Ponte estilo videogame inaugurada. Onde? Índia, é claro!

Se você achava que engenharia civil era sinônimo de precisão, cálculos milimétricos e pontes que levam você de A até B sem sustos… então, bem-vindo à Índia, onde alguém olhou pra um mapa, traçou um L maiúsculo no meio da estrada e disse: ‘Perfeito, isso vai ficar ótimo!’

Senhoras e senhores, preparem-se para a ponte que virou labirinto, rampa de skate ou, com o perdão da referência inevitável, a nova fase do Pac-Man rodoviário. A ponte de US$ 2,3 milhões tem uma curva de 90 graus, mais adrenalina e menos noção! Continuar lendo “Ponte estilo videogame inaugurada. Onde? Índia, é claro!”

Quando um fazendeiro Norueguês tropeçou na Netflix da Era Viking

Imagine a cena: é agosto de 1904, você é um fazendeiro norueguês cavoucando o próprio quintal porque… sei lá. Parece que isso é comum por lá. Cartas para a Redação. Bem, o cara lá fuçando o quintal bate a enxada em algo que claramente não era raiz teimosa, nem pedra, nem papel ou tesoura. Era madeira! Madeira muito, muito antiga. Knut Rom, nosso protagonista involuntário desta história, provavelmente teve o mesmo sentimento de quem encontra uma pasta perdida no computador e descobre que ela contém todos os memes raros dos últimos dez anos. Só que, no caso dele, a pasta continha mil anos de história viking condensados em 22 metros de carvalho esculpido que faria qualquer cenógrafo de Game of Thrones ter um ataque de inveja.

Rom havia acabado de descobrir o navio de Oseberg. Continuar lendo “Quando um fazendeiro Norueguês tropeçou na Netflix da Era Viking”

Artigos da Semana 261

O arranca-rabo do Oriente Médio voltou à sua normalidade (gente se matando, mas não com bombas que atingem subsolos), então, é notícia passada e sem graça.Eu nem mesmo sei o que comentar mais. Vamos logo pro que foi postado durante a semana.

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Artigos da Semana 260

Enquanto vocês estavam aí dando F5 em tudo que é rede social, site de notícias e contatos no Uatzup para saber do arranca-rabo no Oriente Médio (tem vários, escolham o que melhor lhes aprouver) eu estava curtindo meu feriadão. Ainda bem que tem vocês, que não se importam com essas coisas, e preferem dar atenção a inutilidades do outro lado do mundo que não lhes afeta em nada. Obrigado. Assim, os preços de tudo ficam mais baixos por causa da procura reduzida.

Aproveitem e leiam o que foi postado automaticamente durante a semana.

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Físicos finalmente fazem algo de útil e criam um violino em nanoescala

Você já deve ter ouvido a expressão “toca o menor violino do mundo pra isso”, geralmente acompanhada daquele gesto debochado com os dedos como se alguém estivesse tocando um instrumento microscópico em resposta a uma reclamação dramática demais. Pois bem. A ciência britânica levou isso ao pé da letra, e ao nível nanométrico. Literalmente.

Enquanto químicos (com eles a oração e a paz) salvam o mundo que eles ajudaram a construir (e outros fizeram umas cagadas), um grupo de físicos, que quando não estão fazendo contras criam umas coisas esquisitas, construiu o que eles acreditam ser o menor violino do mundo. Deve servir para algo, como oferecer para os chorões de rede social. Continuar lendo “Físicos finalmente fazem algo de útil e criam um violino em nanoescala”

Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida


à meia-noite eu vou aquecer o seu planeta!

Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que havia uma espécie de cofre subterrâneo onde o carbono antigo dormia em paz, intocado há milênios. Um descanso digno, protegido por camadas de solo, rochas e otimismo geológico. Mas acontece que esse carbono resolveu acordar, bocejar e, de forma nada discreta, dar um pulinho nos rios — e, de lá, voltar direto para a atmosfera em forma de CO₂. Sim, senhoras e senhores, o passado voltou. E está no ar.

Um estudo mostrou que mais da metade do carbono que os rios liberam na atmosfera não é material orgânico fresquinho, recém-chegado da decomposição de folhinhas caídas, como se imaginava. Não. É carbono velho. Muito velho. Tipo aposentado há milênios, do tipo que veio de camadas profundas do solo ou de rochas que vêm sendo intemperizadas desde quando mamutes ainda estavam de pé. Continuar lendo “Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida”

O lado escuro da corrupção à luz do Sol

Se tem uma coisa que o marketing ambiental adora vender, é a imagem da energia solar como a heroína da transição energética. Painéis reluzentes, telhados ecológicos, raios de sol convertidos em eletricidade limpa e consciência tranquila. Tudo muito bonito. Mas, como toda boa história americana, essa também tem seu escândalo, e temos tudo aquilo que você possa imaginar: dinheiro público, ganância privada e gente demais querendo salvar o planeta com a outra mão enfiada no bolso do contribuinte. E sexo, claro!

Nos EUA, a energia solar está crescendo como fermento em massa. A Califórnia, em particular, virou o carro-chefe dessa expansão. Incentivos generosos, metas ambiciosas de descarbonização e uma população com culpa ambiental suficiente para investir em telhados solares e carros elétricos fizeram do estado um laboratório verde a céu aberto. Mas um estudo recente resolveu olhar para além dos watts gerados e da atmosfera agradecida, e encontrou algo menos resplandecente: corrupção sistêmica no mercado solar californiano. Continuar lendo “O lado escuro da corrupção à luz do Sol”

O estranho e fascinante mistério do Bromeswell Bucket

Há coisas que a gente encontra no fundo do armário e pensa: “Ah, isso era pra guardar biscoito”. E há coisas que os arqueólogos encontram enterradas há 1.500 anos e pensam: “Ah, isso era pra guardar… sei lá, restos humanos incinerados?” É, pois é. Nem tudo envelhece com dignidade.

Arqueólogos finalmente encontraram a base do lendário balde de Bromeswell, um artefato bizantino que já vinha aparecendo aos poucos em escavações anteriores, como um quebra-cabeça macabro em câmera lenta. Agora, com a parte de baixo em mãos, a equipe pôde analisar o objeto com todos os brinquedinhos modernos da ciência: tomografias computadorizadas, raios-X e outras técnicas que permitem ver o interior sem abrir nada, como um médico medieval jamais sonharia em fazer, já que não é tão divertido para eles os métodos modernos que eles sequer conheceram).

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A jornada moderna pelas desafiadoras rotas vikings

O inclemente vento açoita ferozmente as velas de linho rústico, enquanto o rangido das madeiras ancestrais se curvam e protestam contra o turbulento mar. O céu nublado é refletido nas águas frias da Noruega e se põe contra o bravo guerreiro que não sente medo, e a vontade de vencer desafia Njörd, o deus do mar. A bordo de um pequeno barco, sem tecnologias que  vikings desconheciam, como um GPS, sem motor, sem nem ao menos um café quente, o homem conta com toda a sua coragem, sua vela… e, com sorte, o bom humor de Thor antes que ele decida testar seus trovões. Continuar lendo “A jornada moderna pelas desafiadoras rotas vikings”

Uma selfie perseverante

Há quem diga que Marte é um deserto morto e sem graça. Bom, aparentemente até deserto tem senso de humor, porque enquanto o rover Perseverance tentava fazer uma selfie decente para comemorar seus 1.500 dias marcianos (ou sols) de passeio pela Cratera Jezero, um pequeno vórtice de poeira resolveu fazer uma aparição especial; sim, um legítimo Saci Espacial no fundo da foto.

O Universo pode ser cruel, mas tem timing. Continuar lendo “Uma selfie perseverante”