O Protestantismo visto pelos católicos

No século XVI, o Protestantismo apareceu com uma intuição muito válida e oportuna: restaurar a estima e o culto da suposta “Palavra de Deus”, com todo o seu poder de santificação. Martinho Lutero revoltou-se com a absurda venda de indulgências e determinou que aquela não devia ser a forma que as pessoas pudessem adentrar o reino dos céus. Os reformadores bem que tentaram abrilhantar, digamos assim, o Cristianismo numa única “Igreja de Cristo”. Afinal, a Palavra de Deus na Bíblia, em tese, deveria remeter constantemente à “Palavra” viva da Tradição Oral, que passa de geração em geração.

Muito bem, esta “Palavra” seria a Tradição Oral, em cujo critério se entende e interpreta-se melhor a Bíblia. A Igreja seria, segundo a visão dos católicos, a única depositária e intérprete da Palavra; entretanto, os protestantes admitem da mesma forma que a autoridade da Igreja para santificar o homem, mediante a Palavra de Deus, pois, segundo muitos protestantes, esta é não apenas um ensinamento para a inteligência, mas força viva que restaura o homem. Nesse ínterim, os católicos vêem a Palavra de Deus como desenvolvedora de toda a sua eficácia quando se torna não apenas audível, mas VISÍVEL nos Sagrados Sacramentos da Liturgia Católica; assim os sacramentos, como a própria Igreja, estão implícitos na revalorização da chamada “Palavra de Deus” apregoada pelos reformadores do século XVI.

Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas acontece que os Reformadores deixaram, a princípio, se influenciar por teses da filosofia nominalista e do subjetivismo dos séculos XV/XVI. Os caras tiraram a Bíblia do seu bercinho dourado e a tornaram popular (caso não lembrem, Lutero foi quem traduziu a Bíblia para o alemão vulgar, permitindo que toda a população tivesse acesso às “Palavras de Deus”). Desse modo, os católicos torcem o nariz por causa disso e consideram que a Bíblia fora desvalorizada, ridicularizada até. Afinal, a Bíblia fora transcrita em “letras mortas”, sujeita ao arbítrio tanto de “profetas” fantasiosos como de estudiosos racionalistas liberais. A confusão tava armada!

Bom, o glorioso fenômeno protestante, com seus blá-blá-blá’s todos, vai tomando a atenção do público e, especialmente, a dos seus “inimigos”: os católicos! O Protestantismo clássico, também chamado “histórico” ou “tradicional”, é o de Lutero, Calvino e Knox (séc. XVI), enquanto que o Protestantismo recente veio principalmente dos “Isteites” (como os pentecostais, mórmons, adventistas etc). Bem, os católicos tomam como mais fácil a conversa com o “Protestantismo moderno”, já que (na visão deles) o mesmo se distancia do Cristianismo: os mórmons têm uma “nova Bíblia” (o Livro de Mórmon); os adventistas e as testemunhas de Jeová retornam ao AT com, segundo muitos católicos e protestantes clássicos, algo que seria como uma “deturpação” da mensagem propriamente cristã. Nisso, os pentecostais enfatizam os fenômenos extraordinários. Dessa forma, os católicos vêem muito mais docemente o Protestantismo moderno, já que ele (em princípio) não interfere nos dogmas da ICAR. Em resumo: “Deixem eles falarem as bobagens deles que, assim, passam longe de nossos dogmas e não nos afetam”.

De modo oposto, o bate-papo com o Protestantismo clássico tem sido efetuado basicamente entre teólogos num clima sereno, que permite remover atitudes passionais e favorece a compreensão mútua. Mas, fora do âmbito acadêmico, há sérias divergências, contra-posições e disputas. Eu, particularmente, fico imaginando o que Jesus (caso tivesse existido) teria pensado disso. Ah, bem, ele é onisciente, não? Bem, continuemos.

Segundo alguns acadêmicos (tanto católicos como protestantes), a estima pela Bíblia é um dos fatores mais típicos encontrados nos protestantes; foi analisando a epístola aos Romanos que Lutero descobriu a verdade mais fundamental da “revelação” cristã: Não somos nós os primeiros a amar a Deus, mas é Deus que nos ama primeira e gratuitamente, sem mérito da nossa parte.

Romanos cap. 5

6. Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios.
7. Em rigor, a gente aceitaria morrer por um justo, por um homem de bem, quiçá se consentiria em morrer.
8. Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.
9. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10. Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.

Coríntios 1, cap. 4

10. Nós, estultos por causa de Cristo; e vós, sábios em Cristo! Nós, fracos; e vós, fortes! Vós, honrados; e nós, desprezados!
11. Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes,
12. fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos!
13. Chegamos a ser como que o lixo do mundo, a escória de todos até agora…
14. Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus filhos muitos amados.
15. Com efeito, ainda que tivésseis dez mil mestres em Cristo, não tendes muitos pais; ora, fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho.
16. Por isso, vos conjuro a que sejais meus imitadores.
17. Para isso é que vos enviei Timóteo, meu filho muito amado e fiel no Senhor. Ele vos recordará as minhas normas de conduta, tais como as ensino por toda parte, em todas as igrejas.
18. Alguns, presumindo que eu não mais iria ter convosco, encheram-se de orgulho.
19. Mas brevemente irei ter convosco, se Deus quiser, e tomarei conhecimento não do que esses orgulhosos falam, mas do que são capazes.

Assim, não é o homem que toma a iniciativa de procurar a Deus, mas é Deus quem começa por procurar o homem.

Romanos 9:16Dessa forma, a escolha não depende daquele que quer, nem daquele que corre, mas da misericórdia de Deus.

O que não deixa de ser engraçado, já que Mateus afirma claramente que as pessoas devem pedir e estando reunidas.

Mateus 18:19 - Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus.

Três capítulos depois, nosso amigo Mateus deixa bem claro que somente a fé é necessária é necessária para tal.

Mateus 21:21-22 - Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos declaro que, se tiverdes fé e não hesitardes, não só fareis o que foi feito a esta figueira, mas ainda se disserdes a esta montanha: Levanta-te daí e atira-te ao mar, isso se fará… Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis.

Interferência divina? Não deixa de ser uma possibilidade.

Enquanto isso, João afirma que qualquer um que apenas crer em Jesus será capaz de fazer qq coisa que ele tenha feito ou maiores ainda.

João 14:12-13 – Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.

Entretanto, 2 capítulos depois, nosso amigo João propõe que basta pedir que Deus concederá.

João 16:23-24 – Naquele dia [do reaparecimento de Jesus depois de ressucitar] não me perguntareis mais coisa alguma. Em verdade, em verdade vos digo: o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará. Até agora não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja perfeita.

Confuso? Pois é o que diz a Bíblia. Vamos tentar elucidar. João propõe que basta crer em Jesus para que as graças sejam alcançadas. Um pouco adiante, ele diz que tem que pedir (o redator do Evangelho segundo João era meio confuso). Tomando por base a onisciência de Deus, seria de se supor que o “poderosão” soubesse das suas necessidades e, portanto, o proveria delas. Afinal, você pode pedir mais do que precisa (como na maioria das vezes acontece). Cruzando os dois fatos, eles não se sustentam. Pois, se Deus só lhe prover do que você precisa, então seu pedido não será atendido na plenitude, contrariando a proposição; e se der o que você pediu, estará sendo injusto. E agora?

Bem, de qualquer modo, essa mescla de crer em Jesus, crer em Deus, pedir a Deus etc. é um dos argumentos para a tese da Santíssima Trindade. Interessante não é? Só esquecem de mencionar onde está o Espírito Santo nesta confusão toda. (ver Santíssima Trindade Desmascarada)

O protestante que segue a linha “clássica” coloca-se diante da Palavra de Deus como o pecador necessitado de salvação, e ouve a mensagem de que só a graça o salva; isto o leva a uma atitude de confiança no chamado “dom de Deus”; a este, e não a si mesmo, o crente atribui a sua purificação interior; a Deus só, e não a si (homem), o protestante tributa a glória. Os protestantes clássicos devem a salvação ao Cristo Vivo, ressuscitado e “vencedor” (sabe-se lá de que), enquanto o católico vê a salvação no momento da crucificação, quando Jesus (teoricamente) morrera por nós. Isso explica porque a ICAR usa a Cruz como símbolo de fé e a maioria dos protestantes não. Para estes últimos, todos os pecados foram lavados, passados e engomados depois da ressurreição.

Bem, bem. Desde as suas origens, o Cristianismo sempre incluiu a leitura da Palavra de Deus acompanhada de cantos e orações; a Eucaristia antigamente era, não raro, celebrada na madrugada do domingo após uma noite de vigília em contato com a Bíblia. Típico de muitos cultos pagãos, onde havia oferendas (música e canto) a relíquias sagradas, bem como a leitura e releitura de textos “divinos”. Nada de original nisso, como ocorre na maioria das religiões, onde sempre se copia uma coisa ou outra de culturas mais antigas.

O uso do Latim tornou-se obrigatório em todas as cerimônias católicas, inacessível à população comum que seguia, quais a cordeirinhos, o que o padre entoava. E se hoje o entendimento da Bíblia, durante séculos permanecido no obscurantismo, é devido à boa vontade de Lutero e de seus seguidores. Hoje o latim se acha removido dos cultos católicos, de modo a possibilitar a compreensão dos fiéis interpelados pela S. Escritura, mas há grupos que insistem em que ele volte a ser oficial em todas as igrejas!

A chamada “Sagrada Escritura” sempre ocupou lugar primordial; S. Jerônimo foi um dos que insistiram junto aos discípulos o recurso às Escrituras; ele afirmava: “Ignorar as Escrituras é ignorar o Cristo”. Para S. João Crisóstomo (assim como para Lutero) o conhecimento íntimo das epístolas de São Paulo é a entrada obrigatória para a compreensão mais profunda do Cristianismo. Nos mosteiros, a lectio divina (leitura meditada das coisas de Deus) versava sobre a Bíblia, como alimento de oração e união com Deus.

É também clássica na Tradição cristã a afirmação de que a Palavra de Deus é viva, eficaz ou, em linguagem católica, um “sacramental”; pois santifica não apenas na medida da compreensão que dessa Palavra temos, mas também na proporção da fé e do amor com que a lemos. Por conseguinte, as afirmações protestantes a respeito da Palavra de Deus procedem do coração de um vasto movimento de retorno às fontes que se iniciou no séc.XV e que no séc.XVI teve protagonistas entre os próprios católicos. O próprio Cardeal Caetano de Vio, um dos mais firmes adversários de Lutero, considerava que o único meio eficaz para renovar a Igreja no séc.XVI seria a restauração bíblica, no seio da qual a Reforma protestante ia surgindo. Não é, portanto, o amor à Bíblia uma característica exclusiva do Luteranismo. Isso dá a imaginar que os católicos acham que os Luteranos não passaram de copiadores, enquanto que os Luteranos pregavam que tinham criado algo novo.

Os católicos, entretanto, acusam que a Bíblia, por motivos independentes dela mesma, veio a ser utilizada no séc. XVI como arsenal de heresias propaladas pelos Reformadores. Foi isto que tornou as Escrituras um livro suspeito aos olhos dos católicos.

Diante dos variados profetas (digamos assim) de “novos Cristianismos” pretensamente deduzidos da Bíblia traduzida para o “vulgar”e diante da confusão assim instaurada, a ICAR julgou oportuno, naquela época, proibir aos fiéis o uso das Escrituras traduzidas para o vulgar; e nisso fica evidenciado a doce capacidade de misericórdia dos católicos da época. Em nome do mesmo Senhor JC dos Protestantes. Tocante, não é mesmo?

Fica-se em dúvida, nos meios teológicos, o que degenerou entre os protestantes em fonte de heresias ou de doutrinas contrárias à própria “Tradição cristã”, a tal ponto que hoje algumas denominações oriundas do Protestantismo, conservando a Bíblia nas mãos, já não são cristãs (tendo em vista as Testemunhas de Jeová, os Mórmons…). Alguns acadêmicos argumentam que, para salvaguardar a autoridade da Bíblia, não é necessário negar a autoridade da ICAR; não há oposição, e sim uma complementação entre uma e outra. Quem realiza essa separação, deixa de reconhecer aos poucos a autoridade da própria Escritura, pois cada intérprete faz, em princípio, a Bíblia dizer aquilo que ele subjetivamente concebe ou pensa; e isso acarreta uma distorção da dita “Palavra de Deus”, que propicia (em tese) a fragmentação do Protestantismo; este se desmembra em correntes que se opõem umas às outras, baseando-se em textos arrancados do seu contexto.

Bom, muitos dos intérpretes das correntes protestantes são acometidos de um “individualismo”, que desliga os ideais assumidos da Tradição oral viva na Igreja e no seu magistério, em princípio. Alguns vêem na Bíblia um “milk shake” de mitos, ou um discurso mítico do qual só se pode raciocinar um apelo à conversão ou a exortação a que passemos de uma vida não autêntica para uma vida autêntica; tem-se assim a morte da Palavra Sagrada e do próprio Cristianismo que ela veio anunciar. Mais uma vez, que confusão que os caras armam! :-(

O principal galho dos protestantes em relação à ICAR é a autoridade doutrinária que ela reivindica. Julgam que tudo o que se conceda à autoridade da Igreja, é subtraído à autoridade da Palavra de Deus na Bíblia. Já que um dos principais dogmas da ICAR é que somente a ela cabe a interpretação das Escrituras Sagradas. E mesmo assim por uma minoria de teólogos escolhidos a dedo (Ui!).

A autoridade da ICAR poderia também, segundo os protestantes, ser considerada uma forma de opressão das consciências individuais. Você já se perguntou porque os protestantes da primeira geração pensavam dessa forma? Simples! Porque, segundo os católicos (sempre tão bonzinhos), confundiam certas interpretações subjetivas e errôneas da Palavra de Deus com a própria Palavra de Deus. Em conseqüência, a ICAR, ciosa de conservar o autêntico sentido da Palavra, depositária responsável, só podia parecer-lhes um estorvo. E mais: a fobia da autoridade da Igreja facilmente se transformou em fobia de toda autoridade doutrinária no protestantismo liberal e racionalista dos séculos XIX e XX. A ICAR só faltou chamar os protestantes de feios, caras de mamão e que nunca mais queriam jogar bola com eles. Blé! :-P

Os Reformadores Protestantes e seus sucessores perceberam que, rejeitando a autoridade da ICAR, estavam dando ocasião à anarquia doutrinal. E isso significava grandes problemas, tendo em face que a ICAR mandava e desmandava no âmbito político das mais poderosas nações da época. Os reformadores procuraram desesperadamente algo que servisse de substitutivo.

Nosso grande amigo Lutero intuiu que a religião, como sendo religião do Estado, o Estado deveria zelar pela incólume preservação das verdades da fé ou pela autoridade da Bíblia, tal como o mesmo Lutero a interpretava. O príncipe civil seria tipo um “bispo supremo”. Este princípio não podia deixar de ocasionar arbitrariedades ou o predomínio de interesses políticos sobre os religiosos. Esse Lutero não não tinha nada bobo.

Na Renânia (um dos 16 estados da Alemanha) foi estipulado que magistrados eleitos pelo povo luterano teriam a incumbência de defender a autoridade da Palavra de Deus. Verificou-se, porém, que a solução era precária, pois os magistrados de uma cidade ou região não diziam a mesma coisa que os de outra cidade. O que não quer dizer muita coisa, já que as doutrinas cristãs nunca entraram num acordo.

Muito bem, o glorioso Calvino procurou uma fórmula mais, digamos, bíblica: verificou que Paulo Misógino de Tarso, ao evangelizar as cidades da Ásia Menor, constituía em cada qual um colégio de presbíteros ou anciãos, que ficavam responsáveis pela respectiva comunidade sob a jurisdição do Apóstolo.

Atos dos Apóstolos 11:29-30 - Os discípulos resolveram, cada um conforme as suas posses, enviar socorro aos irmãos da Judéia. Assim o fizeram e o enviaram aos anciãos por intermédio de Barnabé e Saulo.

Atos dos Apóstolos 14:23 - Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado.

1 Timóteo 3-7 - Torno a lembrar-te a recomendação que te dei, quando parti para a Macedônia: devias permanecer em Éfeso para impedir que certas pessoas andassem a ensinar doutrinas extravagantes, e a preocupar-se com fábulas e genealogias. Essas coisas, em vez de promoverem a obra de Deus, que se baseia na fé, só servem para ocasionar disputas. Esta recomendação só visa a estabelecer a caridade, nascida de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Apartando-se desta norma, alguns se entregaram a discursos vãos. Pretensos doutores da lei, que não compreendem nem o que dizem nem o que afirmam.

Calvino, malandro como ele só, resolveu instituir presbíteros ou anciãos nas comunidades calvinistas, encarregados de tutelar a autoridade das Escrituras e a organização eclesial. ;-)

Na Inglaterra e na Nova Inglaterra, a autoridade foi confiada à própria congregação dos Protestantes: estes não poderiam desfazer-se dela em benefício de pessoa alguma. Assim teve origem o “Congregacionalismo”, segundo o qual os fiéis, de comum acordo, devem submeter-se à autoridade da Sagrada Escritura e dela tirar as diretrizes concretas, dia por dia, para a vida da Igreja.

Algumas comunidades protestantes conservam o episcopado; tais foram as da Prússia e da Escandinávia (Luteranas) e as anglicanas (episcopaliarias). A autoridade de tais prelados nunca foi bem definida: ou seriam simples funcionários da Coroa, incumbidos principalmente de aplicar as decisões do “supremo bispo” (leia-se Monarca) ou seriam moderadores de Concílios ou assembléias, representando o conjunto dos crentes ou grupos destes.

A bem da verdade, nenhuma destas soluções substitutivas do magistério da Igreja foi capaz de garantir a conservação intacta e fiel da dita Palavra de Deus; mas esta foi sendo, no decorrer dos quase cinco séculos de protestantismo, mais e mais estraçalhada mediante centenas e centenas de interpretações diferentes, que deram origem a centenas e centenas de ramos do protestantismo. Se o Catolicismo já era uma zona, o Protestantismo tornou-se algo bem pior! :shock:

A ICAR atribui a si uma autoridade doutrinária pelo fato de ser a Igreja instituída por Cristo sobre o fundamento dos Apóstolos. O significado? Para os católicos, Jesus Mega Star se apresentou como o enviado do “Póóói” e, por sua vez, enviou os Apóstolos a continuar a sua missão, conforme João 12:44, João 13:20, João 17:18, João 20:21, Mat10:40 etc.

Assim, vemos que a “Boa Nova” cristã procede do Pai; passa por Cristo e é confiada aos Apóstolos para que a difundam no mundo inteiro. E tem mais: Jesus prometeu aos Apóstolos sua assistência infalível até o fim dos séculos; onde haja a continuidade da sucessão apostólica, existe a certeza da presença atuante de Cristo na sua Igreja, conforme diz Mateus no capítulo 28.

18. Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.
19. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
20. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo
.

Está claro que a autoridade dos apóstolos e, conseqüentemente, a da ICAR é a autoridade do próprio Cristo, que se serve de instrumentos e os adapta à sua obra, recorrendo a critérios objetivos: a apostolicidade ou a sucessão apostólica através dos séculos.

A esta altura do campeonato, porém, coloca-se uma objeção, formulada pelo famoso exegeta protestante Oscar Cullmann:

“Dado que os Apóstolos e, em especial, Pedro tinham o poder de ligar e desligar de maneira autêntica, é de crer que essa autoridade era intransferível; não passou para os sucessores dos Apóstolos. Sim; os Apóstolos eram, após Cristo, os fundadores da Igreja; ora tal função não se podia repetir. Após os Apóstolos, toca à Igreja tão somente permanecer na doutrina dos Apóstolos, fixada por eles nos livros do Novo Testamento; por isto a Igreja pós/apostólica não precisa de uma autoridade que continue a dos Apóstolos e a de São Pedro em particular; bastam-lhe os livros sagrados que os Apóstolos lhe entregaram”.

A ICAR não afirma que os bispos e os Papas sejam outros Apóstolos no sentido de fundadores da Igreja, independentes da primeira geração. Os bispos e o Papa são apenas guardiões e transmissores, credenciados por Cristo, do depósito sagrado que receberam dos Apóstolos. A fé da Igreja é simplesmente a fé dos Apóstolos; a Palavra que os seus bispos anunciam, há de ser aquela que os Apóstolos ensinaram por primeiro. Não se criam novos dogmas mas explicita-se o que está contido no depósito sagrado ou no tesouro “do qual se tiram coisas novas e velhas” (Mateus 13:52). A autoridade dos bispos, assim entendida, pode manter viva a Palavra que os Apóstolos trouxeram à Igreja primitiva, com uma vida tão pujante quanto a tinha naquele tempo.

Ademais, no tocante a Pedro em particular, pode-se observar o seguinte: se Cristo o constituiu fundamento visível da sua Igreja (Mateus 16:16-19) e se a Igreja deve perdurar indefinidamente, apesar das investidas adversárias, é lógico que o fundamento de Pedro deverá perdurar em seus sucessores; em caso contrário, o edifício, sem fundamento, cairia por terra. Que coisa, não?

Aliás, podemos notar que através de toda a história da Igreja, jamais e em documento algum aparece a idéia de que a autoridade, após os Apóstolos, passou a residir unicamente nos Livros Sagrados. Todos os dizeres dos doutores e escritores antigos e medievais professam que a verdade do Evangelho continua presente na Igreja por uma tradição viva, que passou do Pai a Cristo, de Cristo aos Apóstolos, dos Apóstolos aos seus primeiros sucessores, e depois de bispo para bispo, iluminando os escritos sagrados que procederam dessa Tradição Oral.

Os católicos observam que, a partir da própria Sagrada Escritura, tão cara aos protestantes, se pode demonstrar a necessidade e a existência real da Igreja com seu magistério assistido por Cristo. E que se os reformadores fossem “conseqüentes” consigo mesmos, não teriam abandonado a Igreja fundada por Cristo para garantir a incolumidade da Palavra; dizendo “não” à Igreja, expuseram as Escrituras à perda de sua vitalidade e ao arbítrio dos homens. Em suma, se os reformadores fossem, segundo a ICAR, conseqüentes consigo mesmos, continuariam católicos. :-P

Das páginas de qualquer cartilhinha de escola dominical, lemos: “Os Sacramentos são os 7 ritos pelos quais a graça do Pai, feita presente em Cristo e na Igreja, é aplicada a cada indivíduo desde o nascer até a morte“. Para os católicos, ser cristão não é apenas ser discípulo de Jesus, mas é ser “ramo do tronco de videira” (João 15:1-5) e membro (ops!) do Corpo de Cristo (1Cor 12:12-27), isso significa: comungar com a vida mesma do Tronco ou da Cabeça… Com a vida de Cristo e, mediante Cristo, com a vida do Pai. Amém!

Já no Protestantismo, a maneira como os católicos entendem os sacramentos é absolutamente rejeitada. Aliás, guardaram apenas o do Batismo e o da Eucaristia; o matrimônio no protestantismo é um contrato que o ministro ou pastor abençoa sem lhe atribuir o valor de sacramento.

Mesmo em relação ao Batismo e à Santa Ceia os protestantes têm conceitos um tanto vagos: apontam a ordem explícita do Salvador, conforme dito em Mateus 28:18-20 (transcrito acima) e João 3:3-5:

3. Jesus replicou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus.
4. Nicodemos perguntou-lhe: Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer pela segunda vez?
5. Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.

Entre outros, mas explicam de diversas maneiras o significado desse rito. O Batismo, por exemplo, em algumas denominações, só é ministrado a jovens e adultos que “se tenham convertido”; é um testemunho da fé e da mudança de vida já existentes naquele que recebe o Batismo; é, portanto, mais um gesto do homem para Deus e a comunidade do que um gesto de Deus em favor do homem. Os luteranos e as denominações mais antigas conservaram um conceito mais tradicional ou mais próximo do Catolicismo com relação a este sacramento.

A Santa Ceia, em caso nenhum – para os protestantes – é a perpetuação do sacrifício do Calvário. Lutero ainda admitiu a empanação ou a presença de Cristo dentro do pão consagrado; Calvino condicionou essa real presença à fé do comungante. Zwínglio, porém, rejeitou-a por completo. A Santa Ceia geralmente no Protestantismo é a memória ou a recordação simbólica da última refeição de Cristo, mediante a qual os crentes em sua fé e seu amor se unem a Cristo.

Muitos perguntam por que o Protestantismo mostra-se muito diferente do Catolicismo. A piedade do fim da Idade Média se apegara demais às coisas ou aos sinais concretos: relíquias, medalhas e outros sacramentais eram objeto de estima por vezes excessiva, ao passo que o sentido da Eucaristia era menos compreendido e vivido pela piedade popular; as práticas religiosas assumiam caráter mecânico, desligadas que eram de uma perspectiva teológica mais profunda.

Na teologia católica, opus operatum é toda ação sagrada eficaz pela realização do próprio rito, independentemente dos méritos daquele que a efetua.

Assim são os sete sacramentos: algo de objetivo através deles se processa, desde que os sinais sagrados (água, pão, vinho, óleo e palavras) sejam aplicados aos fiéis por um ministro devidamente instituído, mesmo que este NÃO TENHA as qualidades morais desejáveis; pois, em tais casos, é Cristo quem opera os efeitos de santificação mediante o ministro, que é mero instrumento. É sempre Cristo quem batiza, quem consagra o pão e o vinho no seu corpo e no seu sangue, quem absolve os pecados… Por isto é que num hospital, quando uma criança está para morrer sem Batismo, qualquer pessoa (mesmo um ateu!) pode batizá-la, desde que tenha a intenção de fazer o que Cristo e a Igreja fazem no caso, e aplique água natural com as palavras: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (alguém consegue imaginar um ateu dizendo essas palavras? Pois bem…) Assim, os sete sacramentos não são obra nossa, mas (segundo os católicos) obra de Deus nas mãos dos homens; são os mais belos dons da misericórdia divina. Os Reformadores, entretanto, não aceitam este conceito.

Ora, bem… o que temos, no final das contas?

Temos duas doutrinas baseadas no mesmo Princípio Criador (Deus, para os íntimos), mesmas bem-aventuranças e mesmo emissário de libertação (Jesus Cristo). Mas, as semelhanças terminam aí. Cada vertente, do Catolicismo Ortodoxo até o Catolicismo Apostólico, dos Protestantes “Clássicos” aos “Modernos”, estes últimos entre si, e todos os anteriores, em contraposição um ao outro, NUNCA chegaram a um denominador comum.

Intrigas, poder, dinheiro, controle das massas…

É nisso em que sempre se baseou as vertentes cristãs. Nada mais, nada menos.


Baseado nos textos:
Para entender o Protestantismo, D. Estevão Bittencourt
Palavra, Igreja e Sacramentos no Protestantismo e no Catolicismo, L Bouyer.


Para saber mais: A Cisma do Oriente


12 respostas para "O Protestantismo visto pelos católicos"

  1. 1. César M.B. Guerra disse:

    “O uso do Latim tornou-se obrigatório em todas as cerimônias católicas, inacessível à população comum que seguia, quais a cordeirinhos, o que o padre entoava. E se hoje o entendimento da Bíblia, durante séculos permanecido no obscurantismo…”. A Igreja (S. Jerônimo) traduziu a Bíblia no Século IV para a língua do povo: o latim por isso que o latim era “obrigatório”, porque era a língua do povo. O entendimento da Bíblia não permaneceu no obscurantismo. Tanto que foi preservada a duras penas por monges copistas e graças a eles a temos hoje. Só não era acessível a analfabetos ou pessoas de má fé, tal como hoje.

    Administrador André respondeu:

    Pra princípio de conversa, eu escrevi “Cerimônia” e não “Bíblia”. Falácia do espantalho.

    Segundo, no século IV as pessoas de ROMA falavam latim. Mas, não emoutros lugares onde o cristianismo estava sendo imposto. Logo, o que vc postou não tem nada a ver.

    Sobre os monges, me diz uma coisinha, filhote: Você já ouviu falar de “Comma Johanneum” ? Sabe da zona que fizeram só neste trechinho em particular?

    Marcelo Britto respondeu:

    @André,

    De que adiantava ter a Bíblia em outras línguas se poucos sabiam ler?
    Não era melhor e mais prático ter tudo no mesmo idioma (que todos os padres e pessoas de instrução aprendiam) e estas pessoas ensinarem oralmente às pessoas comuns?

    A Igreja Católica não aceita o Comma Johanneum. Mesmo assim, isso não invalida o trabalho dos monges. Seria o mesmo que comprar uma casa e mandar demolí-la porque tem um risco na parede.

    Administrador André respondeu:

    O problema foram as milhares de discrepâncias que surgiram durante as traduções. Não só as que ocorriam por mero acidente, como as acidentais, como a propria clausula joanina.

    Fátima respondeu:

    Duras penas por monges copistas?

    Prova aí que eles suportaram ‘duras penas’, pois TODO MUNDO (exceto vc, eu suponho) sabe que os religiosos, se não viviam na opulência, tinham melhores condições de vida (maior conforto) que os demais….OU não?

    E quanto ao ‘Só não era acessível a analfabetos ou pessoas de má fé, tal como hoje’, diria que centenas de milhares de pessoas não tem acesso ao registro bíblico por N motivos que não estes citados Falácia da Bifurcação.

  2. 2. L.G.S.F. disse:

    Andre e pessoal desse site boa noite! Eu sei que nao é aqui onde deveria postar tal comentario, seria para aquelas 80 “taticas” usadas principalmente por evangelicos, mas como nao pode postar lá… É o seguinte: um dia desses passei em frente a uma Igreja Universal e os obreiros quase conseguiram me tirar do serio com suas conversas sobre religiao. Eu tenho formaçao catolica mas nao sou de ir a igreja. Tenho amigos evangelicos que tem a “moral” de criticar as imagens da minha mae. Chegando em casa resolvi procurar no Google sobre essa insistencia dos obreiros e encontrei esse site. Li todos e depois, ainda p… da vida, ja que obreiro consegue ser pior que telemarketing oferecendo cartao de credito, resolvi entrar em site de evangelico para ver como é (bate papo admito que tbm fui ridiculo), e nao é que em 4 horas “provei” todas as 80 taticas postadas? E o que é pior, quando tentava debater com um deles, cairam tanto em contradiçao, tipo nao seguir os dez mandamentos – agressao pessoal (nao tipo “sai satanas” apenas, pior rs..); um suposto PM ate falou se me encontrasse iria forjar algo em mim (furtar minha liberdade, vai vendo…). A maior perola que ouvi deles foi quando falei “como os dinossauros entraram na arca”, sabe o que um falou? Foram levados ovos das (????) para arca. Questionei sobre o periodo que viveram os dinos em relaçao ao suposto periodo do deluvio, dai vieram com as frases montadas “para Deus tudo é possivel” e obvio passagens da Biblia que nao tinha nada a ver com o tema Arca e Dinos. So sei que perdi essas 4 horas me divertindo muito..
    Abraços

    Administrador André respondeu:

    Quando for assim, posta as suas “experiências” na comunidade do Orkut ou no grupo do Facebook.

    De resto, bem-vindo ao “Planeta Bíblia”, como diz o Abbadon. Já nem me impressiono mais. ;)

  3. 3. Carlos Kyrios disse:

    Caro André,

    Sou crente em Gesus Cristo há vários anos e sempre questionei, por inúmeras vezes, várias coisas ali, escritas, na Bíblia…e ainda há motivos de questionamentos, o que nao eh, por si, uma condenação.Existem mesmo coisas difíceis de se compreender e de se entender e, por que nao dizer, de se aceitar? Mas em varias questões mais conflitantes e aparentemente ridículas quando raciocinamos sob um ponto de vista lógico, cientifico, experimental, racional, etc a respeito de determinadas matérias, cheguei a uma conclusão sublime, que me faria bem a mim e talvez a quem eu quisesse falar de Gesus Cristo: considerar como secundário qualquer assunto ou tema que levasse a discussões muitas vezes ofensivas, que pudesse magoar ou entristecer alguém.Penso que o ser humano, qualquer que seja ele e em qualquer momento, deve ser amado e muito amado…Quando nos baseamos pura e simplesmente na Palavra de Deus, a Bíblia, ela se torna suficiente para abrir as nossas mentes e, pelo poder de Deus, nos capacitar a entender coisas que somente Deus pode nos fazer entender! Se formos julgar a Bíblia pelo que temos visto por aí, ouvido por aí…dificilmente conseguiremos valoriza-la como ela deve ser valorizada! Foi sozinho que, lendo-a e me dedicando ao seu estudo, pude descobrir verdades quase que inacreditáveis e, melhor, ver acontecer coisas também inacreditáveis! Gesus Cristo nos prometeu uma paz interior que somente Ele poderia nos dar e uma capacidade de amar a uma pessoa de forma muito especial, divina até…e isso tem se cumprido…partindo deste pressuposto e vendo isso acontecendo dentro da gente de maneira inexplicável e irresistível, qualquer outra coisa se torna menor…se alguém vier a mim e me provar que a origem do homem esta uma formiga, em um macaco ou veio de um lobisomem, etc… Isso para mim, como disse acima, tornou-se secundário e pouco relevante, pois o principal e o essencial já tenho comigo. Aparentemente alguns julgamentos que vi acima se baseiam em ocorrências humanas e, por isso, falhas e, consequentemente decepcionantes…Nao sei se você já leu um livro chamado Cristianismo Puro e Simples de Charles Lews, o mesmo autor de Crônicas de Nárnia…Lews era um Ateu e um dia conseguiu acreditar em Deus ( no Deus da Bíblia) e, neste livro, ele consegue expor de maneira altamente convincente e inteligente algumas de suas opiniões cristas.Talvez fosse interessante dar uma olhada, ainda que a título de curiosidade. Pude perceber, no pouco que li, que você demonstra ter um grau de conhecimento muito grande, de muitas coisas e o expõe em vários momentos de maneira muito inteligente e lúcida…a mim me pareceu, porém, que existe uma falha grave no desenvolvimento de seu pensamento, no quesito humano do seu raciocínio…isto eh, seu julgamento sobre Deus, me deixou a impressão de que o seu conceito sobre Ele, se baseia principalmente naquilo que disseram…o fulano, o sicrano…como disse acima, a Bíblia, fala forte por si mesma…

    Administrador André respondeu:

    Meu caro dr. Carlos, vê se toma vergonha nessa cara. Vc não sabe nem escrever Jesus direito, cara.

    Um médico não deveria pagar um mico desses. Então, farei um favor chutando sua bunda daqui. Manda um abraço pro pessoal do Procardíaco de Goiânia.

    voix69 respondeu:

    @Carlos Kyrios,

    “Sou crente em Gesus Cristo…”

    -JESUS…repeat with me…JESUS…

    “…discussões muitas vezes ofensivas, que pudesse magoar ou entristecer alguém.”

    - floquinhos de neve não suportam discussões, nem por isso os fatos deixarão de sê-los somente para que não haja magoinhas.

    “Penso que o ser humano, qualquer que seja ele e em qualquer momento, deve ser amado e muito amado…”

    - Buda e afrodite concordam com você.

    “Quando nos baseamos pura e simplesmente na Palavra de Deus, a Bíblia, ela se torna suficiente para abrir as nossas mentes e, pelo poder de Deus, nos capacitar a entender coisas que somente Deus pode nos fazer entender! ”

    - Como, por exemplo, entender que jumentas falam, cobras falam, que se pode embebedar o pai e transar com ele, oferecer suas fihas à população da cidade para poupar anjos, mandar ursar matarem crianças, e uma infinidade de outras barabaridades que já são mais do que conhecidas por aqui.

    “Foi sozinho que, lendo-a e me dedicando ao seu estudo, pude descobrir verdades quase que inacreditáveis e, melhor, ver acontecer coisas também inacreditáveis!”

    - Estudou pouco, a bíblia, então. E estudou pouco outros livros também. Existem aqui no blog várias indicações de autores e livros que te ajudarão a entender DE FATO, a bíblia.

    “Gesus Cristo nos prometeu uma paz interior que somente Ele poderia nos dar e uma capacidade de amar a uma pessoa de forma muito especial, divina até…e isso tem se cumprido.”

    - Promessa não cumprida, pois todos os dias milhares de pessoas voltam as suas igrejas com suas mágoas, desesperanças, choros, gritos e lamentos. Elas retornam para seus lares para que no dia seguinte voltarem para suas igrejas e repetirem todos os seus lamentos. Isso, pra mim, não é paz interior.

    “se alguém vier a mim e me provar que a origem do homem esta uma formiga, em um macaco ou veio de um lobisomem, etc… Isso para mim, como disse acima, tornou-se secundário e pouco relevante, pois o principal e o essencial já tenho comigo.”

    - Alienação…a gente vê por aqui.

    “…isto eh, seu julgamento sobre Deus, me deixou a impressão de que o seu conceito sobre Ele, se baseia principalmente naquilo que disseram…o fulano, o sicrano…como disse acima, a Bíblia, fala forte por si mesma…”

    - Para se ter uma opinião formada é necessario que se faça a leitura de vários livros, artigos, estudos. Quanto mais você ler e aprender, mais embasada será sua opinião. As vezes se torna necessário citar uma determinada fonte. A sua opinião se baseia no que? Na bíblia? Então, meu caro, sua opinião baseia-se somente numa fonte. Fonte essa que é mais do que insuficiente, imperfeita e incompleta.

  4. 4. Rubens Mesquita disse:

    “Mas em varias questões mais conflitantes e aparentemente ridículas quando raciocinamos sob um ponto de vista lógico, cientifico, experimental, racional, etc a respeito de determinadas matérias, cheguei a uma conclusão sublime, que me faria bem a mim e talvez a quem eu quisesse falar de Gesus Cristo: considerar como secundário qualquer assunto ou tema que levasse a discussões muitas vezes ofensivas, que pudesse magoar ou entristecer alguém.”

    >>> Mas tem um detalhe, quando se debate um tema do ponto de vista lógico, cientifico, experimental e racional, não se trocam ofensas, se trocam argumentos e contra-argumentos, até que uma das partes não tenha mais como refutar o opositor.

    Administrador André respondeu:

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