Artigos da Semana 297

Hoje é dia da premiação do Oscar, e mais um ano eu não irei assistir. Quando tiver filmes que prestem concorrendo, aí é outra história. Enquanto isso, o arranca-rabo no Irã ainda está acontecendo e minha fatura de cartão está alta. Adivinhem com qual coisa estou me importando?

Nisso, vejam o que foi postado durante a semana.

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Fatos fascinantes em Ciência, História e Geografia parte 2

Há alguns anos, eu postei fatos interessantíssimos. Eu sei, tem muita fake news por aí, mas eu não sou desses. Eu só publico coisas com acurácia nos levantamentos de informações. Aqui é Ceticismo.net, e tenho preocupação com tudo o que posto porque você quer saber. Querem saber mais? Pois tomem mais fatos que vocês nunca pararam para pensar!

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O pirata de terno que popularizou a maldição da sexta-feira 13

Se você acordou hoje, olhou o calendário e sentiu aquele desconforto irracional de perceber que é sexta-feira 13, pode respirar fundo e direcionar sua indignação para um endereço específico: Thomas Lawson, um dos maiores exportadores de paranoia coletiva da história moderna. O homem que ajudou o mundo inteiro a olhar o calendário com desconfiança nasceu pobre, ficou absurdamente rico, faliu com elegância e morreu esquecido. No meio do caminho, ainda arranjou tempo para afundar um navio e escrever um livro. Não necessariamente nessa ordem.

Hoje é Sexta-Feira 13, dia da SEXTA INSANA DO HORROR! Continuar lendo “O pirata de terno que popularizou a maldição da sexta-feira 13”

Não preciso mais de nada. Tenho IA

Eu estava pensando outro dia. Eu tinha escrito sobre o falecimento da Internet e como o uso intensivo das IA generativas de LLM (os chatbots turbinados. Não são bem isso, mas… bem, você entendeu e não vou me alongar). Vários conteúdos sendo feitos, imagens feitas, artes e até vídeos curtos e alguns cada vez mais longos mantendo consistência, isto é, se começa um vídeo com o Lula, daqui a pouco não vira o Godzilla com barba ou algo assim. É o mesmo estilo de personagem estilizado, seja desenho ou “3D”.

Eu vi umas brincadeiras de como fariam filmes com o Super-Homem ou o Homem-Aranha e me peguei pensando… não precisarei mais esperar por livros, música e filmes e nem me decepcionar com eles caso não estejam do meu agrado.

E isso é perigoso. Continuar lendo “Não preciso mais de nada. Tenho IA”

CSI Karachi: a múmia de 2.600 anos que era mais novinha

Negócio com múmias nem sempre dá boa coisa. Que o diga que teve o desprazer de ver o filme com Tom Cruise. Um exemplo disso aconteceu em outro do ano 2000. Um certo sujeito chamado Ali Aqbar, residente em Karachi (a maior cidade, principal centro econômico, comercial e portuário do Paquistão), aparece com uma proposta de negócio que mistura Arqueologia, mercado negro e uma autoconfiança verdadeiramente admirável para quem estava prestes a ser preso (para ser justo, ele não sabia disso… ainda). O que ele tinha em seu poder era a múmia de princesa persa, supostamente com 2.600 anos de idade, embalada num caixão dourado dentro de um sarcófago de pedra, disponível pelo módico preço de onze milhões de dólares.

Não era um iFony nem um Rolex de camelô. Era uma múmia com um preço bem camarada, diga-se de passagem. O que poderia dar errado? Continuar lendo “CSI Karachi: a múmia de 2.600 anos que era mais novinha”

O bebum, a rainha e o vinho vagabundo

Tem coisas que só o álcool faz por você; que o diga o Zé Ruela que resolveu dar um rolê pelo Palácio de Buckingham, a residência oficial da monarquia britânica. Em teoria, invadir o Palácio de Buckingham deveria exigir algo próximo de uma operação do Ethan Hunt, já que, em tese, aquela residência humilde e simplória é a residência de um chefe de Estado, palco de recepções governamentais e símbolo arquitetônico do Império Cujo Sol Nunca Se Põe e uma coleção de tapetes que provavelmente tem mais pedigree histórico do que a maioria das famílias europeias. Junte-se a isso aqueles guardas imóveis com chapéus de pele de urso, patrulhas armadas, polícia especializada, alarmes, câmeras e uma burocracia de segurança que supostamente impede até um pombo mal-intencionado de entrar sem autorização.

Mas nem sempre foi assim. Em 1982 um pintor desempregado, meio bêbado e completamente sem a menor ideia do que estava fazendo conseguiu entrar ali dentro. Duas vezes. Na segunda, acabou frente a frente com a rainha. Continuar lendo “O bebum, a rainha e o vinho vagabundo”

O maravilhoso (pelos motivos errados) Unicórnio de Madgeburgo

Existe uma categoria especial de erro humano que vai além do simples engano. É aquele tipo de equívoco tão monumental, tão fantástico, tão confiante em si mesmo, tão documentado e celebrado por pessoas inteligentes que acaba se tornando, séculos depois, uma espécie de obra de arte às avessas. O Unicórnio de Magdeburgo pertence a essa categoria. É um incrível exemplo de um fabuloso somatório de “deve ser assim, então é assim” Continuar lendo “O maravilhoso (pelos motivos errados) Unicórnio de Madgeburgo”

As dez vezes que o mundo quase acabou

Existe uma pergunta que nenhum livro de história costuma fazer com a seriedade que merece: quantas vezes a civilização humana sobreviveu não por competência, estratégia ou sabedoria diplomática, mas por pura e simples sorte? A resposta, se você tiver estômago, é: pelo menos dez vezes documentadas, só na segunda metade do século XX. Provavelmente mais, porque boa parte dos arquivos ainda está registrada como “SECRETO” e somente pros olhos de alguém bem importante. O que se sabe já é suficiente para tirar o sono de qualquer pessoa com menos de três drinques no corpo.

Bombas nucleares caindo sobre o território americano. Submarinos prontos para lançar torpedos atômicos porque a água estava quente demais. Exércitos soviéticos em alerta máximo porque a OTAN decidiu fazer um joguinho de guerra realista demais. Um bando de cisnes voando sobre a Turquia. Um urso, sem filiação política conhecida, quase iniciando a Terceira Guerra Mundial. Continuar lendo “As dez vezes que o mundo quase acabou”

Químicos sumérios já faziam o melhor que químicos fazem: inventaram o futuro

Uma das maiores inovações tecnológicas trazidas pela indústria do petróleo foi o asfalto. O asfalto é tão onipresente que virou sinônimo de modernidade urbana, de progresso industrial, de engenharia do século XX. Algo bem recente na História da Civilização, certo? Bem, não é bem assim. Os sumérios da Mesopotâmia já dominavam a lógica por trás dele há mais de quatro mil anos. Sem laboratório moderno, sem espectrômetro e, presumivelmente, sem nenhum PowerPoint de apresentação para a diretoria. Só observação, repetição e um conhecimento acumulado que atravessou gerações de artesãos em algum canto quente e úmido do que hoje é o sul do Iraque.

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O falecimento da Internet

Uma das maiores invenções do século XX foi a computação pessoal. Saímos dos grilhões que dependíamos de terminais burros acessando mainframes. Cada um podia ter seu próprio computador, fazer seus próprios programas ser senhor do seu pequeno mundo virtual. O problema é que você tinha que saber muito de eletrônica, tinha que saber muito de programação e ter o seu próprio computador mas para simples satisfação pessoal, o que não ajudava muito. Então, surgiu o Altair: sabendo programação, você podia usar as chavinhas para programá-lo. Veio Steve Wozniak e fez algo amigável. Veio os diferentes tipos de computadores (Commodore, Z-Spectrum, Amiga etc). Cada máquina com seu Sistema Operacional próprio. E então, o IBM-PC e o mundo foi outro. Você podia instalar o DOS e ter uma imensa variedade de programas, com a grande virada do Windows, que transformou tudo em muito mais amigável.

Ah, sim, veio o MacOS que jura que foi kibado pelo Windows, mas sabemos muito bem que tio Bill Gates pagou uma grana gostosa para a Xerox para ter a interface gráfica, enquanto a Apple praticamente roubou na cara dura com anuência dos executivos da fábrica de copiadoras, no que resultou em pedido de demissão em massa do PARC da Xerox. Continuar lendo “O falecimento da Internet”