O dia em que tampinha de garrafa trouxe o Inferno: A Febre 349 da Pepsi

Existe um momento mágico na história corporativa em que uma empresa consegue transformar três dígitos inocentes em combustível para violência urbana, protestos generalizados e pelo menos duas mortes confirmadas. Parece roteiro de comédia distópica, mas é terça-feira normal no departamento de marketing da Pepsi dos anos 90, que muito provavelmente funcionava na base daquele pó que passarinho não cheira. O caso de hoje é como um concurso simples gerou um verdadeiro caos institucional num país estilo shithole.

Bem-vindo ao caso do número 349, uma saga filipina que prova que o inferno não são os outros. O Inferno é quando uma multinacional decide fazer sorteio sem checar o estoque de tampinhas. Continuar lendo “O dia em que tampinha de garrafa trouxe o Inferno: A Febre 349 da Pepsi”

Quando a Pepsi prometeu dar um avião de combate em troca de tampinhas (ou quase isso)

O marketing corporativo vive numa corda bamba fascinante entre o genial e o catastrófico. De um lado, temos campanhas lendárias que definem décadas, como o “1984” da Apple ou a família Volkswagen dos anos 60, que transformaram produtos em ícones culturais. Do outro extremo, encontramos desastres épicos que se tornam estudos de caso sobre como não fazer propaganda. Como foi o caso da Jaguar e sua propaganda… esquisita e que envelheceu pior que leite no sol.

Entre esses dois extremos existe um território pantanoso onde habita a grande maioria das campanhas publicitárias: as promoções. Elas não deveriam ser problemáticas, mas aí entra em cena executivos ambiciosos decidem que ser esquecível não é uma opção. Quando departamentos de marketing começam a flerte com o extraordinário sem consultar adequadamente o jurídico, quando a criatividade atropela o bom senso, e quando uma simples campanha promocional se transforma numa bomba-relógio legal esperando para explodir na cara da empresa. E isso acarreta uma promoção em que você poderia ter um avião de guerra. Continuar lendo “Quando a Pepsi prometeu dar um avião de combate em troca de tampinhas (ou quase isso)”