Venter e os caçadores do DNA perdido

Sempre sonhamos com a vida em Marte. Só para vocês terem uma ideia de como Marte é presente em nosso imaginário, até a exibição do filme E.T. – O Extraterrestre, a maioria das formas de vida alienígena era chamada de "marciano" (a única exceção que eu conheço é o National Kid, que criou o termo "Inca", que é um termo totalmente sem sentido no Japão, mas os tradutores preferiram colocar Inca Venuziano por causa do conhecido Império Inca. Hoje em dia, podiam chamar de Inca, Maia, Asteca etc. que 90% nunca ouviu falar). Uma das missões da Curiosity é buscar algum indício de vida, de encontrar marcianos, mesmo sem ser idiota o bastante para esperar ver algum homenzinho verde.

Afinal, o que se precisa para encontrar DNA alienígena?

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Das pequenas grandes coisas

O que mais fascina na Natureza é seu caráter repetitivo, se podemos assim chamar. É como ver e rever coisas em diferentes ocasiões, seguindo padrões que nossa tola imaginação preenche ou mesmo cria. Não que isso seja sempre errado, pois foi dessa criatividade que surgiram as grandes obras artísticas, onde pessoas talentosas exploraram suas percepções e as transformaram em magníficas e inesquecíveis obras de arte (falei "arte". Pichação e funk não são expressões artísticas e sim poluição).

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Criação da nova árvore evolucionária da vida está próxima

Sanderson, biólogo da Universidade do Arizona, faz parte de um esforço para descobrir o parentesco entre o estimado de 500 mil espécies de plantas. Durante anos, os pesquisadores seqüenciaram o DNA de milhares de espécies vindas de selvas, tundras e gavetas de museus. Eles usaram supercomputadores para processar dados genéticos e coletaram pistas sobre como a diversidade atual de baobás, dentes-de-leão, musgos e outras plantas evoluíram ao longo dos últimos 450 milhões de anos.

O ritmo de seu progresso dá a Sanderson esperança de que será possível desenhar toda a árvore evolucionária das plantas nos próximos anos. “Isso já está muito perto de acontecer,” Sanderson disse. Continuar lendo “Criação da nova árvore evolucionária da vida está próxima”

Quando começa e quando termina a vida?

blastocistoHá poucos dias, procurou o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele queria conversar com pesquisadores sobre o polêmico assunto da pesquisa com células-tronco embrionárias.

Como todos sabem, esse tema foi regulamentado pela Lei de Biossegurança recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, mas sofre questionamento de inconstitucionalidade por parte do Procurador-Geral da República, e está em julgamento no STF. A questão sob análise do STF é se a retirada das células-tronco de um blastocisto humano (embrião de poucos dias) representaria um atentado à vida. Continuar lendo “Quando começa e quando termina a vida?”

Acaso geográfico explica diferenças étnicas

Por Reinaldo José Lopes

Se você precisa de alguém para jogar quantidades monumentais de esterco no ventilador, James “Honest Jim” Watson costuma ser o homem ideal para o serviço. Na semana que passou (18/10) voltamos a ter abundantes motivos para assim classificar esse vencedor do Nobel e co-descobridor da estrutura do DNA, com seus 79 aninhos (mas corpinho de 78 e cabecinha de, bem, uns 150). A não ser que você tenha passado os últimos dias em Marte, deve ter ficado sabendo do bafafá (Leia sobre isso aqui).

O americano Watson foi manchete no mundo inteiro ao declarar a um jornal britânico que os problemas sociais e econômicos da África poderiam ser explicados, em parte, por uma possível diferença inata de inteligência entre os africanos e o resto da população mundial, e que qualquer um que já tivesse lidado com empregados negros sabe que eles não são lá muito espertos. Continuar lendo “Acaso geográfico explica diferenças étnicas”