Talin, a cidade em que o tempo sussurra histórias antigas

O Norte Europeu  é como uma imensa coroa de cultura e magnificência, em que cada cidade é uma joia fabulosa que ornamenta a obra final. Talin é a joia medieval da Estônia; um desses raros refúgios onde o passado e o presente se entrelaçam como os galhos de uma árvore ancestral. Em cada pedra de suas muralhas, em cada torre que toca o céu, há segredos sussurrados por séculos.

Aqui teremos mais um vídeo em timelapse a atravessar esse véu encantado, onde a luz e a sombra pintam a cidade como se fosse um sonho em movimento. Continuar lendo “Talin, a cidade em que o tempo sussurra histórias antigas” →

Cidade do México: um destino, mil histórias

No coração pulsante das Américas, onde o tempo dança entre o passado e o presente, ergue-se uma metrópole como nenhuma outra: a Cidade do México. Densa, vibrante e cheia de vida, esta capital em altitudes celestiais é mais que um destino: é uma experiência que atravessa séculos. Neste lugar onde os deuses astecas sussurram entre as ruínas e os ecos coloniais ainda ressoam entre as pedras, cada esquina conta uma história, cada sombra guarda um segredo.

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A história do homem que comeu plutônio

O cientista olha com curiosidade para a peça. É um tubo, na verdade, e em seu interior está uma substância raríssima, cara e em pequeníssima quantidade. Quantos milhares ou milhões de dólares aquilo valeria? ele não sabia dizer, mas barata, com certeza, ela não era. O homem sabia do poder das reações químicas, mas ele não sabia o que se sucedia dentro do tubo. O tempo corria e o homem leva o pequeno tubo perto do rosto, o que qualquer químico consciente jamais faria, mas a curiosidade venceu o cuidado e o pior que poderia acontecer com o tubo aconteceu: ele estourou, e com isso o homem sente o horrível sabor da morte sob a forma de uma substância que seria considerada letal.

O homem era Donald Mastick, e ele acabara de engolir uma amostra de plutônio. Continuar lendo “A história do homem que comeu plutônio” →

Vampiros, bactérias e histeria popular

No final do século XIX, os habitantes de Rhode Island enfrentavam um inimigo peculiar: uma força misteriosa que os consumia lentamente, sugando-lhes a vida com a voracidade de um parasita invisível. Não se tratava, naturalmente, de vampiros no sentido romântico que hoje conhecemos: aqueles galãs góticos de capa esvoaçante e dentição impecável (hoje em dia estão preferindo retratar como ativista de faculdade de Humanas, mas prefiro os vampiros aristocratas).

O antagonista desta história era também elusivo, misterioso, um quê de místico e algo de sobrenatural: a Mycobacterium tuberculosis, a bactéria causadora da tuberculose.

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Romênia em Movimento parte 2

Na Romênia, tudo vibra com uma aura de lenda. Castelos surgem como visões; entre a bruma, entre as árvores, entre as páginas não escritas de algum conto que ainda vive no imaginário coletivo. São estruturas que não foram erguidas apenas com pedra e argamassa, mas com medo e fascínio, com amor e sangue, com a matéria mesma dos mitos. E quando a luz toca essas muralhas com sua delicadeza dourada, é como se o tempo curvasse a cabeça em respeito.

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Analisando séries e filmes de super-heróis XXXV

Super-Krypto contra Baixo Astral

Paulo Autran, célebre ator, disse numa entrevista certa vez que é muito difícil contracenar com animais e crianças, porque fatalmente eles irão roubar a atenção. Foi mais uma vez provado que ele tinha razão, e quem roubou a atenção no filme do Super-Homem (foda-se que querem que chamem de Superman. É SUPER-HOMEM!) foi um cachorro que a rigor não existe, já que o Krypto é feito em CGI, mas o filme é muito mais que aquele cachorro burro feito uma porta, mas que roubou corações.

Eu não quis postar este artigo cedo demais, por isso só fui ver o filme no último sábado. Se eu tivesse visto o filme antes, teria vindo correndo contar tudo, mas é isso. O maravilhoso filme do Super-Homem, que é tudo o que um filme do Super-Homem deve ser. Prepara que lá vem spoiler. UMA TONELADA DELES! Continuar lendo “Analisando séries e filmes de super-heróis XXXV” →

Romênia em Movimento: Um Timelapse da Alma

Existem territórios que não se explicam em mapas. Lugares onde o tempo não corre, ele ecoa. Lugares nos quais as paisagens não apenas encantam, mas sussurram segredos antigos aos que sabem escutar. A Romênia é um desses lugares. Ela não se atravessa, se absorve. Não se observa, se sente.

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A Epidemia da Aldgate Pump

Imagine uma cidade onde as pessoas bebem, cozinham e tomam banho com o mesmo líquido que carrega os resíduos de… outras pessoas. Sim, eu sei que você tá bem pensando no Brasil (e nem o critico por isso, já que não está muito longe da verdade), mas o caso de hoje é um pouquinho… diferente, ainda mais porque adicionamos o fator “cemitério” na equação. Junta tudo isso e uma bomba d’água bem localizada em via pública e pronto, taí o problemão!

Esta é uma história que se passa na Londres Vitoriana, lugar nobre, cosmopolita e perfeito exemplo de civilização (segundo eles, claro). Nesse tempo, a água da Aldgate Pump era considerada fresca, borbulhante, magnífica, mas com uns detalhezinhos ruins, como estar cheia de ossos humanos dissolvidos. Continuar lendo “A Epidemia da Aldgate Pump” →

Quando Júpiter cuspiu asteroides no Sistema Solar Interior

Imagine que você é um vizinho pacato em um bairro residencial quando, de repente, o sujeito da casa ao lado decide reformar o quintal e, no processo, acidentalmente joga pedras no seu telhado por anos e mais anos a fio e você sequer tem como reclamar pois o vizinho é bem maior que você. Agora multiplique essas pedras pelo tamanho de montanhas, adicione velocidades absurdas, e troque o vizinho chato por Júpiter, o planetão gigantão que, há 4 bilhões de anos, decidiu que seria uma excelente ideia fazer uma pequena reorganização no Sistema Solar. Continuar lendo “Quando Júpiter cuspiu asteroides no Sistema Solar Interior” →

Nördlingen: quando o Cosmos resolve fazer piada com a história

Existe uma pequena cidade na Alemanha que conseguiu o feito raro de ser simultaneamente a coisa mais fantástica e mais absurda do mundo. Nördlingen não é apenas uma cidade medieval perfeitamente preservada, pois, isso seria banal demais até para os padrões alemães. Não, ela teve que ir além e se instalar no meio de uma motherfucking cratera de meteoro de 15 milhões de anos, construir suas casas com pedras cravejadas de diamantes microscópicos e ainda por cima servir de campo de treinamento para astronautas da NASA. É como se alguém tivesse decidido misturar Game of Thrones com Armageddon e jogado um pouco de 2001: Uma Odisseia no Espaço só para dar aquele toque de sofisticação científica. Continuar lendo “Nördlingen: quando o Cosmos resolve fazer piada com a história” →