Esqueleto de gladiador defunto mostra que ele teve um fim desagradável

Por séculos, os espetáculos de gladiadores na Roma Antiga foram retratados em pinturas, esculturas e relatos históricos. Mas agora, uma descoberta arqueológica impressionante trouxe evidências físicas concretas de um combate entre um gladiador e um leão. Pesquisadores da Universidade de York encontraram marcas de mordida em um esqueleto descoberto em um cemitério romano na cidade de York (a Velha. Não a Nova, do outro lado da lagoa), confirmando que esses guerreiros enfrentavam feras em batalhas brutais. Continuar lendo “Esqueleto de gladiador defunto mostra que ele teve um fim desagradável”

Quando o Sol quase fritou a Terra, mas o Homo sapiens lembrou do Pedro Bial

A vida na Terra era difícil. Eles só não tinham o problema de comprar café e bandeja de ovos, mas de resto estava tudo péssimo. Há cerca de 41 mil anos, o planeta passou por uma espécie de “bug cósmico’: os polos magnéticos da Terra começaram a trocar de lugar, num evento conhecido como excursão de Laschamps. Não chegou a ser uma reversão completa, mas foi o suficiente para zoar com o campo magnético, que por sinal é a nossa principal proteção contra a radiação cósmica, a vinda do Galactus e a sua esposa descobrir que você ainda está de papo com a ex.

Durante o evento, a Terra ficou com um escudo magnético equivalente a cerca de 10% do que temos hoje. Resultado: partículas solares e cósmicas passaram a bombardear o planeta com força total, criando auroras boreais que podiam ser vistas até no norte da África, um espetáculo de luzes mortal. Quase fritando todo mundo. Então, num vislumbre do que seria mensagenzinha motivacional vinda pelo email, os H. sapiens passaram a usar filtro solar. Continuar lendo “Quando o Sol quase fritou a Terra, mas o Homo sapiens lembrou do Pedro Bial”

Artigos da Semana 251

Hoje é dia dele: do coelhinho (se eu fosse como tu). Espero que a Páscoa tenha sido ótima e tenham pego em muitos ovinhos, para depois estarem chapados e saírem catando tudo que é ovo e alguns coelhos sem orelhas.

Então, termine o dia lendo oque foi publicado na semana.

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A descoberta do fogo em meio ao gelo

Olhando a vastidão gelada e desolada da minha janela no Rio de Janeiro, com temperaturas glaciais de 21ºC, eu fico imaginando viver em um mundo coberto por gelo, no qual o fogo não era apenas uma ferramenta de sobrevivência, mas também um símbolo de engenhosidade e progresso. Durante a Idade do Gelo, entre 45.000 e 10.000 anos atrás, nossos tatatatatatatataravós enfrentaram desafios extremos para dominar o uso do fogo. Mas como foi o domínio do fogo em condições tão adversas.

É o que uma pesquisa propõe responder por meio de uns cantinhos queimados há muito, muito tempo! Continuar lendo “A descoberta do fogo em meio ao gelo”

Grandes homens criam o menor marca-passo do mundo

Diariamente, várias pessoas possuem um pequeno dispositivo em seus peitos: um marca-passo, usado para regular a frequência cardíaca do paciente, cujo coração meio que “esquece” de bater (é uma licença poética, não encham o saco). Desenvolvido em 1958 pelo cirurgião cardíaco sueco Åke Senning, o primeiro marca-passo apresentava dimensões notavelmente grandes (em comparação aos modelos atuais); ele possuía um diâmetro de 55 milímetros e pesava de 60 gramas. A energia provinha de uma bateria primárias poderiam ter sido usados. As células de Ruben-Mallory com zinco como ânodo e óxido de mercúrio como despolarizador. Mais tarde, foram trocadas por baterias de níquel-cádmio.

Agora, temos modelos muito mais leves, e uma recente pesquisa apresentou um marca-passo incrivelmente pequeno e biodegradável, e ele será voltado para criancinhas. Continuar lendo “Grandes homens criam o menor marca-passo do mundo”

Artigos da Semana 248

Chegou o fim do mês e quinto dia só na outra semana. Pelo menos as contas estão pagas e aguardando as próximas que não tardam, pois se tem duas certezas na vida é a morte e os boletos. Espero que o segundo chegue primeiro. Enquanto isso, vamos ver o que foi postado na semana!

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Grandes ideias de jerico: colecionar plutônio

Existem boas ideias, ideias medianas, ideias muito ruins, ideias péssimas, invadir a Polônia e ser jovem. Imaginem o jovem maldito ter a brilhante ideia de… sei lá… transformar a própria casa numa miniatura de Chernobyl. Pois bem, um Zé Ruela australiano realmente pensou que seria uma boa dar vazão à sua sanha de colecionador e se aventurar pela tabela periódica, procurando ter todos os elementos químicos. O problema é que os meganhas acharam que plutônio era demais. Continuar lendo “Grandes ideias de jerico: colecionar plutônio”

Artigos da Semana 247

Chegou o outono. Você sabe, as águas de março já caíram (mais ou menos), acabou-se o verão e teve início a estação das folhas que caem, com temperaturas de 30ºC. Esta semana teve texto sobre gente perseguindo eclipses, descobertas arqueológicas, Shakespeare cancelado e até notícia vinda do meu lugar favorito. Divirtam-se!

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Macho tóxico mata a fêmea depois de satisfazer seu desejo sexual

O fascinante mundo dos polvos nunca deixa de surpreender, mas o comportamento tóxico de alguns é realmente um problema. Eu diria, literalmente, até. Se tomarmos o exemplo do polvo-de-linhas-azuis (Hapalochlaena fasciata), vemos a perfeita ilustração disso, quando cientistas descobriram que os machos dessa espécie utilizam veneno para imobilizar suas parceiras durante o acasalamento, uma estratégia que parece ser tanto uma tática de sobrevivência quanto um mecanismo reprodutivo.

Nas que é sacanagem na hora da sacanagem, isso é. Continuar lendo “Macho tóxico mata a fêmea depois de satisfazer seu desejo sexual”

A mais antiga cratera encontrada

Está lá você, acordando de manhã e talz. Daí – PUMBA! – descobrir que seu quintal é, na verdade, o cenário de um evento cósmico cataclísmico de bilhões de anos atrás. Isso porque um pedregulhão veio viajando a uma velocidade estonteante de 36 mil km/h, colidiu com a Terra primitiva há 3,5 bilhões de anos, gerando um evento cataclísmico. Você ficaria sem palavras, certo? Foi mais ou menos isso que aconteceu com um grupo de pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, quando encontraram evidências da cratera de impacto de meteorito mais antiga já registrada na Terra.

Essa descoberta, feita no Domo do Polo Norte (não aquele cheio de neve, mas uma região quente da Pilbara, na Austrália Ocidental), e pela data mencionada acima, isso significa que essa cratera é mais antiga do que qualquer outra conhecida – a que detinha o recorde anterior tinha “apenas” 2,2 bilhões de anos. Continuar lendo “A mais antiga cratera encontrada”