Bela, recheada e desclassificada: o escândalo de botox que abalou o mundo

Desde que os humanos inventaram a beleza como competição, inventaram também a trapaça. Os gregos já ungiam os atletas com azeite para parecerem mais imponentes nas olimpíadas. Os medievais modelavam as armaduras para parecer mais musculosos. Os concursos de miss do século XX produziram décadas de cirurgia plástica negada com um sorriso e uma faixa no peito. Portanto, não há absolutamente nada de surpreendente no fato de que, em 2026, alguém tenha decidido injetar ácido hialurônico nos lábios de um camelo para ganhar um concurso de beleza. A humanidade é consistente, pelo menos nisso.

Péra… CAMELO????

Corcoveando pelas fraudes em concursos, esta é a sua SEXTA INSANA!

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ChatGPT com cheiro de enxofre: a IA que vai te mandar pro Inferno

Depois de séculos transformando cada nova tecnologia em ameaça cósmica, de Gutenberg ao videocassete, chegamos ao cume glorioso da nossa capacidade de entrar em pânico: padres, rabinos e imãs se reunirão em Roma para discutir como a Inteligência Artificial está turbinando o satanismo mundial. Se você estava achando que 2026 não tinha mais nada a oferecer, aqui está o seu presente. Com laço vermelho e cheiro de enxofre.

Desenhando um pentagrama no chão com peças de PC, esta é a sua QUINTA INSANA! Continuar lendo “ChatGPT com cheiro de enxofre: a IA que vai te mandar pro Inferno”

O maravilhoso (pelos motivos errados) Unicórnio de Madgeburgo

Existe uma categoria especial de erro humano que vai além do simples engano. É aquele tipo de equívoco tão monumental, tão fantástico, tão confiante em si mesmo, tão documentado e celebrado por pessoas inteligentes que acaba se tornando, séculos depois, uma espécie de obra de arte às avessas. O Unicórnio de Magdeburgo pertence a essa categoria. É um incrível exemplo de um fabuloso somatório de “deve ser assim, então é assim” Continuar lendo “O maravilhoso (pelos motivos errados) Unicórnio de Madgeburgo”

Artigos da Semana 295

Tá tendo arranca-rabo no Oriente Médio de novo. Estou com preguiça de tecer maiores considerações. Vejam o que eu postei durante a semana.

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UFC Terceira Idade por causa de um jogo estúpido

Domingo de manhã, Solzão da Flórida. Ninguém alugou um caminhão porque americano não curte comer feijão, e parece que dessa vez não tinha maconha envolvida. Os Muricans descendo para café, ovos mexidos com bacon, talvez uma volta de carro sem destino específico. Algo que devem fazer muito na Flórida do Gustavo, o tipo de existência simples e funcional que a maioria dos primatas com polegar opositor consegue sustentar sem maiores dificuldades. O problema é que as pessoas sempre arrumam problemas mesmo quando não há problemas. Ser rico em país de Primeiro Mundo deve ser um tédio, então, precisam fazer algo mais… divertido.

É o que aconteceu quando o bando de tio 60+ resolveu sair na porrada por causa de um jogo de pickleball. Péra, Picklewhat?

Sentando a raquete de um jogo que nunca tinha ouvido falar antes, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “UFC Terceira Idade por causa de um jogo estúpido”

Cliente exageradamente fofinho faz funerária pegar fogo

Existe uma espécie de contrato tácito entre vivos e mortos. Nós organizamos o velório, escolhemos a música constrangedora que alguém da família insistiu em colocar e garantimos que a despedida ocorra dentro dos padrões mínimos de civilização. Em troca, espera-se que o falecido colabore ficando quieto, manejável e, sobretudo, dimensionalmente compatível com o equipamento.

Não é pedir muito. É literalmente o último favor. Continuar lendo “Cliente exageradamente fofinho faz funerária pegar fogo”

As dez vezes que o mundo quase acabou

Existe uma pergunta que nenhum livro de história costuma fazer com a seriedade que merece: quantas vezes a civilização humana sobreviveu não por competência, estratégia ou sabedoria diplomática, mas por pura e simples sorte? A resposta, se você tiver estômago, é: pelo menos dez vezes documentadas, só na segunda metade do século XX. Provavelmente mais, porque boa parte dos arquivos ainda está registrada como “SECRETO” e somente pros olhos de alguém bem importante. O que se sabe já é suficiente para tirar o sono de qualquer pessoa com menos de três drinques no corpo.

Bombas nucleares caindo sobre o território americano. Submarinos prontos para lançar torpedos atômicos porque a água estava quente demais. Exércitos soviéticos em alerta máximo porque a OTAN decidiu fazer um joguinho de guerra realista demais. Um bando de cisnes voando sobre a Turquia. Um urso, sem filiação política conhecida, quase iniciando a Terceira Guerra Mundial. Continuar lendo “As dez vezes que o mundo quase acabou”

Artigos da Semana 294

Acabou-se o carnaval PLUFT! Não se tem muito o que fazer sobre isso, além de reclamar de outra coisa: do calor infernal que tá, enquanto eu fiquei sem luz váris horas sem poder ligar um ar-condicionado ou ventilador. Me senti coo os químicos sumérios que inventaram o asfalto. Sim, eu contei esta e outras histórias durante a semana.

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Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai

Eu adoro a Amazon e o Mercado Livre (Fuck You, Correios!). Um dos motivos é terem entregadores que… bem, que entregam a sua mercadoria. O problema é que ninguém mjais sabe dirigir. Já pode ver o Uber: o miserável fica rodando pela cidade mas se não tiver o GPS, ele não sabe por onde vai, como chega e sequer onde é. Daí pessoal desenvolve uma fé cega, quase religiosa, pelo GPS. Uma confiança que ultrapassa laços familiares, opiniões de especialistas e, aparentemente, o instinto básico de não dirigir para dentro de um estuário com maré subindo.

Sim, o idiota não viu a porra de UM ESTUÁRIO! Continuar lendo “Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai”

O homem que acreditava ser o rei da França

Era uma vez um homem que acordou numa bela manhã de setembro de 1354, como sempre acordara nos seus 38 anos de vida: um próspero comerciante de Siena, ocupado com os negócios de sempre, preocupado com lucros, prejuízos e as pequenas intrigas da tosca República de Toscana. O mundo dá voltas mas de vez em quando ele capota, e quando a noite caiu sobre aquele mesmo dia, ele já se acreditava o legítimo rei da França. Não houve febre, não houve delírio, não houve nenhum cogumelo mágico medieval que justificasse a transformação. Houve apenas uma convocação, uma conversa e uma revelação tão absurda que parecia ter saído diretamente de uma novela.

Esta é uma SEXTA INSANA MEDIEVAL! Continuar lendo “O homem que acreditava ser o rei da França”