Melhores artigos de 2024 parte 2

Fazendo um retrospecto, eu tenho escrito sobre mais variados temas. Não tanto mais sobre divulgação científica. Mas isso porque eu já descobri tem muito tempo que as pessoas odeiam ciência. O que tem rendido mais cliques foram as loucuras do mundo e coisas loucas que acontecem por aí. Pouquíssimo delas estão entre os melhores artigos. É corriqueiro demais. Mas tem alguns que realmente extrapolam.

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Melhores artigos de 2024 parte 1

E aqui estamos nós. Estou oficialmente de férias! Como todo ano, eu saio para curtir minhas merecidas férias, mas deixando postagens automáticas para que vocês não percam a chance de minhas sábias palavras. Também, como é de praxe, coloco os artigos que eu elegi como os melhores do ano passado. Divirtam-se (re)lendo todos eles.

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Adeus, ano, que bom tê-lo de volta novinho em folha!

Eu ia me esquecendo, mas nunca me esqueço. Há uma tradição de eu sempre colocar uma uma mensagem especial de natal e outra de ano novo. Tradições morrem quando as pessoas velhas que mantém essas tradições morrem. Não foi dessa vez.

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Twitter: a Internet de 2007

Vi uma postagem do Elão Musque hoje de manhã que me fez fazer algo que eu mesmo não gosto: uma thread, na qual eu saí falando coisas e… bem, olhe para a imagem de abertura. É uma postagem estilo rant, mas se não esteve bem coeso e pareceu pular de um assunto pro outro, reitero que não é assim, mas como em blogs podemos ordenar melhor os pensamentos (além de terem me pedido por isso), aqui vai um texto.

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O olhinho que entrega a sua paranoia

Pessoas paranoicas tem um grande problema. Aliás, vários, mas o principal é o fato que a pessoa acometida tem a sensação de que está sendo ameaçado de alguma forma, como se estivesse sendo observado ou agindo contra a referida pessoa, mesmo sem provas. A paranoia pode ser um sintoma de psicose e está frequentemente associada a condições como a esquizofrenia, mas aí fica a questão: como se pode determinar se uma pessoa possui pensamentos paranoicos? Bem, um novo estudo destaca a importância da percepção visual na identificação de riscos para o pensamento paranoico e outras condições psicóticas. Continuar lendo “O olhinho que entrega a sua paranoia”

Mulheres não são desconfiadas (segundo mulheres)

Qualquer marido sabe que nenhuma mulher é ciumenta, desconfiada e que fica com o pé atrás. E quanto mais inocente for o sujeito, mais elas desconfiam, porque o mlk piranha sempre é visto como anjo. Eu, por exemplo, fui questionado por que tinha um número de telefone estranho no meu celular. “É da sua irmã”. Então, vem o questionamento “Por que você ligou pra minha irmã?”. “Não liguei. VOCÊ ligou porque seu celular estava sem bateria”. Claro, aí muda a conversa, mas o olhar de “tô só urubusservando” ainda se mantém. Um sujeito passou por algo parecido, vítima da extrema desconfiança da esposa. Motivo? Um cartão de natal genérico.

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Honorável china é confundido com honorável fantasma

Supaporn estava tranquila. Apesar do seu nome ser dúbio, ela estava cuidando da sua vida até que ela ouve gritos. Os gritos vindos da direção do poço, claro, isso só poderia ser de uma coisa: fantasmas, é claro! O que mais poderia ser? Um china caindo no poço porque fez zig quando tinha que fazer zag?

Assombrando o seu dia com pessoal que acredita em ispritus, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Honorável china é confundido com honorável fantasma”

IA vai tirar o emprego de pedagogos (promete?)

O sociólogo italiano Domenico De Masi escreveu um livro chamado “O Ócio Criativo”. Em linhas gerais, a vida seria dividida em três elementos: trabalho, estudo e jogo. Ao se equilibrar estes três, se tem um ócio criativo e o trabalho da pessoa é mais produtivo. Claro, o livro é daqueles cheios de lugares-comuns e que não levam a nada mais que a frase que eu descrevi. O problema é que parece que leram esta baboseira por alto, não entenderam e acharam que a ociosidade deixa a pessoa criativa. Ainda mais em geradores de texto via IA como é o caso do Chato do GePeTo.

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Alquimia do Espírito de Porco causa surto na Pior Coreia

O plúmbeo e gélido céu enegrece e a temperatura cai no reino de Joseon. No palácio azul, o crepitar do fogo brilha rubro nos olhos do governante. Sentado em suas imensas almofadas, ele cofia seus longos e finos bigodes. Ele prepara para o que irá fazer. Aos fins do segundo dia do mês que ocidentais… pfff, ocidentais… chamam de dezembro, ele chama seus generais e entrega a ordem. A ordem será cumprida. Ela definirá o reino, enquanto a kisaeng Cho Loo Mee leva a mão à boca. Ela está horrorizada e precisa avisar o que está acontecendo.

O rei instilará horror e o conselho de ministros nada poderá fazer. O Absolutismo chegou a Joseon, os soldados imperiais saem às ruas à meia-noite em ponto, com o ar gélido congelando suas respirações.

<entra a vinheta colorida com umas pétalas voando e o logo da Studio Dragon>

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Religião comprova: chá faz mal; beba cachaça

Não sei oque é pior: religião, chá ou beberagens oferecidas pela religião. Ok, sei muito bem, porque eu adoro chá (Earl Grey, de preferência. Pode ser chinês. Nunca esses Leão da vida). Então, pessoal, por causa de religião, viaja milhares de quilômetros para beber chá que passarinho não bebe e acaba em quê? Exatamente: Darwin chamando.

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