A mais antiga cratera encontrada

Está lá você, acordando de manhã e talz. Daí – PUMBA! – descobrir que seu quintal é, na verdade, o cenário de um evento cósmico cataclísmico de bilhões de anos atrás. Isso porque um pedregulhão veio viajando a uma velocidade estonteante de 36 mil km/h, colidiu com a Terra primitiva há 3,5 bilhões de anos, gerando um evento cataclísmico. Você ficaria sem palavras, certo? Foi mais ou menos isso que aconteceu com um grupo de pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, quando encontraram evidências da cratera de impacto de meteorito mais antiga já registrada na Terra.

Essa descoberta, feita no Domo do Polo Norte (não aquele cheio de neve, mas uma região quente da Pilbara, na Austrália Ocidental), e pela data mencionada acima, isso significa que essa cratera é mais antiga do que qualquer outra conhecida – a que detinha o recorde anterior tinha “apenas” 2,2 bilhões de anos. Continuar lendo “A mais antiga cratera encontrada”

Grandes Nomes da Ciência: James Harrisson

Os médicos não têm tempo a perder. Dois mil anos de Ciência Médica estão girando com velocidade absurda, pois, é uma questão que minutos farão a diferença contra 3 bilhões de anos de Evolução Biológica. O ponteiro caminha inexorável, uma enfermeira corre pelo corredor levando um pacote. Aquele simples pacote será a diferença entre vida e morte, júbilo e desespero, triunfo e derrota. O passo se acelera, a enfermeira não pode esmorecer. Ela entra no centro cirúrgico e a magia da vida se mantém, e lutando contra o inimigo invisível, os médicos fazem aquilo para o qual foram treinados a fazer: olhar fundo nos olhos do único deus que existe, que é Morte, e dizer “Hoje, não”.

Aquele pacote era uma bolsa de sangue. O sangue de James Harrisson. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: James Harrisson”

O Panteão de Roma: não precisa mais nada no título

Eu tenho um problema. Aliás, não. Muitos milhares: jovens. Motivo? Eles existem. Ainda hoje uma criatura de 20 anos que estuda computação teve a pachorra de me dizer que hoje arquitetos não fazem um panteão, mas fizeram a casa do Gustavo Lima (vai com um T, mesmo. Foda-se) que é a mesma coisa.

Malditos jovens! Continuar lendo “O Panteão de Roma: não precisa mais nada no título”

Peloponeso: guerras, heroísmo e história

Há muito tempo, em uma terra banhada pelo Sol e cercada por mares cristalinos, a História se descortinou em uma península que se tornaria o berço de lendas e mitos: o Peloponeso. Esta região, rica em história e beleza, foi palco de grandes feitos e aventuras que ecoam através dos séculos. Continuar lendo “Peloponeso: guerras, heroísmo e história”

Artigos da Semana 244

Estou adorando o Carnaval como vocês podem ver aqui em cima. Nunca fico mais feliz do que todo mundo sair pra folia e minha rua ficar uma paz imensa, um silêncio incrível, uma tranquilidade sem limites, além de não ter que ir trabalhar. Aqui, de minha janela eu sou muito feliz. Mais feliz que isso, só compartilhar o que foi postado durante a semana.

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Artigos da Semana 243

O Carnaval tá chegando e eu estou muito animado, como a imagem de abertura mostra. Claro, estou me preparando para a folia. Enquanto isso, fiz esta postagem para lhe lembrar do que foi postado na semana!

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Artigos da Semana 242

Estamos no meio de fevereiro, já, ainda faltando duas semanas para o carnaval (não é lá grande coisa, mas pelo menos fico de folga até a quarta-feira de cinzas). Em meio ao calor abrasador, com Satanás mandando o shareware do que virá no Inferno, o lance é ficar no ar-condicionado enquanto lemos o que foi postado na semana.

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X tem sido usado para representar amor e beijos por séculos. Mas como isso começou?

Por Katie Barclay
ARC Future Fellow e Professor,
Universidade Macquarie

“1.000 cartas e 15.000 beijos”, gritava a manchete de uma edição de 1898 do jornal inglês Halifax Evening Courier. Harriet Ann McLean, uma lavadeira de 32 anos, meteu o quitandeiro (é um hortifruti do tempo do seus avós) Francis Charles Matthews por renegar a promessa de casamento. O argumento dela foi que eles passaram uma década namorando… por carta. Harriet recebeu 1.030 cartas contendo 15.000 cruzes de seu “amoroso, precioso e futuro marido Frank”.

Em 1898, usar um X como beijo era comum entre os escritores de cartas britânicos — principalmente os da variedade mais “comum”: os criados, comerciantes e trabalhadores de lojas cada vez mais alfabetizados, cujos bilhetes de amor arrancavam risadas quando seus relacionamentos em decadência os levavam ao tribunal. Continuar lendo “X tem sido usado para representar amor e beijos por séculos. Mas como isso começou?”

Eslováquia: o reino onde as estações pintam histórias

Como diz um antigo provérbio eslovaco: “Koľko rečí vieš, toľkokrát si človekom” (Quantas línguas você fala, tantas vezes você é humano”. Esta sabedoria ancestral ecoa através dos séculos nas terras dos eslavos ocidentais, onde cada palavra carrega o peso da história e cada silêncio conta histórias de resistência e renascimento. E é ali, nas entranhas da Europa Central, entre montanhas majestosas e vales profundos que parecem tocar o céu, que repousa a Eslováquia – uma terra onde lendas e realidade se entrelaçam como os rios que serpenteiam suas planícies douradas. Continuar lendo “Eslováquia: o reino onde as estações pintam histórias”

Os registros muito antigos do clima zuado do passado

A reconstrução climática do passado é um campo de investigação essencial para compreendermos os padrões climáticos atuais e suas tendências futuras, mas é uma pesquisa ingrata. Como saber o que realmente aconteceu? Anéis de troncos de árvores, vestígios sedimentares e toda sorte de registros que a Natureza está sendo bem sacana em nos esconder. A história climática, um campo interdisciplinar que mescla geografia, meteorologia e historiografia, permite-nos decifrar os impactos do clima sobre as sociedades ao longo dos séculos.

Tomemos como exemplo a Transilvânia (sim, aquela), que atualmente parte da Romênia, mas no século XVI pertencia ao Reino da Hungria. Aquela região era um território estratégico marcado por fenômenos climáticos extremos, emergindo como um estudo de caso revelador sobre as interações entre condições climáticas e transformações sociais. E como sabemos disso? Através dos meus espiões que acham que eu não tenho o que fazer e me mandam notícias de coisas escritas em Húngaro para ficarem rindo da minha cara quando eu tento aprender um pouco desta coisa pavorosa. Continuar lendo “Os registros muito antigos do clima zuado do passado”