A descoberta do fogo em meio ao gelo

Olhando a vastidão gelada e desolada da minha janela no Rio de Janeiro, com temperaturas glaciais de 21ºC, eu fico imaginando viver em um mundo coberto por gelo, no qual o fogo não era apenas uma ferramenta de sobrevivência, mas também um símbolo de engenhosidade e progresso. Durante a Idade do Gelo, entre 45.000 e 10.000 anos atrás, nossos tatatatatatatataravós enfrentaram desafios extremos para dominar o uso do fogo. Mas como foi o domínio do fogo em condições tão adversas.

É o que uma pesquisa propõe responder por meio de uns cantinhos queimados há muito, muito tempo! Continuar lendo “A descoberta do fogo em meio ao gelo”

Um almocinho supimpa numa taverna

Então que você está dando um rolê pela Inglaterra do século XIV e está com fome. Problema que o iFood ainda não foi inventado. Comofas? Bem, você faz como os trilobitas do período pré-cambriano e vai num estabelecimento comprar uma refeição. Eram as tavernas, e elas não eram apenas pontos de encontro para beber, mas também um reflexo fascinante da vida e cultura da época.

Claro, você quer saber mais sobre tavernas, mas mais ainda, como fazer em casa um legítimo ensopado que era servido lá. Continuar lendo “Um almocinho supimpa numa taverna”

Mais uma proposta de usar Bíblia nas escolas

Tava demorando a reaparecer estas bobagens de usar Bíblia como ferramenta pedagógica. Não entendo esta tara de fazer isso. Claro, não é para doutrinação religiosa. Não, senhor! De onde tiraram isso? Agora, essa palhaçada volta à baila depois que a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou na última terça-feira (8/4), em segundo turno, um projeto de lei que coloca a leitura da Bíblia como um recurso paradidático nas escolas públicas e particulares da capital.

Mas não é violação da laicidade do Estado, não, gente. Continuar lendo “Mais uma proposta de usar Bíblia nas escolas”

Artigos da Semana 249

São quase 9 da noite e só agora estou postando o artigo com o que foi postado na semana. É.. est resistindo. Nem mais minhas brincadeiras de primeiro de abril estão gerando papo ou comentário. Estamos no caminho do fim?

Parece. Bem, deem uma olhada para verem o que foi postado na semana. Se é que tem alguém aí.

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A Revolta dos Jornaleiros de 1899

Não, não estou falando dos pseudojornalistas que cobrem celebridade e influencers. Estou falando de jornaleiros, mesmo. Gente que vendia jornal, principalmente crianças. Conhecidos como “newsies”, em inglês (news = notícias), eram em sua maioria crianças com apenas sete ou oito anos de idade, trabalhando para ajudar a sustentar os pais. Eles eram responsáveis pela distribuição dos principais jornais da cidade. De mãos calejadas e vozes estridentes, eles anunciavam as manchetes do dia em esquinas movimentadas, independentemente das condições climáticas ou das horas.

O que poucos imaginavam era que, em julho de 1899, estes pequenos trabalhadores protagonizariam um dos mais significativos movimentos grevistas infanto-juvenis da história americana, desafiando gigantes do jornalismo como William Randolph Hearst e Joseph Pulitzer.

Esta é a história de um dos maiores movimentos lutando por direitos trabalhistas. Continuar lendo “A Revolta dos Jornaleiros de 1899”

Artigos da Semana 248

Chegou o fim do mês e quinto dia só na outra semana. Pelo menos as contas estão pagas e aguardando as próximas que não tardam, pois se tem duas certezas na vida é a morte e os boletos. Espero que o segundo chegue primeiro. Enquanto isso, vamos ver o que foi postado na semana!

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Quando persas atacaram egípcios com feras demoníacas

Os exércitos estão prontos! Os sons dos tambores de guerra ressoam pelo campo de batalha TUM! TUM! TUM! TUM! TUM! Os clarins cortam como um machado o ar abrasador, inflamado pelo inclemente Sol e a temperatura daqueles que estão lá para aniquilar uns aos outros. TUÓÓÓ-RÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ. Soldados batem com as lanças nos escudos. PÁ! PÁ! PÁ! PÁ! Imprecações são gritadas e elas tomam conta do vale que verá o rubro sangue daqueles que se enfrentarão dali a instantes, e a peleja será de uma violência sem limites tendo como fundo sons de poder. Reis prontos, os arqueiros esticam as cordas e as infantarias flexionam os joelhos, prontos para correr com lanças em punho, enquanto aqueles que conduzem as bigas de guerra irão se chocar numa batalha brutal.

Quando os generais de um dos exércitos vai dar a ordem de ataque, o adversário toma a frente e faz o primeiro movimento, libertando feras selvagens, monstruosas e aterrorizantes. O outro lado fica horrorizado e foge em disparada aterrorizada com a visão horrível e dantesca.

As feras eram… gatos. Continuar lendo “Quando persas atacaram egípcios com feras demoníacas”

Coisas que eu aprendi com a idade adulta

Eu estou velho, e  vi muitas coisas. Eu deixei de perceber certas nuances, certos significados. Eu poderia começar que, em Profissão Perigo, cada episódio era mal escrito, mal roteirizado e mal dirigido. A única coisa legal eram os 2 minutos do MacGyver fazendo alguma gambiarra. Mas tem outros exemplos. Exemplos de coisas que só na idade adulta eu fui perceber ou entender. Continuar lendo “Coisas que eu aprendi com a idade adulta”

Dale Gardner: o sujeito que foi aonde ninguém teve coragem para ir

Você pode pegar o mais bravo marujo, o mais intrépido aviador e o mais audacioso soldado, reunindo-os a uma mesa – o que se tem? A soma dos seus medos.
– Winston Churchill (apud Tom Clancy)

Você pode achar que é corajoso. Obviamente, é uma sensação sua, mas ela é ilusória. Você não é tão corajoso assim, apenas está num ambiente seguro. Você não conhece o sentimento de vazio, abandono e solidão, do mais puro vazio… não como Dale Gardner. Continuar lendo “Dale Gardner: o sujeito que foi aonde ninguém teve coragem para ir”

Shakespeare: o bode racistório da vez

William Shakespeare, o dramaturgo que nos deu Hamlet, Otelo e o Destino de Miguel, agora está na berlinda, sendo acusado de ser um símbolo de supremacia branca. Sim, pois é. O Bardo que escreveu sobre a complexidade da condição humana, traições, amores proibidos e dilemas morais, agora é alvo do jovem maldito que exige uma “revisão inclusiva”, buscando “descolonizá-lo”.

O fato de Bill Shakespeare ter batido as meiotas em 1616, dez anos depois da primeira colônia permanente é secundário. Continuar lendo “Shakespeare: o bode racistório da vez”