Quando as enguias pagavam o aluguel e causaram uma guerra civil

Está lá você, meu caro senhor, à porta de sua morada, quando seu inquilino vindo pagar o aluguel; não, ele não usa chapeuzinho azul nem deve 14 meses. É um jovem cioso dos seus deveres. Ele não traz moedas, não traz ouro em barra nem um saco de prata tilintando como nos filmes. Ele chega com mil enguias secas amarradas em feixes, e você aceita, claro! Não só aceita, como tem certeza de que fez um ótimo negócio.

A cena nem é caricatura: é registro histórico. Bem-vindo à Inglaterra medieval, época em que enguias não eram só refeição. Eram moeda, eram contrato jurídico, eram commodity com variação de mercado e, ironicamente, também foram responsáveis por uma crise política que transformou o reino num caos digno de reality show com barões saqueando tudo. Um dia alguém ainda vai escrever “A História do Ocidente contada por peixes escorregadios”, e nós saberemos que será um livro honesto. Continuar lendo “Quando as enguias pagavam o aluguel e causaram uma guerra civil”

Luis VII e Leonor da Aquitânia: casamento, cruzadas e a guerra por uma barba

A História é escrita por ocorrências funestas, fatos intrincados, ocorrências diversas e… decisões aparentemente banais que pouco tem a ver com os acontecimentos em volta, mas acabam por podem mudar o rumo de tudo. Pois bem, deixe-me contar a história de como um rei francês conseguiu entregar metade do seu país para os ingleses por causa de uma barba. Não, não estou falando de uma barba mágica ou encantada; apenas pelos faciais comuns que, quando removidos no momento errado, podem custar um império. Continuar lendo “Luis VII e Leonor da Aquitânia: casamento, cruzadas e a guerra por uma barba”