Professor passa a ter direito a remuneração caso ele trabalhe no recreio. Pikachus ficam surpresos

A última decisão do STF diz respeito a professores e o tempo que, supostamente, seria o intervalo entre as aulas, mais conhecida como “recreio”. Segundo a decisão, o recreio integra jornada de professores, ou seja, o tempo que professor fica no recreio tomando conta de aluno vai ser considerado hora trabalhada e, portanto, remunerada.

O caso chegou ao STF por meio de um recurso protocolado pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Faculdades. A entidade questiona decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a questão. E aqui começa o artigo, quando as pessoas não tem a menor ideia do que é a jornada de professores.

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Chapados no deserto: como os egípcios construíram pirâmides sob efeito de ópio

Sabe aquela teoria conspiratória de que as pirâmides foram construídas por alienígenas porque seria impossível erguer aquelas estruturas monumentais com a tecnologia da época? Pois bem, a ciência acaba de oferecer uma explicação muito mais… terrena. E quimicamente alterada. Acontece que o pessoal do Nilo pode ter tido um segredinho para tornar o trabalho braçal mais suportável: ópio. Muito ópio. Tipo, ópio no café da manhã, ópio no almoço, ópio antes de dormir, ópio junto com ópio. Se você acha que o vício em cafeína do escritório moderno é problemático, prepare-se para conhecer uma civilização inteira que pode ter operado sob o efeito permanente de opiáceos.

Um estudo recente acaba de jogar uma bomba historiográfica: o uso de ópio no Antigo Egito não era ocasional, esporádico ou medicinal. Era corriqueiro, cultural. Parte de um café da manhã completo de 3.000 anos atrás. Continuar lendo “Chapados no deserto: como os egípcios construíram pirâmides sob efeito de ópio”

Como os sumérios assinavam seus documentos

Não basta você ser alguém. Você precisa provar que é esse alguém. Hoje, temos os certificados digitais, mas sempre usamos assinaturas. Romanos antigos usavam anéis de sinete para poderem provar que eles eram quem diziam, mas isso vem de uma prática muito mais antiga.

Para os mesopotâmicos antigos, provar que era alguém era também muito necessário e para conseguirem provar quem era quem, faziam uso de tabletes de argila, claro, como era de praxe em todos os seus documentos; mas ainda havia mais uma engenhosidade:  cilindros de rochas. Continuar lendo “Como os sumérios assinavam seus documentos”

Robô russo banca o humano russo e vai trabalhar chapado

Existe um instante glorioso em que a glória é apenas uma palavra sem sentido, e os níveis de esquisitice saltam no primeiro som de balalaica e dança cossaca; o momento em que o absurdo e a falta de competência trocaram de mãos, tomaram vodka, e decidiram fazer espetáculo. Na sexta-feira apresentaram o robô humanoide AIdol em Moscou, ele veio ao palco todo cheio de confiança, abriu o sorriso metálico, e veio vindo que nem seu tio depois de ter secado um engradado de cerveja sozinho e tabloft no chão.

SEXTOU EM ALTO ESTILO NO MODO RUSSO! Continuar lendo “Robô russo banca o humano russo e vai trabalhar chapado”

Artigos da Semana 280

Fim do ano está acelerando e, com ele, as minhas férias. Ótimo, ainda mais este fim de semana que foi muito bom também. Não tenho o que comentar a respeito em maiores detalhes. Só vu deixar mesmo os artigos que postei durante a semana.

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Arqueologia no Espaço: Como velcro, cabos e gambiarras revelam os segredos da ISS

Se você já viu fotos do interior da Estação Espacial Internacional, provavelmente notou que aquilo ali não parece nem de longe com a ponte de comando da Enterprise. Nada de superfícies lisas, hologramas futuristas ou tripulação impecavelmente uniformizada desfilando por corredores minimalistas. A realidade é bem mais… digamos, intimista. Cabos pendurados por todo lado, equipamentos brotando das paredes como cogumelos metálicos, objetos flutuando em arranjos aparentemente caóticos. Não há chuveiro como o que você tem em casa, não há cozinha de verdade e não há sequer uma sala de estar onde a galera possa relaxar depois de um dia duro de ciência orbital.

É o futuro, sim, mas é o futuro que a humanidade conseguiu construir de fato, e que está prestes a completar 25 anos de ocupação ininterrupta. E o mais curioso: arqueólogos estão estudando esse lugar como quem escava ruínas antigas. Só que essas ruínas ainda estão habitadas e orbitando a 400 km de altura. Continuar lendo “Arqueologia no Espaço: Como velcro, cabos e gambiarras revelam os segredos da ISS”

Novas abordagens especialistas de tumores cerebrais

Senhores, senhoras e vocês aí do canto. Temos a satisfação de receber nosso mais ilustre especialista em neurocirurgia. Nosso preclaro especialista tem muitos trabalhos publicados na área e tem sólidas opiniões de como podemos tratar inúmeras enfermidades que acometem o cérebro, em especial tumores, rigores e humores. Uma salva de palmas, senhoras, senhores e vocês aí do canto.

Muitos agradecimentos a todos, todas, todes, todus e toddys. Ah, e a vocês aí do canto, também. Sim, tenho sérias considerações a fazer a respeito de um campo tão vasto, complexo, denso e sério sobre o assunto. No bojo das considerações, saliento que a atual abordagem do campo da neurociência e neurocirurgia estão errados, ao passo que tenho várias críticas, ressalvas, condicionantes e expectorâncias a respeito. Continuar lendo “Novas abordagens especialistas de tumores cerebrais”

Artigos da Semana 279

Hoje é Dia de Finados. Tipo, você só finge que se lembra dos familiares mortos para os outros 364 dias estar pouco se importando. Não que haja motivo para se preocupar com quem já se foi, já que eles não tem mais contas nem boletos, a despeito dos familiares que ainda estão pagando as parcelas do enterro, cujo preço está pela hora da morte.

Enquanto você está aí voltando pra casa do cemitério, aproveite e leia o que foi postado durante a semana.

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AmazonFACE: o reality show climático

Nos últimos anos, o noticiário virou um boletim médico do planeta. O paciente, claro, é a Terra: febre alta, desidratação, inflamações generalizadas e um histórico de descuido que beira o suicídio assistido. Ondas de calor, secas prolongadas, enchentes catastróficas e um El Niño cada vez mais atrevido. E, no meio desse caos, paira a pergunta que ninguém quer encarar de frente: até quando a Amazônia vai aguentar?

Enquanto políticos discursam em cúpulas climáticas e empresas anunciam “neutralidade de carbono” com entusiasmo digno de comercial de xampu, um grupo de cientistas resolveu fazer algo mais direto: testar o futuro. Literalmente. Continuar lendo “AmazonFACE: o reality show climático”

Os Cachorros Azuis de Chernobyl

Desde os anos 1960, as histórias em quadrinhos estabeleceram uma fórmula narrativa irresistível: radiação transforma o comum em extraordinário. Bruce Banner vira o Hulk depois de ser bombardeado por raios gama. Peter Parker ganha seus poderes por causa de uma aranha radioativa. O Quarteto Fantástico é exposto a raios cósmicos no espaço. A mensagem era clara: pegue um ser vivo comum, adicione radiação, mexa bem e pronto: superpoderes garantidos! Então, quando fotos de cachorros completamente azuis circulando pela Zona de Exclusão de Chernobyl começaram a viralizar na internet em outubro de 2025, a reação coletiva foi exatamente o que décadas de cultura pop nos condicionaram a pensar: “Pronto, a radiação finalmente criou mutantes de verdade!”

Se em algum lugar do planeta cachorros azuis radioativos fariam sentido, seria em Chernobyl, por motivos que eu acho que não preciso explicar. Dá até para entender o entusiasmo; o problema? A explicação real é simultaneamente mais mundana e mais nojenta do que qualquer ficção científica conseguiria imaginar. Continuar lendo “Os Cachorros Azuis de Chernobyl”