A Verdadeira História da Idade Média

Você pensa que sabe algo sobre a Idade Média. O caos sem sentido, os belos castelos, a imundície, os garbosos cavaleiros, a ignorância exacerbada, as Cruzadas, as iluminuras, as pestes devastadoras, os monastérios, a influência da religião, a Queda de Roma, a ascensão do Islã, o período do retrocesso, a tão-chamada Idade das Trevas. De início posso dizer: você apenas tem fragmentos, mas História não é feita de fragmentos. Fragmentos de informações são como pedras; você pode construir conhecimento com eles, como um castelo é feito de pedras. Mas um amontoado de fragmentos não são a História propriamente dita como um amontoado de pedras não é um castelo. Continuar lendo “A Verdadeira História da Idade Média”

Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério

Os pés mundanos caminham pelo terreno outrora sagrado. A luz intensa açoita quilômetros e mais quilômetros quadrados em volta e nada demais aparenta. Apenas deserto, areia, cascalho e pedras, mas há muito mais que os pobres olhos humanos podem ver. Os pés cautelosos temem estragar algo importante, algo irrecuperável se destruído, enquanto outros pés despreocupados caminham pela região, pouco importância dando. Apenas pagaram, faça-se o serviço, e apenas isso. Continuar lendo “Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério”

Sumérios ensinam como fazer cerveja. Prove você também

Cerveja é uma coisa que une nações. Ninguém fez amigos ao marcar com um pessoal para beber água mineral juntos. Cerveja está presente desde que começaram as civilizações, talvez até antes. Você sabe, Egípcios faziam cerveja; aliás, a mais antiga cervejaria do mundo foi encontrada lá. Os Babilônios tinham cerveja, os Hititas faziam cerveja, judeus faziam cerveja. Todo mundo fazia cerveja, inclusive o pessoal de Java na era pré-islâmica. Romanos faziam, mas não eram muito chegados na cerveja, mas o pessoal que ficava entre os dois rios (em grego: Mesopotâmia) adorava o suco de cevada.

Já pensou se você pudesse ter um saborzinho dessas antigas cervejas? Bem, você pode.

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A Verdadeira História da Pedra da Roseta

O homem de uniforme azul para, em meio ao sol escaldante. Tira o chapéu e enxuga o suor naquele lugar que ele desdenhava por achar ser um recanto miserável, inculto, esquecido por Deus e o mundo. Aquele não era o seu conceito de civilização, ele queria ir para casa. Ele acompanha os seus soldados para mais um dia de serviço por ordem do Imperador. Ao chegar no ponto que tinha que estar e preparar para destruir tudo, ele viu algo inusitado. Uma pedra. Um pedregulhão, mas não era uma pedra comum. Era algo… diferente. Uma rocha trabalhada, um granito escuro que serviria para mudar o mundo, mas ninguém sabia. Para o homem, ainda era uma pedra, mesmo assim, mas o homem era curioso e o que ele viu quando chegou mais perto.

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Como remédios e tratamentos eram receitados de boca em boca

O Brasil é um dos campeões em automedicação. Normalmente, as pessoas não gostam de ir a médico. Ok, eu também não gosto, mas vou assim mesmo. Alguns não gostam e não vão, dando preferência por pegar indicações de tratamento com os conhecidos; com isso, pegam receitas e indicações de remédios e vão na farmácia comprar. Sim, eu sei o que você está pensando: alguns remédios precisam de receita médica, mas você sabe muito bem que sempre se tem uma amiga que consegue fácil mediante uns conchavos. Só que isso não é nenhuma novidade, ainda mais se formos para o passado, em que médicos eram raridade; ter dinheiro para pagar médicos, mais ainda! Então, como as pessoas se tratavam?

Na base do crowd sourcing.

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Moeda provada ser genuína nos ajuda a entender um pouco da História de Roma

O problema da História é que em muitos casos não sabemos a diferença entre ficção e realidade. Muitas histórias tidas como verídicas realmente não aconteceram, como egípcios terem escravos (nunca tiveram). Já outras histórias que muitos pensaram ser apenas fantasia, realmente aconteceram. Por exemplo, uma moeda encontrada trazia a efígie de um certo Sponsianus, alguém que teria, em tese, sido um usurpador durante o reinado de Filipe, o Árabe, naquela zona desgraçada chamada Crise do Terceiro Século.

Todo mundo tinha certeza que era uma moeda fajuta, mas pelo visto não é bem assim. O sujeito realmente existiu. Como saber? Graças à Ciência! Continuar lendo “Moeda provada ser genuína nos ajuda a entender um pouco da História de Roma”

Sobre dar o Koo, medievalismo e outras providências

As coisas no Twitter estão estranhas, mas parecem que vão se encaminhar, apesar dos histéricos. Elon Musk descobriu que Twitter era um cabide de emprego, com funças agindo como se aquilo fosse uma repartição pública (nem vou dizer brasileira, pois todas as repartições públicas são iguais). Então surgiu o Koo e todo mundo foi pro Koo e o Koo tá bombando.

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A história esquecida não divulgada

Como sabem, eu chutei o pau da barraca faz tempo. Não dou mais atenção o que vocês querem ou não querem que eu escreva. Vocês dizem gostar do meu blog, mas como eu já mostrei várias vezes, gostam, na encolha e não muito. Não compartilham, não falam dele. Se eu fosse preferir, prefiro muito mais os idiotas que me odeiam. Esses sim fazem boa propaganda.

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Artigos da Semana 120

Ufa! Passei o dia todo escrevendo e só agora pude colocar os posts da semana. Espero terminar amanhã, mas é tão legal e envolvente o tema, dando vários desvios e me forçando a ficar no tema central. Sentia falta disso.

Enquanto eu termino e (espero)  poder postar amanhã, vai vendo o que postei esta semana.

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A Verdadeira História da Morte

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!

Manoel Bandeira

Se há uma coisa realmente democrática, essa coisa é a Morte. Ela chega para todos nós, brancos, negros, indígenas, amarelos, inuítes etc. Todo mundo nasce, todo mundo vive um certo tempo, todo mundo morre, e isso é válido para todos os seres vivos. Não por acaso, todas as culturas tiveram e têm sua representação da Morte; entretanto, a mais usual hoje – e que permeia a nossa imaginação – é o Ceifador, usando um manto preto, capuz escondendo o rosto e uma enorme foice, daquelas que é preciso usar duas mãos para se usar. O Ceifador (em inglês, Grim Reaper) tornou-se parte da cultura pop, um ícone reconhecido através o mundo em livros quadrinhos, programas de TV, filmes e jogos como um indefectível símbolo da Morte. Como chegamos nessa figura sinistra, que possui diferentes representações, inclusive fofinhas como a Dona Morte do Maurício de Souza? De onde veio esta figura?

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