Uma selfie perseverante

Há quem diga que Marte é um deserto morto e sem graça. Bom, aparentemente até deserto tem senso de humor, porque enquanto o rover Perseverance tentava fazer uma selfie decente para comemorar seus 1.500 dias marcianos (ou sols) de passeio pela Cratera Jezero, um pequeno vórtice de poeira resolveu fazer uma aparição especial; sim, um legítimo Saci Espacial no fundo da foto.

O Universo pode ser cruel, mas tem timing. Continuar lendo “Uma selfie perseverante”

O mistério magnético da Lua

Desde que as primeiras missões espaciais começaram a explorar a Lua, cientistas se depararam com um enigma intrigante: algumas rochas lunares apresentam um magnetismo surpreendentemente forte, apesar de o satélite não possuir um campo magnético global ativo. Agora, pesquisadores do MIT podem ter encontrado uma explicação para esse fenômeno. Continuar lendo “O mistério magnético da Lua”

O mistério de Maiden Castle: a batalha que nunca aconteceu

Durante quase um século, a narrativa era clara: em algum momento sangrento do passado, guerreiros britânicos lutaram bravamente — e em vão — contra as legiões romanas que invadiam a ilha. Seus corpos, encontrados em um antigo cemitério em Maiden Castle, no sul da Inglaterra, teriam sido vítimas de uma batalha épica. Mas e se essa história não for exatamente verdadeira?

Uma nova pesquisa conduzida por arqueólogos da Bournemouth University lançou luz sobre esse episódio lendário e revelou algo surpreendente: os mortos de Maiden Castle não caíram em um único confronto dramático contra os romanos, mas sim ao longo de várias décadas, vítimas de uma série de conflitos internos. Continuar lendo “O mistério de Maiden Castle: a batalha que nunca aconteceu”

O monstro marinho que respirava pelo rabo tinha 3 olhos e não era australiano

Normalmente, todo tipo de coisa esquisita, maníaca, assassina e prestes a nos matar vem da Austrália, só que a mais recente esquisitice vem do Burgess Shale, no Canadá, onde pesquisadores identificaram um predador marinho de 506 milhões de anos com características nunca antes vistas. A… coisa é tão bizarra que recebeu até um nome em homenagem a Mothra, o insetão kaiju que enfrentou o Godzilla. No caso, esse ser das profundezas também é um artrópode, mas não um inseto.

Continua sendo feio a dar com pau.

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Equívocos comuns sobre castelos medievais

Quando você pensa em um castelo medieval, o que vem à sua mente? Torres imponentes, cavaleiros com armaduras brilhantes, salões escuros iluminados por tochas e espadas cruzadas nas paredes? Essa imagem é irresistível… e mentirosa

A verdade sobre os castelos medievais é muito mais diversa, surpreendente e, em muitos casos, bem diferente do que o cinema, os livros e as séries nos fizeram acreditar. Eu sou André e farei o favor de acabar com seus sonhos de infância mostrando que tudo o que você acha que sabe sobre castelos é mentira.

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Quando a Grã-Bretanha da Idade do Bronze comercializava com o Mediterrâneo

O estanho era o mineral essencial do mundo antigo. Era essencial fundi-lo com o cobre para produzir o bronze, que por muitos séculos foi o metal preferido para ferramentas e armas. No entanto, as fontes de estanho são muito escassas – especialmente para as cidades e estados da Idade do Bronze, em rápido crescimento, ao redor do Mediterrâneo Oriental.

Embora grandes depósitos de estanho sejam encontrados na Europa Ocidental e Central e na Ásia Central, os minérios de estanho mais ricos e acessíveis encontram-se, de longe, na Cornualha e em Devon, no sudoeste da Grã-Bretanha. No entanto, tem sido difícil comprovar que esses depósitos britânicos tenham sido usados ​​como fonte para os povos do Mediterrâneo Oriental. Assim, por mais de dois séculos, os arqueólogos têm debatido sobre onde as sociedades da Idade do Bronze obtinham seu estanho. Continuar lendo “Quando a Grã-Bretanha da Idade do Bronze comercializava com o Mediterrâneo”

Artigos da Semana 253

Mais um feriadão pra conta. Tenho até medo de ter gasto todos os feriados, mas chequei o calendário e vamos para outro mês que vem. Excelente! Como sempre sou um cara legal, deixei alguns artigos prontos para vocês não sentirem saudades de mim.

Ah, bem, eis os artigos da semana:

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O Atacama testemunha a Eternidade

No coração árido do deserto de Atacama, onde o tempo parece suspenso e a vastidão sussurra segredos ancestrais ao vento, repousam os olhos mais poderosos da Humanidade voltados para o Cosmos. O Observatório Europeu do Sul (ESO) estabeleceu ali seus três bastiões do conhecimento astronômico, sentinelas solitárias entre montanhas de silêncio e areia. Continuar lendo “O Atacama testemunha a Eternidade”

Uturuncu: o vulcão zumbi

Vulcão é algo lindo, majestoso e incrível, de preferência quando ele está inativo e você está a milhares de quilômetros dele. Agora, imagine um vulcão que não entra em erupção há 250 mil anos, mas ainda assim apresenta sinais de atividade, como terremotos e emissões de gases. Não, não é algo legal, mas eu estou a milhares de quilômetros dele. Ainda bem.

O vulcão que estou falando é o Uturuncu, que além de estar localizado na Bolívia, vai servir de muita piadinha por aí. Este fofinho foi apelidado de “vulcão zumbi” por sua inquietante persistência. Mas será que ele está prestes a despertar? Continuar lendo “Uturuncu: o vulcão zumbi”

O Formigão Infernal do Passado é a formiga mais antiga já encontrada

Há muito, muito tempo, criaturas esquisitas, bizarras e completamente estranhas caminhavam sobre a terra, mas isso é praticamente o que acontece em toda eleição presidencial. O que estou falando hoje é sobre algo ocorrido há 113 milhões de anos, quando o Brasil já era o país do futuro e um predador minúsculo tocava o terror: a formiga-do-inferno (Vulcanidris cratensis).

Recentemente, pesquisadores encontraram um fóssil dessa espécie no nordeste do Brasil, tornando-se o registro mais antigo de uma formiga já descoberto, tendo muito bem conhecido o Sarney e o Antônio Carlos Magalhães. Continuar lendo “O Formigão Infernal do Passado é a formiga mais antiga já encontrada”