Encontrado tataravô peruano do Zé Jacaré

O deserto de Ocucaje, no Peru, é um lugar fascinante. Esse deserto era um lugar de encontro de criaturas marinhas extraordinárias: baleias que caminhavam, golfinhos com rosto de morsa, tubarões com dentes do tamanho de um rosto humano, pinguins de penas vermelhas, preguiças aquáticas. Ocucaje guarda segredos de um tempo em que não era uma imensa paisagem árida, mas sim um ambiente exuberante, quente e úmido, repleto de vida. E foi nesse cenário, há cerca de 10 milhões de anos, que um jovem crocodilo deslizou por rios em busca de peixes, um predador eficiente e adaptado à vida aquática; mas a tragédia se abateu sobre ele e nosso amigo réptil nunca mais voltou.

Agora, o fóssil desse nosso amigo rastejante emergiu das areias desérticas, oferecendo um vislumbre fascinante sobre um passado do Peru! Continuar lendo “Encontrado tataravô peruano do Zé Jacaré”

Os tornados magnéticos de Júpiter

Júpiter, além de ser um planeta grandão que te deixa sem chão, sempre tem uma surpresa ou outra por ser enorme e… coisas muito estranhas acontecem lá, e eu não estou falando (dessa vez) daquela imensa tempestade muitas vezes maior que a Terra. Agora ele tem também tempestades magnéticas! Continuar lendo “Os tornados magnéticos de Júpiter”

A majestade pétrea de Persépolis

Pelas areias do tempo, e do cáustico que ilumina a História, poucos lugares evocam grandeza como a Pérsia. Em seus domínios estava Persépolis, um nome que ecoa através dos séculos, erguida como a majestosa capital do Império Persa Aquemênida em 518 A.E.C. por Dario I, um visionário que sonhou grande e construiu ainda maior, cuja ruína foi ter enfrentado Alexandre da Macedônia. Feche seus olhos e imagine-se caminhando por suas colunas imponentes e salões adornados, onde a história se entrelaça com a lenda, o lugar onde o passado resplandece, onde cada pedra conta uma história de poder, arte e civilização.

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Os Horrores da Ilha da Morte

O sol se levanta e lança a sua causticante luz dourada por sobre a ilha. Seria mais um dia lindo e brilhante em qualquer ilha, mas não aquela. Ali não é um lugar comum, pois, há segredos escondidos em cada canto, embaixo de cada pedra, em cada reentrância, onde o mal parece espreitar, sussurrando coisas horrendas e inaudíveis, em que você apenas sente um horror crescente sem saber o motivo, embora o inconsciente berre aos seus ouvidos que o seu lugar não é ali. O ar é pesado, a respiração é cada vez mais difícil e se você tivesse permissão de estar ali, não faria uso dessa permissão por muito tempo, pois, com certeza, sairia dali correndo, com o bom senso comandando suas ações, mesmo que a parte consciente indague o porquê desta sensação.

Existem lugares sinistros, tão sinistros que fariam Stephen King ter pesadelos. Alguns lugares, há muito abandonados, parecem transpirar o mal em cada canto. Um desses lugares é uma ilha isolada na Lagoa de Veneza: a Ilha Poveglia. Continuar lendo “Os Horrores da Ilha da Morte”

A história do fogo na Tasmânia é bem mais antiga do que se pensa

Imagine um mundo onde as florestas são moldadas pelo fogo, não como uma força destrutiva, mas como uma ferramenta que não só mudou a História da Humanidade, como efetivamente criou a humanidade. As primeiras migrações humanas da África para a parte sul do globo estavam bem encaminhadas durante a primeira parte da última Era Glacial – os humanos chegaram ao norte da Austrália há cerca de 65.000 anos, fundando as primeiras comunidades Palawa/Pakana finalmente chegaram à Tasmânia (conhecida pelo povo Palawa como Lutruwita), e lá se estabeleceram.

Agora, uma pesquisa revelou que essas práticas de manejo da terra foram realizadas muito antes do que se pensava. Continuar lendo “A história do fogo na Tasmânia é bem mais antiga do que se pensa”

Artigos da Semana 231

Entre cidades, ouro, políticos agindo feito políticos e gado de políticos agindo feito gado de políticos, a semana foi bem diversa. Soubemos do lugar mais ao Sul onde foi encontrado âmbar de árvores, que Júpiter não tem chão e, por fim, o legado do grande Carl Sagan.

Semaninha interessante essa.

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O legado científico de Carl Sagan se estende muito além de “Cosmos”

Em 9 de novembro de 2024, o mundo marcará o 90º aniversário de Carl Sagan – mas infelizmente sem Sagan, que morreu em 1996 aos 62 anos.

A maioria das pessoas se lembra dele como o co-criador e apresentador da série de televisão “Cosmos” de 1980, assistida no mundo todo por centenas de milhões de pessoas. Outros leram “Contato”, seu romance de ficção científica best-seller, ou “Os Dragões do Éden”, seu livro de não ficção vencedor do Prêmio Pulitzer. Milhões de outros o viram popularizar a Astronomia no “The Tonight Show”. Continuar lendo “O legado científico de Carl Sagan se estende muito além de “Cosmos””

O âmbar mais lá pra baixo que se pode encontrar

O âmbar é uma resina fóssil que se forma a partir da resina de árvores antigas, principalmente coníferas como os pinheiros, que viveram há milhões de anos. Quando essas árvores sofriam lesões, como cortes ou picadas de insetos, elas liberavam resina para se proteger contra infecções e danos. Com o tempo, essa resina endurecia ao entrar em contato com o ar e, ao ser enterrada em sedimentos, passava por um processo de polimerização e fossilização. Esse processo transformava a resina em um material duro e vítreo conhecido como âmbar.

Há aproximadamente 90 milhões de anos, as condições climáticas na Antártida eram adequadas para árvores produtoras de resina. Em um recente estudo, um time de pesquisadores descreve uma descoberta de amostras de âmbar; mas não é qualquer âmbar. É simplesmente a amostra de âmbar mais meridional (sul, gente. Mais ao sul) no mundo. Continuar lendo “O âmbar mais lá pra baixo que se pode encontrar”

O planeta que te deixa sem chão

Eu gosto de alguns conceitos são totalmente estranhos para nós. Por exemplo, você fica em pé aqui na Terra, anda de um lado para o outro, pega carro, ônibus e metrô. Legal, né? Você jamais poderia fazer isso em Júpiter, pois o Planetão Gigantão não tem chão. Não, nenhuma superfície. Não há nada para andar e nenhum lugar para pousar uma nave espacial.

Mas como pode ser isso? Se Júpiter não tem superfície, o que ele tem? Como pode se manter unido? Pode parecer absurdo, mas é isso mesmo. É um dos conceitos que mais vai de encontro ao nosso senso comum: Júpiter é um mundo sem superfície, o que é realmente difícil de entender. Continuar lendo “O planeta que te deixa sem chão”

Cadê o ouro?

Eu fiquei pensando outro deia sobre o ouro. Todo mundo gosta de ouro, e isso não é de agora. O ouro tem sido valorizado pelos humanos desde os tempos pré-históricos. Evidências arqueológicas sugerem que os humanos estavam minerando ouro já em 4000 A.E.C., com alguns dos primeiros artefatos de ouro conhecidos datando da antiga Mesopotâmia. Somando tudo o que foi minerado até hoje, o montante de ouro estaria na casa das 244.000 toneladas métricas, aproximadamente. Com esse montante, poderíamos construir um cubo 23,21 metros de aresta, o que seria quase um prédio de 8 andares.

A grande pergunta que fica: onde está este ouro todo?

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