Category Archives: Neurologia

Laugh Track – A Ciência da Trilha de Risada

O riso é uma expressão praticamente humana. Nos faz nos sentir bem e demonstramos com isso que estamos apreciando determinada situação. Por isso foram criadas as piadas, peças de comédia e isso evoluiu para programas de rádio e TV. O problema é que nem sempre as pessoas achavam engraçado, o que era ruim para programas ao vivo. Com isso foi inventado o laugh track ou trilha de risada. Aquele disco chato de gente rindo, de forma a lhe convencer que um esquete de algum programa de humor sem graça é engraçado. Pior que realmente ajuda a fazer você achar engraçado.

Mas como a laugh track começou? Por que começou? Bem, vamos ao vídeo, pois tem ciência e tecnologia por detrás disso.

Sobre André Carvalho

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Quem quer mais pseudociência no SUS? Ninguém? Toma pseudociência!

Desde manhã estão repassando a notícia que o Ministério da Saúde anunciou 10 novos procedimentos para o SUS, como bobagens da dar passe, digo, imposição das mãos entre outras bobagens. Eu nem sei por que as pessoas acharam isso algo digno de nota, já que ano passado o SUS liberou tratamentos eficazes como ayurveda, quiropraxia, ioga, shantala, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, reflexoterapia e reiki entre as práticas. E sim, claro que eu noticiei.

Eu nem vi novidade.

Sobre André Carvalho

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Linguagem inclusiva – inclusiva de verdade ou “Por que usar @ e X no final das palavras é idiotice”

Olá amiguinhos e amiguinhas! Quanto tempo!

Então, vocês devem lembrar que muito tempo atrás numa galáxia muito distante eu escrevi alguns textos sobre fala e escrita. Hoje eu queria retomar esse tema pra explicar o que é linguagem inclusiva e porque enfiar x/@/e em tudo NÃO é a solução.

Antes de tudo, vamos lembrar de uns fatos básicos que eu venho ressaltando nessa série de textos:

Sobre Bárbara Rocha

Quero ser linguista quando crescer.

Pesquisa estuda como medicamentos opioides agem para não dependermos mais de medicamentos opioides

Ninguém quer sentir dor. Nem eu, nem você, nem o House. Tem horas que a dor é tanta que só apelando para opióides, analgésicos pancadões da mesma família que o ópio, com o mesmo inconveniente também. E ficar viciadão em analgésico opiáceo não é tão incomum assim. Seria legal se pudéssemos ter um analgésico boladão sem deixar você chapado e muito menos viciado na bagaça, né? Bem, pesquisadores do Reino Unido e do Japão identificaram como o sistema natural de analgésicos do cérebro poderia ser usado como uma possível alternativa aos opióides.

Péra, como assim “sistema natural de analgésicos do cérebro”?

Sobre André Carvalho

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YouTuber Vegan morre do câncer que alegou ter sido curada pela dieta vegan

Eu parto do princípio que cada um segue o ritmo de vida que melhor lhe aprouver. O que eu sou contra é doutrinação retardada, como é o caso de religiosos de uma maneira geral, principalmente vegans. O modo insano desse pessoal acaba criando muitos problemas, a começar para si mesmos, como foi o caso da youtubeira que tinha (notem o tempo verbal) um cabal no Tubo mostrando como ela se curou do câncer com uma dieta vegan, além de ter se curado do homossexualismo.

Ela faleceu ontem, de câncer.

Sobre André Carvalho

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Máquinas podem ter consciência? A resposta não irá agradar a vocês

Eu estava vendo o último vídeo do Café e Ciência. O Café e Ciência é um canal de divulgação científica no YouTube, cujo mantenedor é tipo um misto de Raul Seixas e Neil deGrasse Tyson, sem as músicas chatas do primeiro e o paunocuzismo do segundo. No referido vídeo intitulado “Poderia as Máquinas obterem Consciência?” o Felipe discute… bem, ele não discute se as máquinas poderiam ter consciência. Ele comenta o que uma pesquisa em periódico classifica como sendo os diferentes níveis de consciência.

Mas máquinas podem ter consciência?

Versão curta: não se tem versão curta. Por quê? Porque a pergunta está errada. Vamos ao vídeo?

Sobre André Carvalho

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Por que algumas pessoas ficam brigões se meterem o focinho na cachaça?

Qual a diferença do cara que mete o pé na jaca e vira um pudim de cachaça, daqueles que fica estirado na sarjeta desmaiado e o Zé Machão que quer arrumar briga com todo mundo? Será que é tudo culpa da mardita? Foi o Cão que botou pra beber? Terá algo acontecendo na cabeça do miseráver que se acha mais macho que todo mundo e resolver quebrar todo e partir pra porrada? Bem, taí uma pergunta interessante; sendo assim, a melhor resposta seria examinar dentro da cachola do brigão com auxílio de ressonância magnética.

Sobre André Carvalho

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Tamanho e espessura fazem diferença, sim. Ao menos, no cérebro

Por definição, a epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos; em que, durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Em termos mais leigos, seu cérebro buga, as correntes elétricas e neuroquímicas começam a agir de forma mais esquisita do que quando a sua esposa viu o nome da Suellen no seu celular (sim, vai ter neurocientista querendo me pegar de porrada por esta comparação).

Vários fatores são causadores de epilesias (sim, tem mais de uma) e, agora, foi descoberto que ela também está associada a diferenças de espessura e volume na matéria cinzenta de várias regiões do cérebro.

Sobre André Carvalho

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Adolescente viciado em celular tem bioquímica cerebral zuada

Vício é um troço triste. As pessoas se viciam em todo tipo de coisa: álcool, tabaco, jogo, drogas e… celular. Sim, o celular pode ser um vício, pois seu uso dá sensação de prazer e satisfação. Claro, ter um celular não fará de você um viciado e um Ponto Frio da vida não é um traficante. Ter um celular não é ruim, usar celular demais é péssimo. Não, não tem essa desculpa de mostrar foto dos anos 40 com um monte de gente lendo jornal no bonde. Ninguém fica viciado lendo jornal, mas uso compulsivo é alarmante. Normalmente, os imbecis que compartilham a foto do pessoal lendo jornal não mostra que este mesmo pessoal não ficava com o focinho atochado no jornal 24h por dia, seja no almoço, jantar, na frente da TV em restaurantes etc.

Pesquisadores apresentaram recentemente uma pesquisa sobre o que acontece no cérebro de jovens com vício patológico de uso de celular.

Sobre André Carvalho

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O doloroso caso da família que não sente dores e corre riscos de se machucar

Imagine que você estivesse livre de dores. Nenhuma. Nenhumazinha sequer. Parece o som do paraíso, certo? Mas não é. Não sentir dores é um inferno. Você se machuca sem saber, podendo ter cortes profundos e se esvair em sangue. Pode ter algo muito errado, mas como não sente dor, só saberá tarde demais.

Tem até o caso de uma família inteira com uma mutação genética que inibe que eles sintam dores. O que podemos aprender com eles?

Sobre André Carvalho

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