A academia mais cara do Universo (literalmente)

Enquanto você está aqui embaixo discutindo se vale a pena pagar R$ 150 por mês numa academia que tem uma esteira quebrada desde 2019, a 408 km de altura, sete astronautas acabaram de protagonizar o episódio mais surreal de “Malhação no Espaço” que já se viu. Na Estação Espacial Internacional, onde uma única flexão custa aproximadamente o PIB de um país pequeno em combustível de foguete, o pessoal da Expedição 73 decidiu que exercitar-se não é apenas questão de saúde, é literalmente questão de sobrevivência da espécie. Continuar lendo “A academia mais cara do Universo (literalmente)”

Artigos da Semana 271

Hoje é feriado, um feriado completamente inútil já que é domingo. Fora isso tem o bando de idiotas indo pra desfile de 7 de Setembro, o que eu acho brega, mas Direita e Esquerda adoram esse papo de soberania nacional e outras bobagens de gente que não tem que se preocupar em levantar às 4 da manhã pra ir trabalhar.

Lembrando que amanhã terei que levantar cedo, já que tenho boletos pra pagar, fiquem com o que foi postado durante a semana.

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O anatomista que viu um bolo onde nascem bebês

Se você pensava que nomear crianças já era complicado, imagine nomear órgãos humanos. No século XVI, o anatomista italiano Matteo Realdo Colombo enfrentou exatamente esse dilema ao se deparar com aquela massa carnuda e circular que conecta mãe e bebê durante a gravidez. E sabe o que ele viu? Um bolo. Literalmente. Não é que o homem estava com fome na hora do batismo científico; ele simplesmente decidiu que aquele órgão se parecia muito com uma placenta, o famoso bolo italiano feito de camadas de queijo e mel. Assim nasceu uma das palavras mais estranhas da medicina: placenta. Porque às vezes a Ciência é só uma questão de perspectiva gastronômica. Continuar lendo “O anatomista que viu um bolo onde nascem bebês”

A inusitada viagem transcontinental dentro de uma caixa

Você sabe, a Austrália é um grande deserto, com alguns poucos lugares habitados; mas, em 1964, a Austrália era bem pior, portanto, era preciso levar mais gente pra lá. Tenha isso em mente quando falamos de um dos períodos mais ambiciosos de sua história migratória. O programa “Populate or Perish” (“Povoar ou Perecer”), concebido pelo governo de Ben Chifley em 1945 e implementado pelo Primeiro-Ministro da Imigração, Arthur Calwell, transformou o país numa terra de promessas para mais de 1,5 milhão de britânicos no pós-guerra. Conhecidos como “Ten Pound Poms” – uma referência às dez libras que pagavam pela passagem subsidiada –, esses imigrantes formaram uma das maiores migrações planejadas da história moderna.

Entre eles estava Brian Robson, um galês de 19 anos de Cardiff, que havia embarcado no programa de imigração assistida com os olhos brilhando de expectativas. O problema foi encontrar a realidade australiana e, apesar da propaganda oficial que pintava a Austrália como uma terra de oportunidades infinitas, onde o sol brilhava eternamente e os empregos abundavam, não era bem assim. Nunca é bem assim nesse tipo de promessa. E daí, Brian resolveu voltar para casa… numa caixa num fedido compartimento de carga. Continuar lendo “A inusitada viagem transcontinental dentro de uma caixa”

Bebum idiota compartilha cerveja com elefante (e nem era cerveja decente)

Não há nada que impeça um bebum de fazer bebunices, não importa quais. Bastou o cara entornar algumas que fica em órbita e comete o melhor do pior da insânia. É sempre fascinante ver como a humanidade consegue equilibrar feitos extraordinários, como descobrir a penicilina e mandar o Homem à Lua, e ao mesmo tempo consegue demonstrações épicas de cretinice, tipo despejar cerveja goela abaixo de um elefante.

Hein? Pois é, um espanhol resolveu que o Jotalhão merecia curtir uns momentos de relax e uma happy hour paquidérmica e dividiu uma cervejinha com ele, para emputecimento dos conservacionistas.

Manguaçando ao passo do elefantinho, essa é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Bebum idiota compartilha cerveja com elefante (e nem era cerveja decente)”

As pontes que fizeram ratinhos andarem

Há momentos na ciência em que a realidade supera qualquer roteiro de ficção científica, e não é preciso nem invocar viagem no tempo ou aliens. Às vezes, basta uma impressora 3D, algumas células-tronco e uma pitada daquele otimismo científico que faz pesquisadores passarem madrugadas no laboratório. Na Universidade de Minnesota, esse impossível acaba de ganhar patas… literalmente. Ratos que tinham a medula espinhal completamente cortada voltaram a caminhar.

Os pesquisadores de Minnesota tiveram uma ideia fascinante: Se quando se tem um trecho de estrada separado por algum obstáculo natural, constrói-se uma ponte. Por que não imprimir uma ponte? E não qualquer ponte; uma inteligente, microscópica, que literalmente ensina células como crescer no lugar certo, como um GPS celular de alta precisão. Continuar lendo “As pontes que fizeram ratinhos andarem”

Morte chocante acompanhada de desfaçatez enterrada

A vida nos cantinhos de Nosso Senhor Hades é severa, às vezes chocante. Não melhor ou pior que isso temos a velha medicina tradicional (de qualquer nacionalidade), que é muito eficiente e salvou muita gente. 0,1% dos casos sobreviveram, mas é muita gente. Isso ficou comprovado por um certo rapaz de 28 anos que deu uma de Electro e tomou um choque daqueles, caindo duro. Por sorte, a família ajudou usando a velha Medicina Tradicional whatever.

Resultado: bem, eu preciso dizer?

Eletrizando os óbitos por meio da insânia popular, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Morte chocante acompanhada de desfaçatez enterrada”

O caso do Parasita Ninja

Está lá você, relaxando em uma lagoa qualquer, talvez pensando na vida ou na Conjectura de Fermat, quando de repente um invasor microscópico decide que sua pele seria um ótimo ponto de entrada para uma nova aventura. O normal seria você sentir uma coceira, uma dor, algum sinal de “ei, tem algo errado aqui”. Mas não. Você não sente absolutamente nada. Nem uma cócegazinha. É como se o invasor fosse um ninja da medicina, entrando silenciosamente pela janela enquanto você dorme.

Este é o mundo fascinante (e ligeiramente perturbador) do Schistosoma mansoni, o verme que descobriu como hackear seu sistema nervoso antes mesmo de Steve Jobs sonhar com o primeiro iPhone. Este pequeno canalha evolutivo não apenas invade sua pele, mas literalmente desliga seu alarme de dor para fazer isso sem ser notado. É como se a natureza tivesse criado o ladrão perfeito, completo com tecnologia de invisibilidade biológica. Continuar lendo “O caso do Parasita Ninja”

A história do homem que comeu plutônio

O cientista olha com curiosidade para a peça. É um tubo, na verdade, e em seu interior está uma substância raríssima, cara e em pequeníssima quantidade. Quantos milhares ou milhões de dólares aquilo valeria? ele não sabia dizer, mas barata, com certeza, ela não era. O homem sabia do poder das reações químicas, mas ele não sabia o que se sucedia dentro do tubo. O tempo corria e o homem leva o pequeno tubo perto do rosto, o que qualquer químico consciente jamais faria, mas a curiosidade venceu o cuidado e o pior que poderia acontecer com o tubo aconteceu: ele estourou, e com isso o homem sente o horrível sabor da morte sob a forma de uma substância que seria considerada letal.

O homem era Donald Mastick, e ele acabara de engolir uma amostra de plutônio. Continuar lendo “A história do homem que comeu plutônio”

Artigos da Semana 268

Agora tudo é IA e ChatGPT, com um bando de idiotas dando utilizações para o qual o Gepeto não foi desenvolvido. Claro, acaba dando ruim, para depois reclamarem da vida. Enquanto isso, no mundo divinamente planejado por um desenhista inteligente, o cara foi operar uma hérnia e descobriu ter um útero e um ovário mal-formados.

Pelo vosto, Deus usou ChatGPT no projeto, também.

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