O advogado que lutou até a morte pelo seu cliente

Advogados estão naquela classe dúbia que são a causa e a solução de muitos problemas. Tudo depende de quem você contratou. Claro, pode-se pensar em muitas maneiras em como minimizar os problemas causados por advogados, como mostrado no desenho da Liga da Justiça. Alguns advogados estão tão imbuídos em defender seus clientes que farão de tudo e lutarão incansavelmente para garantir o veredicto de inocente. Nem que seja se matando no tribunal.

Não, péra. MAS COMO ASSIM? Continuar lendo “O advogado que lutou até a morte pelo seu cliente”

Grandes Nomes da Ciência: James Harrisson

Os médicos não têm tempo a perder. Dois mil anos de Ciência Médica estão girando com velocidade absurda, pois, é uma questão que minutos farão a diferença contra 3 bilhões de anos de Evolução Biológica. O ponteiro caminha inexorável, uma enfermeira corre pelo corredor levando um pacote. Aquele simples pacote será a diferença entre vida e morte, júbilo e desespero, triunfo e derrota. O passo se acelera, a enfermeira não pode esmorecer. Ela entra no centro cirúrgico e a magia da vida se mantém, e lutando contra o inimigo invisível, os médicos fazem aquilo para o qual foram treinados a fazer: olhar fundo nos olhos do único deus que existe, que é Morte, e dizer “Hoje, não”.

Aquele pacote era uma bolsa de sangue. O sangue de James Harrisson. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: James Harrisson”

Peloponeso: guerras, heroísmo e história

Há muito tempo, em uma terra banhada pelo Sol e cercada por mares cristalinos, a História se descortinou em uma península que se tornaria o berço de lendas e mitos: o Peloponeso. Esta região, rica em história e beleza, foi palco de grandes feitos e aventuras que ecoam através dos séculos. Continuar lendo “Peloponeso: guerras, heroísmo e história”

A origem cósmica do carnaval [REPOST]

E começou o Carnaval (infelizmente… ou felizmente, because feriado!). Em 2007, eu postei um artigo do Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (1935 — 2014), um dos mais famosos astrônomos brasileiros, fundador do Museu de Astronomia e Ciências Afins e pesquisador do Observatório Nacional. Ele escreveu sobre o carnaval e deu uma aula sobre Astronomia, História e Linguística. Assim, eu resolvi repostar o texto, de forma que não fique mais perdido do que já está

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Seres humanos deram rolê pelas florestas antes do que se pensava

As florestas tropicais sempre foram consideradas lugares difíceis para a sobrevivência humana. Por muito tempo, os cientistas acreditaram que nossos ancestrais não haviam habitado essas regiões até recentemente (ou “recentemente”). Mas uma nova descoberta mostra que humanos já viviam em florestas tropicais há pelo menos 150 mil anos, muito antes do que se imaginava, após terem sido encontradas evidências de seres humanos vivendo em florestas na atual Costa do Marfim. Continuar lendo “Seres humanos deram rolê pelas florestas antes do que se pensava”

A Primeira Última Morada de Tutmés II

A descoberta da tumba de Tutancâmon em 1922 foi um choque na comunidade acadêmica e na vida das pessoas. Finalmente pudemos ter um vislumbre do poder, glória e opulência de um rei egípcio, ainda que fosse irrelevante – sim, pois é. A importância de Tut foi ter sua tumba encontrada intacta, com toda a sua riqueza. Agora, o papo é outro, pois outro rei foi descoberto (já falei inúmeras vezes para pararem de chamar reis egípcios de “faraós”). A New Kingdom Research Foundation descobriu a localização da tumba original de Tutmés II.

Original? Sim, leia o texto para entender! Continuar lendo “A Primeira Última Morada de Tutmés II”

Aromas do Tempo: cientistas dão aquele cheirinho nos Faraós-oh-oh-oh

Qual é o cheiro de uma múmia de 3.000 anos? Não é uma questão que a maioria de nós já tenha ponderado, mas cientistas descobriram agora que cada múmia egípcia antiga tem sua própria impressão digital aromática distinta – variando de amadeirada e picante a floral e empoeirada.

Em um aromatizado e envolvente estudo Museu Egípcio, no Cairo, pesquisadores fizeram algo sem precedentes: eles capturaram e analisaram os aromas que emanavam de nove múmias diferentes. E não, ninguém cheirou nenhum suvaco de múmia (acho).

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X tem sido usado para representar amor e beijos por séculos. Mas como isso começou?

Por Katie Barclay
ARC Future Fellow e Professor,
Universidade Macquarie

“1.000 cartas e 15.000 beijos”, gritava a manchete de uma edição de 1898 do jornal inglês Halifax Evening Courier. Harriet Ann McLean, uma lavadeira de 32 anos, meteu o quitandeiro (é um hortifruti do tempo do seus avós) Francis Charles Matthews por renegar a promessa de casamento. O argumento dela foi que eles passaram uma década namorando… por carta. Harriet recebeu 1.030 cartas contendo 15.000 cruzes de seu “amoroso, precioso e futuro marido Frank”.

Em 1898, usar um X como beijo era comum entre os escritores de cartas britânicos — principalmente os da variedade mais “comum”: os criados, comerciantes e trabalhadores de lojas cada vez mais alfabetizados, cujos bilhetes de amor arrancavam risadas quando seus relacionamentos em decadência os levavam ao tribunal. Continuar lendo “X tem sido usado para representar amor e beijos por séculos. Mas como isso começou?”

A história de um motim no exército romano

Os guerreiros estão fugindo. A dor das feridas ainda cicatrizando é a mola mestra de sua fuga. Eles não querem mais castigos, não querem mais sofrimento, mas será sofrimento que eles irão enfrentar. Soldados estão atrás deles e o que se seguirá se forem pegos será muito pior que a morte, embora ela virá de qualquer forma, mas não sem antes receberem tratamento especial. Nas terras gélidas na fronteira norte da Britânia romana, uma história de desespero e sobrevivência estava prestes a se desenrolar. O cenário era uma campanha militar, cujo general que sonhava com os olhos abertos – o pior tipo de homem, segundo T.E. Lawrence. Entre suas tropas, um grupo de auxiliares carregava não apenas suas armas, mas também o peso de um destino que nenhum deles poderia prever.

Esta é uma história de violência, de luta pela liberdade e até mesmo de canibalismo. Continuar lendo “A história de um motim no exército romano”

O prédio que é uma máquina do tempo

É difícil ter um vislumbre do passado. Mais difícil ainda é ver como esse passado foi sendo alterado com o passar dos anos. Seria legal se pudéssemos viajar pelo tempo e vermos a evolução da arquitetura, por exemplo. Bem… acontece que você pode. No coração de Istambul, Turquia, um na bucólica rua Alaykoskü, no distrito de Cagaloglu, temos um instantâneo palpável da História. Tendo 1.800 anos, um prédio nos ensina um pouco sobre como nossos ancestrais (diferentes deles) construíam. Continuar lendo “O prédio que é uma máquina do tempo”