ChatGPT com cheiro de enxofre: a IA que vai te mandar pro Inferno

Depois de séculos transformando cada nova tecnologia em ameaça cósmica, de Gutenberg ao videocassete, chegamos ao cume glorioso da nossa capacidade de entrar em pânico: padres, rabinos e imãs se reunirão em Roma para discutir como a Inteligência Artificial está turbinando o satanismo mundial. Se você estava achando que 2026 não tinha mais nada a oferecer, aqui está o seu presente. Com laço vermelho e cheiro de enxofre.

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O maravilhoso (pelos motivos errados) Unicórnio de Madgeburgo

Existe uma categoria especial de erro humano que vai além do simples engano. É aquele tipo de equívoco tão monumental, tão fantástico, tão confiante em si mesmo, tão documentado e celebrado por pessoas inteligentes que acaba se tornando, séculos depois, uma espécie de obra de arte às avessas. O Unicórnio de Magdeburgo pertence a essa categoria. É um incrível exemplo de um fabuloso somatório de “deve ser assim, então é assim” Continuar lendo “O maravilhoso (pelos motivos errados) Unicórnio de Madgeburgo”

UFC Terceira Idade por causa de um jogo estúpido

Domingo de manhã, Solzão da Flórida. Ninguém alugou um caminhão porque americano não curte comer feijão, e parece que dessa vez não tinha maconha envolvida. Os Muricans descendo para café, ovos mexidos com bacon, talvez uma volta de carro sem destino específico. Algo que devem fazer muito na Flórida do Gustavo, o tipo de existência simples e funcional que a maioria dos primatas com polegar opositor consegue sustentar sem maiores dificuldades. O problema é que as pessoas sempre arrumam problemas mesmo quando não há problemas. Ser rico em país de Primeiro Mundo deve ser um tédio, então, precisam fazer algo mais… divertido.

É o que aconteceu quando o bando de tio 60+ resolveu sair na porrada por causa de um jogo de pickleball. Péra, Picklewhat?

Sentando a raquete de um jogo que nunca tinha ouvido falar antes, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “UFC Terceira Idade por causa de um jogo estúpido”

Cliente exageradamente fofinho faz funerária pegar fogo

Existe uma espécie de contrato tácito entre vivos e mortos. Nós organizamos o velório, escolhemos a música constrangedora que alguém da família insistiu em colocar e garantimos que a despedida ocorra dentro dos padrões mínimos de civilização. Em troca, espera-se que o falecido colabore ficando quieto, manejável e, sobretudo, dimensionalmente compatível com o equipamento.

Não é pedir muito. É literalmente o último favor. Continuar lendo “Cliente exageradamente fofinho faz funerária pegar fogo”

As dez vezes que o mundo quase acabou

Existe uma pergunta que nenhum livro de história costuma fazer com a seriedade que merece: quantas vezes a civilização humana sobreviveu não por competência, estratégia ou sabedoria diplomática, mas por pura e simples sorte? A resposta, se você tiver estômago, é: pelo menos dez vezes documentadas, só na segunda metade do século XX. Provavelmente mais, porque boa parte dos arquivos ainda está registrada como “SECRETO” e somente pros olhos de alguém bem importante. O que se sabe já é suficiente para tirar o sono de qualquer pessoa com menos de três drinques no corpo.

Bombas nucleares caindo sobre o território americano. Submarinos prontos para lançar torpedos atômicos porque a água estava quente demais. Exércitos soviéticos em alerta máximo porque a OTAN decidiu fazer um joguinho de guerra realista demais. Um bando de cisnes voando sobre a Turquia. Um urso, sem filiação política conhecida, quase iniciando a Terceira Guerra Mundial. Continuar lendo “As dez vezes que o mundo quase acabou”

Multidão de imbecis assassinam mulher por acharam que ela era uma bruxa

Carnaval é notícia de ontem e já tivemos que voltar ao trabalho, e aos chefes maníacos e à insânia dos colegas e às loucuras do mundo. PAUSA! Respira fundo. Conta até dez. Tenta o método da meditação, do chá de camomila, do aplicativo de mindfulness que você baixou e nunca abriu. Não vai adiantar. Porque a humanidade, com aquela generosidade que só ela tem, acabou de entregar mais um episódio da série favorita de todo mundo: Sou um imbecil e farei de tudo para provar isso!

Estamos em 2026, ano em que a Inteligência Artificial escreve romances, robôs operam pacientes e bilionários brigam por quem chega primeiro em Marte. E em Jharkhand, estado no leste da Índia, um grupo de idiotas se reuniu numa noite de fevereiro, pegou querosene, foi até a casa de Jyoti Sinku, 32 anos, com o filho de dois meses no colo, e ateou fogo em tudo. Motivo: acharam que ela era uma bruxa.

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O falecimento da Internet

Uma das maiores invenções do século XX foi a computação pessoal. Saímos dos grilhões que dependíamos de terminais burros acessando mainframes. Cada um podia ter seu próprio computador, fazer seus próprios programas ser senhor do seu pequeno mundo virtual. O problema é que você tinha que saber muito de eletrônica, tinha que saber muito de programação e ter o seu próprio computador mas para simples satisfação pessoal, o que não ajudava muito. Então, surgiu o Altair: sabendo programação, você podia usar as chavinhas para programá-lo. Veio Steve Wozniak e fez algo amigável. Veio os diferentes tipos de computadores (Commodore, Z-Spectrum, Amiga etc). Cada máquina com seu Sistema Operacional próprio. E então, o IBM-PC e o mundo foi outro. Você podia instalar o DOS e ter uma imensa variedade de programas, com a grande virada do Windows, que transformou tudo em muito mais amigável.

Ah, sim, veio o MacOS que jura que foi kibado pelo Windows, mas sabemos muito bem que tio Bill Gates pagou uma grana gostosa para a Xerox para ter a interface gráfica, enquanto a Apple praticamente roubou na cara dura com anuência dos executivos da fábrica de copiadoras, no que resultou em pedido de demissão em massa do PARC da Xerox. Continuar lendo “O falecimento da Internet”

Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai

Eu adoro a Amazon e o Mercado Livre (Fuck You, Correios!). Um dos motivos é terem entregadores que… bem, que entregam a sua mercadoria. O problema é que ninguém mjais sabe dirigir. Já pode ver o Uber: o miserável fica rodando pela cidade mas se não tiver o GPS, ele não sabe por onde vai, como chega e sequer onde é. Daí pessoal desenvolve uma fé cega, quase religiosa, pelo GPS. Uma confiança que ultrapassa laços familiares, opiniões de especialistas e, aparentemente, o instinto básico de não dirigir para dentro de um estuário com maré subindo.

Sim, o idiota não viu a porra de UM ESTUÁRIO! Continuar lendo “Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai”

O homem que acreditava ser o rei da França

Era uma vez um homem que acordou numa bela manhã de setembro de 1354, como sempre acordara nos seus 38 anos de vida: um próspero comerciante de Siena, ocupado com os negócios de sempre, preocupado com lucros, prejuízos e as pequenas intrigas da tosca República de Toscana. O mundo dá voltas mas de vez em quando ele capota, e quando a noite caiu sobre aquele mesmo dia, ele já se acreditava o legítimo rei da França. Não houve febre, não houve delírio, não houve nenhum cogumelo mágico medieval que justificasse a transformação. Houve apenas uma convocação, uma conversa e uma revelação tão absurda que parecia ter saído diretamente de uma novela.

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Babá faz babaquice na creche e vai em cana

Cuidar de crianças nunca foi fácil, mas vamos admitir que todo mundo sabe disso. Não sei por que ficam de besteira. A Educação é linda, maravilhosa e cheirosa, mas de vez em quando é falha. É falha com amor, carinho e inovação perturbadora. Às vezes, as professorinhas acordam, olham para o bom senso e pensam: “Hoje eu vou humilhar você em público, com requintes de crueldade que fariam um roteirista de filmes B pedir demissão por falta de criatividade.”

E o troféu de hoje, ladies and gentlemen, vai para a jovem Yizel J. Juarez, funcionária de uma creche em St. Charles, Illinois, nos EUA. Sentindo-se “sobrecarregada” no trabalho, ela decidiu que a solução mais razoável, lógica e profissional era dar laxantes mastigáveis disfarçados de balas e pirulitos para crianças.

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