Cidade do México: um destino, mil histórias

No coração pulsante das Américas, onde o tempo dança entre o passado e o presente, ergue-se uma metrópole como nenhuma outra: a Cidade do México. Densa, vibrante e cheia de vida, esta capital em altitudes celestiais é mais que um destino: é uma experiência que atravessa séculos. Neste lugar onde os deuses astecas sussurram entre as ruínas e os ecos coloniais ainda ressoam entre as pedras, cada esquina conta uma história, cada sombra guarda um segredo.

Continuar lendo “Cidade do México: um destino, mil histórias”

A história do homem que comeu plutônio

O cientista olha com curiosidade para a peça. É um tubo, na verdade, e em seu interior está uma substância raríssima, cara e em pequeníssima quantidade. Quantos milhares ou milhões de dólares aquilo valeria? ele não sabia dizer, mas barata, com certeza, ela não era. O homem sabia do poder das reações químicas, mas ele não sabia o que se sucedia dentro do tubo. O tempo corria e o homem leva o pequeno tubo perto do rosto, o que qualquer químico consciente jamais faria, mas a curiosidade venceu o cuidado e o pior que poderia acontecer com o tubo aconteceu: ele estourou, e com isso o homem sente o horrível sabor da morte sob a forma de uma substância que seria considerada letal.

O homem era Donald Mastick, e ele acabara de engolir uma amostra de plutônio. Continuar lendo “A história do homem que comeu plutônio”

Artigos da Semana 267

E aqui estamos nós, em pleno domingão do dia dos pais. Já mandaram um pix pra mim de presente? Sou como um pai para vocês: dou esporro, só fico lembrando de suas péssimas escolhas e nem chego perto de vocês.

Isso posto, vamos ver o que foi postado durante a semana.

Continuar lendo “Artigos da Semana 267”

Vampiros, bactérias e histeria popular

No final do século XIX, os habitantes de Rhode Island enfrentavam um inimigo peculiar: uma força misteriosa que os consumia lentamente, sugando-lhes a vida com a voracidade de um parasita invisível. Não se tratava, naturalmente, de vampiros no sentido romântico que hoje conhecemos: aqueles galãs góticos de capa esvoaçante e dentição impecável (hoje em dia estão preferindo retratar como ativista de faculdade de Humanas, mas prefiro os vampiros aristocratas).

O antagonista desta história era também elusivo, misterioso, um quê de místico e algo de sobrenatural: a Mycobacterium tuberculosis, a bactéria causadora da tuberculose.

Continuar lendo “Vampiros, bactérias e histeria popular”

Romênia em Movimento parte 2

Na Romênia, tudo vibra com uma aura de lenda. Castelos surgem como visões; entre a bruma, entre as árvores, entre as páginas não escritas de algum conto que ainda vive no imaginário coletivo. São estruturas que não foram erguidas apenas com pedra e argamassa, mas com medo e fascínio, com amor e sangue, com a matéria mesma dos mitos. E quando a luz toca essas muralhas com sua delicadeza dourada, é como se o tempo curvasse a cabeça em respeito.

Continuar lendo “Romênia em Movimento parte 2”

Analisando séries e filmes de super-heróis XXXV

Super-Krypto contra Baixo Astral

Paulo Autran, célebre ator, disse numa entrevista certa vez que é muito difícil contracenar com animais e crianças, porque fatalmente eles irão roubar a atenção. Foi mais uma vez provado que ele tinha razão, e quem roubou a atenção no filme do Super-Homem (foda-se que querem que chamem de Superman. É SUPER-HOMEM!) foi um cachorro que a rigor não existe, já que o Krypto é feito em CGI, mas o filme é muito mais que aquele cachorro burro feito uma porta, mas que roubou corações.

Eu não quis postar este artigo cedo demais, por isso só fui ver o filme no último sábado. Se eu tivesse visto o filme antes, teria vindo correndo contar tudo, mas é isso. O maravilhoso filme do Super-Homem, que é tudo o que um filme do Super-Homem deve ser. Prepara que lá vem spoiler. UMA TONELADA DELES! Continuar lendo “Analisando séries e filmes de super-heróis XXXV”

Marinheiros, amuletos e o medo do oceano

Enquanto os livros de história celebram os heróis de pólvora seca, os conquistadores dos sete mares e os impérios que dominavam os oceanos com bandeiras flutuando ao vento, quem realmente enfrentava o capeta líquido dia após dia eram os marinheiros. Esses sim merecem um capítulo à parte; não por bravura, mas por desenvolverem uma verdadeira mitologia flutuante pra lidar com um ambiente que cuspia tormentas com a frequência de um adolescente em crise. Continuar lendo “Marinheiros, amuletos e o medo do oceano”

Romênia em Movimento: Um Timelapse da Alma

Existem territórios que não se explicam em mapas. Lugares onde o tempo não corre, ele ecoa. Lugares nos quais as paisagens não apenas encantam, mas sussurram segredos antigos aos que sabem escutar. A Romênia é um desses lugares. Ela não se atravessa, se absorve. Não se observa, se sente.

Continuar lendo “Romênia em Movimento: Um Timelapse da Alma”

Agência Espacial Brasileira prova que 14 Bis dava ré (Ui!)

Dizia o magnífico Roberto Campos que o Brasil não corria o menor risco de dar certo. Eu nunca tive a menor dúvida quanto a isso, mas por algum motivo que me escapa, as iniciativas governamentais sempre parecem estar imbuídas de reforçar esta proposição. Que o diga a Agência Espacial Brasileira, que faz de tudo, menos tratar do Espaço, o que nem significa muito no Brasil e seu Ministério da Justiça.

O caso de hoje envolve Santos Dumont, o Pai da Aviação, que era tão foda, mas tão foda, que voava de ré. Ou pelo menos é isso que que nossa incrível instituição governamental acha que sim. Continuar lendo “Agência Espacial Brasileira prova que 14 Bis dava ré (Ui!)”

A Epidemia da Aldgate Pump

Imagine uma cidade onde as pessoas bebem, cozinham e tomam banho com o mesmo líquido que carrega os resíduos de… outras pessoas. Sim, eu sei que você tá bem pensando no Brasil (e nem o critico por isso, já que não está muito longe da verdade), mas o caso de hoje é um pouquinho… diferente, ainda mais porque adicionamos o fator “cemitério” na equação. Junta tudo isso e uma bomba d’água bem localizada em via pública e pronto, taí o problemão!

Esta é uma história que se passa na Londres Vitoriana, lugar nobre, cosmopolita e perfeito exemplo de civilização (segundo eles, claro). Nesse tempo, a água da Aldgate Pump era considerada fresca, borbulhante, magnífica, mas com uns detalhezinhos ruins, como estar cheia de ossos humanos dissolvidos. Continuar lendo “A Epidemia da Aldgate Pump”