O bebum, a rainha e o vinho vagabundo

Tem coisas que só o álcool faz por você; que o diga o Zé Ruela que resolveu dar um rolê pelo Palácio de Buckingham, a residência oficial da monarquia britânica. Em teoria, invadir o Palácio de Buckingham deveria exigir algo próximo de uma operação do Ethan Hunt, já que, em tese, aquela residência humilde e simplória é a residência de um chefe de Estado, palco de recepções governamentais e símbolo arquitetônico do Império Cujo Sol Nunca Se Põe e uma coleção de tapetes que provavelmente tem mais pedigree histórico do que a maioria das famílias europeias. Junte-se a isso aqueles guardas imóveis com chapéus de pele de urso, patrulhas armadas, polícia especializada, alarmes, câmeras e uma burocracia de segurança que supostamente impede até um pombo mal-intencionado de entrar sem autorização.

Mas nem sempre foi assim. Em 1982 um pintor desempregado, meio bêbado e completamente sem a menor ideia do que estava fazendo conseguiu entrar ali dentro. Duas vezes. Na segunda, acabou frente a frente com a rainha. Continuar lendo “O bebum, a rainha e o vinho vagabundo”

A Revolta de Rebecca: o protesto de saias que tocou o terror no País de Gales

Protesto é algo inerente aos seres humanos desde que Gronk ficou com uma parte maior da caça do que você. Gronk é um fidamãe e você não vai ficar calado com isso e vai mandar a real pro chefe. O protesto é uma forma de externar suas opiniões. E sim, apedeutas, existe protesto a favor, já que um protesto é uma firme declaração de algo. Vai depender do que você quer declarar.

Só que não basta declarar, tem que ser incisivo, nem que apele para outros artifícios, como se vestir de mulher e se chamar Rebecca… Mas hein? Continuar lendo “A Revolta de Rebecca: o protesto de saias que tocou o terror no País de Gales”

Desastre de Senghenydd: a pior tragédia de mineração da Grã-Bretanha

Mineiros que trabalhavam na Universal Colliery em Senghenydd, sul do País de Gales, estavam no meio de seus turnos matinais a cerca de 610 metros abaixo do solo quando uma enorme explosão rasgou o poço profundo às 8h10. Uma faísca de um sino elétrico acendeu uma mistura mortal de gás metano e pó de carvão, conhecida pelos mineiros como “firedamp”.

A explosão de 14 de outubro de 1913 matou 439 homens e meninos, com outro morrendo durante as operações de resgate. Foi, e continua sendo, o pior desastre de mineração de carvão da história britânica e também o sexto pior do mundo. Continuar lendo “Desastre de Senghenydd: a pior tragédia de mineração da Grã-Bretanha”