O legado científico de Carl Sagan se estende muito além de “Cosmos”

Em 9 de novembro de 2024, o mundo marcará o 90º aniversário de Carl Sagan – mas infelizmente sem Sagan, que morreu em 1996 aos 62 anos.

A maioria das pessoas se lembra dele como o co-criador e apresentador da série de televisão “Cosmos” de 1980, assistida no mundo todo por centenas de milhões de pessoas. Outros leram “Contato”, seu romance de ficção científica best-seller, ou “Os Dragões do Éden”, seu livro de não ficção vencedor do Prêmio Pulitzer. Milhões de outros o viram popularizar a Astronomia no “The Tonight Show”. Continuar lendo “O legado científico de Carl Sagan se estende muito além de “Cosmos””

O âmbar mais lá pra baixo que se pode encontrar

O âmbar é uma resina fóssil que se forma a partir da resina de árvores antigas, principalmente coníferas como os pinheiros, que viveram há milhões de anos. Quando essas árvores sofriam lesões, como cortes ou picadas de insetos, elas liberavam resina para se proteger contra infecções e danos. Com o tempo, essa resina endurecia ao entrar em contato com o ar e, ao ser enterrada em sedimentos, passava por um processo de polimerização e fossilização. Esse processo transformava a resina em um material duro e vítreo conhecido como âmbar.

Há aproximadamente 90 milhões de anos, as condições climáticas na Antártida eram adequadas para árvores produtoras de resina. Em um recente estudo, um time de pesquisadores descreve uma descoberta de amostras de âmbar; mas não é qualquer âmbar. É simplesmente a amostra de âmbar mais meridional (sul, gente. Mais ao sul) no mundo. Continuar lendo “O âmbar mais lá pra baixo que se pode encontrar”

O planeta que te deixa sem chão

Eu gosto de alguns conceitos são totalmente estranhos para nós. Por exemplo, você fica em pé aqui na Terra, anda de um lado para o outro, pega carro, ônibus e metrô. Legal, né? Você jamais poderia fazer isso em Júpiter, pois o Planetão Gigantão não tem chão. Não, nenhuma superfície. Não há nada para andar e nenhum lugar para pousar uma nave espacial.

Mas como pode ser isso? Se Júpiter não tem superfície, o que ele tem? Como pode se manter unido? Pode parecer absurdo, mas é isso mesmo. É um dos conceitos que mais vai de encontro ao nosso senso comum: Júpiter é um mundo sem superfície, o que é realmente difícil de entender. Continuar lendo “O planeta que te deixa sem chão”

Artigos da Semana 229

Ontem foi feriado. Nada mais inútil que um feriado no fim de semana… ok, talvez, não, porque temos pessoas que trabalham nos fim de semana. Reconheço, feriado é sempre bem-vindo. Foi dia de finados, mas não choveu aqui e… bem, cansei do enche-linguiça. Vejam o que foi postado na semana.

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Lunar Trailblazer: desvendando o mistério da água na Lua

Água é muito importante, mas não só para se ter vida; ela ajuda a entender a formação do próprio Sistema Solar. Tomemos como exemplo a Lua; sim, a Lua! A Lua seria um lugar legal para achar água. Ela parece ser um pedregulhão estéril, quase hostil à vida como a conhecemos (ok, é isso, mesmo que ela é); no entanto, a água presente em Jaci pode nos dar muitas respostas para perguntas. Como? Sim, isso, mesmo! Tem água lá.

Então, quem poderá nos ajudar com isso? Bem, ano que vem a missão Lunar Trailblazer da NASA começará a orbitar a Lua para revelar toda a história por trás da água que tem no nosso satélite natural. Continuar lendo “Lunar Trailblazer: desvendando o mistério da água na Lua”

O poder atômico num relógio

Contar o tempo é uma necessidade desde o antes da Antiguidade. Quando mais preciso o conhecimento de saber o tempo, melhor, embora a precisão era usar um calendário, e os relógios foram criados para contar o tempo em intervalos mais curtos que 40 dias. Sempre era necessário formas de contar o tempo com maior precisão.

Os relógios atômicos são a prova de que a busca pela precisão nunca para. Desde que a humanidade começou a medir o tempo, passamos de rudimentares relógios solares para sistemas incrivelmente avançados. Em 1949, essa jornada deu um salto gigantesco quando Harold Lyons, do National Bureau of Standards, apresentou o primeiro relógio atômico. Continuar lendo “O poder atômico num relógio”

O Coliseu: um monumento de grandeza e História

Você é um romano entediado. Por que não se divertir um pouco se dirigindo a um anfiteatro para ter um momento de lazer enquanto batalhas, lutas, guerras e jogos são apresentados para o deleite? Ao chegar perto, você o vê: o Anfiteatro Flaviano, erguendo-se majestoso. Construído entre 70 e 80 E.C. sob os imperadores Vespasiano e Tito, este colossal anfiteatro foi palco de espetáculos grandiosos, desde combates de gladiadores até batalhas navais simuladas. Com capacidade para até 80.000 espectadores, o estupendo anfiteatro ficou conhecido pelo seu apelido, que bem retrata a sua opulência: o Coliseu, o coração pulsante do entretenimento romano, refletindo o poder e a engenhosidade do Império Romano. Continuar lendo “O Coliseu: um monumento de grandeza e História”

O asteroide jardineiro

Imagine um pedregulhão do mal do tamanho de quatro vezes o Monte Everest colidindo com a Terra. Ok, você já viu vários filmes sobre isso e sempre dá ruim. Obviamente, se você for tipo a Maria Porcão, você ia emendar logo como isso seria bom para você. Sim, pior que até pode ser bom. No caso de hoje veremos como o impacto do meteorito S2, não só moldou a superfície do nosso planeta, mas também desempenhou um papel crucial na evolução da vida: ele praticamente serviu de um enorme, gigantesco, cataclísmico jardineiro. Continuar lendo “O asteroide jardineiro”

Artigos da Semana 227

Chove lá fora e aqui,
tá tanto frio
Me dá vontade de saber
Aonde está você,
Me telefona!
Me chama, me chama, me chama!

“Péra, você colocou música do Lobão de 1984, tendo 40 anos?”

Sim. Por quê? Porque eu quis. Vamos ver agora o que eu postei durante a semana. Não tenho que dar satisfação.

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Elementos-traço zoando com ecossistemas marinhos

Estamos acostumados a ouvir todos os dias que as mudanças climáticas vão ferrar a vida vida das pessoas, aumentando temperaturas, mudando o clima e fazendo com que seu chefe sempre chegue perto de você quando estiver dormindo no trabalho. Bem, além disso tudo, mudanças climáticas também afetam a química dos oceanos de maneiras que muitas vezes passam despercebidas, moldando o planeta da pior maneira possível.

Um dos aspectos menos discutidos, mas igualmente cruciais, é como essas mudanças afetam os elementos-traço nos ecossistemas marinhos costeiros. Esses elementos, que incluem tanto nutrientes essenciais quanto contaminantes tóxicos, desempenham um papel vital na saúde dos oceanos e, por extensão, na nossa própria saúde. Quem poderá nos proteger? Continuar lendo “Elementos-traço zoando com ecossistemas marinhos”