
E ele chegou, o dia da tristeza, do desespero, da infelicidade: acabaram-se as minhas férias. Volto a trabalhar amanhã. Estou triste e desconsolado. Vou reler o que foi postado durante a semana com uma dose de cachaça.

E ele chegou, o dia da tristeza, do desespero, da infelicidade: acabaram-se as minhas férias. Volto a trabalhar amanhã. Estou triste e desconsolado. Vou reler o que foi postado durante a semana com uma dose de cachaça.

Se você já se perguntou como um vilão medieval se tornava vilão de verdade (e não apenas aquele rei chato que cobrava impostos absurdos), a resposta está condensada em um único livro. Um livro que, por sinal, andava circulando pelas melhores bibliotecas da Europa durante séculos, com a mesma normalidade que livros de auto-ajuda tipo “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, que foi febre lá pelo início dos anos 2000. Esse livro se chama Picatrix, e ele é, sem exagero, um dos documentos mais estranhos, mais mórbidos e mais fascinantes que a Idade Média nos legou.
Continuar lendo “Picatrix: O Manual de Instruções do Feiticeiro Malvado”

Existe algo profundamente perturbador em descobrir que uma doença que achávamos conhecer tão bem guarda segredos de 5.500 anos. É como abrir o armário de casa e encontrar um esqueleto (literalmente, no caso) que muda tudo o que você pensava saber sobre a família. E foi exatamente isso que aconteceu quando cientistas resolveram dar uma olhada mais atenta nos restos mortais de alguém que viveu na região de Bogotá, na Colômbia, numa época em que a roda ainda era uma ideia revolucionária e a escrita nem existia.
O que eles encontraram foi nada menos que o genoma mais antigo já recuperado da bactéria Treponema pallidum, aquela espiroqueta simpática responsável por doenças como sífilis, bouba e bejel. E aqui começa a ficar interessante: essa cepa ancestral não se encaixa em nenhuma das categorias modernas que conhecemos. Continuar lendo “A treponema que atravessou milênios”

Tá chovendo a semana toda. Eu estou aqui, com uma caneca de chocolate quente, entre minhas cobertas, feliz da vida ainda de férias. Lancei esta semana dois livros em que eu conto histórias, e lançarei mais livros separando os volumes por eras e assuntos. Tem até um artigo que eu só falo disso, além de outras coisas que eu postei durante a semana. Bóra ler?
E comprem meus livros. Custa só R$24,90 cada um.

Você tá esperando aquele lance “War, War never changes”. Às vezes “chenja”. Enquanto você ainda acha que guerra é feita de estratégia, mapas bem desenhados e generais com cara séria apontando para setas vermelhas, sinto informar: você está atrasado alguns séculos. A guerra real, essa que acontece longe das coletivas de imprensa e perto demais da estupidez humana. Nossos amigos Ivãs que o digam.
Dois soldados russos foram amarrados nus a árvores, no meio do frio brutal, porque, segundo os próprios colegas, roubaram… Comida? Armas? Passaram a mão na bunda do oficial? Não! Eles roubaram a maconha do comandante. Não, não é metáfora. Não é sátira. É só a realidade, nua e pendurada num tronco congelado. Continuar lendo “Dois Ivãs entraram numa fria por malocar baseado do comandante”

Este é um ano que começou com novidades em termos de projetos. Um projeto que eu já vinha conduzindo há um tempo e com cuidado. Algo que finalmente deslanchei (ainda que não totalmente). Então, depois de revisões e tal, começou a saírem eles: meus livros! Continuar lendo “Lançados livros de História como você nunca leu. Quem escreveu? Eu, André”

Planeta Terra, cidade Tóquio. Como todas as grandes metrópoles em sua época, Tóquio tinha um grande problema: a Segunda Guerra Mundial. No amanhecer de 1943, o rugido de um avião irrompe o ar frio da manhã, cruza o céu e larga um container que parece uma bomba comum. Só que não é. A uns 300 metros de altitude, o troço se abre e liberta milhares de morcegos. Silenciosos, rápidos, quase invisíveis, eles se espalham pela cidade procurando um cantinho escuro para descansar. Infiltram-se sob telhados, em casas e prédios, sem critério especial. Mas esses não são morcegos comuns.
Cada um carrega uma pequena bomba incendiária amarrada ao corpo. Quando o sol nasce, o temporizador dispara. Milhares de ignições simultâneas incendeiam as construções de madeira do Japão. Em minutos, a cidade inteira está em chamas. Continuar lendo “A insana Bomba de Morcegos”

Acho que, na psique das pessoas, quando você fala “Estados Unidos”, todo mundo pensa na Estátua da Liberdade e na própria Nova York, um ícone de civilização ocidental. Eu posso assegurar que ninguém pensa em Pascagoula, Mississippi, quando se fala na Murica. O que as pessoas não sabem é que, em 1860 o prefeito de Nova York andava de ovo virado e resolveu transformar a maior metrópole americana num paraíso comercial sem compromisso com ninguém além do próprio lucro. E olha, quase deu certo. Continuar lendo “Quando Nova York quis se divorciar dos EUA”

Voltei de viagem, felizmente. Digo felizmente, porque o bom mesmo é estar em casa e detesto ter que ser arrastado para fora do meu castelo. O bom é que eu continuo de férias, mas em casa, sem trabalhar. Deixei vários artigos agendados para vocês mas agora, tudo será nos moldes de sempre. Entyão, começo o ano agora, aqui, já, neste instante, com o que foi postado durante a semana, e já tenho o que postar amanhã.

O caos ensurdecedor caiu sobre as praias da Normandia no Dia D, 6 de junho de 1944! Os Aliados, liderados pelos britânicos e canadenses, desembarcaram com um plano audacioso: capturar a cidade estratégica de Caen, um hub vital de comunicações e estradas na França ocupada pelos nazistas, para abrir caminho para a liberação da Europa. O problema é que os krauts com suas divisões Panzer não estavam a fim de facilitar a vida de ninguém. Continuar lendo “A Batalha de Legos em Caen”