A majestade pétrea de Persépolis

Pelas areias do tempo, e do cáustico que ilumina a História, poucos lugares evocam grandeza como a Pérsia. Em seus domínios estava Persépolis, um nome que ecoa através dos séculos, erguida como a majestosa capital do Império Persa Aquemênida em 518 A.E.C. por Dario I, um visionário que sonhou grande e construiu ainda maior, cuja ruína foi ter enfrentado Alexandre da Macedônia. Feche seus olhos e imagine-se caminhando por suas colunas imponentes e salões adornados, onde a história se entrelaça com a lenda, o lugar onde o passado resplandece, onde cada pedra conta uma história de poder, arte e civilização.

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Os Horrores da Ilha da Morte

O sol se levanta e lança a sua causticante luz dourada por sobre a ilha. Seria mais um dia lindo e brilhante em qualquer ilha, mas não aquela. Ali não é um lugar comum, pois, há segredos escondidos em cada canto, embaixo de cada pedra, em cada reentrância, onde o mal parece espreitar, sussurrando coisas horrendas e inaudíveis, em que você apenas sente um horror crescente sem saber o motivo, embora o inconsciente berre aos seus ouvidos que o seu lugar não é ali. O ar é pesado, a respiração é cada vez mais difícil e se você tivesse permissão de estar ali, não faria uso dessa permissão por muito tempo, pois, com certeza, sairia dali correndo, com o bom senso comandando suas ações, mesmo que a parte consciente indague o porquê desta sensação.

Existem lugares sinistros, tão sinistros que fariam Stephen King ter pesadelos. Alguns lugares, há muito abandonados, parecem transpirar o mal em cada canto. Um desses lugares é uma ilha isolada na Lagoa de Veneza: a Ilha Poveglia. Continuar lendo “Os Horrores da Ilha da Morte”

A história do fogo na Tasmânia é bem mais antiga do que se pensa

Imagine um mundo onde as florestas são moldadas pelo fogo, não como uma força destrutiva, mas como uma ferramenta que não só mudou a História da Humanidade, como efetivamente criou a humanidade. As primeiras migrações humanas da África para a parte sul do globo estavam bem encaminhadas durante a primeira parte da última Era Glacial – os humanos chegaram ao norte da Austrália há cerca de 65.000 anos, fundando as primeiras comunidades Palawa/Pakana finalmente chegaram à Tasmânia (conhecida pelo povo Palawa como Lutruwita), e lá se estabeleceram.

Agora, uma pesquisa revelou que essas práticas de manejo da terra foram realizadas muito antes do que se pensava. Continuar lendo “A história do fogo na Tasmânia é bem mais antiga do que se pensa”

Artigos da Semana 231

Entre cidades, ouro, políticos agindo feito políticos e gado de políticos agindo feito gado de políticos, a semana foi bem diversa. Soubemos do lugar mais ao Sul onde foi encontrado âmbar de árvores, que Júpiter não tem chão e, por fim, o legado do grande Carl Sagan.

Semaninha interessante essa.

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O legado científico de Carl Sagan se estende muito além de “Cosmos”

Em 9 de novembro de 2024, o mundo marcará o 90º aniversário de Carl Sagan – mas infelizmente sem Sagan, que morreu em 1996 aos 62 anos.

A maioria das pessoas se lembra dele como o co-criador e apresentador da série de televisão “Cosmos” de 1980, assistida no mundo todo por centenas de milhões de pessoas. Outros leram “Contato”, seu romance de ficção científica best-seller, ou “Os Dragões do Éden”, seu livro de não ficção vencedor do Prêmio Pulitzer. Milhões de outros o viram popularizar a Astronomia no “The Tonight Show”. Continuar lendo “O legado científico de Carl Sagan se estende muito além de “Cosmos””

O âmbar mais lá pra baixo que se pode encontrar

O âmbar é uma resina fóssil que se forma a partir da resina de árvores antigas, principalmente coníferas como os pinheiros, que viveram há milhões de anos. Quando essas árvores sofriam lesões, como cortes ou picadas de insetos, elas liberavam resina para se proteger contra infecções e danos. Com o tempo, essa resina endurecia ao entrar em contato com o ar e, ao ser enterrada em sedimentos, passava por um processo de polimerização e fossilização. Esse processo transformava a resina em um material duro e vítreo conhecido como âmbar.

Há aproximadamente 90 milhões de anos, as condições climáticas na Antártida eram adequadas para árvores produtoras de resina. Em um recente estudo, um time de pesquisadores descreve uma descoberta de amostras de âmbar; mas não é qualquer âmbar. É simplesmente a amostra de âmbar mais meridional (sul, gente. Mais ao sul) no mundo. Continuar lendo “O âmbar mais lá pra baixo que se pode encontrar”

Cadê o ouro?

Eu fiquei pensando outro deia sobre o ouro. Todo mundo gosta de ouro, e isso não é de agora. O ouro tem sido valorizado pelos humanos desde os tempos pré-históricos. Evidências arqueológicas sugerem que os humanos estavam minerando ouro já em 4000 A.E.C., com alguns dos primeiros artefatos de ouro conhecidos datando da antiga Mesopotâmia. Somando tudo o que foi minerado até hoje, o montante de ouro estaria na casa das 244.000 toneladas métricas, aproximadamente. Com esse montante, poderíamos construir um cubo 23,21 metros de aresta, o que seria quase um prédio de 8 andares.

A grande pergunta que fica: onde está este ouro todo?

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El Hierro: O Encanto Secreto das Canárias

O arquipélago das Canárias está localizado no Oceano Atlântico, sendo uma comunidade autônoma da Espanha. Historicamente, o arquipélago forma um ponto de referência para navegadores e comerciantes, sendo conhecidas como as “Ilhas Afortunadas” na Antiguidade. Composta por sete ilhas principais: Tenerife, Gran Canaria, Lanzarote, Fuerteventura, La Palma, La Gomera e El Hierro, estea última ilha é a menor e mais desconhecida das ilhas Canárias; é um verdadeiro refúgio de encantos naturais e mistérios históricos. Continuar lendo “El Hierro: O Encanto Secreto das Canárias”

A história do mascote mais amado de uma universidade: Long Boi

Eu acho que todo ambiente deveria ter um mascote vivo. Algo para nos alegrar, inspirar e nos divertir. Ok, talvez inspirar seja alguma forçada de barra, mas a manterei mesmo assim e que o Diabo entorte os calcanhares de quem achar que estou errado. Na universidade em que eu estudei não havia um mascote, mas isso porque eu não estudei na Universidade de York (a da Inglaterra, não a “Nova”). Lá, sim, eles tinham um mascote em carne e osso que perambulava pelo Campus. Seu nome era Long Boi, o pato. Continuar lendo “A história do mascote mais amado de uma universidade: Long Boi”

Artigos da Semana 229

Ontem foi feriado. Nada mais inútil que um feriado no fim de semana… ok, talvez, não, porque temos pessoas que trabalham nos fim de semana. Reconheço, feriado é sempre bem-vindo. Foi dia de finados, mas não choveu aqui e… bem, cansei do enche-linguiça. Vejam o que foi postado na semana.

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