O monstro marinho que respirava pelo rabo tinha 3 olhos e não era australiano

Normalmente, todo tipo de coisa esquisita, maníaca, assassina e prestes a nos matar vem da Austrália, só que a mais recente esquisitice vem do Burgess Shale, no Canadá, onde pesquisadores identificaram um predador marinho de 506 milhões de anos com características nunca antes vistas. A… coisa é tão bizarra que recebeu até um nome em homenagem a Mothra, o insetão kaiju que enfrentou o Godzilla. No caso, esse ser das profundezas também é um artrópode, mas não um inseto.

Continua sendo feio a dar com pau.

Continuar lendo “O monstro marinho que respirava pelo rabo tinha 3 olhos e não era australiano”

Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria

A mulher que enverga a roupa branca olha pelas lentes de seus óculos a peça de vidro. Uma simples peça de vidro com tampa. Dentro daquela peça de vidro que também tem uma tampa de vidro tem… coisas… coisas vivas. Minúsculos seres que farão a diferença no mundo. Seres responsáveis por alimentar países, erguer nações, acabar com a fome. A mulher do jaleco branco pousa a peça de vidro que é o pequeno universo que ela ajudou a criar, mas ela não é uma mulher qualquer. É alguém paciente, convicta, insistente, e por longas décadas ela logrou o seu intento. Não, ela não é uma mulher qualquer, ela é uma cientista. Ela é Mariângela Hungria. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria”

Equívocos comuns sobre castelos medievais

Quando você pensa em um castelo medieval, o que vem à sua mente? Torres imponentes, cavaleiros com armaduras brilhantes, salões escuros iluminados por tochas e espadas cruzadas nas paredes? Essa imagem é irresistível… e mentirosa

A verdade sobre os castelos medievais é muito mais diversa, surpreendente e, em muitos casos, bem diferente do que o cinema, os livros e as séries nos fizeram acreditar. Eu sou André e farei o favor de acabar com seus sonhos de infância mostrando que tudo o que você acha que sabe sobre castelos é mentira.

Continuar lendo “Equívocos comuns sobre castelos medievais”

Artigos da Semana 254

Esta é a semana da maluquice. É gente implicando com manguaça e colocando a culpa em entidades mágicas, é mel que deixa pessoal doidão, é vagabundo enriquecendo com bonecas, apelando pro hate de um monte de desocupados, tem anel queimado e teve até a história de quando levaram o cérebro de Albert Einstein para dar um rolê e não devolveram.

Continuar lendo “Artigos da Semana 254”

Quando sequestraram o cérebro de Albert Einstein

O Professor estava em seu trabalho, absorto com números, equações e as complexidades do Universo. Em seu âmago, o Professor travava uma luta contra si mesmo, apesar de estar alheio a essa guerra. Uma guerra que ele iria perder, mesmo tendo ajudado a vencer outra guerra há anos jogada no passado. De repente, em meio a uma lancinante dor, o Professor cai prostrado, e então o mínimo de consciência do que estava ocorrendo passou pelo seu prestigiado cérebro, mas essa informação não durou muito tempo por lá, já que ele caiu na inconsciência.

O professor foi levado correndo ao hospital e lá exalou seu último suspiro; entretanto, sua história não acabaria ali, pois outros cientistas resolveram que era demais perder a oportunidade de aprender mais, embora a ética soasse como algo mais sendo uma barreira do que uma norma. Assim, mãos pecaminosas fizeram um trabalho medonho e o que jamais deveria ter sido feito acabou sendo feito. Continuar lendo “Quando sequestraram o cérebro de Albert Einstein”

Quando a Grã-Bretanha da Idade do Bronze comercializava com o Mediterrâneo

O estanho era o mineral essencial do mundo antigo. Era essencial fundi-lo com o cobre para produzir o bronze, que por muitos séculos foi o metal preferido para ferramentas e armas. No entanto, as fontes de estanho são muito escassas – especialmente para as cidades e estados da Idade do Bronze, em rápido crescimento, ao redor do Mediterrâneo Oriental.

Embora grandes depósitos de estanho sejam encontrados na Europa Ocidental e Central e na Ásia Central, os minérios de estanho mais ricos e acessíveis encontram-se, de longe, na Cornualha e em Devon, no sudoeste da Grã-Bretanha. No entanto, tem sido difícil comprovar que esses depósitos britânicos tenham sido usados ​​como fonte para os povos do Mediterrâneo Oriental. Assim, por mais de dois séculos, os arqueólogos têm debatido sobre onde as sociedades da Idade do Bronze obtinham seu estanho. Continuar lendo “Quando a Grã-Bretanha da Idade do Bronze comercializava com o Mediterrâneo”

O lado alucinante do mel

Nem todo mel adoça, ao contrário do que você possa pensar (e não estou falando de produto adulterado). Ao contrário do que o paladar está acostumado — aquele toque suave e dourado que acompanha o chá ou se espalha sobre torradas — existe uma versão um tanto quanto inusitada que sorrateiramente nos traz tanto o fascínio quanto perigo. Chamado popularmente de “mel louco”, este produto exótico tem uma história marcada por rituais, intoxicações e batalhas vencidas sem espadas. Continuar lendo “O lado alucinante do mel”

Artigos da Semana 253

Mais um feriadão pra conta. Tenho até medo de ter gasto todos os feriados, mas chequei o calendário e vamos para outro mês que vem. Excelente! Como sempre sou um cara legal, deixei alguns artigos prontos para vocês não sentirem saudades de mim.

Ah, bem, eis os artigos da semana:

Continuar lendo “Artigos da Semana 253”

O Atacama testemunha a Eternidade

No coração árido do deserto de Atacama, onde o tempo parece suspenso e a vastidão sussurra segredos ancestrais ao vento, repousam os olhos mais poderosos da Humanidade voltados para o Cosmos. O Observatório Europeu do Sul (ESO) estabeleceu ali seus três bastiões do conhecimento astronômico, sentinelas solitárias entre montanhas de silêncio e areia. Continuar lendo “O Atacama testemunha a Eternidade”

Aprenda a fazer um cheesecake romano

Pouca gente imagina, mas os romanos antigos já saboreavam algo muito próximo do que hoje chamamos de cheesecake. O savilium era uma sobremesa simples, mas surpreendentemente sofisticada para a sua época, feita com queijo, mel, ovos e um pouco de farinha. Assada até firmar, ela era servida ainda quente e regada com mais mel por cima — uma verdadeira delícia que atravessou os séculos em forma de registro escrito. A receita chegou até nós por meio de Marcius Porcius Cato, também conhecido como Catão, o Velho, que a incluiu em seu tratado De Agri Cultura, escrito por volta de 160 A.E.C. Continuar lendo “Aprenda a fazer um cheesecake romano”