Narcisistas ficam tristinhos se você não der atenção a eles

Todo mundo conhece um narcisista. Você sabe, aquele ou aquela insuportável que parece estar sempre buscando elogios, quer ser o centro das atenções e não lida bem com críticas. Tem muitos exemplos por aí, principalmente entre políticos, secretários de políticos, esposas de políticos, maridos de políticos e a sua ex (ou seu ex. depende do seu mau gosto). Essas criaturas que apresentam esse perfil costumam se enxergar como especiais e esperam que os outros as tratem assim, e quando esses insuportáveis sentem que não recebem a atenção que acham que merecem acham que estão no ostracismo. Continuar lendo “Narcisistas ficam tristinhos se você não der atenção a eles”

A origem cósmica do carnaval [REPOST]

E começou o Carnaval (infelizmente… ou felizmente, because feriado!). Em 2007, eu postei um artigo do Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (1935 — 2014), um dos mais famosos astrônomos brasileiros, fundador do Museu de Astronomia e Ciências Afins e pesquisador do Observatório Nacional. Ele escreveu sobre o carnaval e deu uma aula sobre Astronomia, História e Linguística. Assim, eu resolvi repostar o texto, de forma que não fique mais perdido do que já está

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Artigos da Semana 243

O Carnaval tá chegando e eu estou muito animado, como a imagem de abertura mostra. Claro, estou me preparando para a folia. Enquanto isso, fiz esta postagem para lhe lembrar do que foi postado na semana!

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A Primeira Última Morada de Tutmés II

A descoberta da tumba de Tutancâmon em 1922 foi um choque na comunidade acadêmica e na vida das pessoas. Finalmente pudemos ter um vislumbre do poder, glória e opulência de um rei egípcio, ainda que fosse irrelevante – sim, pois é. A importância de Tut foi ter sua tumba encontrada intacta, com toda a sua riqueza. Agora, o papo é outro, pois outro rei foi descoberto (já falei inúmeras vezes para pararem de chamar reis egípcios de “faraós”). A New Kingdom Research Foundation descobriu a localização da tumba original de Tutmés II.

Original? Sim, leia o texto para entender! Continuar lendo “A Primeira Última Morada de Tutmés II”

Robozinho compartilha peladeza do seu dono com todo mundo

E na editoria “meu cachorro comeu o meu trabalho”, temos a incrível história de um monte de gente recebendo peladezas, nudes e safardanagens de um sujeito. A desculpa foi que ele inadvertidamente ativou um recurso do celular dele, daí seus contatos acabaram recebendo todo tipo de fotos.. bem, fotos que eles não queriam receber.

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Artigos da Semana 242

Estamos no meio de fevereiro, já, ainda faltando duas semanas para o carnaval (não é lá grande coisa, mas pelo menos fico de folga até a quarta-feira de cinzas). Em meio ao calor abrasador, com Satanás mandando o shareware do que virá no Inferno, o lance é ficar no ar-condicionado enquanto lemos o que foi postado na semana.

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X tem sido usado para representar amor e beijos por séculos. Mas como isso começou?

Por Katie Barclay
ARC Future Fellow e Professor,
Universidade Macquarie

“1.000 cartas e 15.000 beijos”, gritava a manchete de uma edição de 1898 do jornal inglês Halifax Evening Courier. Harriet Ann McLean, uma lavadeira de 32 anos, meteu o quitandeiro (é um hortifruti do tempo do seus avós) Francis Charles Matthews por renegar a promessa de casamento. O argumento dela foi que eles passaram uma década namorando… por carta. Harriet recebeu 1.030 cartas contendo 15.000 cruzes de seu “amoroso, precioso e futuro marido Frank”.

Em 1898, usar um X como beijo era comum entre os escritores de cartas britânicos — principalmente os da variedade mais “comum”: os criados, comerciantes e trabalhadores de lojas cada vez mais alfabetizados, cujos bilhetes de amor arrancavam risadas quando seus relacionamentos em decadência os levavam ao tribunal. Continuar lendo “X tem sido usado para representar amor e beijos por séculos. Mas como isso começou?”

Eslováquia: o reino onde as estações pintam histórias

Como diz um antigo provérbio eslovaco: “Koľko rečí vieš, toľkokrát si človekom” (Quantas línguas você fala, tantas vezes você é humano”. Esta sabedoria ancestral ecoa através dos séculos nas terras dos eslavos ocidentais, onde cada palavra carrega o peso da história e cada silêncio conta histórias de resistência e renascimento. E é ali, nas entranhas da Europa Central, entre montanhas majestosas e vales profundos que parecem tocar o céu, que repousa a Eslováquia – uma terra onde lendas e realidade se entrelaçam como os rios que serpenteiam suas planícies douradas. Continuar lendo “Eslováquia: o reino onde as estações pintam histórias”

Os registros muito antigos do clima zuado do passado

A reconstrução climática do passado é um campo de investigação essencial para compreendermos os padrões climáticos atuais e suas tendências futuras, mas é uma pesquisa ingrata. Como saber o que realmente aconteceu? Anéis de troncos de árvores, vestígios sedimentares e toda sorte de registros que a Natureza está sendo bem sacana em nos esconder. A história climática, um campo interdisciplinar que mescla geografia, meteorologia e historiografia, permite-nos decifrar os impactos do clima sobre as sociedades ao longo dos séculos.

Tomemos como exemplo a Transilvânia (sim, aquela), que atualmente parte da Romênia, mas no século XVI pertencia ao Reino da Hungria. Aquela região era um território estratégico marcado por fenômenos climáticos extremos, emergindo como um estudo de caso revelador sobre as interações entre condições climáticas e transformações sociais. E como sabemos disso? Através dos meus espiões que acham que eu não tenho o que fazer e me mandam notícias de coisas escritas em Húngaro para ficarem rindo da minha cara quando eu tento aprender um pouco desta coisa pavorosa. Continuar lendo “Os registros muito antigos do clima zuado do passado”

A bola prateada que telefona pra casa

Os homens contemplam sua criação. Simples homens, mas a criação deles é um ponto de virada no mundo, na Ciência, na Tecnologia, na História, na própria Humanidade. O brilho prateado refletivo tem um quê de místico e alienígena ao mesmo tempo. O suave toque, liso como seria a mais lisa das coisas é algo indescritível. Por milhares de anos não pudemos sair de algo mais que dar um pulinho aqui e ali. Chegamos a dominar os céus, mas aquilo? Era a ficção tornando-se realidade. Um dos homens ajeita o óculos. Ele olha para os seus companheiros, que sorriem, e levanta as sobrancelhas. Sim, claro, respondem eles sem verbalizar; então, o homem toca de novo. Liso e macio. Continuar lendo “A bola prateada que telefona pra casa”