A cena é um jantar de família. O menino olha desanimado para o prato e reclama:
– Mamãe, eu não gosto do meu irmãozinho.
– Tá bom, filhinho. Então come só as batatinhas.
Eu sei que é um truque barato começar uma coluna com essa piada jurássica. Mas, se você já deu pelo menos uma risadinha ao ouvi-la, então sacou o que a faz engraçada e ao menos ligeiramente subversiva. Afinal, pessoas que fazem jus ao nome de gente não se sentam à mesa para comer carne humana, muito menos transformam um dos próprios filhos em filé mignon. O absurdo da situação é óbvio. Certo? Hein? Continuar lendo “Família canibal”

Partes de uma enorme e muito bem esculpida estátua do imperador romano
Arqueólogos gregos esperam descobrir na ilha deserta de Failaka, administrada pelo governo do Kuwait, mais segredos que cercam as conquistas da Ásia por Alexandre, grande imperador do século 4 a.C. Especialistas do governo grego estão se dirigindo para Failaka, perto da costa do Iraque e onde ficava um posto avançado do exército de Alexandre no Golfo Pérsico.
Das mãos de um povo nômade surgiu uma das maravilhas da Antigüidade: uma cidade esculpida em arenito que resistiu à ação do tempo. Por 600 anos, uma cidade encravada no deserto da Jordânia foi considerada lenda, como Atlântida ou Tróia. Apesar de dezenas relatos ancestrais, que descreviam com precisão os monumentos grandiosos esculpidos em rocha, ninguém foi capaz de localizá-la até o início do século XIX.
A chegada do hoplita, soldado da infantaria que deve seu nome ao escudo que carrega, causou uma revolução. Privilegiou o choque frontal trazido pela falange em detrimento dos ataques rápidos e breves. A Grécia formou um exército de cidadãos livres e não mais de mercenários ou de escravos.
A Bíblia os descreveu como um povo belicoso e bárbaro, mas os arqueólogos têm uma opinião bem diferente acerca desses antigos habitantes de Canaã. Para o senso comum, a palavra “filisteu” designa um indivíduo inculto e carente de inteligência, com interesses vulgares e puramente materiais. Um sujeito convencional, desprovido de toda e qualquer capacidade intelectual. Porém, para os arqueólogos, o termo evoca algo muito diferente.
Antes de os portugueses e espanhóis chegarem ao Novo Mundo, os polinésios já haviam estado na América do Sul, trazendo consigo frangos e possivelmente outras espécies de animais. Isso é o que indicam fósseis de galinha do século XIV encontrados no Chile. A análise do DNA dos ossos mostra que eles pertencem a linhagens da Polinésia, diferentes das dos frangos introduzidos pelos europeus cem anos depois.
O sonho de descrever por inteiro o genoma de espécies extintas como o homem de Neandertal ou o mamute está mais perto de se tornar uma realidade. Uma equipe internacional descreveu um método capaz de apontar onde e como as amostras de DNA conservadas em fósseis foram degradadas ao longo do tempo, permitindo restabelecer a seqüência correta de bases químicas que formavam essa molécula.
O fóssil de um animal parecido com um musaranho, descoberto há uma década no Deserto de Gobi (Mongólia) deu origem a uma das pesquisas mais abrangentes sobre a origem dos mamíferos placentários, a grande maioria dos mamíferos de hoje (com exceção de marsupiais e animais que botam ovos, como o ornitorrinco).
O arqueólogo peruano Guillermo Cock descobriu em uma escavação o primeiro crânio já encontrado de um nativo do Novo Mundo morto pelo disparo de um conquistador espanhol. Especialistas forenses chamados para analisar um buraco encontrado no crânio confirmaram que o a vítima foi morta com um tiro. Análises de peritos americanos determinaram que a morte aparentemente ocorreu em 1536, pouco depois da fundação de Lima.