Artigos da Semana 271

Hoje é feriado, um feriado completamente inútil já que é domingo. Fora isso tem o bando de idiotas indo pra desfile de 7 de Setembro, o que eu acho brega, mas Direita e Esquerda adoram esse papo de soberania nacional e outras bobagens de gente que não tem que se preocupar em levantar às 4 da manhã pra ir trabalhar.

Lembrando que amanhã terei que levantar cedo, já que tenho boletos pra pagar, fiquem com o que foi postado durante a semana.

Continuar lendo “Artigos da Semana 271”

Pane no som vira bruxaria e acaba em morte

Se você já se irritou quando o Spotify travou no meio da sua música favorita, você não é o único. Claro, você é uma pessoa minimamente normalCitation Needed se ficar só no xingamento, mas alguns realmente perdem a noção o equilíbrio e, obviamente regado no álcool, acham que isso é alguma manifestação demoníaca. Acho que andaram vendo muito filme de terror. O resultado? O homem foi morto a pancadas e a esposa, quase queimada viva. Uma explicação tecnológica simples virou roteiro de Salem 1692 – edição remix com autotune. Praticamente uma tragédia de proporções shakespearianas, se Shakespeare fosse roteirista de filme B e tivesse uma imaginação particularmente sombria fazendo o VU da Insanidade ir pro 11. Continuar lendo “Pane no som vira bruxaria e acaba em morte”

Prove a placenta dos romanos

Eu ontem postei sobre a origem do termo “placenta”, dizendo que era por ser parecida com um antigo bolo romano chamado “placenta”. Obviamente, você não perguntou por isso e eu estou pouco me lixando para este tipo de detalhe. A questão é: como é esse tal bolo, mesmo?

Continuar lendo “Prove a placenta dos romanos”

O anatomista que viu um bolo onde nascem bebês

Se você pensava que nomear crianças já era complicado, imagine nomear órgãos humanos. No século XVI, o anatomista italiano Matteo Realdo Colombo enfrentou exatamente esse dilema ao se deparar com aquela massa carnuda e circular que conecta mãe e bebê durante a gravidez. E sabe o que ele viu? Um bolo. Literalmente. Não é que o homem estava com fome na hora do batismo científico; ele simplesmente decidiu que aquele órgão se parecia muito com uma placenta, o famoso bolo italiano feito de camadas de queijo e mel. Assim nasceu uma das palavras mais estranhas da medicina: placenta. Porque às vezes a Ciência é só uma questão de perspectiva gastronômica. Continuar lendo “O anatomista que viu um bolo onde nascem bebês”

Excesso de CO2 causará tubarões banguelas daqui a uns anos

Tubarões são aquelas máquinas assassinas psicóticas que tocam o terror nos oceanos, matam tudo que tem pela frente, tocam bateria e exigem respeito. Aqueles maníacos oceânicos abala geral. O problema é que um dia você acorda e descobre que esses predadores implacáveis que há 400 milhões de anos cortam os mares como facas suíças com barbatanas estão ficando banguelas. Não metaforicamente, como um político em crise. Literalmente. Pois é exatamente isso que um grupo de cientistas alemães descobriu ao simular o futuro ácido dos nossos oceanos, numa pesquisa que parece saída de um filme B de terror marinho, mas que é terrivelmente real. Continuar lendo “Excesso de CO2 causará tubarões banguelas daqui a uns anos”

Artigos da Semana 270

O mundo de Hades nunca decepciona nas loucuras que acontecem todos os dias, e nem com idiotices que aconteceram há décadas. O cerumano é um grande autor de insanidades. Vai desde drones armados até nomes esquisitos em batismo ou resolver viajar pagando pouco como bagagem (se bem que isso era antigamente. Atualmente, as bagagens estão quase o mesmo preço).

Continuar lendo “Artigos da Semana 270”

A inusitada viagem transcontinental dentro de uma caixa

Você sabe, a Austrália é um grande deserto, com alguns poucos lugares habitados; mas, em 1964, a Austrália era bem pior, portanto, era preciso levar mais gente pra lá. Tenha isso em mente quando falamos de um dos períodos mais ambiciosos de sua história migratória. O programa “Populate or Perish” (“Povoar ou Perecer”), concebido pelo governo de Ben Chifley em 1945 e implementado pelo Primeiro-Ministro da Imigração, Arthur Calwell, transformou o país numa terra de promessas para mais de 1,5 milhão de britânicos no pós-guerra. Conhecidos como “Ten Pound Poms” – uma referência às dez libras que pagavam pela passagem subsidiada –, esses imigrantes formaram uma das maiores migrações planejadas da história moderna.

Entre eles estava Brian Robson, um galês de 19 anos de Cardiff, que havia embarcado no programa de imigração assistida com os olhos brilhando de expectativas. O problema foi encontrar a realidade australiana e, apesar da propaganda oficial que pintava a Austrália como uma terra de oportunidades infinitas, onde o sol brilhava eternamente e os empregos abundavam, não era bem assim. Nunca é bem assim nesse tipo de promessa. E daí, Brian resolveu voltar para casa… numa caixa num fedido compartimento de carga. Continuar lendo “A inusitada viagem transcontinental dentro de uma caixa”

Talin, a cidade em que o tempo sussurra histórias antigas

O Norte Europeu  é como uma imensa coroa de cultura e magnificência, em que cada cidade é uma joia fabulosa que ornamenta a obra final. Talin é a joia medieval da Estônia; um desses raros refúgios onde o passado e o presente se entrelaçam como os galhos de uma árvore ancestral. Em cada pedra de suas muralhas, em cada torre que toca o céu, há segredos sussurrados por séculos.

Aqui teremos mais um vídeo em timelapse a atravessar esse véu encantado, onde a luz e a sombra pintam a cidade como se fosse um sonho em movimento. Continuar lendo “Talin, a cidade em que o tempo sussurra histórias antigas”

As pontes que fizeram ratinhos andarem

Há momentos na ciência em que a realidade supera qualquer roteiro de ficção científica, e não é preciso nem invocar viagem no tempo ou aliens. Às vezes, basta uma impressora 3D, algumas células-tronco e uma pitada daquele otimismo científico que faz pesquisadores passarem madrugadas no laboratório. Na Universidade de Minnesota, esse impossível acaba de ganhar patas… literalmente. Ratos que tinham a medula espinhal completamente cortada voltaram a caminhar.

Os pesquisadores de Minnesota tiveram uma ideia fascinante: Se quando se tem um trecho de estrada separado por algum obstáculo natural, constrói-se uma ponte. Por que não imprimir uma ponte? E não qualquer ponte; uma inteligente, microscópica, que literalmente ensina células como crescer no lugar certo, como um GPS celular de alta precisão. Continuar lendo “As pontes que fizeram ratinhos andarem”

Artigos da Semana 269

Entre o inusitado e o desbravamento de fronteiras, seres humanos conseguem fazer coisas tão maravilhosas quanto estúpidas. Nem que seja prometer algo que não pode e fazer coisas que não devia.

Continuar lendo “Artigos da Semana 269”