A necessidade de uma crença
Muitas vezes pensamos por que as pessoas acreditam em coisas sem nexo. Ficamos estarrecidos com a capacidade crédula de acreditar nas coisas mais estapafúrdias que tem por aí religiões, correntes, superstições, mandingas, petições online, SPAM, boatos diversos, shows de mágica, promessas de políticos e que a namorada (ou namorado, dependendo das preferências de cada um) não mentirá na próxima vez.
Afinal, por causa de que as pessoas acreditam nessas sandices todas? Por que elas ainda remetem textos ridículos de ameaças de um fantasma de uma menina de 14 anos (bem, ela teria essa idade se estivesse viva)? O fantasma fica acompanhando os e-mails e comunidades do Orkut? O que fazem então? Repassam o lixo, com um adendo “vou repassar por via das dúvidas”. Via das dúvidas? Não, meu caro. Você repassou porque se cagou de medo da mensagem. E isso vale para as outras crendices. Mas, afinal, por que as pessoas têm essas crenças?
Resposta: Não tem resposta!
Sim, eu sei que depois de ter lido os dois primeiros parágrafos, você deve estar querendo me matar por causa de uma resposta tão escrota. Lamento, mas essa é a verdade. Não temos uma resposta definitiva. As pessoas são esquisitas, mesmo.
Pode parecer que desde sempre as pessoas tiveram a necessidade de acreditar em algo. Tenho pra mim que não, não é bem assim.
Tudo bem que as pessoas sempre tiveram muitas dúvidas a respeito de tudo. Mas, uma crença não nasce do nada. Ela normalmente é passada de pessoa a pessoa. Assim, alguém teve a “brilhante” idéia, por exemplo, de dizer que as trovoadas eram causadas por São Pedro estar arrastando os móveis. De repente, falaram isso só de brincadeira. E teve gente que acreditou!
Logo, a crença veio na tentativa de dar uma explicação a um fato. Alguém estava arrastando os móveis em casa e viu a barulheira que fazia (na época, não existia Casa Bahia e os móveis eram bons e pesados). No dia da trovoada, perceberam a barulheira. De onde vem? Do céu? Quem está no céu? São Pedro. 2 + 3 =… 9! (Barulho de móvel + Barulho no céu = São Pedro!). Havia um outro motivo também, mas disso falaremos mais a seguir.
A crença surge também de uma necessidade. A pessoa tá doente e aceita qualquer coisa que lhe dêem. Até mesmo figas, galhos de arruda, imagem de Santo Onofre, ferraduras, fitinha do Senhor do Bonfim e até o escudo do Flamengo. Claro que essa pessoa vai no médico e faz um tratamento com remédios etc. A pessoa fica curada no tempo em que algum vuduzeiro tava fazendo um “tratamento” passando bosta de vaca no corpo todo. Aí, o que acontece? A idiota pessoa acha que foi a bosta de vaca que a curou. O médico? Ah, aquele charlatão só tava enchendo de remédios…
Como eu disse antes, tudo começa com alguém impondo sua opinião (muita das vezes, são opiniões idiotas, proferidas por leigos imbecis) e fazendo de tudo para que a outra pessoa faça o mesmo procedimento e execute a besteira. O pior que as besteiras até tem certo fundamento, mas podem ser danosas. Como exemplo, posso citar os efeitos colaterais de alguns anti-depressivos, como perda de peso.
Isso acontece muito com mulheres. É triste, mas é verdade.
Uma mulher encontra outra e pergunta como ela está, vê que ela perdeu peso (apesar de estar amarela, esquálida e pra lá de desanimada, mas pessoas egoístas não prestam atenção nisso). A outra mulher responde que não está muito bem, que até está sobre o efeito de remédios anti-depressivos.
Uma pessoa boa e conscienciosa perguntaria se a outra estava precisando de um ombro amigo, se necessita de algo ou mesmo não fica só nas perguntas e procura melhorar o ânimo da outra pessoa, mostrando que é amigo e que se importa. Como eu disse, egoístas não pensam nisso.
Uma mulher egoísta (não estou querendo dizer que todas as mulheres o sejam, mas me atire uma pedra quem nunca ouviu uma história semelhante) vai falar logo: “Caramba, deixa eu ver este remédio!” Aí, vê que na bula consta que realmente o remédio acarreta perda de peso.
Sabemos que a sociedade tem grande influência nos indivíduos (principalmente nos que possuem fraqueza de caráter). Logo, a dita egoísta terá a idéia “fabulosa” de se encher de anti-depressivo e vai encher o saco da amiga para que consiga uma receita. A amiga – que realmente está precisando de um amigo, mas só conseguiu “aquilo” – vai fazer de tudo para conseguir. A “amiga” vai espalhar aos 4 ventos que tem uma receita ótima para emagrecer. Outras idiotas como ela farão de tudo para conseguirem receitas (até mesmo subornar médicos do SUS, que ganham uma merreca e precisam alimentar os filhos) e assim a coisa se propaga.
Algumas até tem a coragem de pedir a químicos (!) para que estes possam arrumar o tal medicamento. Óbvio que uma simples carteira do Conselho Regional de Química não é o suficiente para uma farmácia decente vender um medicamento controlado. O químico que tem responsabilidade se recusa e ainda dá um esporro. A pessoa que acha que precisa emagrecer fica irritada com o gesto e rompe os pseudo-laços de amizade interesseira.
Eu sei bem como é isso. Já perdi 2 “amigas” por causa disso e podem estar certos: pessoas assim não me fazem falta.
As pessoas acabam se tornando viciadas em suas crenças. Como exemplo, eu citei no artigo da Campanha Diga NÃO ao Boato, onde relatei a história de um spam maluco em que eu mandei a refutação com links, visando esclarecer a pessoa. Assim como acontece com um toxicômano (aquele que é viciado em drogas, pô), a pessoa se recusa a sair do vício. Acho que deveria haver clínicas de desintoxicação de besteiras. Mas, não daria certo. Nenhuma clínica suportaria mais de 150 milhões de pessoas…
As pessoas, em fato, acreditam nas coisas porque QUEREM acreditar. Alguns acham que aquela gostosa da loja de conveniência realmente tá dando mole, que tomar os coscarques da vida realmente a isentaram de almoçar, que tomar gotinhas diluídas mais de 100 vezes superam em qualidade qualquer remédio, que a conjunção astral define os rumos de sua vida ou que jogar em roleta o fará rico sem trabalhar.
E é aqui que realmente chegamos ao ponto do porque as pessoas acreditam nessas coisas: elas têm medo.
Exatamente, M-E-D-O !!
Todas elas têm medo de algo. Seja de morrer, seja de ficar pobre pro resto da vida, não conseguir um trabalho decente, ficar virgem pra sempre e medo de sentir medo.
Ao contrário do que se pode sugerir, sentir medo não é tão ruim. O medo nos faz um grande favor: ele nos mantém vivos. Se não fosse o medo de altura, a gente chegaria perto de qualquer precipício ou treparíamos (ops) no parapeito de um prédio no 30º andar sem segurança. O medo de não passar num exame nos faz estudar e prepararmo-nos mais para as provas etc. Sentir medo é natural. Claro que muitas das vezes, o medo simples se torna uma fobia, como ter medo de subir numa escada de 3 degraus. Aí, é caso para tratar disso.
Me lembro de um filme já meio antigo: Remo, Desarmado e Perigoso. Nele, o velho chinês (ops, desculpe, Chiun: COREANO!) ensina que sentimos fome, sentimos frio, sentimos medo. O medo não pode nos fazer mal. Para isso, devemos ter cuidado. Temos medo de sermos atropelados numa via movimentada. Só o medo não fará com que um caminhão suba a calçada e nos pegue (o motorista estar tonto de sono ou completamente bêbado, sim). Se tivermos cuidado, esperando o sinal fechar e prestando atenção que os carros realmente parem, poderemos atravessar tranqüilos.
Na direção também. Se formos cuidadosos, não precisaremos de fitinha de São Cristóvão. Porque nem São Cristóvão dá jeito se algum maluco avançar o sinal de der uma porrada no meio do seu carro.
A dor, o medo e o egoísmo armam o palco para os enganadores. Enganadores que se vestem bem, andam barbeados e com cara de amiguinho.
Lembra do caso da explicação das trovoadas? Lembra do caso da “amiga” interesseira? Lembra do caso de estar necessitado? Lembra do caso do medo? Pois bem, pessoal. Juntem tudo isso, mais com um bando de espertinhos e o que você tem? Resposta: RELIGIÃO!
Pense: A religião é um vício em que as pessoas acreditam firmemente em fatos estapafúrdios, como cobras falantes. Até brigam e xingam (reparem nos comentários de nossos artigos). A religião explica coisas do modo mais estranho, absurdo e sem sentido; porém, de uma forma “convincente”. A religião abafa o medo do desconhecido.
Morte? Para que se preocupar? Você andará por tijolos de ouro, que nem na historinha do Mágico de Oz. Seu parente faleceu? Que pena… Mas, você poderá conversar com ele através de nossos médiuns. Você quer ganhar um emprego novo? Quer trocar de carro? Não tem problema! O que você der para a nossa igreja, Jesus te dará em dobro!
É como no caso do “conto do paco”. Chega um espertinho e oferece uma bolada de dinheiro pra sua vítima, dizendo que tem que viajar, sair, ir pro hospital etc. Pede que ela lhe dê algum dinheiro e em troca a pessoa poderá ficar com o pacote de dinheiro, cheques etc. A vítima, de olho grande na bolada, pensa que poderá lucrar em cima de quem ela julga que é um verdadeiro mané. É sempre assim.
As pessoas gritam e esbravejam que têm fé, que acreditam em seu Jesus, mas por quê? Porque no seu livrinho mágico está escrito que se eles não crerem, eles vão pro inferno e passarão o resto da eternidade lá. MEDO!
As Ovelhinhas do Senhor correm em tudo que é canto, enchendo o saco para que outros passem a crer nas mesmas sandices que elas. Por quê? Porque no seu livro diz que eles têm que evangelizar, senão vão pras profundas. Interesse egoísta. Usam de apelo sentimentalóide “por que você não acredita em meu deus, ele é bonzinho e oferece muito” (como no caso do “conto do paco”). Assim como no caso do spam, eles têm que manter viva a crença, caso contrário, cairão em si que são um bando de estúpidos (o que de fato são, mas eles não querem que saibam).
Sempre terminam com algo como “arrependam-se” e “estarei orando por vocês”. Mentira! Eles querem impor medo. O mesmo medo que sentem. Assim como uma mãe diz pra uma criança: não ande de costas porque faz mal. Faz mesmo? Se você não souber andar, realmente vai cair. Aliás, do jeito que as ruas andam esburacadas, faz mal você andar até normalmente. Faz mal andar de noite por causa dos assaltos. Muitas coisas fazem mal. E daí?
Assim como o medo não te faz mal, as crenças não ajudam. Muitos hospitais estão cheios de padres, pastores, irmãs, macumbeiros, satanistas, ateus, agnósticos etc. Crer ou não crer não fará sua situação mudar. Eu não creio em médicos. Eu sei que um tratamento vai curar se for aplicado adequadamente. Eu não creio que o médico vai me curar, porque médico não cura ninguém.
O que cura são os seus conhecimentos, sua experiência de ter visto o mesmo caso antes, de ter lido e relido e trabalhado nas mesmas condições. O que cura é o saber que a humanidade vem acumulando ao longo dos séculos, e não apenas uma besteira de acreditar que alguém falou séculos atrás que um verdadeiro devoto poderá tomar veneno e não acontecerá nada.
Muitos dizem que em sua igreja XYZ, houve milagres, que uma perna nasceu do nada, que mudo aprendeu a falar e que papagaio criou dente. Mentira! Tudo isso é baseado numa reles crença de que alguém disse que viu (e na verdade também não viu) alguém ser curado. Vá atrás, peça os exames. Onde estão? Até hoje, já ouvi esta lorota centenas de vezes. Centenas de vezes pedi os exames e laudos. Ganha um doce se adivinharem quantos me mostram a documentação.
Cada um pode crer no que quiser, não me importo. Mas, quando a história que um anti-depressivo é usado como milagre dietético, quando uma crendice faz uma pessoa abandonar médicos para seguir um pseudotratamento que acabará em morte, quando uma quadrilha usa a crença do povo para extorquir seu último centavo em troca de uma promessa vazia e ridícula e vemos pessoas agindo feito zumbis acreditando que o mundo só tem 6 mil anos que o homem veio de um punhado de barro que um deus tribal criado por um bando de pastores da Idade do Bronze largou por aí, então é hora de começarmos a mostrar que o mundo não é esquisito, as pessoas é que são crédulas, burras, interesseiras e medrosas.
São fatos. Ninguém gosta de ter que encarar o reflexo de sua personalidade em linhas escritas, mas essa é a verdade. Creia no que quiser, mas guarde para si. Tenha responsabilidade de não causar mal a ninguém. Acha que tomar cianureto vai melhorar sua garganta? Beleza. Tome 2g de manhã, à tarde e… bem, talvez não precise tomar à noite. De qualquer forma, você nunca mais terá dor de garganta. Mas, tome SÓ VOCÊ. Deixe as pessoas se consultarem com médicos de verdade. Médicos cometem erros. E daí? Você se acha especial? Pule de uma ponte com uma capa e saia voando, só assim acreditarei. No mais, acredite no que quiser. O mundo não deixará de ser mundo em função da crença dessa ou daquela pessoa.
A realidade está lá fora. As crendices só existem dentro de você.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008 às 18:34
Bem resumido…gostei
Tem uma revista da super interessante que saiu agora que é assim “29 coisas que não fazem sentido” uma delas é a crença em deus.
Acho que as pessoas acreditam nisso por medo de morrer+busca de um sentido.
inté.
[Reply]
Ao meu ver, a Super Desinteressante é atualmente a 30ª coisa que não faz sentido.
[Reply]
Concordo com o André. Dá uma conferida nesse texto:
http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_270407.shtml
Título: “Remédios são venenos”
Alto nível, não?
[Reply]
segunda-feira, 4 de agosto de 2008 às 18:37
André,
Olá. Essa estória de suas ‘amigas’ me fizeram lembrar de duas histórias:
a) A maior parte dos golpes que vitimam milhares de pessoas aqui em Sampa sempre têm como componente principal a obtenção de alguma vantagem.Exemplo: empréstimo de R$ 20.000,00 em 100 x R$ 200, sem juros. Basta que vc deposite R$ 1.000,00 na conta X e o dinheiro é depositado na sua conta em 24 horas. Pinga! Dezenas de pessoas caem no logro.
b) Um filme que assisti há tempos que relatava o seguinte: um homem todo de preto toca a campainha da residência onde mora um casal. O casal atende e o homem apresenta uma espécie de cúpula onde há um botão e faz a proposta: aperte o botão, alguém que vocês NÃO CONHECEM morrerá e vcs recebem 1 milhão de dólares.
O Casal tem 24 horas para decidir. Ficam com a cúpula em casa. Acirrada discussão entre eles que, de início, recusam terminantemente a possibilidade de apertar o botão (alguém vai morrer), até que sucumbem e apertam. No outro dia aparece o tal cara, todo sorridente. Entrega a pasta com o $ e leva consigo a cúpula. O casal pergunta o que ocorrerá a seguir, ao que ele responde:
Abraços!
[Reply]
segunda-feira, 4 de agosto de 2008 às 20:17
Renato, eu acredito que as pessoas buscam a religião não pelo medo de morrer, mas sim pelo medo de não existir depois da morte.
[Reply]
As pessoas não buscam religião, elas buscam entrosamento social. É o medo de que outras pessoas lhe tratem mal, ignorem, isolem, ou até agridam, por não fazer parte do grupo. São todos “maria-vai-com-as-outras” uns dos outros.
[Reply]
Sorete,
Olá.
O que vc disse faz sentido e eu concordo (sem, no entanto, excluir o fator ‘medo da morte’ como causa da busca da religião).
Certa vez li um depoimento de um ex-cristão num blog, onde o autor relatava como ingressou ainda na juventude numa igreja pq sentia profunda necessidade de fazer parte de um grupo e como essa necessidade, imperando sobre todas as demais, fazia com que ele fechasse os olhos para os erros/equívocos/absurdos que ele via em sua igreja (absurdo como o fato de os membros serem incentivados a orar por alguém que colaborava com mais $$ e ignorar um outro que doente e apesar de pouco colaborar com pouco $$, sempre foi fiel seguidor dos dogmas).
É um texto bom, pena que perdi o link (suspiros).Velha mania de ficar pulando de link em link, sabe?
Nós humanos somos muito curiosos, vivemos em grupo e temos medo uns dos outros (de quaisquer violências que os outros possam nos causar); por outro lado, sentimos intensa necessidade de aceitação do outro, a ponto de muitos usarem o que chamo de ‘máscaras sociais’.
Abraço,
[Reply]
segunda-feira, 4 de agosto de 2008 às 21:24
Esse texto veio bem a calhar! Justamente hoje, em que duas mulheres que souberam que sou ateu tentaram me converter, disseram que o diabo me diz que deus não existe, que serei castigado, etc. Até fiz questão de ler esse texto para minha mãe, que estava ouvindo a conversa. Nem valia a pena discutir com elas, pois além de não souberem justificar suas crenças, são hipócritas!
Até!
[Reply]
segunda-feira, 4 de agosto de 2008 às 22:05
Obrigado André, por mais um texto sincero e mordaz!
[Reply]
terça-feira, 5 de agosto de 2008 às 08:14
Esse texto, ao lado de “12 Provas da Inexistência de Deus” e de “As Mil Faces de Jesus”, na minha opinião, estão entre os melhores do CCT. Muito bom.
[Reply]
terça-feira, 5 de agosto de 2008 às 08:54
Maldita mania de peruar.
[Reply]
Em lugar nenhum. Eu que sou o autor. Mas, vc ainda pode jogar o texto no Google e ver se acha e outro lugar.
[Reply]
terça-feira, 5 de agosto de 2008 às 11:40
A necessidade da religião é criada quando o indivíduo não consegue reconhecer (por orgulho ou pura estupidez) que não pode explicar algo. Não reconhece as limitações (do seu) do conhecimento humano, então cria explicações fantasiosas para o Sol, a Lua, as estações, o funcionamento do corpo humano… e quando nem as falácias habituais dão conta do recado, apelam pros mistérios do seu deusinho insondável. A ciência busca explicar os fenômenos que nos cercam, mas não se envergonha de não ter todas as respostas (ainda). Um cientista nunca vai corar ao ser indagado sobre algo que não pode ser explicado com o conhecimento atual (como a matéria escura, por exemplo), já os religiosos sempre ficam envergonhados, tentam mudar de assunto, apelam pras falácias de sempre, e por último, te condenam ao inferno.
Boa matéria, como sempre
[Reply]
terça-feira, 5 de agosto de 2008 às 12:14
Não cheguei a ler o texto todo, mas no que li, vi que é bem escrito, está de parabéns.
Na minha opinião, as pessoas religiosas na verdade possuem MEDO da morte, porque não sabem o que irá acontecer após disso. No meu ponto de vista elas criam crenças e surpestições para usarem como respostas à aquelas perguntas que todo mundo faz(tanto para si mesmo quanto para as outras pessoas) que não possuem respostas.
Terminando e resumindo o que disse, crédulos têm amigos imaginários por terem MEDO do futuro e de encarar a verdade, e também por não querer ficarem “sozinhos”.
[Reply]
terça-feira, 5 de agosto de 2008 às 12:39
Sinto que a mais verdadeira religião só é possível àquele que nela encontra o sagrado e o sentido de sua própria vida, melhor definindo - aquilo que se faz consagrando ao que considera ser sagrado. Para o cientista é a Ciência, ou o mistério da intuição, ou a experiência da razão: se quando olhar ao microscópio, enfim que tudo fizesse sentido nessa vida justamente porque via algo que não fazia o menor sentido. Seria o divino a conhecer se…
Algo como entregar se de corpo, mente e alma à busca, que é o sentido da vida, a gente não encontra o que procura, mas encontra outras coisas que podem fazer a vida menos dura. (para os temidos pecadores crédulos - a vida menos pura).
Para um Pessoa, a religião é o apocalipse da poesia…
[Reply]
terça-feira, 5 de agosto de 2008 às 14:10
Quando você se refere ao medo, sei lá onde mais já vialguém manifestando a mesma opinião.
Sem ofensas cara pálida!
[Reply]
terça-feira, 5 de agosto de 2008 às 20:19
“Muitos dizem que em sua igreja XYZ, houve milagres, que uma perna nasceu do nada, que mudo aprendeu a falar e que papagaio criou dente. Mentira!”
hahahaha…
deixe me rir
sempre generalizando…
André, meu caro,
não somos todos iguais…
bom…
tem uma história com “h”, pq é verdadeira
que aconteceu mto tempo atras…
Trata-se da NASA nos seus preparitivos
para mandar o homem a Lua!
Usando poderosos computadores da época
tentavam estabelecer rotas de colisões futuras…
No entanto, notaram que se faltava 1 dia no calendário
universal! Por muito tempo ficaram aflitos por não consiguirem
resolver o problema…
conhece essa história??
Dúvido…
Vc consegue contestá-la??
tbm dúvido
Olha só!! estou sendo cético quanto a sua capacidade!
hahahaha
[Reply]
We, too, have heard an “urban legend” about scientists at NASA GSFC finding the “missing day” in computer calculations of the motions of the planets. The legend has been around for longer than NASA itself, but turned into a NASA “event” sometime in the 60’s. The story goes that some scientists were doing orbital mechanics calculations to determine the positions of the planets in the future, for use in determining the trajectories of future satellite missions. They realized they were off by a day. A biblical scholar in the lot remembered the passage from Joshua and all was set right. But these events, in fact, never occurred. It is easy to understand why:
The “GSFC finds missing day” urban legend doesn’t make sense for the following reason. If we want to know where the planets will be in the future, we use accurate knowledge of their initial positions and orbital speeds (which would be where they are located now), and solve for their positions for some time in the future. We solve a very well determined set of equations that describe their motions. The major dynamical component of any planet’s orbital motion is determined by solving an equation (force is equal to the mass times the acceleration) which is the perhaps the most fundamental in classical physics. The validity and predictive power of this equation are well documented and can be seen every day: a recent example is the lunar eclipse that was visible to much of the world last Sunday. This calculation would not cover any time before the present, so some missing day many centuries ago, if it had occurred, could not be uncovered with this method.
In general, trying to prove events that are said to have occurred in the Bible, using scientific principles, doesn’t work. Most scientists draw a clear distinction between things that are taken on faith, and those that are testable and therefore falsifiable. Science deals with the latter, and religion with the former.
Veja só DE ONDE é este texto: http://imagine.gsfc.nasa.gov/docs/ask_astro/answers/970325g.html
Agora, pegue a sua crença e… Bem, vc já sabe onde deve enfiar.
Próximo?
[Reply]
terça-feira, 5 de agosto de 2008 às 21:37
Trabalha rápido eim…
“nós usamos um conhecimento exato das suas primeiras posições orbitais e de velocidades (o que seria onde eles estão localizados agora)”
td bem, concordo que esse método funciona…
o autor fala que o evento nunca ocorreu:
“Mas estes acontecimentos, na verdade, nunca ocorreu. É fácil compreender por que razão:”
Ele cita “razão” do acontecimento não ter ocorrido por um conclusão baseada no método utilizado hj…
é vago, não é claro…
não é como dizer:
olha, não é verdade pq a Nasa não tem registro disso
ou não é verdade pq não falta 1 dia…
e olha que eu tentei acreditar, sinceridade…
Vc não tem um artigo mais legal ai não?
[Reply]
Sua historinha da NASA é falsa. Se vc tem alguma PROVA que falta um dia, Troll…
Grite na sua igreja.
Participação encerrada. Dá tchauzinho pro monte de gente que está rindo de você e vai pro inferno em que vc acredita.
C’est fini.
PS. Ia me esquecendo. Você é:
Autor: Renato Kistner (IP: 200.203.146.1 , ns.cesumar.br)
Email: renatokistner@hotmail.com
URL :
Whois : http://ws.arin.net/cgi-bin/whois.pl?queryinput=200.203.146.1
Hasta la vista.
[Reply]
sexta-feira, 15 de agosto de 2008 às 22:26
Texto demais para idéias de menos.
E não sei para que tantas palavras de baixo-calão e tanta coloquialidade… mas estilo é estilo.
[Reply]
Talvez porque eu não estivesse pensando em você. Desculpe te falar, mas o mundo não é regido pelo seu umbigo. Inté!
[Reply]
Não vou bater boca com adolescente neo-ateu, obrigado.
[Reply]
Não sou aborrecente, não sou neo-ateu e muito menos ateu.
Mas com certeza vc é um pobre coitado com sérias deficiências argumentativas.
Obrigado pela visita e recomende-nos aos seus amigos para virem nos refutar, lindinha.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008 às 22:48
Eu sim, sou ateu.
Você não é aborrencente, mas é esta a impressão que passa esse texto reacionário, cheio de gorduras, de qualidade duvidosa, com vocabulário pobre, e esse tom de quem conversa numa mesa de bar sob efeito de álcool.
[Reply]
Eu sim, sou ateu.
Quer ganhar aplausos por ser ateu? Lamento, a sessão de autógrafos é na sala à esquerda.
mas é esta a impressão que passa esse texto reacionário
Eu estou me lixando pro que vc pensa. Como eu disse, é triste, mas o mundo não gira ao redor do seu umbigo, filhote.
cheio de gorduras, de qualidade duvidosa, com vocabulário pobre, e esse tom de quem conversa numa mesa de bar sob efeito de álcool.
Deixe-me ver… Estou consultando minha agenda para ver se eu lhe convidei aqui… Bem, não convidei. Alt+F4 resolve o seu problema. Eu escrevo como quiser. Se vc não gostou…
Azar inteiramente seu, mona. Pode sapatear o quanto quiser.
[Reply]
segunda-feira, 1 de setembro de 2008 às 21:58
Se vc não é ateu, então acredita em alguma coisa.
no que vc acredita?
(eu não vou fazer críticas)
[Reply]
Eu acredito que se eu não levantar cedo pra ir trabalhar, nenhum deus, apsara, djin, titã, valkíria, saci, sereia ou o monstro do lago Ness virão aqui pagar as minhas contas.
[Reply]
quarta-feira, 17 de setembro de 2008 às 18:51
[...] Como todo bom lixo internético, isso se espalhou e foi visto por milhares de pessoas, e garanto que tal qual o Orkut, 90% era brasileiro. Realmente, este pessoal não desiste de ver besteiras. Nunca! É impressionante a necessidade estapafúrdia de se crer em algo. [...]
quinta-feira, 18 de setembro de 2008 às 17:07
Nossa… Sou Ateu pq não acredito em deus… Agora como isso tah relacionado com o texto do André, eu estou curioso pra saber… (alias otimo texto cara parabens)
O outro lá é o ateu utopico, di tipo bem despresivel sabe… Acha que faz parte de ser ateu escrever como Nietszchie aiheiauheaiuheaiuheiuhe (sou fã do Tio Nini tbm)
A questão é se vc acredita, vc eh um idiota, pq quem disse que a gente precisa acreditar em alguma coisa disse uma mentira escandalosa.
Eu não tenho crenças na minha vida e sim constatações.
Tenho 2 laranjas e comi 1, logo constatei que só tenho 1 =]
Tenho a biblia na mão, olhei a minha volta e logo constatei que a natureza existe independentemente do homem ou da biblia ou de “deus”. Fim de papo!
[Reply]
Nossa… Sou Ateu pq não acredito em deus… Agora como isso tah relacionado com o texto do André, eu estou curioso pra saber… (alias otimo texto cara parabens)
O outro lá é o ateu utopico, di tipo bem despresivel sabe… Acha que faz parte de ser ateu escrever como Nietszchie aiheiauheaiuheaiuheiuhe (sou fã do Tio Nini tbm)
A questão é se vc acredita, vc eh um idiota, pq quem disse que a gente precisa acreditar em alguma coisa disse uma mentira escandalosa.
Eu acredito. E daí?
Eu sou um idiota?
Não meu caro, eu não sou um idiota.
Tenho 2 laranjas e comi 1, logo constatei que só tenho 1 =]
Isso é ser idiota
[Reply]
Voce eh sim um idiota, e dos grandes, além de não argumentar nada ainda toma patada sem perceber e sem dar uma resposta decente
pare de basear seus ‘conhecimentos’ em spams e sites religiosos…
ah sim! e no seu livro de contos de fada também
agora por favor fale mal de mim também que eu quero me divertir
[Reply]
Falta-lhe conhecimento para argumentar.
Antes de citar textos como o da “NASA” informe-se a respeito, você falou como se fosse certeza absoluta que aquilo aconteceu sendo que a própria NASA colocou em seu site que era ridículo achar que eles fizeram isso.
Reveja suas crenças e não confundo mais o que é ateísmo.
Você não é idiota por acreditar em deus, mas por favor esquece esse negocio de que precisamos acreditar em alguma coisa.
E outra, a bíblia não é fonte de informação confiável, se estudar como esse livro surgiu vai entender o porque.
[Reply]
sexta-feira, 26 de setembro de 2008 às 04:01
Nossa, muito bom esse texto. Tomei a liberdade de colocar um link para ele no meu perfil do Orkut. Espero que não se importe.
Abraços
[Reply]
Nem um pouco. Adoro links.
[Reply]
segunda-feira, 27 de outubro de 2008 às 11:58
Acho que as pessoas acreditam em “Deus” porque são fracas. Precisam acreditar em alguma coisa, precisam ter a quem recorrer quando estão desesperadas, precisam ter alguém para culpar ou agradecer. Acredito que quando a humanindade for forte o suficiente para conseguir viver “sozinha” a religião não mais existirá, ela não será mais necessária.
[Reply]
Pegue a senha e espere sentada.
[Reply]
sábado, 8 de novembro de 2008 às 11:05
Agora vc falou uma verdade… o medo de ficar virgem para sempre muitas vezes me leva a pensar que alguém está me dando mole. Mas, depois deste texto (corretíssimo em tudo), vou me policiar para me focar na realidade.
[Reply]