Novas Guerras, Antigas Armas

Imaginem a seguinte cena: soldados com equipamentos militares de última geração, rádios criptografados, visores noturnos, botas de campanha resistentes ao frio… empunhando paus com pregos e escudos improvisados como se estivessem num revival de Game of Thrones. Parece roteiro de série, mas é a realidade nunca é bem roteirizada, ainda mais em recantos esquecidos por todos os deuses, como as terras ao longo das gélidas e contestadas fronteiras entre China e Índia, com duas potências nucleares, com arsenais capazes de apagar cidades do mapa, envolvidas em confrontos corpo-a-corpo que mais lembram brigas de pátio de escola, com a diferença que o pátio fica a 4 mil metros de altitude, e as pedras são maiores do que a cabeça de um infeliz. Continuar lendo “Novas Guerras, Antigas Armas”

Fuga na madrugada: jacaré dá perdido no dono e se manda pro motel

E agora teremos o novo spin-off de Missão Impossível: Versão Pantanal. Um jacaré (eu sempre penso como seria o certo de aligátor, mas que se dane. Vai jacaré mesmo. Você não é nenhum entomologista, barista ou reptilista) de 1,80m, que supostamente estava a caminho de um zoológico respeitável, decidiu que precisava dar uma esticada nas pernas e foi visto passeando casualmente pelo estacionamento de um motel em Fairfax, Virgínia, como se fosse só mais um turista perdido tentando encontrar gelo e Wi-Fi. Continuar lendo “Fuga na madrugada: jacaré dá perdido no dono e se manda pro motel”

Especialista esclarece o motivo da guerra entre Irã e Israel: Aliens!

E você aí que tinha certeza que a geopolítica internacional já estava complicada o suficiente com petróleo, religião, fanatismo e armas nucleares, e achou o decorrer do ano não poderia piorar, certo? Achou errado, otário terrestre! A nova autoridade em geopolítica do Oriente Médio não é a ONU, não é o Itamaraty, não é economista da UNICAMP. É a Emily Eaton, também conhecida como Divine Magik. Com “k”, porque o “c” não aguenta mais ser usado em tanta bobagem.

Sim, CLAAAAAAAAAARO que é uma influenceira tiktokeira! È um perfeito canal de comunicação entre você e seres de Andrômeda. E agora, vem a grande sabedoria estelar: o que causou o arranca-rabo orientomediano (ou sei lá qual o gentílico daquele setor do mundo onde até os tapetes têm PTSD) foram… aliens! Continuar lendo “Especialista esclarece o motivo da guerra entre Irã e Israel: Aliens!”

Físicos finalmente fazem algo de útil e criam um violino em nanoescala

Você já deve ter ouvido a expressão “toca o menor violino do mundo pra isso”, geralmente acompanhada daquele gesto debochado com os dedos como se alguém estivesse tocando um instrumento microscópico em resposta a uma reclamação dramática demais. Pois bem. A ciência britânica levou isso ao pé da letra, e ao nível nanométrico. Literalmente.

Enquanto químicos (com eles a oração e a paz) salvam o mundo que eles ajudaram a construir (e outros fizeram umas cagadas), um grupo de físicos, que quando não estão fazendo contras criam umas coisas esquisitas, construiu o que eles acreditam ser o menor violino do mundo. Deve servir para algo, como oferecer para os chorões de rede social. Continuar lendo “Físicos finalmente fazem algo de útil e criam um violino em nanoescala”

Artigos da Semana 259

Enquanto está havendo (mais um) arranca-rabo pelo Oriente Médio, com as mesmas figurinhas carimbadas de sempre, devemos lembrar que se faz guerra por qualquer, desde comida, silos nucleares e até uma… barba. Foi um dos artigos desta semana, além de termos pólens, timelapse, macaco ladrão, rio sacaneando a atmosfera e até, OH-NO!!, políticos corruptos. mas como assim?

Vou fazer mais pipoca!

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Grãos de pólen lembram daquilo que esquecemos

Se você está espirrando muito nos últimos dias, pode culpar as plantas. Todo ano elas liberam uma chuva invisível de grãos de pólen — partículas minúsculas que são, basicamente, o “DNA ambulante” da reprodução vegetal. Para quem tem alergia, é uma tortura. Para os cientistas, uma dádiva, e isso porque o pólen é muito mais do que um gatilho de espirros. Ele é um registro microscópico do mundo como ele já foi. Cada grão tem uma casca resistente que o protege por eras — até mesmo milhões de anos. E quando ficam enterrados no fundo de lagos, rios ou oceanos, esses grãos viram fósseis que contam com detalhes como era o ambiente, a vegetação e até o que andavam fazendo os seres humanos por ali.

Essa é a missão dos palinólogos: cientistas que investigam esses arquivos microscópicos da história da Terra. E o que eles já descobriram com a ajuda do pólen é de fazer qualquer um repensar aquela crise alérgica de primavera. Continuar lendo “Grãos de pólen lembram daquilo que esquecemos”

Níltsá: as fabulosas forças que revivem o deserto

Níltsą́. Assim os Diné — o povo navajo — nomeiam a chuva. Mas para eles, não é apenas um fenômeno. É um espírito que caminha sobre a terra. Uma visita sagrada. Uma presença viva. A força imparável da Natureza, a força que alimenta o chão com a preciosa água, a força que permite que a vida floresça. A força que envolve todos nós. Continuar lendo “Níltsá: as fabulosas forças que revivem o deserto”

Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida


à meia-noite eu vou aquecer o seu planeta!

Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que havia uma espécie de cofre subterrâneo onde o carbono antigo dormia em paz, intocado há milênios. Um descanso digno, protegido por camadas de solo, rochas e otimismo geológico. Mas acontece que esse carbono resolveu acordar, bocejar e, de forma nada discreta, dar um pulinho nos rios — e, de lá, voltar direto para a atmosfera em forma de CO₂. Sim, senhoras e senhores, o passado voltou. E está no ar.

Um estudo mostrou que mais da metade do carbono que os rios liberam na atmosfera não é material orgânico fresquinho, recém-chegado da decomposição de folhinhas caídas, como se imaginava. Não. É carbono velho. Muito velho. Tipo aposentado há milênios, do tipo que veio de camadas profundas do solo ou de rochas que vêm sendo intemperizadas desde quando mamutes ainda estavam de pé. Continuar lendo “Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida”

O lado escuro da corrupção à luz do Sol

Se tem uma coisa que o marketing ambiental adora vender, é a imagem da energia solar como a heroína da transição energética. Painéis reluzentes, telhados ecológicos, raios de sol convertidos em eletricidade limpa e consciência tranquila. Tudo muito bonito. Mas, como toda boa história americana, essa também tem seu escândalo, e temos tudo aquilo que você possa imaginar: dinheiro público, ganância privada e gente demais querendo salvar o planeta com a outra mão enfiada no bolso do contribuinte. E sexo, claro!

Nos EUA, a energia solar está crescendo como fermento em massa. A Califórnia, em particular, virou o carro-chefe dessa expansão. Incentivos generosos, metas ambiciosas de descarbonização e uma população com culpa ambiental suficiente para investir em telhados solares e carros elétricos fizeram do estado um laboratório verde a céu aberto. Mas um estudo recente resolveu olhar para além dos watts gerados e da atmosfera agradecida, e encontrou algo menos resplandecente: corrupção sistêmica no mercado solar californiano. Continuar lendo “O lado escuro da corrupção à luz do Sol”

Planeta do Roubo dos Macacos versão Bollywood, o sucesso!

Estavam sentindo falta, né? Pois aqui vamos nós! Se você achava que já tinha lido tudo que era possível no noticiário, permita-me apresentar uma obra-prima do caos moderno: a alta da criminalidade em Vrindavan. Gangues? Máfia? Facínoras? Políticos brasileiros? Nah! O roubo perpetrado chegou num valor estratosférico de ₹ 20 lakhs, ou 2 milhões de rúpias ( ou algo como um pacote de biscoito), e mistificou os Meganhas de Shiva por oito horas.

O meliante? O roubo? Um macaco roubou uma bolsa com joias de diamantes. Sim, o ladrão era um macaco! Onde fica Vrindavan? No nosso recanto de loucura favorito: Uttar Pradesh! Continuar lendo “Planeta do Roubo dos Macacos versão Bollywood, o sucesso!”