Quando a IA buscou, localizou e encontrou espermatozoides escondidos

Imagine procurar por uma única pessoa específica em todas as praias do mundo, sem saber em qual continente ela está, se é que está em algum lugar. Agora imagine que essa pessoa seja invisível na maior parte do tempo. Bem-vindos ao universo da azoospermia, onde a natureza decide brincar de esconde-esconde com espermatozoides, e onde um casal acabou de quebrar o recorde mundial de persistência reprodutiva: 18 anos tentando engravidar. Dezoito. Anos. Para colocar isso em perspectiva, quando eles começaram a tentar, o iPod ainda era novidade e Mark Zuckerberg ainda era apenas um universitário desajeitado em Harvard.

Mas esta não é uma história sobre desistência. É sobre como a inteligência artificial acabou de se tornar a melhor parteira do século XXI, transformando o que parecia uma missão impossível em uma gravidez real, com bebê previsto para dezembro. E não, não estamos falando de ficção científica; estamos falando de uma revolução silenciosa que está acontecendo bem debaixo dos nossos narizes, ou melhor, bem debaixo dos microscópios. Continuar lendo “Quando a IA buscou, localizou e encontrou espermatozoides escondidos”

Ciência comprova indica: corpo cheio de microplásticos é um saco!

A gente já sabia que o plástico estava em todo lugar. No oceano, no ar, no sal de cozinha, no peixe que comemos, no pulmão, no sangue, no fígado, no cérebro… e agora, como se não bastasse, ele resolveu invadir os bastidores mais íntimos da existência humana: lá, onde tudo começa e tudo se resolve.

Sim, pois, é. Os safadinhos microplásticos estão agora oficialmente na terra prometida da fertilidade: esperma e ovários. Agora, o termo “saco plástico” ganha outras conotações. Continuar lendo “Ciência comprova indica: corpo cheio de microplásticos é um saco!”

Tá com barriguinha de marquise? Culpe as células tronco e não seu chopp

Com o passar dos anos, muitas mudanças acontecem no corpo humano, e normalmente não são pra melhor. Algumas dessas mudanças são bem visíveis, outras quase imperceptíveis, mas todas impactantes. Não é só uma questão de coisas diminuindo, j´[a que algumas coisas aumentam, e aumentam muito: sua pança.

Não temais! Agora você tem a desculpa perfeita, meu caro rolha de poço! Continuar lendo “Tá com barriguinha de marquise? Culpe as células tronco e não seu chopp”

Esqueleto de gladiador defunto mostra que ele teve um fim desagradável

Por séculos, os espetáculos de gladiadores na Roma Antiga foram retratados em pinturas, esculturas e relatos históricos. Mas agora, uma descoberta arqueológica impressionante trouxe evidências físicas concretas de um combate entre um gladiador e um leão. Pesquisadores da Universidade de York encontraram marcas de mordida em um esqueleto descoberto em um cemitério romano na cidade de York (a Velha. Não a Nova, do outro lado da lagoa), confirmando que esses guerreiros enfrentavam feras em batalhas brutais. Continuar lendo “Esqueleto de gladiador defunto mostra que ele teve um fim desagradável”

Quando o Sol quase fritou a Terra, mas o Homo sapiens lembrou do Pedro Bial

A vida na Terra era difícil. Eles só não tinham o problema de comprar café e bandeja de ovos, mas de resto estava tudo péssimo. Há cerca de 41 mil anos, o planeta passou por uma espécie de “bug cósmico’: os polos magnéticos da Terra começaram a trocar de lugar, num evento conhecido como excursão de Laschamps. Não chegou a ser uma reversão completa, mas foi o suficiente para zoar com o campo magnético, que por sinal é a nossa principal proteção contra a radiação cósmica, a vinda do Galactus e a sua esposa descobrir que você ainda está de papo com a ex.

Durante o evento, a Terra ficou com um escudo magnético equivalente a cerca de 10% do que temos hoje. Resultado: partículas solares e cósmicas passaram a bombardear o planeta com força total, criando auroras boreais que podiam ser vistas até no norte da África, um espetáculo de luzes mortal. Quase fritando todo mundo. Então, num vislumbre do que seria mensagenzinha motivacional vinda pelo email, os H. sapiens passaram a usar filtro solar. Continuar lendo “Quando o Sol quase fritou a Terra, mas o Homo sapiens lembrou do Pedro Bial”

Grandes Nomes da Ciência: James Harrisson

Os médicos não têm tempo a perder. Dois mil anos de Ciência Médica estão girando com velocidade absurda, pois, é uma questão que minutos farão a diferença contra 3 bilhões de anos de Evolução Biológica. O ponteiro caminha inexorável, uma enfermeira corre pelo corredor levando um pacote. Aquele simples pacote será a diferença entre vida e morte, júbilo e desespero, triunfo e derrota. O passo se acelera, a enfermeira não pode esmorecer. Ela entra no centro cirúrgico e a magia da vida se mantém, e lutando contra o inimigo invisível, os médicos fazem aquilo para o qual foram treinados a fazer: olhar fundo nos olhos do único deus que existe, que é Morte, e dizer “Hoje, não”.

Aquele pacote era uma bolsa de sangue. O sangue de James Harrisson. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: James Harrisson”

Como nosso cérebro está virando o do Demolidor

Você já se perguntou como algumas pessoas conseguem se divertir em montanhas-russas enquanto outras tremem só de pensar nelas? O Chiun ensinou que você sente fome, sente sede e sente medo, mas o medo não pode feri-lo, o que fica bom como filosofia de boteco, mas na hora do vâmu vê, aí que são elas. Ok, beleza, mas por que sentimos medo? Como nosso cérebro aprendeu o que é o medo? Bem, uma pesquisa parece que desvendou como aprendemos a superar nossos medos instintivos. Continuar lendo “Como nosso cérebro está virando o do Demolidor”

Os olhos azuis de 17 mil anos

Em uma caverna esquecida pelo tempo, escondida nas profundezas da costa sudoeste da Itália, repousa um segredo que remonta a 17.000 anos. Um cenário digno de um filme de aventura. Ali, alguém há muito morto e enterrado tem uma história para nos contar. Esta história chegou à luz do dia em 1998, mas só agora entendemos o que significa.

Uma história de brilhantes olhos azuis.

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A plastisfera da Antártida

Por Pere Monràs i Riera e Elisenda Ballesté

A Antártica, o continente mais remoto, inóspito e intocado do mundo, não está livre da poluição marinha. Onde a atividade humana vai, os detritos plásticos inevitavelmente a seguem.

O que os primeiros exploradores dessa região selvagem gelada poderiam pensar hoje, ao descobrir um continente transformado por atividades pesqueiras permanentes, estações de pesquisa, presença militar, turismo e todos os seus impactos ambientais? Entre eles, destaca-se a poluição plástica, que criou um novo nicho ecológico único no oceano. Continuar lendo “A plastisfera da Antártida”

O legado científico de Carl Sagan se estende muito além de “Cosmos”

Em 9 de novembro de 2024, o mundo marcará o 90º aniversário de Carl Sagan – mas infelizmente sem Sagan, que morreu em 1996 aos 62 anos.

A maioria das pessoas se lembra dele como o co-criador e apresentador da série de televisão “Cosmos” de 1980, assistida no mundo todo por centenas de milhões de pessoas. Outros leram “Contato”, seu romance de ficção científica best-seller, ou “Os Dragões do Éden”, seu livro de não ficção vencedor do Prêmio Pulitzer. Milhões de outros o viram popularizar a Astronomia no “The Tonight Show”. Continuar lendo “O legado científico de Carl Sagan se estende muito além de “Cosmos””