41ª JUSTIFICATIVA: VOCÊ TEM CURIOSIDADE DE DEUS
42ª JUSTIFICATIVA: ALUCINAÇÕES
43ª JUSTIFICATIVA: AGE COMO EU, MAS DIFERENTE
44ª JUSTIFICATIVA: SEM PALAVRA FEIA E DEUS JUNTOS
45ª JUSTIFICATIVA: COM DEUS VALE SEM ELE NÃO
46ª JUSTIFICATIVA: LIVRE ARBÍTRIO
47ª JUSTIFICATIVA: ERROS DE TRADUÇÃO
48ª JUSTIFICATIVA: VOCÊ VAI PARA O INFERNO
49ª JUSTIFICATIVA: AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA NÃO É EVIDÊNCIA DE AUSÊNCIA
50ª JUSTIFICATIVA: NA DÚVIDA, PREFIRO A LENDA
51ª JUSTIFICATIVA: PARA DEUS TUDO É POSSÍVEL
52ª JUSTIFICATIVA: O TESTEMUNHO DRAMALHÃO
53ª JUSTIFICATIVA: NÃO ELABORAR O QUE DISSE
54ª JUSTIFICATIVA: CONCORDO MAS DISCORDO
55ª JUSTIFICATIVA: OFENDER SUA INTELIGÊNCIA
56ª JUSTIFICATIVA: JÁ RESPONDI ANTES
57ª JUSTIFICATIVA: CRITÉRIOS ALEATÓRIOS
58ª JUSTIFICATIVA: JAMAIS ADMITIR HOMOFOBIA
59ª JUSTIFICATIVA: O QUE É VOCÊ SEM DEUS?
60ª JUSTIFICATIVA: LIVRO COM MAIS CÓPIAS NO MUNDO
61ª JUSTIFICATIVA: NINGUÉM É FELIZ SEM JESUS
62ª JUSTIFICATIVA: EU DIGO AS BESTEIRAS, VOCÊ PROCURA AS FONTES
63ª JUSTIFICATIVA: REFLITAM SOBRE ISSO
64ª JUSTIFICATIVA: VAMOS RESPEITAR AS LENDAS DOS OUTROS?
65ª JUSTIFICATIVA: MILAGRES
66ª JUSTIFICATIVA: ESQUIZOFRENIA CRÔNICA
67ª JUSTIFICATIVA: OLHA A TRAVE NO SEU OLHO
68ª JUSTIFICATIVA: VOCÊS FOGEM DA VERDADE
69ª JUSTIFICATIVA: QUEM ÉS PARA COMPREENDER DEUS?
70ª JUSTIFICATIVA: POR QUE DEUS NÃO SE MANIFESTA?
71ª JUSTIFICATIVA: POR QUE OS ATEUS PENSAM TANTO EM DEUS?
72ª JUSTIFICATIVA: DEUS É IMATERIAL?
73ª JUSTIFICATIVA: CONCILIAR AMBIGÜIDADES
74ª JUSTIFICATIVA: A MORAL OBJETIVA É DEUS
75ª JUSTIFICATIVA: DEUS MANDA E DESMANDA, AFINAL CRIOU TUDO
76ª JUSTIFICATIVA: USAR A FRASE PRONTA “NÃO DÊ PEROLAS AOS PORCOS”
77ª JUSTIFICATIVA: CAI NA PERDIÇÃO
78ª JUSTIFICATIVA: A IGNORÂNCIA VENCE CONHECIMENTO
79ª JUSTIFICATIVA: A NASA PROVOU!
80ª JUSTIFICATIVA: JESUS DIVIDIU O CALENDÁRIO



1ª JUSTIFICATIVA: EXTRAPOLAÇÕES

Apenas apontando isso que de uma forma geral os religiosos buscam justificar suas crenças, apesar de todas as provas em contrário está em extrapolar o que está escrito na Bíblia, buscando criar justificações que a própria Bíblia nunca alegou em momento algum. Como por exemplo:

• Justificar Adão não ter morrido ao comer a maçã como “morte espiritual”. Nada no texto indica isso;
• Justificar as contradições sobre relatos da morte de Judas como “primeiro ele se enforcou depois Deus o matou”. Nada na Bíblia indica essa ordem;
• Deus criou o mundo em 7 dias explicado como “um dia de Deus equivale a mil anos do homem”. Nada no texto original justifica isso sobre a criação.


2ª JUSTIFICATIVA: ARGUMENTOS DE CONVENIÊNCIA

Essa entra em “quando um argumento justifica a proposição, usa-se; quando não justifica, estranhamente é esquecido”. Por exemplo:

• Um dia para Deus é mil anos para o homem é utilizado para descrever a criação do mundo em 7 dias, a vinda do Apocalipse contudo esse “dia looongo dia de Deus” nunca é citado para justificar profecias divinas que foram cumpridas imediatamente como a destruição de Sodoma e Gomorra, o Dilúvio ou quaisquer outras profecias em que deus haveria afirmado aconteceria “em breve” e, segundo a Bíblia, aconteceram;

• “Não julgueis para não ser julgado” é uma linha que aparece e desaparece da Bíblia de forma extremamente conveniente e muito estranha vinda da pessoa que “estaria vindo julgar toda a Terra no Apocalipse” ou de um Deus que constantemente rogava pragas, caos e destruição quando contrariado no antigo testamento;


3ª JUSTIFICATIVA: TENTATIVA DE ALEGAR UM CONHECIMENTO SUPERIOR SOBRE A BÍBLIA SEM DEMONSTRAR NADA QUE JUSTIFIQUE ISSO

Está basicamente na linha “vocês não compreendem a Bíblia”, quando o religioso se encontra derrotado em termos de argumento racional. É uma forma de evitar engolir o próprio orgulho, se admitir errado e tentar sair por cima. É parte do orgulho religioso de “se eu vou na igreja, devo ser superior não importa prova em contrário. Eu sei mais sobre o assunto que esses ateus/agnósticos e estou certo”. Contudo esse comportamento de negação em geral vem após:

• O religioso não ter demonstrado um conhecimento realmente aprofundado sobre a Bíblia ou capacidade de refutar os argumentos sem utilizar as duas técnicas descritas acima;

• Incapacidade de contraargumentar com bases puramente lógicas os erros e contradições apontados.


4ª JUSTIFICATIVA: DESESPERO

Muito comum também. Esse entra no religioso que apenas começa a citar orações e linhas aleatórias da Bíblia sem parar, e busca jogar táticas de amedrontar quem o contesta, ameaçando com Inferno ou algo do gênero, como mortes agonizantes e sofrimentos intensos.

Claro que esses argumentos não refutam em nenhum momento o que foi alegado contra a Bíblia, mas religiosos parecem acreditar que sim.


5ª JUSTIFICATIVA: TÁTICA DE DISTRAÇÃO

Também conhecida como falácia do “Olha o aviããããõooo”. Isso ocorre quando os religiosos inventam histórias sobre as várias falhas (que só existem nas cabeças deles) do Evolucionismo, como se isso de alguma forma tornasse o Criacionismo uma teoria menos furada. Se querem defender o Criaburricionismo deveriam buscar provas válidas que o justificassem, mas não poucas vezes eles insistem num constante ataque que não valida a crença deles como melhor de forma alguma. Insistem nas besteiras, vindas de fontes vagas e duvidosas, como “definir a idade de fósseis por radiação não é confiável”. Em que isso torna o Criancionismo algo mais válido? Fossem tentar provar tal besteirol estariam utilizando as mesmas técnicas.

Não raramente essa técnica de distração se compõe de pegar um detalhe mínimo da discussão que o ateu/agnóstico alegou e buscar aumentá-lo fora de proporção para evitar retornar à discussão maior que realmente não tem como refutar.


6ª JUSTIFICATIVA: CRIAR EXPLICAÇÕES ABSURDAS

Isso vêm junto com o fato que para alguém acreditar no que está escrito na Bíblia como fatos históricos exige uma mente que aceita acreditar em fatos sem sentido. Numa discussão sobre a famigerada Arca de Noé, quando se faz perguntinhas simples como: “Como Noé conseguiria o número de árvores suficientes para construir uma arca de madeira gigante no meio do deserto?” ou então “Como Noé e sua família limpariam o esterco de todos os animais da face da Terra na Arca diariamente?”. As respostas costumam ser hilárias, tais como:

– Deus criou árvores no deserto (extrapolação, nada na Bíblia diz isso).
– O esterco dos animais não fedia, porque eles comiam capim (alguém já viu esterco de um boi ou vaca não feder?).

Entre outras (ver os comentários do artigo Dilúvio Desmascarado).


7ª JUSTIFICATIVA: FUGIR DA DISCUSSÃO ALEGANDO SER PARTE DO ANTIGO TESTAMENTO

Aparentemente religiosos acreditam que, embora a Bíblia seja um livro perfeito sem erros ou contradições (segundo a opinião deles), ela não tem necessidade de manter coerência entre o Antigo e o Novo Testamento. A desculpa clássica está em “após Jesus, tudo mudou'”. Mas, se é assim então de que valem os dez mandamentos por exemplo? Ou alegar que o homem paga pelo pecado original se Jesus nos salvou?

Mais uma vez a conveniência pois em outras partes o antigo testamento seria usado para comprovar algo mas negado para contrariar alguma afirmação.

E o fato de estar escrito que Jesus (supostamente) ter dito que não veio para abolir as leis dos profetas parece ser ignorado nessa hora.


8ª JUSTIFICATIVA: ASSOCIAR LONGEVIDADE COM VERDADE

Isso entra no argumento característico de “se a Bíblia está por aí a tanto tempo como ela não seria verdade?”. É um argumento falso, obviamente, pois quantos livros estão por aí a tantos mil anos? Todos os livros religiosos estão como os de Confúcio, o Mahabarata, Ramayana, Zed Avesta, Corão etc. Isso sem nem entrar em crenças africanas, sincretismo religioso, e alegar um seria verdadeiro por sua idade defenderia todos os outros como verdade ao mesmo tempo.

As falhas principais neste pseudoargumento é são:

• Isso é um ponto de vista ocidental, para começo de conversa, a Bíblia não teve tanta relevância no oriente (ou os chineses, japoneses, vietnamitas, mongóis, árabes, persas etc. a têm como livro religioso?);

• Se você alega que um livro se torna real por causa de sua longevidade, você pode usar esse argumento para qualquer religião, indiferente dos valores que ela defenda. Quantas religiões defendem valores sexistas, xenófobos, homofóbicos e racistas (além da Bíblia, é claro)? Alguém deveria segui-los sem questionar? É o argumento do namoro abusivo: sabe que faz mal, mas não conseguiria imaginar a vida sem a pessoa. Patético!

• A Bíblia FOI comprovada errada inúmeras vezes por diferentes pensadores nas mais diferentes situações possíveis. A questão nunca foi prová-la errada, mas conseguir que essa informação atingisse a maioria da população.Não raramente os meios de comunicação evitam difundir informações ateístas por medo de perder uma audiência, que prefere ouvir “verdades” simplistas que não conduzam ao raciocínio. Enfim, para os meios de comunicação, religiões significam mais dinheiro que ateísmo de uma forma geral.

Contudo, isso não altera a veracidade dos argumentos contra a Bíblia.


9ª JUSTIFICATIVA: FALEI UMA COISA TÃO IDIOTA QUE NINGUÉM SE DEU AO TRABALHO DE REFUTAR, ENTÃO GANHEI O DEBATE

Esse é o mais divertido! Também conhecido por ARGUMENTO DO CANSAÇO, porque enche tanto o saco que o debatedor desiste do debate. Aí o religioso fica com o peito estufado e diz aos quatro ventos: “Você não rebateu meus argumentos (tolos), logo ganhei o debate”.

Parece até que aqueles que presenciaram o debate realmente acreditam naquilo. Enfim…


10ª JUSTIFICATIVA: FRASES PRONTAS

Esse costuma ser repetidamente usado por ser o mais mentalmente preguiçoso. Consiste no religioso ter frases que ele vai apresentar para qualquer situação, indiferente a fazerem sentido com o que está sendo dito ou não.

Os exemplos mais notórios costumam ser:

• “Texto sem contexto é pretexto”: ironicamente essa frase sempre é utilizada fora do contexto da discussão. O religioso também assume que, após ter dito essa frase, ela terminaria a discussão por si própria e ele não precisaria explicar qual o contexto ele acreditaria adequado à referência;

• “Vocês não possuem a compreensão espiritual”: o interessante é que esse contexto que eles alegam possuir não os fornece com argumentos convincentes. De uma forma geral, essa frase não significa coisa alguma na verdade, porque o religioso após tê-la dito no máximo vai apelar para alguma forma de parágrafo sobre a grandiosidade de deus (qualquer um que seja) e quão minúsculo é o ser humano ou coisa do gênero que, de novo, não teria relação alguma com a discussão;

• “O texto da Bíblia é loucura para os que não creem”: e é tão difícil assim de imaginar o porquê? Isso é referência a uma linha da Bíblia e também nunca auxilia um debate de forma alguma, nem contra nem a favor de nada, serve exclusivamente para lembrar que você está lidando com uma pessoa brega.

A lista de frases prontas deve beirar os milhares. Contudo, todas acabam nessa definição final: Uma pessoa que realmente raciocinasse sobre o que está falando não as utilizaria. Teria raciocinado com suas próprias idéias e as formularia a partir de seu próprio vocabulário coloquial.

Uma piadinha ilustra bem isso: “Como meu avô dizia, quem fica citando repetidamente os outros é idiota”. 😀


11ª JUSTIFICATIVA: SOBRE DEUS, NÃO SOBRE A BÍBLIA

Confusão extremamente comum. O fato de alguém não acreditar na Bíblia não significa de forma alguma que a referida pessoa não acredita em um determinado deus. Ela não consegue ver como um deus utilizaria um livro com contradições tão gritantes com distância de poucas linhas, erros óbvios e cópias decalcadas de outras mitologias.

Ou como um deus não enviaria um livro com uma mensagem coerente e coesa, em que alguém visse um sentido que unisse todas as histórias, ao invés de uma colcha de retalhos de contos que pregam morais completamente opostas, quando não demonstra pura crueldade gratuita, homofobia, sexismo e absurdos em níveis astronômicos.

Como livro divino a Bíblia simplesmente não seria o portfólio que demonstrasse o melhor lado dele como “deus do amor e da misericórdia”.

Normalmente a forma como religioso vai responder quando se aponta isso cai na justificativa típica número 3 (tentativa de alegar um conhecimento superior).


12ª JUSTIFICATIVA: REFERÊNCIAS ALEATÓRIAS DA BÍBLIA

É difícil compreender 100% a motivação, mas às vezes no meio de uma discussão, ao invés do religioso responder ao que você está falando, ele apresenta uma linha qualquer da Bíblia sem relação nenhuma com o assunto.

Aparentemente eles acreditam que a pessoa irá “se deslumbrar com a beleza da escrita” e cessar os argumentos, ou alguma outra estupidez desse gênero. Claro que talvez isso funcionasse se a Bíblia tivesse algum trecho realmente bem escrito; mas, ainda que tivesse, não teria refutado o argumento apresentado. O nome disso é Transtorno de Déficit de Atenção. Isso implica na incapacidade de seguir argumentos mais longos, acarretando que o dito religioso se perca no assunto e busque reagir por reflexo através de uma linha qualquer da Bíblia.

Não passa de outro sintoma de desespero.


13ª JUSTIFICATIVA: SE FAZER DE VÍTIMA CRISTÃ

Quando não conseguem vencer os argumentos, então caem no “estou sendo perseguido como Cristo e os primeiros cristãos foram”. Entre outros blá blá blá.

É a tentativa do apelo e chantagem emocional estilo “se vocês continuarem falando isso, eu vou chorar”. Falácia do apelo à misericórdia, seguida do apelo à multidão.

Normalmente, isso vêm quando a pessoa tem de encarar as falhas de seus argumentos (se é que se podem se chamar as palavras sem nexo de “argumentos”) e/ou têm de enfrentar que não possui uma base tão elaborada assim como acreditava anteriormente. Algo chocante, não é mesmo? Dependendo do nível de argumentação, a pessoa vai apelar para isso no começo, meio ou fim da discussão (ou nos 3 tempos, o que é mais provável), dizendo para si própria “estou sofrendo como Cristo sofreu pelo que acredito”. Complexo de martírio cristão.

Mas, como todas as outras justificativas anteriores também não invalida as falhas que existem no próprio texto da Bíblia.

A verdade é que nada disso invalidará as falhas apontadas, porque elas simplesmente existem e estão lá. Choradeira com certeza não fará com que deixem de existir. Trata-se de um modo do religioso convencer mais a si mesmo que tem razão, do que o cético que o pegou pelo pé em cada tentativa de argumentação religiosa.

A melhor resposta para esse tipo de choradeira (no melhor estilo: mãe, ó o cético feio, ó!) é o famoso: Solo de Violinos, que mostra que o religioso apenas está atuando num melodrama água-com-açúcar, mas não está comovendo ninguém (a não ser outro religioso metido a mártir).


14ª JUSTIFICATIVA: SE TEM DEFEITO ENTÃO É VERDADE

Os religiosos costumam muitas vezes alegar uma hipótese ridícula, dizendo que se a Bíblia se contradiz, então ela não foi forjada. Na verdade é mais uma tentativa de criar explicações quando o erro no texto é inegável. Uma explicação que, no fim das contas, não explica nada.

No caso seria uma tentativa de incorporar um fato que faz sentido – como sustentar mediante provas que a Bíblia possui contradições, muitas vezes por ter tido histórias inseridas de várias mitologias locais – com um que não faz o menor sentido, como por exemplo: “‘por causa disso o que ela está escrito é real”.

O religioso entra, assim, com muitas outras tentativas de alterar o significado literal de palavras ou juntar pensamentos que se opões apenas para forçar uma conclusão favorável à Bíblia de alguma forma.

A questão é que só se chega a conclusões reais quando você segue a ordem: pergunta, pesquisa e conclusão. E, nesse caso, a ordem seria pervertida para “a conclusão tem de ser que a Bíblia é perfeita”, “não pergunte sobre a hipótese dela não ser” e “pesquise e aceite apenas as fontes favoráveis a essa conclusão” .

Para quem leu a obra 1984 de George Orwell, esse tipo de pensamento cai na definição de Duplipensar, onde infere que se deve conciliar idéias opostas como “guerra é paz”, “liberdade é escravidão” e “amor é ódio”. Em termos mais recentes, foi desenvolvido como base nos anos 70 para desenvolver a idéia do Intelligent Design através do que a mídia americana denominou “conhecimento seletivo”; conhecimento que ignora quaisquer provas ao contrário conseqüentemente contrário aos princípios básicos da pesquisa científica.


15ª JUSTIFICATIVA: É QUESTÃO DE ÉPOCA

Argumento usado principalmente quando é mencionada as crueldades de Jeová no Antigo Testamento. Aí entra em cena o lenga-lenga de “é porque naquela época eles eram isso ou aquilo, faziam isso ou aquilo”. Muito conveniente.

A pessoa que diz isso não se toca que só porque uma atitude era comum naquela época, não significa que era correta. Ou seja, era comum ter escravos, então Jeová (também conhecido como o Senhor dos Anéis Bíblico) permitia a escravidão. Era comum matar bebês de colo e rasgar barrigas de mulheres grávidas, então Jeová mandava fazer isso. Era comum vender mulheres como se fossem objetos, então Jeová permitia vender mulheres. E por aí vai.

Quem defende tal argumento não percebe o absurdo que está dizendo. Deus nesse caso não tem voz ativa. Quem escolhe o que é certo e o que é errado são os homens, através do seu “costume de época”. Se Deus simplesmente permite tais absurdos, ele jamais pode ser um Deus de amor, que se importa com os seres humanos.

Deus está permitindo, colaborando, aprovando e ordenando atitudes repugnantes, que jamais deveriam ser aceitas por um “Deus de amor”. Se ele não perpetrou a ação, pelo menos foi conivente abstendo-se.


16ª JUSTIFICATIVA: PREGAR O AMOR DE DEUS E, APÓS DERROTA, AFIRMAR QUE O CONTESTADOR IRÁ AO INFERNO

Um híbrido da 4ª justificativa (desespero) com a 11ª justificativa (sobre Deus e não sobre a Bíblia).

Após tentar convencer que Deus nos ama e sentir-se frustrado com o fracasso o religioso começa a lançar maldições e a tentar convencer que o mesmo Deus de amor é capaz de condená-lo ao inferno.

Pena que ateus e agnósticos não acreditam em inferno, e essa baboseira toda só serve para causar diversão destes últimos.


17ª JUSTIFICATIVA: ERRO DE COPISTA

Esse argumento é muito pouco usado, e somente por cristãos mais sensatos, que admitem que a contradição é irrefutável, mas que não passa de um “mero erro de copista”. Isto é, o tradutor se confundiu e escreveu besteiras, mas que isso não invalida a “beleza” do texto.

Com isso, eles dão a entender que um errinho de cópia não é nada grave, que não interfere em nada na sua fé, e que não interessa se Acazias tinha 22 ou 42 anos quando começou a reinar, ou se ele começou a reinar no ano 12º ou 11º de Jorão.

Bem, esse é um raciocínio que vale tanto quanto os outros, ou seja, NADA!!

Primeiro, porque não existem mais os originais para se comparar se realmente foi apenas um erro de copista. Eles dizem isso para si mesmos, apenas para se convencerem (como tantas vezes) de que não foi Deus quem errou, e sim o homem. Porém não há evidências disso. Quem me garante que no original também não estava o erro? Se é que houve um original e não foi tudo invenção desde o início.

Segundo, esse tipo de contradição foi evidenciada somente porque ela aparece em passagens diferentes que deveriam contar a mesma história. Porém, quantas passagens da Bíblia não podem ser comparadas? Se é permitido o copista errar, então quem me garante que ele não errou em vários outros lugares, e sequer podemos descobrir?

Terceiro, quem garante que os copistas erraram apenas em números e datas? Por que não em fatos importantes do cristianismo? Está claro que Deus não impediu que eles errassem para pequenas coisas, por que não para grandes?

Quarto, erros de copista são ainda mais evidentes se analisados os manuscritos que ainda existem. Manuscritos esses que sequer concordam entre si. Que dependendo da região que eles provêm, por exemplo, Alexandria ou Esparta, diferem muito entre si. Ou então, da data em que foram escritos.

Repare nas notas de rodapé da Bíblias modernas, e veja que há muitos erros de copistas, bem mais do que imaginam. Qual é o certo? Por exemplo, um manuscrito antigo, porém rasurado, ou um sem tantas rasuras, porém mais novo?

Erros de cópia abalam sim (e muito!) a credibilidade da Bíblia.


18ª JUSTIFICATIVA: PIEGUICE

Essa é uma das táticas que me causaria mais pena sobre quem a utiliza, se eu fosse capaz de ter piedade por idiotas. Quando a pessoa não consegue te convencer intelectualmente eles buscam te convencer emocionalmente, utilizando o que eles consideram “frases bonitas e conceitos que apenas quem é religioso compreenderia”.

Tudo fajuto: a frase não é nada bonita, mas uma extensão ou derivado de alguma música sertaneja ou novela sobre amor e a idéia que só religiosos compreenderiam, no máximo alguma referência a algo que o pastor falou durante a missa, que nem era tão profundo e muito menos impressionante. Se eles apresentam uma idéia que tenha mais um nível de compreensão para eles é um feito de iluminação divina e a coisa mais bonita que existe.

A piedade que se sente, de certa forma, é a de que eles estão buscando descrever algo profundo utilizando a cultura de alguém que só faz ir em missas (ou outros cultos semelhantes), lê a Bíblia de qualquer jeito, aceitando aquilo como uma verdade incontestável e consumir “culturalmente” novelas e músicas que só falam sobre amor de corno. Isso nunca fez (nem nunca fará) ninguém capaz de escrever algo como:

Eu, ansioso pelo Sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará mais.

E o rumor triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.

(O Corvo – Edgar Allan Poe – tradução: Machado de Assis)


19ª JUSTIFICATIVA: NÃO RESPONDER

Essa deve ser, com certeza absoluta, a mais irritante. Quando ao invés de contraargumentar de alguma forma sobre o erro apontado, o religioso apenas alega “Jesus te ama”, “porque você não aceita Deus” ou variações do gênero.

Basicamente, é algo tão sem sentido, que mal compensa se direcionar muitas vezes e difícil compreender se você e o religioso estão falando sobre a mesma coisa. É o equivalente a alguém estar perguntando pelo almoço de domingo e a pessoa responde sobre a invasão do Iraque.

O fato de alguém acreditar ou não em um deus qualquer (ou de “aceitar” ou não a Cristo) não significa de forma alguma que a pessoa não deveria ler a Bíblia sob um ponto de vista crítico, inclusive para compreender melhor o texto. Conseqüentemente, se alguém observa uma contradição e a traz para discussão, por diferentes motivos, deveria muito mais reafirmar seu interesse sobre o livro que ela apenas aceitasse qualquer coisa escrita sem questionamento. Ao menos, em princípio a pessoa estaria questionando e estudando para aprofundar sua compreensão do texto.

Religiosos, contudo, aparentam considerar que qualquer interpretação que não termine dizendo “a Bíblia é um livro maravilhoso e sem erros de nenhuma espécie” significa que a pessoa deve odiar a deus, Jesus, o Espírito Santo, todas as igrejas e que vai queimar no inferno por toda a eternidade, junto com os homossexuais, drogados, assassinos, pedófilos e outros párias.

Sempre acabam “fazendo um favor” terminando com uma dessas frases estípidas depois de um texto sem nexo:

Vou orar por você! Ou: Estou orando por você! (como coisa que isso signifique algo a quem não se interessa por isso)
Jesus te ama! (para quem acredita cegamente que ele existiu, vale muito. Já para os que não creem…)
Como você pode odiar a Bíblia e Deus? (O que tem uma coisa a ver com outra? Será que precisa-se acreditar na Bíblia para se crer em deus? Então judeus, muçulmanos, hindus etc. são ateus, né?)
Eu acredito na Bíblia e sou feliz. E você? (Para ser feliz é preciso acreditar nas baboseiras da Bíblia? Isso que eu chamo de fé…)
A Bíblia fez muitos milagres na minha vida. Conheço um caso (normalmente fictício) de alguém que se curou depois que acreditou na Bíblia. (Tão tolo que sequer merece comentários. Mostrar os laudos médicos que é bom, nem pensar)


20ª JUSTIFICATIVA: SE FAZER DE SURDO

Também conhecido como Tautologia, insistência em argumentos comprovadamente errados, e uma tentativa do religioso de enlouquecer a pessoa com quem ele conversa. Configura quando você já provou de todas as formas possíveis que tais argumentos são furados, sem sentido, contraditórios, pouco inteligentes e sem sentido nenhum e, mesmo assim, o religioso insiste em repetir as mesmas linhas do começo do diálogo.

É o equivalente ao comportamento Homer Simpson de “não importa o que você argumente de todas as formas ele vai insistir nos mesmos pontos já amplamente demonstrados errôneos”. Cai num conflito básico com a mentalidade de fé cega, que aparenta não precisar de uma base inteligente para suas afirmações e recusa-se ouvir ou debater num nível realmente embasado.

No caso de se perder durante a discussão ou não conseguir refutar ele apenas retorna ao argumento inicial achando que isso daria reset e invalidaria tudo que foi dito.


21ª JUSTIFICATIVA: PRECISA DE FÉ PARA ENTENDER A BÍBLIA

Esse é mais um caso particular da 3ª justificativa (tentativa de alegar um conhecimento superior).

Um dos mais irritantes de todos, pois eles se julgam dotados de uma espécie de “conhecimento divino”, e que Deus lhes deu iluminação para conseguir entender coisas que nós, descrentes, achamos absurdas.

Para eles, se somos incapazes de entender é porque não temos fé. Isso não faz nenhum sentido, pois Deus supostamente não deveria fazer acepção de pessoas (como a própria Bíblia diz), e todos deveriam ser capazes de entender a Bíblia completamente, e aí sim serem capazes de tomar a melhor decisão para a vida delas.

Se só os que têm fé podem entender a Bíblia, então ela se torna inútil para a salvação das pessoas, pois ela não é capaz de “dar fé” a ninguém. Os religiosos muitas vezes recaem em uma lógica circular: “Você precisa entendê-la para ter fé, mas precisa de fé para entendê-la”.

Além do mais, é fácil ver porque os que tem fé, dizem que entendem a Bíblia. É fácil ver que se Deus mandou matar bebês de colo, um religioso vai simplesmente dizer: “Eu tenho fé que Deus tomou a melhor decisão”. Pronto, a questão está respondida, na opinião do religioso, e quem não tem fé é incapaz de ver dessa forma. Isso acarreta numa irresponsabilidade. Joga-se tudo nas costas de Deus e fim.


22ª JUSTIFICATIVA: O FIM ESTÁ PRÓXIMO

Esse também faz parte da justificativa nº 4 (desespero), contudo nem sempre utilizada de forma afobada, vez por outra inclusive acreditando de forma arrogante como “vocês vão se ferrar por causa disso e eu vou me dar bem. Buahahuahaahahaa”.

Como todas as outras justificativas, evita se dirigir diretamente ao problema apresentado com uma resposta objetiva e busca desviar para um tática de medo. Inclui-se nessa justificativa alegar fatos aleatórios de desastres que estariam descritos nas escrituras. Como nunca houve consenso algum sobre quais desastres específicos seriam esses usando o mesmo argumento, um religioso vai alegar que a bomba de Hiroshima, a invenção do telefone, a guerra do Iraque, o Tsunami, o Lula ter sido eleito, o divórcio da Britney Spears, os cartões de crédito estarem inserindo o número da besta nas testas das pessoas entre outras besteiras, como provas definitivas de que o fim está próximo e quem insistir em apontar erros evidentes e óbvios no texto bíblico vai pagar o preço por não aceitar mentir como todo o resto dos religiosos que a Bíblia é inerrante.


23ª JUSTIFICATIVA: VOCÊ DEVE TER PROBLEMAS

Mais um no estilo: “Ao invés de responder diretamente ao que você demonstrou, vou tentar usar de apelo/chantagem emocional”.

Isso acontece quando o religioso simplesmente recusa-se completamente em se dirigir à questão apresentada e passa a buscar “suas motivações emocionais”. Estupidez galopante sem sombra de dúvidas, uma pessoa poderia ter acabado de ganhar o prêmio Nobel da literatura ou internado num asilo mas, indiferente a qual das opções se encontrasse, ela dissesse “não caberia todos os animais do mundo na Arca de Noé” os animais simplesmente não caberiam, pois é fato.

Em geral o religioso vai tentar usar frases do gênero “pode nos falar qual é o seu problema?”, “por que você não aceita a deus?” ou algo idiota do gênero, enquanto busca fazer suas melhores expressões de sobrancelhas caídas para os cantos e olhares de “pode falar”.

Claro que uma pessoa lúcida e inteligente apenas sentirá vontade de falar “estou conversando com um asno”. Isso entra na mitologia religioso que “as pessoas apenas se sentem felizes se estiverem indo na igreja como eu”. A necessidade religioso de auto-afirmação, se convencendo de estar fazendo a única coisa que poderia fazer uma pessoa feliz: não se aprofundar intelectualmente sobre nada e fugir de responder intelectualmente quando alguma falha é apontada.

Claro que essa necessidade de auto-afirmação também traz outras coisas, como a semi-consciência de não estar se aprofundando racionalmente em lidar com problemas não costuma levar as pessoas muito longe, a infantilidade intelectual de buscar compreender todo as as diferenças de idéias em outras pessoas como conseqüência de crises emocionais, evitar lidar com a questão “mas eu sou realmente tão mais feliz assim?”

A realidade é que felicidade de verdade tem mais a ver com suprir necessidades emocionais através de auto-conhecimento e NÃO de evitar confrontá-las, jogando-as para algum ponto do fundo de seu inconsciente, como uma faxineira relapsa varrendo o lixo pra debaixo do tapete.

Pouco importa! Podem acreditar no que quiserem sobre a vida pessoal da pessoa, mas as contradições estarão na Bíblia de qualquer forma. Queiram ou não.


24ª JUSTIFICATIVA: SÓ A BÍBLIA INTEIRA

É comum escutarmos essa asneira, ao criticarmos qualquer coisa na Bíblia. A resposta típica é: “Por acaso você já leu a Bíblia inteira para saber do que se trata?”

Essa desculpa furada é, no mínimo, irônica, já que a maioria das pessoas que a proferem jamais leram a Bíblia inteira. Ou seja, partem do pressuposto que para elogiar a Bíblia, basta ler um versículo só que seja, mas para criticá-la, tem que lê-la toda.

Além do mais, qualquer um que realmente leu a Bíblia toda, nunca vai dizer tal coisa, pois sabe que não é necessário ler a Bíblia toda para comentar alguma passagem, basta usar uma simples Bíblia com referências e pronto.

Em suma: Para não acreditar na Bíblia, basta lê-la inteirinha.


25ª JUSTIFICATIVA: PORQUE CRISTO TE INCOMODA?

E lá vamos nós de novo. Mais uma justificativa que não se dirige às contradições apontadas buscando desviar para alguma pieguice emocional, essa ainda mais pobremente miserável: a idéia que a pessoa não está apresentando as falhas da Bíblia por elas simplesmente existirem mas por “estar resistindo à presença de Cristo”.

Esse pseudoargumento (assim como a justificativa nº 23) tende a tirar proveito se a pessoa realmente possuir algum problema emocional que não consiga resolver por si própria. É baseado em “nós sabemos que as contradições existem, mas vamos negar, você vai estar aí sozinho falando essa verdade mas você vai estar sozinho. Mas se você passar a mentir e negar como nós estamos fazendo você terá um grupo de suporte ao seu problema”.

Isso acaba gerando a famosa conversão de “perdidos para fanáticos religiosos”. Em linhas gerais é uma forma de comprar a colaboração da pessoa baseada em suas fragilidades emocionais, uma vez dentro e apegada à esse grupo de suporte a pessoa vai defender qualquer fanatismo possível relacionado. As igrejas se baseiam excessivamente em explorar esse tipo de fiel como “exemplar”. Contudo isso gera duas coisas:

• Primeira que os erros e as contradições da Bíblia continuam lá, não mudou nada nesse sentido;

• Segundo que os problemas emocionais com que a pessoa lidava também continuam lá. Ela apenas partiu para uma forma radical de fugir deles se escondendo no meio de um grupo de suporte e o mais que esses problemas o incomodarem o mais fanática a pessoa se torna. Nisso entra os religiosos com tendência gay que se tornam homofóbicos, temor da sexualidade feminina levando à buscar reduzir direitos da mulher, e qualquer busca por extensão de exercer o controle em outras pessoas para nunca precisar ver o que sente medo em si mesmo incluindo o fato de que algumas pessoas não apenas não se “incomodam com Cristo” como não sentem necessidade nenhuma dele.

Obviamente, com pessoas mentalmente equilibradas, este artifício não resulta em nada.


26ª JUSTIFICATIVA: CREIO PELA FÉ

Confusão amplamente espalhada e explorada entre comunidades religiosas. A idéia que se alguém aponta erros no texto da Bíblia, essa pessoa estará recusando a Deus. Diante desse conceito, pessoas que se tornem emocionalmente dependente do grupo religioso para convivência social, suporte ou família são supostas a não aceitarem/admitirem ou assumirem erros no texto da Bíblia não importa quão óbvio eles sejam. A linha normalmente utilizada nesse sentido é “creio pela fé”, a qual simplesmente tem qualidade nula como resposta a uma pergunta como “como as plantas poderiam sobreviver se foram criadas antes do Sol, segundo Gênesis?”

Isso em geral seria melhor descrito como “se dizer que não creio, vou perder status“, porque na verdade a pergunta não tem relação qualquer com crença. É apenas uma pergunta pertinente ao tema. Uma crença aprofundada não negaria raciocínio e questionamentos mas os estimularia; mas, ao invés disso temos uma cultura da necessidade de negação onde qualquer pessoa que apontar uma opinião divergente, será “alguém que não acredita” e estará fadada a ir pro Inferno.

Em geral esse argumento tende ao religioso justificar sua fé através dos benefícios sociais que a comunidade religiosa lhe ofereceu, contudo não responde à questão apresentada.

Afinal de contas :“Não me importa se antes você bebia sem parar, usava drogas, se prostituía em bar gay, teve pai com câncer ou o que seja. Apenas responda como plantas iam sobreviver se o Sol foi criado no dia seguinte!”


27ª JUSTIFICATIVA: A BÍBLIA É POLÊMICA

No caso de não haver como refutar argumentos contrários a tentativa de salvar a Bíblia de parecer meramente mal escrita está em dizer “ela ser polêmica”. Polêmica eles tentam alegar como “provoca questões que nos fazem pensar”, para evitar assumir “só eu acho que ela diz algo relevante”.

Algo seria polêmico se causasse choque, a Bíblia não causa isso, causa apenas indignação e irritabilidade em ver pessoas negando de toda forma assumir erros evidentes e contradições ululantes.


28ª JUSTIFICATIVA: REFERÊNCIAS FURADAS

Extremamente comum. Isso se configura quando durante tal discussão o religioso vai apresentar suas referências para embasar seus argumentos e demonstra fontes, para dizer o mínimo, questionáveis e amplamente tendenciosas. Normalmente isso acontece muito durante debates sobre a Arca de Noé e o dilúvio com fontes como “cristoévida.com”, “livro a santíssima trindade de acordo com as irmãs carmelitas” ou alguma outra fonte risível do texto.

Raramente alguém vai encontrar uma referência de uma fonte internacionalmente reconhecida e imparcial favorável a algum absurdo bíblico, pois atentaria contra a seriedade da própria instituição; ainda mais comum quando algum religioso encontra alguma referência de alguma instituição mais reconhecida, ele extrapola o que foi alegado em prol de seu argumento.

Um exemplo típico está em discussões sobre a possibilidade do dilúvio mencionado na Bíblia, Gilgamesh e outras lendas locais fossem referentes a um possível Dilúvio que teria criado o mar negro. O religioso vai tentar descrever isso como “prova que o dilúvio aconteceu como descrito na Bíblia e foi global” (dependendo do grau de sanidade do defensor), evitando tocar no assunto de que nada no texto alegaria ter sido causado por uma chuva de 40 dias ou ser mundial. Ou que as lendas sobre o dilúvio são gritantemente diferentes.

Não raro são citados quaiquer livros de quaisquer autores que seja, conhecidos ou não, sério ou piada da comunidade científica, contanto que ele suporte o que a Bíblia diz e buscar reduzir a relevância de escritores muito mais sérios e proeminentes sobre o assunto, como Darwin ou Stephen Jay Gould, por exemplo.

Inventar livros imaginários e autores que sequer existem, como o tal Russel Norman Champlin, de quem nem a editora dele no Brasil (Hagnos) conhece, é muito comum também. Vale tudo para impor uma opinião. Até mesmo o mau-caratismo intelectual.

Mas, quando usamos a própria Bíblia deles para mostrar que alguns de seus próprios dogmas são insustentáveis pelo próprio livro que eles têm como “sagrado” (ver Santíssima Trindade Desmascarada), os religiosos também não aceitam. Logo, não é questão de se usar uma fonte religiosa ou não. É questão da conveniência de usar o que sustenta as proposições deles, por mais absurdas que possam parecer.


29ª JUSTIFICATIVA: FALOU “MEU DEUS” NA HORA DE APURO

O típico argumento tão obviamente falso quanto comum entre religiosos.

Existe essa lenda entre religiosos que se uma pessoa utilizar a expressão “meu deus” em alguma situação, essa pessoa necessariamente estaria admitindo alguma crença teísta, inclusive apesar do número quase infinito de crenças teístas pelo mundo afora, essa expressão estaria sendo utilizada exclusivamente em relação ao deus cristão.

E se alguém falasse “puta merda” ou “fodeu” isso seria confissão de adorar um monte de esterco ou um ato sexual santificado? E se a pessoa dissesse “diabo!” então ele seria satanista, embora houvesse praticado cristianismo sua vida inteira? Isso sem falar no uso das diversas expressões referentes aos órgãos sexuais.

A questão é que essas são simplesmente expressões cotidianas utilizadas inconscientemente e, para tristeza dos religiosos que odeiam admitir isso, o que uma pessoa realmente acredita é demonstrado em seu comportamento cotidiano e na direção que dá à sua vida, e não a uma expressão genérica qualquer, utilizada em alguma situação extrema. Caso fosse essa expressão o que definisse a crença então as outras expressões estariam igualmente validadas como provas de crença teísta em esterco, atos sexuais, satanismo, parto de prostitutas, esfíncter, bastardos, virgindade, negação, etc.


30ª JUSTIFICATIVA: HISTORINHAS DA CAROCHINHA

Vez por outra você vai ouvir isso de algum religioso. No meio de um debate ele vai interromper tudo para aparecer com uma história genérica do estilo:

Um ateu estava numa palestra e um cara humilde comeu metade de uma laranja e perguntou para o ateu se ele sabia se a outra metade estava boa. O ateu respondeu “não sei” e o religioso disse “e como você vai saber sobre o que você não experimentou então?”

No meio religioso esse tipo de coisa é inexplicavelmente visto como sabedoria ou profundidade; sabe-se lá porque. Deve-se por falta de algo inteligente a dizer.

A verdade é que, em geral, todas essas historinhas são tão furadas que poderiam facilmente ser invertidas contra o próprio religioso. Usando a mesma história um ateu poderia alegar “e você nunca experimentou não acreditar em deus”. Dificilmente alguma dessas histórias não seria facilmente reversível para qualquer coisa que a pessoa que a utilizando escolhesse. Por isso que essas histórias são designadas genéricas e não servem como base real de argumento nenhum.


31ª JUSTIFICATIVA: TU ÉS ARROGANTE

Fatalmente se o religioso ver que não vai conseguir te converter de forma alguma, ele vai partir a lhe imputar alguma forma caricata de defeito pessoal que te “impede de ver a glória do senhor”. O mais normal costuma ser qualificar a pessoa como arrogante e sem “a qualidade cristã da humildade”. Convém apontar que a qualidade cristã da humildade inclui tentar converter todo mundo à sua crença, como quem pensasse diferente estivesse errado ou perdido.

A questão é que o fato de uma pessoa ter uma opinião diferente não a qualifica como arrogante; e se ela tiver um conhecimento mais embasado sobre o que acredita realmente, não vai existir motivo algum para ela mudar de opinião se não forem apresentados argumentos à mesma altura e com o mesmo nível de profundidade. Isso não é arrogância é apenas ser seguro de si, não implica a pessoa desrespeitar crenças diferentes ou ser incapaz de se importar com outros seres humanos. Qual sentido teria uma pessoa que estuda a vida toda mudar de idéia baseado em um argumento falho? Existe uma beleza e poesia na simplicidade, verdade, contudo essa simplicidade necessita ter profundidade não ser simples pelo mero fato de pobreza de idéias.

Em geral isso acaba consolidando um conflito cultural entre pessoas cultas e pessoas desinformadas, e como cada um vai ter de definir um ao outro através de suas perspectivas pessoais para justificar a si próprios seus estilos de vida diferentes. Talvez ambos estivessem vivendo no mesmo ambiente cultural seriam bons amigos, mas nessa situação a comunicação mútua se torna completamente truncada e incompreendida.


32ª JUSTIFICATIVA: BLEFAR

Esse se baseia quando religioso responde com termos vagos, tentando reduzir as alegações sem apresentar nenhum argumento efetivo. Normalmente envolve frases como “não vou nem responder sobre isso”, “ah, você acredita em qualquer coisa que te dizem” (o fato deles acreditarem unicamente porque o pastor disse é esquecido nesse momento), “existem provas irrefutáveis sobre o assunto” (sem apresentar as provas, como sempre), “se você duvida, procure ver se minhas afirmações são corretas” (inversão do ônus da prova) e quaisquer outras linhas nesse estilo que buscam apenas reduzir a relevância do que foi apresentado sem apresentar nenhuma prova efetiva que o refute.

A razão dessa tática é simples: ele não tem provas que refutem. Logo ele vai tentar fazer o que foi dito não ser tomado como sério o que qualifica tal tática como blefe e “jogar sujo”.

A melhor forma de resposta à isso é pressionar para que o religioso apresente as provas relativas ao que alega, o mais que ele se mantiver nesse jogo buscando se esquivar o mais evidente se torna que ele não tem argumento contrário nenhum. Fatalmente o argumento apresentado vence o blefe do religioso por falta de ter sido realmente refutado com evidências. O único resultado disso é ver o religioso passar vergonha por ficar fugindo desabadamente; o que é deveras engraçado. 😀


33ª JUSTIFICATIVA: TU ÉS DO MUNDO

Semelhante às justificativas anteriores sobre “necessita ser fiel para compreender a Bíblia”, essa contudo parte de uma premissa mais separatista e radical. A de que assume religiosos e infiéis não fazem parte do mesmo grupo de forma alguma e deveriam ser mantidos separados.

Talvez esse conceito funcionasse se eles todos se isolassem para viver numa ilha e não fôssemos obrigados a conviver uns com os outros, votar em políticos, decidir juntos quem vai ser o presidente do país, enfim não houvesse as questões comuns à sociedade que devem ser discutidas entre todas as pessoas em termos de igualdade e busca de interesses comuns. E dar dinheiro público para igreja não vai ser nenhum interesse comum.

Tal conceito também seria ainda mais funcional se eles não seguissem uma cultura de “vamos converter e espalhar a palavra de Cristo, mesmo contra a vontade”, ainda que as outras pessoas não tenham interesse nenhum sobre o assunto. Então baseado no “se você queimar minha casa eu queimo a sua” eles buscarem invadir fóruns de discussão e blogs para pregar, berrarem frases da Bíblia no meio das ruas, fazerem movimentos em prol da censura, moral e bons costumes ou qualquer outra tentativa de invadir e impor sua visão sobre a vida de pessoas de crenças diferentes. Eles não estão cumprindo sua proposta divisiva. Fatalmente o tanto que eles invadem para pregar a palavra abre margem para pessoas com interesses contrários fazerem o mesmo. Só que eles não aceitam. E acabam partindo para os xingamentos e ameaças logo de saída.

Se religiosos querem acreditar que as pessoas fora de sua igreja são completamente diferentes e perdidos, porque então eles não os deixam em paz? Deveriam esquecer que existem e viver sua vida na igrejas sem incomodar ninguém. Afinal, a bem dizer essas “pessoas do mundo” também acham que eles estão desperdiçando suas vidas com castidade excessiva, falta de experiência sexual, arrogância moralista, ignorância cavalar, preconceitos generalizados contra “drogados e gays”, homofobia e tantas outras coisas e não estão pagando para uma parada de gogo girls invada sua igreja dançando seminuas enquanto bandas tocam trash metal.


34ª JUSTIFICATIVA: METÁFORA

Uma desculpa clássica e extremamente utilizada.

Para uma definição de verdade sobre o que é metáfora, podemos encontrar AQUI

A justificativa preferida dos religiosos, a que pode solucionar todas as perguntas e resolver todos os problemas sem responder absolutamente nada.

• Se algo for literalmente ridículo a resposta seria: metáfora;
• Se for absurdo: metáfora;
• Sem sentido: metáfora;
• Idiota, tolo e esquisito: metáfora;
• Se for literal: metáfora também, só por via das dúvidas.

O termo é utilizado de forma tão amplamente abusiva e mecânica como estivessem apenas apertando o botão “resposta para que eu não precise pensar sobre o assunto”.

A primeira coisa a ser notada:

Alegar algo como sendo “metáfora” per se não é uma resposta. Se alguém alega tal pseudoresposta se coloca na posição de ter de esclarecer em que sentido isso seria uma metáfora e seu significado invés de literal, ainda mais se o texto não indicar isso de forma alguma.

Ironicamente a maioria das pessoas que usam esse termo mal tem noção do que ele realmente se trata e não seriam capaz de fornecer tal especificação;

O principal ponto nesse tipo de argumento é nunca estabelecer de forma clara e objetiva o que e porque seria metáfora ou literal para o religioso poder sempre caminhar por uma linha turva de argumentos que nunca se definem concretamente, assim ele pode alegar algo ser metafórico ou literal de acordo com sua conveniência. Dificilmente se conseguirá que o religioso que usa essa muleta de argumento defina como se reconhece algo ser metafórico ou literal;

Se alegar algo ser metafórico, nunca define o que a metáfora significa e parta para termos ainda mais vagos como “não se compreende a sabedoria divina”, “isso é muito profundo”, “os desígnios de Deus são misteriosos”; mas nunca esclareça.

Normalmente, quando indagados, o “manual religioso de fugas” ensina o seguinte:

“Se alguém lhe apontar a definição de metáfora alegue que você OBVIAMENTE sabe o que é metáfora e nunca utilizaria o termo sem conhecê-lo. Se pedirem que dê exemplos literários de metáforas para compreender sua definição, fuja do assunto.”

Bom, se um religioso alega algo ser puramente metafórico, ao mesmo tempo ele está definindo sua interpretação literal como errônea, algo muito esquecido. Por isso, uma frase como “a criação do mundo em Gênesis é metafórica” nunca fará sentido nenhum quando dita por um criacionista. A principal forma de derrubar esse argumento é apontar isso, pois força o religioso a definir sua posição sobre o texto, não poucas vezes, como no exemplo de criacionistas, ele vai ter de encarar entre escolher uma coisa e negar outra em prol do argumento. E escolher uma definição é o que ele evitou desde o começo e o motivo de ter usado essa desculpa furada.

Os religiosos se esquecem que, a partir do momento em que você abandona aquilo que está escrito, preto no branco, e partem para outras explicações, eles próprios acabam se tornando parte da “inspiração divina”. Isso lhes dá o direito de adivinhar o que Deus pensa, o que Deus quis dizer, e o que Deus quer. Logo, surgem inúmeras interpretações diferentes para um mesmo texto. E qualquer justificativa é válida, desde que não seja a mais simples, aquilo que está escrito ali, no papel.

Por quê? Simplesmente porque se for aceitar aquilo como está escrito, literalmente, a crença irá por água abaixo.


35ª JUSTIFICATIVA: EU ERA COMO VOCÊ

Vez por outra nós vamos acabar nos deparando com as vítimas de casos como os descritos na justificativa nº 25 (perdidos que se salvaram) que partirão de frases como essa.

Isso é uma completa presunção, pois enquanto crenças institucionalizadas como as cristãs pregam uma forma de cultura e pensamento comum (contra camisinha, contra sexo antes do casamento, contra gays, etc), ateus e agnósticos não possuem uma instituição-núcleo que direcione seus modos de pensar. Ateus e agnósticos são em grande maioria movidos por pensamento independente. Não têm largas reuniões toda semana discutindo a inexistência desse ou daquele deus. Em boa parte que eu me lembre os agnósticos e ateus estão mais preocupados em cuidar de suas próprias vidas que se preocupar com o que um deus que poderia existir ou não pensaria sobre o assunto. E ainda assim isso não é algo que poderia ser aplicado a todos, porque a diversidade de idéias se torna muito maior quando as pessoas acreditam em algo baseados em suas experiências pessoais, ao contrário de igrejas que apelam ao apego emocional generalizado.

Enfim, não se sabe porque tal religioso era ateu e deixou de ser, só se sabe que ateus e agnósticos não têm nada a ver com isso. Se alguém era ateu apenas porque teve problema de mulher que o deixou e ficou com “raivinha de deus” até que a raiva passou (típico “ateu de fim-de-semana”), isso seria completamente diferente da perspectiva de um ateu convicto, além de ser arrogante e presunçoso esperar que alguém que você nunca viu na vida, e nem sabe nada sobre, seria ateu ou agnóstico pelos mesmo motivos que você foi um dia.

E, pelo argumento inverso, que religiosos adoram esquecer, um ateu poderia igualmente dizer “eu já fui religioso um dia como você”. E daí? Ele deveria assumir que o religioso um dia vai ver a sabedoria e voltar à luz da razão do ateísmo?


36ª JUSTIFICATIVA: NA DÚVIDA, VALEM OS DOIS

Muito usada em conjunto com a justificativa nº 34 (metáfora), essa desculpa é mais usada em contradições, de forma a se acreditar que ambas as passagens são verdade. Por exemplo, Judas se enforcou ou se atirou de um precipício? Resposta: Os dois. Ele se enforcou em uma árvore na beira de um precipício,o galho quebrou e ele caiu.

Foi Judas ou os sacerdotes que compraram o campo do oleiro? Os dois. O dinheiro era de Judas, mas os sacerdotes compraram.

Essa justificativa pode chegar a absurdos imensos, a ponto de requerer um grande esforço mental para compreender como passagens diferentes podem significar a mesma coisa.

Foi Deus ou Satanás quem tentou Davi a numerar o povo? Os dois. Satanás o tentou, e Deus o permitiu. Ou seja, usa a tática da negação para “justificar” (apenas na mente do religioso, é claro) qualquer contradição.

Admitem na cabeça deles que não há contradição nenhuma, apenas uma história mal contada. Só que não explicam por que a palavra de Deus tem tantas histórias mal contadas. Não explicam como é possível tantas pessoas divergirem tanto sobre assuntos tão simples. Pois se ambas as hipóteses ocorreram, o que impediria de ambos os autores contarem a mesma coisa? Ainda mais com “inspiração divina”?

Isso mais parece uma daquelas mentiras mal contadas, e quando a pessoa é pega em um deslize, contradizendo-se, nega a todo custo que tudo era mentira, e tenta “remendar” a história para parecer verídica. É exatamente esse o caso com a Bíblia.


37ª JUSTIFICATIVA: FOI ESCRITA POR VÁRIAS PESSOAS

Semelhante à justificativa nº 15 (questão de época), porém invés de embasada na desculpa de costumes está baseada em pessoas diferentes. Esse argumento poderia justificar algo se não alegassem a Bíblia ser um livro perfeito inspirado por Deus. Para justificar essa afirmação então não pode ter desculpas como essa: o livro TEM que ser perfeito ou a afirmação está invalidada.

O principal problema desse argumento é que admite a contradição mas não a Bíblia ser inerrante, também assume um ponto secundário: A Bíblia não ser coerente em si por ter sido escrita por pessoas sem relação alguma de cultura, época, costumes e compreensão.

Esse argumento inconscientemente admite a Bíblia como uma colcha de retalhos de várias histórias colocadas juntas sem muita relação além de uma frase geral sobre um único deus. Então teremos os trechos sobre esse deus ser bondoso, ou ele exigir sacrifícios, ou destruir a terra porque de repente se decepcionou, pregar leis e mandar desobedecê-las em seguida e por aí vai.

Inevitavelmente, sob um ponto de vista coerente, esse argumento funciona mais contra a Bíblia ser um livro perfeito que a favor.


38ª JUSTIFICATIVA: FOCO NO MENOS RELEVANTE

Isso é comum, não apenas em discussões com religiosos, mas em discussões com qualquer pessoa que não consegue compreender o tema geral que está sendo discutido (resumindo: idiotas), e busca se apegar aos detalhes que apreende dentro de seu campo de compreensão. Em geral os menos relevantes; é o paralelo a uma pessoa que não compreende nada de ciência ouvindo alguém explicar sobre física quântica e se o cientista citar a palavra “galinha” no meio do debate a pessoa começa a tentar falar sobre a granja que visitou.

Com religiosos funciona da seguinte forma: Você apresenta um monte de argumentos que apontam para fatos inquestionáveis de erros da Bíblia, de repente eles vão focar em algum exemplo mínimo que você disse, sem refutar o argumento principal. Por exemplo “como você pode falar tal coisa se você foi numa festa de natal?”

Normalmente costuma ser um argumento facilmente rebatido pois já é baseado no religioso não ter compreendido completamente o que foi dito, mas se eles tiverem a oportunidade, eles estenderiam toda a discussão a um tema paralelo completamente irrelevante e fugiria da contradição apontada.


39ª JUSTIFICATIVA: SÓ DEUS SABE

Essa desculpa é usada quando eles não fazem a mínima idéia do porque Deus tomou certas atitudes. Só que ao invés de admitir isso, eles respondem que só Deus sabe, e que Deus é faz o que é melhor para todos, e que seus caminhos são misteriosos.

E por mais ridícula, ou cruel, ou injusta seja a atitude de Deus, ele continua sábio e bom, porque “ele sabe tudo”. Curiosamente, os religiosos “esquecem” as passagens em que Deus pergunta onde Adão estava, da surpresa de Deus por ver que o Homem se tornara mau, tendo que mandar o dilúvio e sequer imaginava que era o Capetão que o fora visitar na estorinha de Jô.

Também é negação, porque eles se negam a aceitar a realidade, porém é aliada a uma grande quantidade de cegueira, que os impossibilitam de ver o quão antagônicas são as atitudes desse suposto Deus.


40ª JUSTIFICATIVA: NÃO É UM LIVRO CIENTÍFICO

Extremamente comum sempre que se aponta falhas grotescas e absurdos científicos no texto. Muito difícil qualificar isso como um argumento sério quando essa frase é utilizada de forma tão contraditória.

A Bíblia não é um livro para ser interpretado de forma literal, direta e científica quando, alega que insetos têm 4 patas. CONTUDO, ela pode ser literal quando (por mero acaso) alegar algo vago e ambíguo, que anos mais tarde seria comprovado cientificamente; então ela pode ser vista de forma científica. Cai na constante idéia de “se fala algo a favor é válido, não importa quão confiável seja a fonte, se falar contra ainda que seja definitivamente comprovado não deveria ser válido”.

De forma geral esse argumento sempre aparece quando o absurdo alegado é inquestionavelmente estúpido como por exemplo: serpentes comem pó (Gênesis 3:14), ouro enferruja (Tiago 5:2) ou a Terra é sustentada por colunas ( I Samuel 2:8).

Ao ouvir essas provas, o religioso vai apresentar seu sorriso de canto de lábio como “já sei a resposta para isso: a Bíblia não é um livro científico”. Cai em parte na crença de “para o Senhor tudo é possível, não importa quão sem sentido ou sem provas seja”. Também no fato de uma interpretação errônea sobre o estudo científico, o qual não se esforça em provar que a Bíblia está certa ou errada, mas em meramente raciocinar sobre o conhecimento apreendido por observação através de pesquisa e estudos.

Como alguém poderia compreender gravidade se evitasse raciocinar de forma racional sobre o assunto ou ver que “as coisas costumam cair para baixo e não para cima”. Esses estudos nunca visaram denegrir a Bíblia mas a observação da natureza apenas demonstrou que muitas coisas ditas nela estavam erradas o que não deveria ser surpresa para ninguém, pois boa parte dos princípios conhecidos hoje provieram de mais de mil anos após o texto da Bíblia ter sido escrito.

Afinal de contas temos de convir que – “ainda que para Deus tudo fosse possível” – se fôssemos seguir as sábias palavras do texto bíblico sobre o assunto, quando enviamos astronautas para a Lua teríamos de ter tido cuidado com o céu, já que ele é como um espelho fundido (Jó 37:18), sinal que a nave poderia bater nele; nos preocupar-nos com estrelas, não cometas ou meteoritos, que pudessem de repente cair na Terra (Mateus 24:29, Marcos 13:25, Apocalipse 06:13 e Apocalipse 12:04); estar seguro que a Terra não se move (Crônicas 16:30, Salmos 93:01, 96:10 e 104:05), logo a nave poderia fazer o retorno em linha reta sem se preocupar em sair do Texas e cair no Moçambique e tomar cuidado no caminho de volta para não bater por acidente em alguma das colunas que sustentam a Terra e derrubar o planeta inteiro (I Samuel 02:08).

Ainda que para Deus tudo fosse possível, acho que seria mais fácil para ele se simplesmente mantivesse as coisas como são do que alterar tudo que existe, apenas para bater com algo que foi escrito errado na Bíblia.


41ª JUSTIFICATIVA: VOCÊ TEM CURIOSIDADE DE DEUS

Mais um no nível do nonsense irritante!

Após ter esclarecido erros e bobagens diversas da Bíblia na forma mais clara, objetiva e sucinta o religioso, ao invés de admiti-los, alega “você questiona por ter curiosidade de Deus”.

Isso parte no fato que o religioso provavelmente não entendeu (ou sequer ouviu) uma linha do que você disse e apenas se manteve na posição defensiva, alegando para si mesmo “ele fala tudo isso por estar resistindo e ter curiosidade ao senhor”, o que já parte de buscar encontrar interpretações que não existem no que você está dizendo, sem prestar atenção nas palavras que estão saindo da sua boca.

Mas, se fossem prestar atenção no que você diz, eles acabariam tendo de admitir ao menos uma parte como verdade. Para fugir disso, cria-se essas explicações decoradas e sem embasamento nenhum (e que não explicam nada), pois afinal: nem sempre quem desdenha quer comprar.


42ª JUSTIFICATIVA: ALUCINAÇÕES

Semelhante à justificativa nº 22 (o fim está próximo), essa configura quando o religioso busca criar associações fictícias de fatos do mundo real com provas definitivas da existência de Deus.

Eis os casos mais notórios:

• Alegar que o final dos Beatles e John Lennon ter recebido 5 tiros de Mark Chapman foi devido à sua alegação que “os Beatles eram mais populares que Cristo” (e pior que eram mesmo). Talvez alguns fãs religiosos não gostassem de ouvir tal comentário e parassem de seguir os Beatles. Contudo, seria melhor acreditar que se John Lennon sofreu alguma punição divina, seu nome seria Yoko Ono, a qual esteve muito mais relacionada aos motivos reais do fim da banda. Sobre Mark Chapman… Porque ninguém alega que quando João Paulo II levou um tiro também seria punição divina? Curioso, não é mesmo?

• Outra interessante é aquela em que o finado Cazuza teria (supostamente) puxado um baseadão num show, soltado a fumaça e ter dito: “Aí, Jesus! Essa é pra você”. E, por causa disso, contraiu AIDS e… bem, o resto é história. Totalmente ficcional. Nunca se apresentou ninguém que estava lá, mas tem muita gente que conhece “alguém” que esteve lá e presenciou. De qualquer forma, tem um bocado de gente que acredita em Deus que contraiu doenças graves. Serão todos eles maconheiros e ateus?

Em geral, isso se configura no religioso buscar associar qualquer tragédia relacionada à uma personalidade popular às suas crenças ateístas ou agnósticas. Ao mesmo tempo, se a celebridade em questão for na missa todo domingo e algo horrível acontecer será descrito como tragédia horrível, e que todos orem por seu bem estar e houver um culpado para isso ele deveria estar aliado ao diabo ou prestes a pagar um preço terrível da ira divina.

Não passam de alucinações; tentativas desesperadas de encontrar “pêlo em ovo” e assustar as pessoas sobre a censura divina e sua punição quando desobedecida. E como em todos os outros casos de lendas urbanas como essas, cada pessoa vai descrever a história de formas completamente diferentes, sem nunca atingir um consenso sobre a versão definitiva do assunto.

Logo, o final dos Beatles seria por que John Lennon disse isso, talvez o tiro de Mark Chapman ou ele parecer tão ridículo naquelas fotos pelado com Yoko Ono… tudo, nesse tipo de delírio, conseqüência dele ter expressado livremente sua opinião sincera sobre o assunto.


43ª JUSTIFICATIVA: AGE COMO EU, MAS DIFERENTE

Isso vem quando o religioso assume que ateísmo seria alguma forma de religião ou culto e que os ateus estariam seguindo alguma forma de pastor.

Na verdade isso configura uma forma do religioso descrever a situação na única forma que ele compreende: sem que as pessoas desenvolvam idéias próprias. Aparentemente a idéia de uma pessoa chegar a conclusões por si própria, sem estar seguindo algum pastor ou líder, aparenta ser alienígena à sua noção de mundo e, conseqüentemente, o religioso vai tentar associar a perspectiva agnóstica/atéia num paralelo à sua própria: “Se eles acreditam em ateísmo, eles devem ter um pregador e devem todos pensar semelhante”.

O principal erro disso está em:

• Ateísmo e agnosticismo não possuem uma ordem institucionalizada. O que cria a uniformidade de pensamento está em quando um número muito grande de pessoas está seguindo uma única pessoa como “guia espiritual” ou relativo do gênero. Isso gera um pensamento institucionalizado que busca reduzir as diferenças de idéias entre as pessoas em prol de controle. Não muito diferente de qualquer outra instituição movida por dinheiro e interesses como corporações, as religiões institucionalizadas contam na ausência de discórdia dentro de seu grupo representativo e na difamação do grupo concorrente.

Isso não se aplica ao ateísmo, por não apresentar uma forma de “Vaticano”, um grande líder ateu que fala pelas massas ou equivalente.

• O pensamento (tanto do ateu quanto do agnóstico) é anarquista e descentralizado, o que o torna mais rico em diversidade de idéias. E, enfim, porque alguém deveria ter alguma forma de líder falando como as pessoas deveriam pensar sobre esse ou aquele assunto? Principalmente sobre conceitos espirituais tão abstratos, subjetivos e pessoais? Conceitos que os ateus e agnósticos repudiam.

Houve algum caso na história da humanidade em que isso não terminou representando uma pessoa manipulando a ingenuidade de um grande grupo de pessoas que tinham preguiça de formar idéias por si próprias?


44ª JUSTIFICATIVA: SEM PALAVRA FEIA E DEUS JUNTOS

Isso vêm de quando o religioso não pode admitir uma palavra feia e o deus dele na mesma frase. Em geral, chegando a contrariar o que ele próprio acabou de alegar. Por exemplo:

– Deus envia ao inferno quem não segue as leis divinas!!
– Se ele pune com tormento eterno então ele é cruel e ditador.
– NÃO, ELE NÃO É!!!

A questão é que esse tipo de comportamento não tem nenhuma motivação e/ou argumentos, além de pura teimosia infantil e tentativa de dar voltas de retórica. Honestamente, no exemplo seria o lógico alegar que por quaisquer fossem os motivos, o tormento eterno seria uma punição no mínimo cruel para pecados que poderiam ser tão irrelevantes como “não fez jejum”.

Contudo assumir a idéia de deus e uma palavra de conotação negativa juntos deve ser eliminada não importa quão impossível seja logicamente. Qualquer afirmação que se faz sobre qualquer coisa sempre vai possuir alguma conotação negativa sobre algum aspecto. “O dia está lindo” também traria consigo “para saber que o dia está lindo você precisa ter conhecido dias horríveis”. Se Deus é bom, você precisa saber quando Deus é cruel igualmente para ter como avaliar suas ações e dar sentido ao que você alega.


45ª JUSTIFICATIVA: COM DEUS VALE SEM ELE NÃO

Esse tipo de argumento tendencioso sempre se baseia em “aceito se é a meu favor mas se for contra mim não aceito”. Basicamente está em aceitar alguma técnica absurda em prol do cristianismo como “doutrinar desde a infância para seguir o que acredito”, mas alegar que o mesmo seria errado se fosse “doutrinar desde a infância para seguir algo que não acredito”.

• Seria correto educar crianças ao cristianismo, mas errado educá-las ao ateísmo ou agnosticismo;
• Correto tentar converter homossexuais ao heterossexualismo, mas errado homossexuais fazerem o inverso;

O princípio básico desse pensamento tendencioso é que por mais absurdo e insensível seja o que defendem sempre será alegado “superior” sobre algo, que poderia inclusive utilizar técnicas mais razoáveis, caso dirigisse à outra direção. Enquanto argumento racional é igualmente duvidoso e injusto, pois parte de um princípio unilateral do “eu posso e você não”, o que exclui a igualdade de credo.

Enfim, esse argumento exclui a qualidade dos meios utilizados defendendo os fins se favoráveis ao cristianismo.


46ª JUSTIFICATIVA: LIVRE ARBÍTRIO

Extremamente usado. Essa sempre é usada para responder à pergunta “mas como deus deixou acontecer algo tão horrível e não fez nada?”

• Inclui alegar que “tal pessoa escolheu tal caminho para o mal”. Ou seja, infere a culpa na própria pessoa/vítima, isentando o deus bonzinho de qualquer culpa por inação ou consciência premeditada (a qual ele teria, devido à sua onisciência).

A principal falha desse argumento (óbvia para qualquer outra pessoa, exceto o fiel que a defende) é que respeitar livre arbítrio impõe que se aceite receber um “não”, sem punir a pessoa por isso (afinal, devido à onisciência, Deus já sabia qual seria a resposta). E então, esse deus diz que se você não seguir o que ele diz, recebe punição e tortura eternas.

Tão medieval e atrasado é esse comportamento, que se tornou característico de ditaduras, seja obviamente fascistas cristãos tentando dizer que “não, isso é demonstrar amor divino”. Em geral me lembra como o finado Saddam Hussein ameaçava com uma arma quem dissesse que ele não era um grande presidente.

• Outra falha desse argumento são passagens da Bíblia em que é claramente alegado que Deus teria predestinado os escolhidos ao Céus. Logo, “predestinado significa as pessoas não teriam escolha de qualquer forma”. Algumas das passagens notórias nesse sentido:

Efésios 01:05 – E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.

II Tessalonicenses 02:13 – Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do SENHOR, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade.

Marcos 13:20 – E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias.

Onde a primeira desculpa tenta defender através da “culpa da vítima”, nessa segunda a culpa nem seria dela mas do deus que a predestinou a tomar tais atitudes. Experimentem jogar essas referências para um religioso e vejam alguém ter uma taque de histeria e argumentos furados. O que não deixa de ser engraçado.

Acontece principalmente quando percebem que o argumento que acreditavam inquestionável não funcionou, mas tentam tenazmente sustentá-lo até o fim dos tempos. Mesmo sendo insustentável.


47ª JUSTIFICATIVA: ERROS DE TRADUÇÃO

Essa conta com achar alguma versão da Bíblia (dessas revisadas e atualizadas) que busca esconder a contradição da versão anterior omitindo e alterando o texto para algo mais conveniente.

Um exemplo típico:

Efésios 01:05 – Nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade. (versão João Ferreira de Almeida Atualizada)

Mas devido à óbvia contradição com trechos que defendem o livre arbítrio e os homens escolherem seguir a deus invés de descerem ao inferno uma dessas versões ‘atualizadas’ alterou para:

Efésios 01:05 – Deus já havia resolvido que nos tornaria seus filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era seu prazer e vontade. (versão Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH)

O que é apenas uma enrolação, porque o significado continua o mesmo. Afinal, o tradutor não pode alterar o sentido do texto.

A principal falha desse tipo de argumento e contar especificamente com uma versão traduzida para o português de acordo com a audiência brasileira mas se você checar um site como Bible Gateway, onde você encontra 50 versões da Bíblia em 35 línguas diferentes você encontra:

King James (inglês)
Ephesians 1
5 Having predestinated us

Louis Segond (francês)
Éphésiens 1
5 nous ayant prédestinés

Reina Valeria – 1995 (espanhol)
Efesios 1
5 Por su amor, nos predestinó

La Nuova Diodatti (italiano)
Efesini 1
5 avendoci predestinati

Vulgata latina
1:5 qui praedestinavit

Grego original
1:5προορισας ημας εις υιοθεσιαν δια ιησου χριστου εις αυτον κατα την ευδοκιαν του θεληματος αυτου

1:5 proorisas hmas eis uioqesian dia ihsou cristou eis auton kata thn eudokian tou qelhmatos autou

προορισας= proorizo = Having predestinated = tendo predestinado

Traduções convenientes são apenas mentirosas e muito mais comuns entre traduções brasileiras pelo visto.


48ª JUSTIFICATIVA: VOCÊ VAI PARA O INFERNO

A utilização desse argumento é proporcional à falta de cultura do religioso e é uma extensão da justificativa nº 4 (desespero). Inquestionavelmente, um argumento utilizado por uma pessoa sem argumentos favoráveis à Bíblia na discussão.

Em primeiro lugar, porque isso não responde nada quando você aponta alguma das várias contradições e erros óbvios da Bíblia (se Noé era santo como ele encheu a cara e sai andando pelado? Gênesis 9:21), e apenas busca assustar quem fez a pergunta e distrair. Mas de uma forma tola e ingênua, porque uma pessoa cética que não acredita em céu e muito menos em inferno. Como, então, isso poderia funcionar?

A segunda contradição é ser um argumento de vingança. Algo no estilo: “você vai ver, Deus te pega lá fora”. Atenta contra a (suposta) “compaixão cristã e amor ao inimigo”, quando eles querem mais é ver o inimigo se ferrando no inferno (embora neguem).

Enfim de todos, é o argumento mais bobo, risível e difícil de levar a sério. E se um religioso ler isso vai apenas repetir que iremos para o inferno mesmo…


49ª JUSTIFICATIVA: AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA NÃO É EVIDÊNCIA DE AUSÊNCIA

Quem nunca escutou essa? Geralmente usada quando a existência de Cristo é contestada. É um caso particular da justificativa nº 10 (frases prontas). Ou seja, a pessoa fala essa frase, e acha que a discussão acaba aí. Não passa de uma forma de convencer mais a si mesmo do que ao cético à sua frente. Significa basicamente que, só porque não existem evidências que tal fato ocorreu, não quer dizer que não ocorreu.

Essa falácia camuflada de lógica pode até enganar os mais incautos, pois à primeira vista ela até faz um certo sentido. Porém, apenas no mundo da religião as coisas funcionam nessa maneira.

Na Ciência, a ausência de evidência não significa nada, logo, tal fenômeno não existe. Na paleontologia, química, física, biologia, botânica etc., a ausência de evidência não leva à conclusão de que tal espécie existe. Na criminologia, a ausência de evidência não leva ninguém à cadeia.

É por isso que existem as paródias religiosas do Monstro do Espagueti Voador, Unicórnio Rosa Invisível, o Grande Coelho Atrasado entre muitas outras. Porque não existem evidências de que elas não existem. Logo, pode-se inventar qualquer coisa.

Como elas usam o mesmo argumento falacioso da ausência de evidência, elas são tão válidas quanto Jesus Cristo. Talvez até mais verossímeis.


50ª JUSTIFICATIVA: NA DÚVIDA, PREFIRO A LENDA

Muitas vezes o religioso diz: “Se você está certo, então morremos e não perdemos nada. Mas, se eu estou certo, então eu ganho uma recompensa no céu, e você não. Logo, prefiro arriscar na segunda possibilidade” (ver A Aposta de Pascal).

Os anais da psicologia explicam isso. Nesse caso, os religiosos admitem que acreditam em algo mais por medo, do que por qualquer outra coisa. Medo da morte, do inferno, ou de perder a recompensa divina.

Albert Einstein já dizia: “Se somos bons apenas por medo de uma punição ou por uma recompensa, então de fato somos mesmo um grupo bem desprezível”. E ele era teísta. 😉

Os religiosos apenas esquecem dos critérios para escolher em que acreditar. Pois vai que judaísmo é o correto. Ou então o islamismo. Ou o hinduísmo. Eles escolheram o cristianismo apenas por ser mais popular ou imposição da família ou ainda qualquer outro motivo inócuo, mas nada garante que ele seja mesmo a verdade que tanto procuram. Então, eles preferem viver na ilusão, na fantasia, na sua zona de conforto.

Uma vez na zona de conforto, é muito difícil tirá-los de lá, porque é algo doloroso para eles. Ironicamente, nesses momentos em que admitem ter medo, é quando há as maiores chances de atingirem a razão, e se libertarem da fantasia. Como os terapeutas dizem, admitir o problema é o primeiro passo a cura.

O medo faz coisas incríveis com o ser humano. Infelizmente, a maioria das pessoas preferem evitar a dor, do que buscar o prazer. Se apenas não deixassem o medo dominá-los, seria o primeiro passo para a razão.


51ª JUSTIFICATIVA: PARA DEUS TUDO É POSSÍVEL

Essa é usada quando o religioso realmente não quer pensar sobre o assunto e apela para a resposta mais intelectualmente preguiçosa: “Não vou considerar os dados contrários ao que estou defendendo vou apenas assumir que Deus pode fazer qualquer coisa porque tenho fé e fé exige aceitar o poder infinito de Deus”.

Isso é bem preguiçoso, não é mesmo? Ao invés de considerar os argumentos contrários e pesar o quanto de embasamento eles trazem apenas os ignora. É no estilo “papai sabe tudo”, não existe limites para o que ele pode fazer ainda que tudo mais indique que existem. Numa discussão sobre outro assunto esse argumento funcionaria da seguinte forma:

– Seu pai tem uma renda de um salário mínimo e está empilhado de contas para pagar, ele não pode te comprar e criar um pônei só porque você quer ou ele vai falir.
– Sim, ele pode tudo, nada é impossível para ele. Você que não acredita.

Digamos que tal pai acaba-se comprando um pônei, apenas para satisfazer tal peste e falisse como a primeira pessoa alegou. Bom, esse tipo de argumento funciona da mesma forma.

Muito usado em discussões sempre que algo completamente absurdo é alegado na Bíblia, como Deus parar o Sol no meio do céu (apesar de ser a Terra quem se move), inundar o mundo inteiro por motivos pífios e tantas outros atos entre o nonsense, o ridículo e o infame. A pessoa vai defender que Deus alteraria TODAS as leis da física (que supostamente ele teria criado), todos os dados históricos sobre o assunto, tudo que poderia comprovar que aquilo nunca aconteceu ou seria possível, pelo mero motivo de mostrar que pode – por mais inconveniente e desnecessário que tal coisa fosse.

Por esse argumento, Deus seria um mero exibicionista para os profetas, ele iria parar o Sol no meio do céu indiferente a todas as conseqüências para o resto da Via Láctea e catástrofes naturais que pudesse causar, apenas para fazer o profeta ver uma sombrinha parada. Não seria muito mais fácil ele ter mandado uma carta?

Não parece que um ser onisciente e superpoderoso teria coisas mais importantes com que se preocupar, além de se exibir para profetas de meia tigela?


52ª JUSTIFICATIVA: O TESTEMUNHO DRAMALHÃO

Em geral, algo aparentado ter saído de uma novela mexicana, que deveria ser acompanhado com alguma trilha sonora brega ao fundo, o testemunho dramalhão compõe-se pelo religioso simplesmente do nada, sem ter nenhuma relação com o que foi dito ou está sendo discutido, começa a contar alguma experiência pessoal a qual ele acredita ser uma prova definitiva para ele que Deus existe.

Em princípio apontar algumas da inúmeras falhas da Bíblia não significa que a pessoa necessariamente não acredita que deus existe (há muitas religiões que não crêem na Bíblia, mas nem por isso deixam de acreditar no deus delas), apenas que não concorda com a visão cristã sobre ou está simplesmente admitindo erros óbvios, contudo nem todos conseguem ter o refinamento de perceber esse nuance. Acreditam que se convencer que Deus existe, a contradição vai deixar de existir e apelam para o que acreditam ser “a prova definitiva”.

Algumas pessoas normais poderiam contar isso de forma natural, mas não esse estilo de religioso. Nesse estilo a atuação dramática, o exagero aos detalhes ridículos e a ênfase orgástica do momento em que se convencem é essencial. A intensidade emocional denuncia perturbadoramente um caráter sexual mal resolvido nessa “relação com Deus”, que não aparenta de forma alguma com um revelação espiritual ou insight; na verdade, o comportamento desvairado mais denuncia a pessoa ter se tornado perturbada pela experiência que mais resolvida e iluminada.

Enfim, em geral a historinha começa com um descrição da “época em que eu não tinha fé”, normalmente relacionada com uma época em que a pessoa possuía alguma forma de problema afetivo/financeiro/tragédia ou desgraça do gênero (e para completar o quadro, andava com a cabeça cheia de laquê e com 300kg de maquiagem, como as vilãs mexicanas). Segue para o momento da “prova” e finalmente (trilha sonora do Superman) o momento da ênfase orgástica (na internet normalmente esse momento sempre é descrito com letras maiúsculas como berreiro de gata no cio). Essas histórias em geral são loooooooongas, praticamente intermináveis e totalmente inócuas.

No final dessa novela repleta de baboseiras, o tal “depoente” espera ter convencido alguém de alguma coisa. Mas, em geral, ele convenceu de: “Este religioso tem problemas emocionais mal resolvidos e decidiu fugir deles usando a religião”.

Essa história, de um ponto de vista mais lúcido, poderia ser visto de forma um pouco menos exagerada e desesperada como: “Essa pessoa estava desesperada por alguma forma de suporte emocional e se apegou a alguma história da própria cabeça, interpretou algum fato que aconteceu como queria (ou fora induzida a isso) e agora sente a necessidade de repetir constantemente, não para convencer os outros da existência de Deus, como ela alega, mas para convencer a si própria”.

Uma pessoa segura do que acredita não precisa convencer os outros ou se sentir ameaçada por crenças diferentes. Ela pouco se importa com isso. Muito menos necessita se apegar tanto a uma história que poderia ser facilmente discutida como “mas e se você interpretou errado o que aconteceu ou apenas viu o que você quis ver, não necessariamente o que aconteceu?”

No meio religioso tais histórias são vistas como “exemplos de fé” por suas características novelísticas que alimentam as necessidades sexuais/emocionais que conduzem alguns a irem a igreja. Assim como alguns assistem novela das oito, religiosos trocam esses testemunhos entre si, e tanto novelas quanto esses testemunhos furados, não trazem crescimento espiritual ou intelectual pra ninguém, só espetáculos de entretenimento mesmo.

Tanto uma coisa quanto outra (novelas e testemunhos-dramalhões) são vistos por pessoas sensatas com um risinho no canto da boca e um sentimento de pena.


53ª JUSTIFICATIVA: NÃO ELABORAR O QUE DISSE

Isso caracteriza um comportamento geral do religioso médio. Após alegar alguma dessas justificativas expostas aqui, ele não elabora o que quis dizer. Acredita que apenas por falar tal coisa a discussão sobre o assunto acabou. Geralmente após algumas das frases típicas, como por exemplo:

– Tal frase é metáfora (estranhamente, nunca diz metáfora do que ou o que significa);
– Texto sem contexto é pretexto (não explica qual acreditaria ser o contexto correto, se é que efetivamente o sabe);
– Livre arbítrio (não explica porque Deus permitiu que tal coisa acontecesse, mas puniu Sodoma e Gomorra, inundou o mundo e tantas outras partes da Bíblia que alega Deus ter agido diretamente);
– A Bíblia não é livro científico (mas não explica então que forma de lógica a Bíblia segue ou porque a ciência não deveria ser aplicada ao trecho em discussão).

De uma forma geral, isso apenas denuncia seriamente que o religioso não tem profundidade real ou argumento mais elaborado sobre o que acredita. Ele apenas acredita que dizendo tais frases a discussão termina e demonstra, na verdade, não saber mais nada sobre o assunto além das frases decoradas que não envolveram nenhum raciocínio pessoal sobre o assunto. O denuncia como uma pessoa que está apenas repetindo frases de forma mecânica sem compreender o que elas significariam ou implicam.


54ª JUSTIFICATIVA: CONCORDO MAS DISCORDO

Não passa de pura embromação. Esse se configura quando no meio de uma discussão, de repente o religioso utiliza argumentos semelhantes (para não dizer os mesmos) que você está usando mas tentando alegar que eles fazem a Bíblia inerrante.

Como parece que a maioria dos religiosos não conhecem muitas partes da Bíblia além da Criação, o Dilúvio e os Evangelhos. Elas costumam ser muito usadas nesses 3.

No caso do Dilúvio você pode argumentar a possibilidade de ter havido um dilúvio regional. O religioso vai afirmar que isso comprova que a Bíblia “falou a verdade”. Mas ela não disse isso, ela disse ser um dilúvio no mundo todo que cobriu até as montanhas mais altas, ainda na possibilidade de um dilúvio local seria uma situação extremamente diferente da descrita na Bíblia. Logo, de qualquer forma, a Bíblia teria mentido, exagerado, distorcido o fato e não seria inerrante (ver os comentários no Dilúvio Desmascarado).

Ao apontar isso, ao invés de admitir, o religioso vai desencavar mais provas da possibilidade de um dilúvio local em vez de responder sobre a diferença entre o descrito e o possível. Normalmente esse tipo de discussão irritantemente se conduz a duas pessoas falando exatamente a mesma coisa mas o religioso buscando negar as conclusões óbvias (a Bíblia não descreveu isso) com os fatos que provam ele estar errado. Demonstra uma forma de bloqueio em não se permitir chegar às conclusões que as provas indicam, como descobrir o assassino mas não querer admitir isso para si próprio.

A solução acaba sendo essa negação de ter todas as pistas mas não querer ver a respostas que sabota o processo de raciocínio lógico do próprio religioso.


55ª JUSTIFICATIVA: OFENDER SUA INTELIGÊNCIA

Esse realmente se encontra entre um comportamento comum e irritante. Por mais que você demonstre quão furados são os argumentos do religioso, ele tentar falar como “você não compreendeu o que eu disse” com um ar de superioridade, embora na verdade ele não tenha evidentemente provado coisa nenhuma. Para alguém de fora, poderia inclusive ser bem óbvio que ele perdeu a discussão contudo ele nunca poderia admitir isso, e insiste e insiste e insiste. E não parará de te encher até você cometer um homicídio. Essa é a característica arrogância cristã: “eu estou certo, perdoa-os, Pai, pois não sabem o que fazem”.

Na verdade é uma forma de mau-caratismo intelectual (ou mentira da grossa mesmo) e demonstra a clara barreira entre a pessoa e a realidade, pois ainda que perca ela não pode admitir por um misto de arrogância, orgulho e aberta ignorância (além de estupidez) para com o que esteja além de sua estreita visão de mundo. Normalmente, tal religioso pode até saber que perdeu o debate e não provou nada, mas ainda tentará fazer a pose que saiu por cima para manter aparências.

É mais ou menos como os políticos corruptos costumam fazer. Conta que não será denunciada a falsidade de sua postura e que poderá sair pela tangente. Em geral a tática de ataque direto costuma ser a mais efetiva apontando todos os pontos que a pessoa não defendeu, exigindo respostas objetivas sobre o assunto sem desvios ou ataques pessoais.


56ª JUSTIFICATIVA: JÁ RESPONDI ANTES

Esse é um misto de embromação e mentira descarada. Ao entrar numa discussão, o religioso alega que “já respondeu antes”, sem nunca demonstrar quando fora esse “antes” que continha a resposta.

A pseudoargumentação que o religioso tenta fazer é que a resposta estaria incluída em algum comentário anterior como “tal passagem da Bíblia que citei fala sobre isso”, mas ele nunca vai demonstrar especificamente porque estaria incluída, se nada indica isso.

Dependendo do religioso, ele vai alegar uma coisa qualquer que ele citou como “tal link”, “tal trecho” etc. Mas, ao ler, uma pessoa normal não consegue ver relação nenhuma entre aquilo e o que está sendo discutido por mais que o religioso insista na relação. Uma tática interessante, já que ele espera que você não vá verificar. Interessante, mas idiota. Pois fatalmente um cético COM CERTEZA irá verificar.

Na verdade se houvesse uma relação, o religioso não diria apenas “está lá. Você que vá procurar”, ele demonstraria como a pergunta foi respondida. Se ele realmente acredita haver alguma resposta, deveria utilizá-la como argumento, mas ele nunca efetivamente responde apenas diz: “está lá, vá checar você”. Inversão do ônus da prova. Falácia clássica.

Isso quando alegam estar em algum lugar, não apenas dizem ter respondido sem ter dito quando, onde, como ou porquê.

ISSO É UMA MENTIRA!!!

Uma pessoa que possui argumentos bem construídos e embasados pode expressá-los claramente, e não vai ficar jogando linhas vagas como essa. Linhas vagas é coisa de quem não sabe do que está falando.


57ª JUSTIFICATIVA: CRITÉRIOS ALEATÓRIOS

Inconscientemente muito comum entre religiosos. Demonstra uma ingenuidade (e muitas vezes completa ignorância) literária por parte de muitos religiosos, de não conseguirem fazer uma visão geral sobre a Bíblia e criar um critério definido para julgá-la em geral.

Ao invés disso, tratam cada trecho como não fossem parte de uma única obra coerente – “plano de Deus” – como alegam, buscando validar alguns trechos úteis e reduzir a relevância de outros conforme sua conveniência.

Isso demonstra uma pessoa que não tem um ponto de vista geral sobre o livro na verdade, pois não consegue apreender todas as informações que retira dele numa forma uníssona. Necessita alterar seus critérios de julgamento para cada parte assim poderá utilizar os trechos que importam como “inspirados por deus” e outros que não como “não tão significantes”.

Contudo a própria Bíblia em nenhum momento disse ela própria que tal trecho era menos importante que o outro.

O exemplo mais típico disso são os trechos utilizados para disseminar homofobia como

Romanos 1:26-28 – Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;

Porém o critério de dizer esse trecho ser tão relevante também deveria ser aplicado a outros trechos, como por exemplo os trechos da Bíblia que suportam escravidão.

Mateus 24:50-51 – Virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

“Não há nada na Bíblia proibindo a escravidão, apenas a organizando. Podemos concluir que ela não é imoral” – Rev. Alexander Campbell.

Fosse ser honesto, o religioso deveria assumir que se homossexualismo é errado, segundo a Bíblia, ao mesmo tempo ela não alega escravidão o ser, logo assume-se como algo certo; e como o “dono” teria o direito de puní-lo. Honestidade intelectual e um critério uniforme sobre o livro inteiro exigiria isso. Contudo, o religioso tenta alterar e inventar histórias para evitar cair na arapuca que o próprio texto da Bíblia o coloca tratando como fossem partes de livros completamente diferentes.

Por acidente, eles estão admitindo a falta de coerência da Bíblia ao se verem forçados a alterar seus critérios de acordo com sua conveniência. Na verdade, eles só estariam usando trechos da Bíblia que convém para justificar seus próprios preconceitos pessoais, e isso fica mais do que claro nas argumentações religiosas.


58ª JUSTIFICATIVA: JAMAIS ADMITIR HOMOFOBIA

Homofobia costuma ser algo extremamente comum entre cristãos, isso inclui entre piadas, comentários perniciosos sobre, negar direitos iguais aos de casais heterossexuais, buscar “convertê-los ao heterossexualidade”, através de um processo doentio de tortura mental por culpa e repressão e promover encontros para “curar” do que os religiosos consideram uma doença.

Em forma geral homossexuais costumam ser vistos como alguma forma de perversão sexual. Obviamente uma visão asquerosa sobre outro ser humano, principalmente por partir de discursos tão abertamente preconceituosos. Negar os direitos civis de casais homossexuais é tratado como “fosse algo óbvio que eles não devem ter”.

Inclusive ao ponto de não se poder citar o termo homossexualidade sem ouvir looongos e tediantes discursos preconceituosos sobre o assunto, porque alguns se sentem realmente incomodados sobre isso (tendência homossexual reprimida talvez?).

Ainda com todos essas gritantes atitudes homofóbicas, o religioso típico nunca vai admiti-las como homofóbicas. A desculpa mais típica é: “tenho amigo gay”.

Se é seu amigo, porque então nega ele ter os mesmos direitos civis de qualquer outro casal?

Neste tipo de diálogo, em geral, o religioso vai buscar usar a Bíblia inteira se puder para alegar “não ser natural”, inventar diálogos surreais sobre biologia sem base nenhuma etc. Para isso, a ciência serve muito bem. Mas, quando se fala do comportamento homossexual de muitas espécies selvagens, o discurso muda de novo.

O motivo na verdade é bem simples de entender: Uma pessoa só se torna homofóbica quando não é sexualmente resolvida. Estamos falando de uma instituição que descobriu muito cedo que deveria expandir seu número de fiéis através do conceito de “família cristã”. Pai, mãe e filhos, filhos estes que crescem, formam outra família (cristã, é claro) e mais religiosos para o mundo. Mais preconceituosos. E maior dominação das igrejas.

Enfim, para a igreja, a homossexualidade representa um risco a seus propósitos de proliferação de fiéis para adquirir mais poder através de “famílias cristãs”.

Para os religiosos homossexualismo representa uma liberdade que eles não pode ser permitida; pois se contrariassem a vontade da igreja, os religiosos estariam diante de um “efeito dominó”, que todas as outras repressões sexuais da igreja cairiam juntas como:

• Sexo somente depois do casamento
• Nada de divórcio e nem pensar em segundo casamento (tido agora como uma “praga” por Bento XVI).
• Sem masturbação.
• Sexo anal? Piorou!!!

Entre muitas outras coisas.

O que sinceramente deveriam cair mesmo porque, por mais que a igreja e religiosos gostem ou deixem de gostar, sempre vai existir toda a listinha acima descrita, e as tentativa de traçar linhas sobre como deveria ser o comportamento sexual das pessoas nunca funcionou em nenhum outro lugar além do papel mesmo.

E a tentativa de reprimi-las SEMPRE gerou crueldades, injustiça, intolerância e nunca nada de bom à história da humanidade. Não que alguma vez a religião mostrou-se justa, tolerante, benevolente e extremamente bondosa.

Afinal de contas, o que está aí para cristãos serem contra homossexuais? Cristo (caso tenha existido) não negava sexo com mulheres, andava com 12 homens e foi entregue por um beijo de um de seus apóstolos. Pelo menos, não há nada no Novo Testamento relatando o contrário.


59ª JUSTIFICATIVA: O QUE É VOCÊ SEM DEUS?

Frase típica entre os religiosos que acreditam significar muita coisa: “Deus sem você ainda é deus e você sem deus o que você é?”

L I V R E !

Um ateu/agnóstico vai formar suas idéias baseadas em sua percepção e experiências pessoais sobre a realidade que vive, não buscar encaixar a realidade a histórias mitológicas, que na verdade nem foram feitas para a realidade contemporânea que vivemos. eles pensarão sem se preocupar com limites e coisas que não deveria pensar sobre ou restringir sua visão de mundo.

Um ateu não acredita em nenhuma divindade. Logo, ele não sente necessidade de crer nisso para conduzir sua vida. Ele apenas vive a vida e dá um “que se dane” às divindades nas quais ele não acredita.

Um agnóstico não vê necessidade de refletir como sua vida será melhor ou pior se um deus qualquer existir. Sua filosofia implica que ele não conseguirá entender toda a essência de uma divindade (seja ela qual for). No máximo, é um observador do comportamento humano no que tange às religiões.

Tanto para um, quanto pro outro, seria perda de tempo dedicar-se a reflexões sobre sua própria existência perante a crença num ser tido como superior que, mediante as pregações, só sabe perseguir, matar, escravizar, chacinar e esmagar qualquer um que não o aceite.

Se um ateu/agnóstico fizer algo bom, será porque se importa com o seu semelhante e não por medo de “queimar no inferno” (algo sem sentido para os dois). Eles não irão se obrigar a converter outros a acreditarem no mesmo que eles, para nunca ter de admitir as falhas do que acreditam. Eles aceitam que outros tenham crenças diferentes das suas, baseados em suas experiências de vida, mas não que essa crença alheia lhe seja imposta.

É a regra do viva e deixe viver.

No fim das contas, sem a idéia de um deus te olhando para cada coisa que você faz, você se torna mais responsável por seus próprios atos, ao invés de atribuí-lo a “entidades” como deuses, demônios ou coisas do gênero, para nunca desenvolver sua auto-crítica.

Deus sem você é nada, você sem ele é você mesmo.


60ª JUSTIFICATIVA: LIVRO COM MAIS CÓPIAS NO MUNDO

Argumento barato usado aleatoriamente em discussões ainda que não tenha nada a ver com o tema do debate (como sempre).

Assim como a justificativa nº 8 (associar longevidade com verdade), essa se baseia em buscar associar qualidades à Bíblia que não validam de forma alguma o que ela alega. Uma extensão de “quantidade vale mais que qualidade”.

As falhas desse argumento:

• Não existem contagens de quantas cópias da Bíblia foram impressas desde a época de Gutemberg até hoje, porque nunca houve contagem. Existe uma estimativa de 1816 até 1975 seria entre 3 a 6 bilhões de cópias pela Bible Society. Outros livros de destaque entre mais impressos do mundo são o Corão, quotações de Mao Tsé tung (dito estar nas mãos de todo chinês adulto entre 66 a 71), Guinness Book of Records entre outros.

Mas esses citados pessoalmente não teriam um milímetro de valor acima de algum livro de poesias do Drummond ou de contos do Borges os quais com certeza teriam números muito menos impressionantes de cópias. Isso sem falar em Shakespeare, Camões, Homero, Maquiavel, Voltaire e por aí afora.

• As versões mudam conforme os interesses. As “Novas Traduções da Linguagem de Hoje” acabam diferindo muito. A Bíblia usada pelos protestantes é diferente da Bíblia usada pela Igreja Católica. Logo, teriam que ser computadas em separado, o que reduziria essa quantidade alegada. A não ser que possamos contar num único grupo todos os livros de culinária do mundo e eleger a “Dona Benta” a maior porta-voz das “Verdades Celestes Alimentícias”…

• Muitas coisas são consumidas em massa, indiferente à ser algo bem ou mal escrito. De forma geral trabalhos mais elaborados literariamente que exigem uma bagagem cultural mais rica se tornam naturalmente elitistas, pois boa parte da população não tem “refinamento literário” como uma prioridade em suas vidas. Nada de errado com não terem, trabalham, tem mais o que fazer, mas é apenas um fato que pode tornar o julgamento da qualidade questionável quando baseada exclusivamente no número de vendas.

Afinal vamos ver quantas bombas fizeram sucesso nos últimos anos: filmes do Rambo, bandas de pagode, Britney Spears, Paris Hilton, Sílvio Santos, Gugu, Lair Ribeiro, Xuxa, Faustão, Dan Brown, novelas da Globo etc, etc e etc.

Todos no topo da lista de sucessos. Alegar que um livro está correto por ser o que mais vende implica o critério de algo ser bom ou mau a partir do seu sucesso. Por conseqüência implica que a Bíblia é tão correta quanto o vídeo pornô da Paris Hilton que também tem cópias pelo mundo todo.


61ª JUSTIFICATIVA: NINGUÉM É FELIZ SEM JESUS

Boa parte da necessidade de auto-afirmação do religioso baseia-se em “eu sou mais feliz que alguém que não crê”.

Na realidade, por extensão essa crença os conduz a tentar justificar um monte de formas de censura como “os jornais não deveriam mostrar tanta desgraça” (ainda que seja realidade), “não se deveria falar palavrão na TV” (não conheço ninguém que reze um terço depois de dar uma topada com um dedão tendo unha encravada), “cenas de sexo são um absurdo” (mas, quando elas aparecem, todos eles ficam grudados na tela babando) e todas as outras formas de expressão que poderiam potencialmente retirar o religioso de uma visão positivista do mundo.

Para se acreditar “ser mais feliz” é renegada a informação negativa, conduzindo à ignorância e imaturidade.

O principal problema disso é que não justifica a crença em si, não vai esconder as contradições, erros e esquisitices da Bíblia, que simplesmente sempre vão existir indiferente à crença. Na verdade, suborna os fiéis com a promessa de não questione para ser feliz, ao mesmo tempo que busca amedrontar os fiéis que “você deixará de ser feliz se questionar”. Se uma promessa vã não funciona, partem para a ameaça.

Entretanto, ninguém precisa da Bíblia para ser feliz, ou qualquer crença religiosa na verdade, pois a felicidade está muito mais para algo que se conquista através de esforço e dedicação que simplesmente buscar negar que existem coisas erradas sem nunca resolvê-las.

Lutar por felicidade pessoal é mais importante que fé, pois uma pessoa feliz causa menos danos que alguém fugindo da realidade.


62ª JUSTIFICATIVA: EU DIGO AS BESTEIRAS, VOCÊ PROCURA AS FONTES

Esse argumento é usado por religiosos como maneira de se esquivar quando falam alguma bobagem pseudo-científica. Por exemplo:

Religioso: Ora, já foi provado que o dilúvio existiu e existem milhares de provas documentais. Saiu na National Geographic, no Canal Discovery, e no History Channel.
Cético: Engraçado. Sou assinante desses serviços e nunca vi. Mostre-me uma prova sobre o que você está falando.
Religioso: Ah, não. Se você está interessado em ver, procura que você acha.

Ou seja, é um misto de preguiça com deslealdade, na esperança de desobrigá-lo a admitir que falou uma bobagem. Uma falácia chamada “inversão do ônus da prova”.

Cabe aos debatedores insistirem para ele colocar as fontes.


63ª JUSTIFICATIVA: REFLITAM SOBRE ISSO

Uma introdução ou término para alguma asneira colossal.

Nesse tipo de início de frase, a idéia do religioso é “quebrar o padrão do que está sendo discutido, trazendo uma nova visão mais profunda sobre o asunto”. Naturalmente, tal visão deveria ser apresentada, elaborada e talvez convencer os outros ou não. Mas com a tática do “reflitam sobre isso”, o religioso já está querendo dizer que o que foi, ou está para ser, dito é profundo de alguma forma e merecia mais atenção. Não importa quão irrelevante ou óbvio o que foi dito pareça aos outros.

Como se assume algo antes de ver a reação dos outros, caracteriza arrogância porque em geral o que segue é bem ridículo e medíocre. Costuma ser algo como alegar uma forma de visão que foge completamente do tema discutido para falar de alguma outra coisa, como “tal exemplo de milagre”, “a bela visão de passagem tal”, “a profundidade do sei-lá-o-que” etc. Sempre fugindo do tema ou tenta superestimar a qualidade do argumento apresentado.

Afinal, ninguém aqui está procurando guru, só ouvir outros pontos de vista sobre o assunto. Quando alguém disser “reflita sobre” se prepare que lá vem asneira.


64ª JUSTIFICATIVA: VAMOS RESPEITAR AS LENDAS DOS OUTROS?

Vez por outra aparece um religioso pedindo “respeito a Deus”, que com “Deus não se brinca”, e ficam indignados quando dizemos que Deus é um sádico, manipulador, cruel, omisso, conivente, etc.

Porém se esquecem que estamos falando de uma abstração, uma idéia.

Qual o problema de se ofender uma idéia? Se dissermos que a idéia da Terra Oca é ridícula, ela ficaria ofendida? Deveríamos respeitar um produto da imaginação de alguém?

Vamos respeitar os vampiros, os lobisomens, os duendes, os sacis etc. porque, você sabe, com eles não se brinca…

Essa desculpa é logo seguida por várias outras, como se fazer de vítima, desespero, etc.

É infundada, pois não está se ofendendo uma pessoa. Não é um ad hominem. E se Deus ficou ofendido, ele que se manifeste e diga por si próprio. Como ele não se manifesta, assume-se que ou ele não existe, ou ele não ficou ofendido.


65ª JUSTIFICATIVA: MILAGRES

Muitas vezes o religioso abandona o tema do debate e usa essa (e as outras desculpas) como falácia do espantalho e do apelo à ignorância. Ou seja, no desespero de querer convencer alguém, parte para os misteriosos milagres que ninguém explica.

Em primeiro lugar, só porque não há uma explicação ainda, não significa que foi obra divina. Isso é básico no guia de falácias. Mesmo assim, os tais milagres são facilmente explicados quando se leva em conta o “efeito placebo”.

Antes de um medicamento novo ser lançado no mercado, é obrigatório por lei a estudar o efeito placebo. Ou seja, o remédio é dado para metade dos voluntários, e a outra metade recebe pílulas de farinha. O que acontece é que algumas pessoas têm tanta fé, no que quer que seja, em Deus, em Jesus, em Buda, em algum santo, em si mesmas, enfim, em qualquer coisa, que elas, achando que estão tomando o remédio verdadeiro, se curam com as pílulas de farinha!

Elas até apresentam sintomas dos efeitos colaterais, como náuseas, tonturas, inclusive irritações na pele e alergias! Ou seja, uma sugestão mental proporcionou uma “cura milagrosa”. E não são doenças banais não. Há casos documentados de tumores que regrediram com os placebos.

Enfim, o que a igreja representa nesses milagres é justamente isso, o mecanismo de defesa é ativado no cérebro, que pode causar uma cura milagrosa, por causa da vontade de viver do paciente.

Existem outras explicações perfeitamente possíveis. Por exemplo, um milagre muitas vezes é esquecido depois de um tempo, e os sintomas acabam voltando. Mas a história do “milagre” permanece.

Outra, os milagres atuais dificilmente passam de dores de estômago, gastrites, dores de cabeça, etc, que podem muito bem ser curadas pelo efeito placebo. Agora, fazer cegos enxergarem, aleijados caminhares, e surdos ouvirem, isso ninguém faz…

Para finalizar, existem pessoas que rezam em hospitais. Se eventualmente uma pessoa ou outra se curar, não invalida o fato de que várias outras morreram, mesmo recebendo as mesmas orações.


66ª JUSTIFICATIVA: ESQUIZOFRENIA CRÔNICA

Incrível como os religiosos esperam convencer alguém assim. Eles alegam que são capazes de conversar com Deus. E o pior: Deus responde!

Interessante, não é? Seria curioso investigar mais a fundo esses casos, perguntando qual é o timbre da voz de Deus, ou se é voz de homem ou de mulher, etc. Mas muito cuidado, pois pessoas que ouvem vozes podem ficar violentas quando contrariadas. A não ser, é claro, que seja charlatanismo puro e simples.

Ouvir vozes é obviamente inválido como argumento, pois se trata de uma experiência pessoal, portanto passível del ser falseada. Gostaria apenas de saber qual o motivo de o fez ser um “escolhido” de Deus, para escutar a sua voz, enquanto 99,99999% da população não teve tanta sorte. Mesmo os líderes religiosos. E ainda dizem que Deus não faz acepção de pessoas…


67ª JUSTIFICATIVA: OLHA A TRAVE NO SEU OLHO

Essa justificativa é usada quando o religioso se sente encurralado com seus argumentos, e resolve apontar os erros nas religiões dos outros, e até na Ciência, de forma a tentar minimizar os erros da Bíblia (nem que ele tenha que inventar esses erros).

Por exemplo:

– A Bíblia é machista sim, mas o islamismo é muito mais machista

– É claro que o criacionismo é verdadeiro. A ciência não é capaz de responder de onde viemos.

– A Bíblia é cruel sim, mas Hitler fez muito pior e ele era ateu (apesar de ter recebido ajuda de Pio XI).

Por incrível que pareça, esses exemplos acima foram tirados de discussões reais. Fica claro que eles sequer sabem do que estão falando. E mesmo que fosse verdade, isso não diminui de maneira nenhuma os erros da Bíblia e do cristianismo. Um erro jamais justificará outro.

A não ser na visão bíblica, é claro.


68ª JUSTIFICATIVA: VOCÊS FOGEM DA VERDADE

Numa crise de auto-justificação, quando o religioso perde alguma forma de debate, ou é evidente e esmagadoramente refutado, ele acaba alegando isso, como se fosse uma verdade definitiva.

Curiosamente, como em muitas outras coisas ditas por religiosos, ele nunca esclarece qual “verdade” seria essa. A bem dizer essa “verdade” parece significar que você deveria ir a uma igreja repetir frases com um grupo todo domingo de forma mecânica, sem raciocinar sobre seus significados, assumir que a Bíblia possui uma mensagem extremamente relevante, embora não exista motivo para ela ser algo mais relevante à sociedade contemporânea que pensadores muito mais recentes e de pensamento muito mais elaborado etc.

Enfim, assume que qualquer pessoa com um ponto de vista diferente de ser um religioso “não está ouvindo a verdade”. É um argumento tão auto-propagandístico – e sem nenhuma base de suporte – que fica difícil de levar a sério. Evidentemente a palavra “verdade” está sendo usada aleatoriamente quando a pessoa não foi capaz de justificá-la através de argumentos sólidos.

Desse modo, qualquer um pode dizer “você está fugindo da verdade” quando alguém discorda da sua opinião. Agora, a forma como você prova sua opinião ser mais próxima de “verdade” quando apresenta motivos, evidências e razões pelos quais ela seria.

Senão, nós temos alguém defendendo peixes voarem no sertão e quando você diz ser absurdo, ela sai te olhando torto “você foge da verdade”. A alienação não conhece fronteiras.

O conceito de verdade, embora subjetivo e amplamente discutido em filosofia, no contexto dessa justificativa está sendo utilizado apenas como uma palavra aleatória, e não um conceito real e embasado.


69ª JUSTIFICATIVA: QUEM ÉS PARA COMPREENDER DEUS?

Nessa justificativa o religioso apela para reduzir a raça humana inteira como fosse incapaz de compreender os panos de alguém superior com conhecimento ilimitado e acima de todos nós juntos…

Bom, todo esse glamour do poder divino, sua onipotência e tudo o mais pode parecer muito bonito no papel, mas esse argumento tem um efeito colateral bem nocivo ao que o religioso está buscando te convencer: “Se ele é tanto que eu nunca vou conseguir compreender, porque eu deveria me importar então?”

A descrição de um deus completamente fora dos padrões de vida humana que conhecemos o torna inválido, pois julgamos a existência a partir de nossa perspectiva de vida e do que temos como importante e valioso. Isso é o que a raça humana tem para analisar e compreender a vida, conseqüentemente e, principalmente, nesse caso os valores não deveriam ser alterados por motivos que não são explicados de forma alguma.

Ou seja, se alguém ordena o extermínio de pessoas do mundo inteiro, como no dilúvio e apocalipse, isso ainda caracteriza um ato de crueldade imperdoável para o que damos valor. Se existem “motivos que não somos capazes de compreender”, bom, eles não nos importam nada se o que compreendemos é ver uma pilha de cadáveres de conhecidos, amigos e família, além de termos de contar e enterrar corpos depois da “TPM divina”.

Nós podemos não compreender deus, segundo os religiosos fazem crer, mas compreendemos o que é certo ou errado. Compreendemos que crueldades como essas são extremamente desnecessárias e se um deus as exige, então nós não precisamos desse deus.

Esse argumento torna Deus, não só inútil, mas perverso e digno de desprezo para qualquer pessoa com um mínimo de bom senso.


70ª JUSTIFICATIVA: POR QUE DEUS NÃO SE MANIFESTA?

Religiosos: Ora Deus não se manifesta porque Moisés viu. Quando ele viu as costas de Deus, ficou todo maluco…

Ou então: Porque se virmos Deus, todos nós seremos esmagados…

Ou ainda: Não preciso vê-lo. Eu acredito que ele existe e isso me basta.

Para terminar: Você é um incrédulo e vai arder no Inferno, amém!


71ª JUSTIFICATIVA: POR QUE OS ATEUS PENSAM TANTO EM DEUS?

Quando já acabaram os argumentos, toca menosprezar os ateus (para eles, qualquer um que não siga a fé deles, é ateu. Mesmo agnósticos, membros de outras religiões etc).

Na verdade é um apelo à misericórdia. Se fazem de coitadinhos e pretendem com isso desviar o assunto. Pena que é um subterfúgio tolo e ridículo.

Ninguém precisa se interessar por genocídios para estudar e compreender a mente de psicopatas.


72ª JUSTIFICATIVA: DEUS É IMATERIAL?

Os religiosos quando questionados sobre como é possível que Deus se auto-criou ou que ele esteja em todos os lugares, ou que ele seja “omni-tudo” (só nos cabe usar essa expressão para designar as coisas que deus é, mediante os religiosos), os religiosos dizem que Deus é imaterial, por isso não respeitas as leis físicas… Engraçado né? Ele não é material mas faz “coisas” materiais..sem nexo nenhum. Ou ainda: cria leis que ele mesmo viola, no melhor estilo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. E disso, está repleto na Bíblia.

O mais engraçado é que os religiosos refutam a Evolução (sem argumentos, como sempre) porque dizem que é impossível alguma coisa ter surgido do nada, afinal tudo tem que ter um começo… Ainda assim, dizem de peito cheio que Deus veio do nada. Ou para os mais “distraídos” dizem que Deus sempre existiu, mas se esquecem que tinham dito que tudo tem que ter um começo. Eitcha paradoxo…


73ª JUSTIFICATIVA: CONCILIAR AMBIGÜIDADES

Esse consiste na base do pensamento cristão, e que sustenta alguém seguir a Bíblia: “Conciliar ambigüidades opostas”.

Buscar conciliar a idéia de um deus bondoso contra a lista de crimes contra humanidade que ele comete durante a Bíblia, que vai desde dilúvio e extermínio de toda a raça humana por Noé, até o extermínio de milhões, conforme descrito no Apocalipse.

Em qualquer outra situação qualquer pessoa, inclusive cristãos, alegaria tais crimes como imperdoáveis. Contudo quando aplicados a Deus” toda forma de argumento para defendê-lo aparece. Como, digamos, um advogado dos nazistas no julgamento de Nuremberg faria.

As tentativas de defesa (que nunca passam da tentativa) normalmente se baseiam em buscar evitar que as pessoas tenham um visão completa da cena descrita (pois se alguém imagina crianças mortas, dificilmente imagina uma pessoa boa por trás disso) para prender o leitor em detalhes históricos irrelevantes, desculpas esfarrapadas ou qualquer outra coisa que distraia o leitor de assumir o óbvio: Isso não apenas é cruel como imperdoável.

Exemplos claros de atrocidades ordenadas por deus na Bíblia temos:

I Samuel 15:2-3 – Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel; como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos.”

Números 31 e Oséias 13 também não são contos de fadas com final feliz. Fariam até mesmo Hannibal Lecter ter pesadelos. Este deus eles defendem como “bondoso”.


74ª JUSTIFICATIVA: A MORAL OBJETIVA É DEUS

Deus serve para nos manter na linha, mas é através do medo! Se errar, vai para o Inferno e se portarem bem (tradução: se escravizarem-se moralmente) vão para o Céu…

Mais interesseiro por parte dos religiosos impossível! E depois são os ateus e agnósticos que responsáveis por essas desgraças que vemos diariamente Afinal, ateus/agnósticos, com sua falta de fé, insultam Deus e este se vinga em todo mundo.

Mas, convenientemente, “esquecem” que as maiores atrocidades foram feitas em nome de Deus, basta ler os livros de história.

Entre uma moral objetiva que é estranha (mata e faz vida segundo a Bíblia, como quer e bem entende) é preferível a moral subjetiva dos homens que não se diz infalível, mas tenta ser…


75ª JUSTIFICATIVA: DEUS MANDA E DESMANDA, AFINAL CRIOU TUDO

É muito comum os religiosos aparecerem com desculpas toscas como esta:

Deus elegeu de antemão algumas pessoas, as quais irá efetivamente salvar, ao longo da história. Os demais foram (igualmente de antemão) destinados à condenação eterna. Isso é justo porque:

1) Ele é o criador do Universo e também dos seres humanos. Assim pode fazer o que quiser.
2) Ele detém uma lei moral a partir da qual tudo é justificado como certo ou errado, justo ou injusto.

É um completo equívoco e disparate supor que o homem possa questionar qualquer ação divina, partindo do seu código pessoal de ética subjetivo (e pervertido pelo pecado).

Então, Deus criou tudo e pode fazer o que lhe apetecer, quer matar? Mata! Quer criar? Cria! Para depois matar de novo, óbvio. E não deve nada a ninguém, afinal ele é Deus e nós não somos nada.

Isso é mentalidade de um Deus (um ser que alegam ser onisciente)? Para os religiosos sim. E ainda dizem que é justo. Mas analisando isso, teremos um sério probleminha nas mãos dos religiosos. Afinal, isso contraria o livre arbítrio.

Mas um religioso em média não pensa, e associam o livre arbítrio com a seleção que Deus já fez antes de nascermos. Isso é possível? Na mente de um religioso sim. Também quem lê a Bíblia e viaja com as estória de Adão e Eva, Arca de Noé, Criação do mundo em seis dias. Bem, é só mais uma bobagem a mais e não fará diferença no final das contas.


76ª JUSTIFICATIVA: USAR A FRASE PRONTA “NÃO DÊ PEROLAS AOS PORCOS”

Quando o religioso em uma discussão disser isso, pode ter certeza que na verdade ele quer dizer: Eu não tenho argumentos bons para poder te refutar, e seu eu tentar refuta-lo com a Bíblia não conseguirei respostas e verei que a Bíblia tem falhas, mas o meu orgulho me impede dar o braço a torcer, se eu fizer isso e adimitir a minha derrota serei taxado como incopetente perante os membros da minha igreja, e estarei dando a vitória para Satanás (que na verdade é o argumentador).

Isso é muito comum nas comunidades religiosos pois não aguentam a humilhação causada por pessoas que pensam e sabem que a ciência desmente a Bíblia totalmente.


77ª JUSTIFICATIVA: CAI NA PERDIÇÃO

Característico de inseguranças pessoais do próprio religioso.

Esse é extremamente repetido mas o que significa é o seguinte: “Se eu sair da igreja é o que EU faria”.

Admite ter interesse nessa “perdição” de cair em festa, drogas e bebida, mas precisa de uma trava para se segurar.

Só se pode julgar a partir de experiência pessoal, se uma pessoa acredita que a igreja é a única forma de manter auto-controle eles não estão defendendo existência de um deus qualquer, mas uma imposição de comportamento, a base da propaganda fascista.

Bem, a realidade é que nem todo mundo precisa dessa trava, isso não tem relação com crenças mas ser pessoalmente responsável. Ser religioso, ateu, agnóstico é irrelevante pois existem casos extremos em todos os lados.

Essa justificativa se baseia em chantagem emocional e buscar afetar o senso de segurança da pessoa (ver justificativa nº 25: Porque Cristo te incomoda?).

Na realidade, se você precisa de religião para não fazer besteira é porque você QUER fazer e eventualmente vai fazer na primeira oportunidade (e depois alegar que estava sob domínio do demônio). Irá buscar reter algo por tanto tempo, que o acúmulo torna a explosão muito mais intensa do que fosse feito aos poucos casualmente e de forma relativamente equilibrada.

É um motivo que pode levar a uma tentativa de justificar comportamentos doentios como pedofilia, pastores usando drogas e os casos característicos de igrejas que se baseiam no princípio de “quero fazer, mas não vou deixar que saibam”. A mentira mútua em que tantas igrejas se baseiam.

Existe tanto uso de drogas, homossexualismo e perversão sexual na comunidade religiosa, como em qualquer outra. Não se altera a natureza humana. Eles apenas negam e escondem com hipocrisia.

Outras comunidades assumem e lidam com as questões envolvidas de forma mais racional, razoável e equilibrada sem o senso de culpa desnecessário. Afinal, quem acha que um religioso berrando nas ruas que “deus o livrou das drogas” parece algo muito equilibrado?


78ª JUSTIFICATIVA: A IGNORÂNCIA VENCE CONHECIMENTO

Um conflito característico de discussões com religiosos está em que boa parte dos casos, quando eles tentam refutar dados científicos, eles demonstram total desconhecimento sobre Ciência. Isso em linhas gerais, claro que existem cientistas cristãos. Ciência não exclui religião nenhuma (apesar do que tentam propagar); ela apenas apresenta fatos que inviabilizam esta ou aquela historinha sem pé nem cabeça. Isso significa que uma religião acabaria? Deus precisa de fatos absurdos para poder existir?

O consenso no meio de igrejas é que o conhecimento contrário às alegações bíblicas não é “o verdadeiro”. Qual a base para alegar que tal conhecimento é mesmo válido dentro dos parâmetros e bases do que foi alegado? Em geral nenhuma.

Se visto em profundidade, os argumentos contrários à afirmações como “a Bíblia não foi copiada de outras mitologias” tem muita pouca base real no que alega ou, para não dizer 100% dos casos, uma base muito menos pesquisada e/ou intelectualmente honesta sobre o assunto.

Ainda assim, tais argumentos sem base são tratados como devessem ter a mesma validade e peso. Como o trabalho do primeiro grau devesse ficar ao lado da tese de mestrado.

Essa falta de senso crítico demonstra mais uma defesa da própria ignorância sobre o assunto que busca aprender realmente sobre o que se está falando. A ausência de assumir os diferentes níveis de argumentos entre mais ou menos embasados busca tornar todos supérfluos e esconder o que faz mais sentido.

Dessa forma, um ignorante não precisa se admitir errado (coitadinho dele, vamos seguir essa bobagem que ele está defendendo e abandonar todo o conhecimento contra isso que a humanidade desenvolveu nos últimos dez mil anos). Ao invés de elevar quem está no nível básico, busca rebaixar quem está no nível mais adiantado. Isso soa a buscar evoluir de alguma forma?


79ª JUSTIFICATIVA: A NASA PROVOU!

Religiosos formam umaraça engraçada. Nunca aceitam nada do que a Ciência diz, mas quando é pra tentar refutar alguma coisa, aparecem logo com “A NASA provou!”. Isso é de uma estupidez sem limites, pois a NASA (National Aeronautics and Space Administration) cuida apenas do que seu nome refere: Aeronáutica e Espaço.

  • A NASA provou a história fake de Josué, através de um dia perdido
  • Cientistas da NASA provaram que o Sudário de Turim é verdadeiro
  • A NASA contatou as aparições da Virgem Maria
  • A NASA mostrou que Jesus existiu, conforme os Evangelho…

NASA isso… NASA aquilo…

A NASA comprou que o Universo expande. Isso os idiotas religiosos falam? Não! A NASA estuda como as estrelas surgem e sobre a datação do Sistema Solar em muito, mas muito mais que os aproximados 5700 anos que os religiosos instem que a Terra possui. Os religiosos dizem isso? Não, né?

A NASA é uma grande entidade científica e já refutou muitas bobagens que os tolos religiosos insistem em pregar nos cultos. Ela acabou se tornando um modo deles fazerem valer suas crendices, mostrando total ignorância científica sobre a natureza da instituição.

Claro que de ignorantes não se pode esperar muita coisa.


80ª JUSTIFICATIVA: JESUS DIVIDIU O CALENDÁRIO

Uma das desculpas mais estúpidas.

Pra princípio de conversa, Jesus não fez nada porque não existiu. E mesmo que tivesse existido, não faria diferença. O calendário gregoriano (que é utilizado na maior parte do mundo e em todos os países ocidentais) foi promulgado pelo Papa Gregório XIII a 24 de Fevereiro do ano 1582 para substituir o calendário juliano.

A determinação do ano corrente se dá teoricamente quando Jesus Jóquei de Jegue teria nascido. Este ano foi calculado por um camarada chamado Dionísio Pequeno em 525 E.C. (Era Comum) e instituído pelo Papa João I. O mais curioso é que se for tomar as narrativas bíblicas como base, Jesus teria nascido 6 anos antes do ano I da E.C. hehehe

Ou seja, Jesus (caso tivesse existido) não seria provado pelo calendário, já que erraram brutalmente quando ele nasceu (será que ele nasceu antes dele aparecer no mundo?) e, de qualquer forma, pouco importa. Foi uma determinação papal em 1582 e usado até hoje em países cristãos.

Ora, e o Calendário Chinês? E o Muçulmano? E o Hebraico? Calendário é o que não falta. Cada um com sua forma de contagem. Calendários não provam nada. Se provam, então TODOS os cristãos terão que aceitar os santos da Igreja Católica, ora bolas.

Para saber mais: Lógica & Falácias

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας