Pesquisadores sugerem que a origem da vida era inevitável

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/origemdavida.jpg&#8221; alt=”origemdavida.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Por <a href=”http://estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/nov/14/329.htm&#8221; target=”_blank”>Carlos Orsi</a></em>

<em>A idéia oferece uma conseqüência previsível: todos os planetas onde há condições semelhantes às da Terra acabarão gerando os princípios da vida.</em>

A origem da vida na Terra costuma ser vista como um fenômeno único e altamente improvável, requerendo uma cadeia complexa de materiais, energia disponível e muita sorte. Mas, agora, dois cientistas americanos sugerem que, na verdade, a vida é um fenômeno inevitável, como um relâmpago que surge quando há uma diferença muito grande de carga elétrica entre nuvens e solo. <!–more–>A vida serviria, ainda, a uma função análoga à do raio: permitir a dissipação de energia acumulada.

Em artigo divulgado pelo Santa Fe Institute, Harold Morowitz e Eric Smith sugerem que, da mesma forma que raios são estruturas que surgem por conta de diferenças de voltagem, e permitem a dissipação dessas diferenças, os processos químicos da vida surgem por conta de diferenças de energia acumuladas em processos geológicos, como erupções vulcânicas, e atuam de forma a dissipar esses acúmulos.

Os pesquisadores argumentam que a geoquímica da Terra, em seus primórdios, gerava grandes acúmulos de energia sob a forma de diversos tipos de moléculas, e que a vida – por meio do metabolismo – foi o canal encontrado para dissipar essa energia, do mesmo modo que raios dissipam potencial elétrico e furacões dissipam diferenças de temperatura.

Em seu artigo, os cientistas argumentam que “um estado da geosfera que inclui a vida torna-se mais provável que um estado puramente abiótico (sem vida)”, já que os seres vivos atuam consumindo a energia acumulada no ambiente.

Desse modo, o surgimento dos seres vivos teria sido um “colapso para uma maior estabilidade” no planeta.

Morowitz e Smith reconhecem que ainda não têm todo o aparato teórico necessário para desenvolver a hipótese da “vida inevitável” em maiores detalhes, mas sua idéia oferece uma conseqüência previsível: a de que todos os planetas onde há condições semelhantes às da Terra acabarão desenvolvendo, pelo menos, os estágios iniciais da vida.

Cabos e tomadas podem virar coisa do passado

Por Jonathan Fildes

O emaranhado de fios e tomadas necessários para recarregar os acessórios eletrônicos atuais podem em breve se tornar uma coisa do passado.

Pesquisadores americanos esboçaram um sistema relativamente simples que poderia carregar equipamentos como computadores laptop ou tocadores de MP3 sem o uso de fios. Continuar lendo “Cabos e tomadas podem virar coisa do passado”

A porta dos desesperados

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/montyhall.jpg&#8221; alt=”montyhall.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>por <a href=”http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/montyhall.htm”>Kentaro Mori</a></em>

Você acorda uma manhã e se vê de volta aos anos 80 no corpo de uma criança de 8 anos, participando do programa infantil de Sérgio Mallandro. Talvez você preferisse ter acordado como uma barata gigante, mas nós nunca podemos prever como as transmigrações de alma no plano astral vão ocorrer.<!–more–>

Felizmente sua mente permanece a mesma – mais uma dessas coisas inexplicáveis da transmigração de alma. Quando se dá conta, está participando de uma das brincadeiras do programa, ‘A Porta dos Desesperados’. Ela é muito simples: existem três portas iguais. Atrás de uma delas está um prêmio, e atrás das outras duas portas estão pessoas vestidas com fantasias de monstro que irão lhe encher o saco por ter escolhido a porta errada.

Você escolhe uma porta, e irá ganhar o que estiver atrás dela. Então Sérgio Mallandro, dizendo que quer lhe ajudar e sabendo de antemão em qual das portas está o prêmio, abre uma das outras duas portas revelando um monstro, ou melhor, um homem mal-vestido de monstro. E ele faz a derradeira pergunta: “Quer trocar?”. Afinal, é ou não vantajoso trocar de porta?

Este pequeno problema é muito mais difícil do que parece, e tornou-se famoso nos EUA como o problema de Monty Hall, devido ao apresentador que possuía um quadro bem similar (ou o contrário seria mais apropriado) em seu programa popular ‘Let’s Make a Deal’ [‘Vamos fazer um trato’] nos anos 70, algo como os diversos programas de auditório de Sílvio Santos. Muitos neurônios são queimados porque a resposta do problema é contra-intuitiva, o que quer dizer que a primeira resposta que você der a ele deve estar errada. Não tenha medo, tente descobrir se é ou não vantajoso trocar de porta antes de continuar lendo.

Tentou? Pois bem, vamos primeiro à resposta correta e contra-intuitiva: É sim vantajoso trocar, na verdade é duas vezes mais provável ganhar o prêmio se você trocar de porta do que se não o fizer. Acredite… se quiser! Ou leia a explicação, que é apenas uma das muitas que circulam para o problema de Monty Hall:

Existem três portas, vamos chamá-las de A, B e C. Quando você escolheu uma delas, digamos a A, a chance de que ela seja a premiada é de 1/3. Como conseqüência, as chances de que você tenha errado, ou em outras palavras, de que o prêmio esteja nas outras duas portas B ou C são de 2/3. Você pode comprovar isso somando a probabilidade de cada uma das outras portas ou simplesmente sabendo que a probabilidade de que haja um prêmio é sempre 1. O importante é ter em mente que a chance de que o prêmio esteja nas outras portas que você não escolheu é de 2/3.

Entendendo isso, basta ver que o apresentador abrirá sem erro uma dessas outras duas portas que contém um monstro, digamos que seja a B. Ao fazer isso, ele está lhe dando uma informação valiosa: se o prêmio estava nas outras portas que você não escolheu (B ou C), então agora ele só pode estar na porta que você não escolheu e não foi aberta, ou seja, a porta C. Ou seja, se você errou ao escolher uma porta – e as chances disto são de 2/3 – então ao abrir uma das outras portas não-premiadas o apresentador está literalmente lhe dizendo onde está o prêmio. Toda vez que você tiver escolhido inicialmente uma porta errada, ao trocar de porta você irá com certeza ganhar. Como as chances de que você tenha errado em sua escolha inicial são de 2/3, se você trocar suas chances de ganhar serão de 2/3 – e por conseguinte a chance de que você ganhe se não trocar de porta é de apenas 1/3. É assim mais vantajoso trocar de porta, acredite… se compreender!

A resposta intuitiva ao problema é a de que quando o apresentador revelou uma porta não-premiada, nós teríamos à nossa frente um novo dilema com apenas duas portas e um prêmio, portanto as chances de que o prêmio esteja em qualquer uma das duas portas seriam de 50%. O apresentador teria nos ajudado, já que nossas chances subiram de 1/3 para 1/2, mas realmente não faria diferença trocar ou não de porta uma vez que ambas teriam as mesmas chances de possuírem o prêmio. No entanto esta resposta está errada, pois a porta que o apresentador abre depende da porta que nós escolhemos inicialmente. O apresentador sabe desde o começo onde está o prêmio (ele nunca abrirá uma porta premiada). Ao abrir uma porta, ele não está criando um jogo todo novo, mas está dando informações valiosas sobre o jogo original. É por isso que a resposta é tão contra-intuitiva: parece-nos que o apresentador abriu uma porta aleatoriamente, mas isso está muito longe da verdade. Como vimos, se tivermos escolhido inicialmente uma porta não-premiada, ele não tem nenhuma liberdade de escolha e só pode abrir uma porta.

O problema de Monty Hall, também chamado por alguns de paradoxo de Monty Hall, é exposto em muitos cursos de estatística, e um exercício com ele seria dado em Harvard e Princeton. Ele demonstra muito bem como nosso cérebro não foi feito para lidar intuitivamente com tais tipos específicos de problemas. Felizmente, assim como nós podemos fatorar um número no papel com facilidade embora seja um tanto difícil fazer o mesmo mentalmente, pode-se resolver o problema de Monty Hall no papel de forma simples e sem erro usando o Teorema de Bayes de probabilidades condicionadas.

Ah sim, quanto ao nosso insólito caso de transmigração de alma no plano astral. Sinceramente, se depois de quebrar a cabeça com o problema de Monty Hall você ainda prefere ouvir falar de transmigração de alma então talvez seja hora de uma metamorfose.

Beije a bunda do Hank você também!

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/testemunhadejeova.jpg&#8221; alt=”testemunhadejeova.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ />Hoje de manhã bateram à minha porta. Ao atender, eu me deparei com um casal muito bem vestido. O homem falou primeiro:

John:
– Olá! Eu sou John e esta é Mary.

Mary:
– Olá! Nós estamos aqui para convidar você para beijar a bunda de Hank conosco.

Eu:
– Como?! Do que vocês estão falando? Quem é esse Hank e por que eu iria querer beijar a bunda dele?<!–more–>

John:
– Se você beijar a bunda do Hank ele vai dar a você um milhão de dólares. Se você não beijar ele vai foder com você.

Eu:
– Que? Isto é algum tipo bizarro de chantagem?

John:
– Hank é um filantropo bilionário. Hank construiu esta cidade. Ele é o dono dela. Ele pode fazer tudo o que quiser e o que ele quer é dar a você um milhão de dólares mas ele não pode fazer isso enquanto você não beijar a bunda dele.

Eu:
– Isto não faz sentido. Por que…

Mary:
– Quem é você para questionar o presente de Hank? Você não quer um milhão de dólares? Não é um preço suficiente por um pequeno beijo na bunda?

Eu:
– Bem talvez, se for verdade, mas…

John:
– Então venha beijar a bunda de Hank conosco.

Eu:
– Você beija a bunda de Hank freqüentemente?

Mary:
– Oh sim, o tempo todo…

Eu:
– E ele lhe deu um milhão de dólares?

John:
– Bem… não… você não pega o dinheiro de fato enquanto não deixar a cidade.

Eu:
– Então por que você não sai da cidade agora?

Mary:
– Você não pode partir até Hank lhe dizer que deve ir senão você não ganha o dinheiro e ele fode contigo.

Eu:
– Você conhece alguém que beijou a bunda de Hank, saiu da cidade e ganhou o milhão de dólares?

John:
– Minha mãe beijou a bunda de Hank durante anos. Ela deixou cidade ano passado, e eu tenho certeza que ela ganhou o dinheiro.

Eu:
– Você não falou com ela desde então?

John:
– Claro que não! Hank não permite.

Eu:
– Então por que você acha que ele realmente lhe dará o dinheiro se você nunca falou com alguém que ganhou o dinheiro?

Mary:
– Bem, ele lhe dá um pouco antes de você ir. Talvez você ganhe um aumento, talvez você ganhe um pequeno prêmio na loteria, talvez você ache uma nota de vinte dólares na rua.

Eu:
– O que é que isso tem a ver com Hank?

John:
– Hank tem certas “conexões”.

Eu:
– Desculpem, mas isto parece algum tipo de brincadeira maluca.

John:
– Mas são um milhão de dólares! Você não vai arriscar, vai? E lembre-se: se você não beijar a bunda de Hank ele vai te foder.

Eu:
– Talvez se eu pudesse ver Hank, falar com ele, obter os detalhes diretamente dele…

Mary:
– Ninguém vê Hank, ninguém fala com Hank.

Eu:
– Então como você beija a bunda dele?

John:
– Às vezes nós apenas sopramos um beijo para ele e pensamos em sua bunda. Outras nós beijamos a bunda de Karl, e ele passa adiante.

Eu:
– Quem é Karl???

Mary:
– Um amigo nosso. Ele é o que nos ensinou tudo sobre beijar a bunda de Hank. E tudo que nós tivemos que fazer foi levá-lo para jantar fora algumas vezes.

Eu:
– E vocês simplesmente aceitaram a palavra dele quando ele disse que havia um Hank, que Hank queria que vocês beijassem a bunda dele, e que esse Hank os recompensaria?

John:
– Oh, não! Karl tem uma carta que ele obteve de Hank há alguns anos explicando a coisa toda. Aqui está uma cópia; veja você mesmo.
<blockquote>Karl

1. Beije a bunda de Hank e ele lhe dará um milhão de dólares quando você deixar a cidade.

2. Beba com moderação.

3. Foda com as pessoas que não são como você.

4. Coma direito.

5. Hank em pessoa ditou esta lista.

6. A lua é feita de queijo verde.

7. Tudo que Hank diz é certo.

8. Lave suas mãos depois de ir ao banheiro.

9. Não beba álcool.

10. Coma suas salsicha com pães, sem qualquer condimento.

11. Beije a bunda de Hank ou ele foderá com você.</blockquote>
Eu:
– Isto está escrito num papel timbrado de Karl!

Mary:
– Hank estava sem papel.

Eu:
– Eu tenho uma suspeita de que, se nós conferíssemos, nós descobriríamos que esta letra é de Karl.

John:
– Claro, Hank ditou isto.

Eu:
– Eu pensei que você tivesse dito que ninguém consegue ver Hank?

Mary:
– Não agora, mas anos atrás ele falou com algumas pessoas.

Eu:
– Eu pensei que você tivesse dito que ele era um filantropo. Que tipo de filantropo fode com as pessoas só porque elas são diferentes?

Mary:
– É o que Hank quer, e Hank está sempre certo.

Eu:
– Por que você acha isto?

Mary:
– O artigo 7 diz: “Tudo o que Hank diz é certo”. Isso é o bastante para mim!

Eu:
– Talvez seu amigo Karl tenha feito a coisa toda.

John:
– De jeito nenhum! O Artigo 5 diz: “Hank em pessoa ditou esta lista”. ‘ Além disso o artigo 2 diz “beba com moderação”, o artigo 4 diz “coma direito”, e o artigo 8 diz “lave suas mãos depois de ir ao banheiro”. Todo mundo sabe que essas coisas são corretas, então o resto deve ser verdade também.

Eu:
– Mas o 9 diz “não beba álcool”, o que contradiz o artigo 2, e o 6 diz “a lua é feita de queijo verde”, que está óbviamente errado.

John:
– Não há nenhuma contradição entre o 9 e o 2. O 9 apenas esclarece o 2. E, sobre o 6, você nunca esteve na lua, assim você não pode dizer com certeza.

Eu:
– Os cientistas têm afirmado categoricamente que a lua é feita de pedra…

Mary:
– Mas eles não sabem se a pedra veio da Terra ou do espaço sideral, então ela pode facilmente ser queijo verde.

Eu:
– Eu realmente não sou um perito mas eu acho que a teoria de que a Lua veio da Terra foi descartada. Além disso não saber de onde a pedra veio não faz dela queijo.

John:
– Aha! Você acabou de admitir que os cientistas cometem enganos, mas nós sabemos que Hank sempre tem razão!

Eu:
– “Sabemos”?

Mary:
– Claro que sabemos. O artigo 5 diz isso.

Eu:
– Você está dizendo que Hank está sempre certo porque a lista diz isso, que a lista está certa porque Hank a ditou e nós sabemos que Hank ditou isto porque a lista assim o diz. Isso é lógica circular, é como dizer que “Hank está certo porque ele diz que ele está certo”.

John:
– Agora você está entendendo! É gratificante ver alguém chegando ao modo de pensar de Hank.

Eu:
– Mas… oh, não importa. Como é o negócio com salsichas?

<em>(Mary se ruboriza)</em>

John:
– Salsichas com pães e sem nenhum condimento. É o modo de Hank. Qualquer outra maneira está errada.

Eu:
– E seu eu não tiver pão?

John:
– Sem pão, sem salsicha. Salsicha sem pão é errado.

Eu:
– Sem catchup? Sem mostarda?

<em>(Mary aparenta estar realmente chocada)</em>

John <em>(gritando)</em>:
– Não precisa usar esse vocabulário! Condimentos de qualquer tipo são errados!

Eu:
– Então uma porção grande de chucrute com algumas salsichas picadas estaria fora de questão?

Mary <em>(colocando os dedos nos ouvidos)</em>:
– Eu não estou ouvindo isto… La la la, la la, la! La la la, la la, la!

John:
– Isso é repugnante. Só um anormal comeria…

Eu:
– É bom! Eu sempre como.

<em>(Mary desmaia)</em>

John amparando Mary:
– Bem, se eu soubesse que você era um desses eu não teria perdido meu tempo aqui. Quando Hank foder você eu estarei lá, contando o meu dinheiro e rindo. Eu beijarei a bunda de Hank por você, seu comedor-de-salsichas-picadas-sem-pão!.

<em>(Com isto, John arrastou Mary para o seu carro e ambos foram embora)</em>

<hr />Uma variação deste texto pode ser encontrada aqui: <a href=”http://www.projetoockham.org/cgi-bin/yabb/YaBB.cgi?board=outros;action=print;num=1150125666″>Vote em Hugo!</a>

Criacionistas sofrem golpes na eleição americana

criacionismo.jpgUm dos principais campeões do movimento contra o ensino da evolução, o senador Rick Santorum, do Partido Republicano, não conseguiu ser reeleito.

O movimento do design inteligente (DI), que busca contestar o ensino da teoria da evolução nas escolas públicas dos Estados Unidos, sofreu duras derrotas políticas na recente rodada eleitoral americana. Continuar lendo “Criacionistas sofrem golpes na eleição americana”

Campanha pede 1 bilhão de árvores contra o efeito estufa

mudas.jpgO projeto, lançado por uma ganhadora do Nobel da Paz, pede que os participantes usem um website especial, criado pela ONU, para registrar as árvores plantadas.

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai, convocou cidadãos de todo o mundo para plantar 1 bilhão de árvores ao longo de 2007, a fim de combater o aquecimento global. “Isto é algo que qualquer um pode fazer”, disse Maathai, durante a conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática, que levou delegados de mais de 100 países ao Quênia. Continuar lendo “Campanha pede 1 bilhão de árvores contra o efeito estufa”

Ainda sobre bananas e diamantes

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/profissionais.jpg&#8221; alt=”profissionais.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Por <a href=”http://visie.com.br/blog/ainda-sobre-bananas-e-diamantes&#8221; target=”_blank”>Elcio Ferreira</a></em>

Tenho bons amigos empresários e gerentes de projeto, com os quais converso bastante. Um tema comum é o mercado de trabalho. Eles sabem que eu trabalho com treinamento e ocasionalmente me pedem para indicar um profissional. O que eu vou dizer aqui não está baseado em nenhuma pesquisa formal, mas nesses bate-papos com amigos. Parece haver um consenso entre eles: há muita gente despreparada no mercado. Não há falta de vagas, mas falta de desenvolvedores preparados para as vagas existentes.<!–more–>

Aliás, essa foi uma das coisas em que pensamos bastante antes de abrir a Visie. Trabalhar com treinamento para quem já é profissional de web é uma maneira de preencher lacunas no mercado, e isso significa ganhar dinheiro oferecendo algo de valor real, que vai fazer diferença na vida dos alunos.

Conversei anteontem com um amigo que acaba de contratar um bom desenvolvedor VB. Salário de mais de R$ 6000,00, razoável, não? Mas ele teve dificuldades em contratar. Não achava alguém que desse conta do recado.

Veja, por exemplo, essa oferta de emprego: <a href=”http://www.ubuntu.com/employment#head-27c5e9fad34a047bc0b7f0aad9c9736f9173a0d5″>Python Developer para o Ubuntu</a>. Você trabalha em casa, com Python (uau!) e num projeto Open Source. Trabalha com uma equipe grande, faz viagens ocasionais ao exterior para encontrar o resto do time e ganha em Euros!

Veja a descrição da vaga. O sujeito precisa saber Python e de experiência com Orientação a Objeto (e citam Python, Ruby, Java, C++ e C#) e com SQL. Essa é parte técnica. Parece fácil?

Além disso, o candidato precisa de um bom inglês, curso superior, responsabilidade e produtividade, trabalhar bem em equipe, conhecer TDD e metodologias ágeis, experiência com padrões de código e com arquitetura cliente/servidor. Pedem também que o sujeito goste de revisar código e discutir design de software com os colegas.

Perceba algo curioso ali. Entre as exigências para o candidato não há muita coisa a respeito da linguagem de programação ou do banco de dados. O foco está na metodologia. A questão não é com “o quê” você trabalha, mas “como”.

Peguei uma vaga pública num projeto Open Source como exemplo, mas há uma porção de oportunidades como essa por aí, com ferramentas Open Source, com .NET, com Java ou com quase qualquer linguagem atual com a qual você preferir trabalhar. Gente que está interessada em alguém que tenha no currículo não uma lista de linguagens, mas conhecimentos, e se possível experiência, que comprovem que ele sabe trabalhar <strong>bem</strong> com essas linguagens.
Veja um currículo como um milhão de outros que recebemos, na parte que diz o que o sujeito sabe fazer:

Conhecimentos avançados:
<ul>
<li>.NET (C# e VB.NET)</li>
<li>MS SQL Server</li>
<li>Oracle</li>
<li>ASP e ASP.NET</li>
<li>HTML, CSS e Javascript</li>
<li>Visual Basic 6 (e anteriores)</li>
<li>Windows DNA</li>
<li>Crystal Reports</li>
<li>Visual Studio .NET</li>
<li>Dreamweaver</li>
<li><em>… e assim por diante …</em></li>
</ul>
Troque .NET e ASP por Java, ou Python, ou Ruby, ou PHP. Troque MS SQL Server por MySQL ou Postgre e Oracle por Sybase. Troque VB 6 por Delphi ou Swing/AWT, e Windows DNA por J2EE, ou LAMP, Visual Studio .NET por Eclipse, Dreamweaver por GoLive, ou FrontPage (argh!) Variando essas opções, você vai ter varrido 95% dos currículos de programadores brasileiros.

O sujeito do currículo aí em cima me deu uma impressionante lista de siglas, mas esqueceu-se de dizer se vai escrever os testes de unidade antes do código, se só fará commit de código funcionando para o controle de versões, se seu código vai estar identado e comentado, se vai refatorar o código até que esteja em sua forma mais simples, se vai escrever pensando em reuso e documentar isso para o resto da equipe, se o HTML gerado será semântico e aproveitável pelos designers, se trabalha bem em equipe, ajuda os colegas menos experientes e escuta os mais experientes e se vai trazer ânimo, energia e bom humor para o time.

Vamos falar sobre <strong>como</strong> você trabalha, tá legal?

É importante ter uma impressionante lista de siglas em seu currículo, principalmente se você for usá-las. Mas apenas conhecer linguagens e ferramentas não faz de você mais do que um <a href=”http://en.wikipedia.org/wiki/Code_monkey”>Code Monkey</a>.

Digamos, por exemplo, que eu precise de um programador com experiência em testes de unidade. Não vou pesquisar por uma linguagem específica porque assim fica mais fácil encontrar algum com experiência em testes de unidade, embora, numa situação real, eu fosse procurar um com experiência em testes de unidade <strong>e</strong> Java (ou Python, ou C#, ou Ruby, ou PHP…) Bom, vamos lá: <a href=”http://www.apinfo.com/”>www.apinfo.com</a&gt;

Veja os resultados da pesquisa agora:
<ul>
<li>TDD: 0 currículos</li>
<li>teste de unidade ou testes de unidade: 0 currículos</li>
<li>teste unitário ou testes unitários: 7 currículos</li>
<li>unit test ou unit tests: 0 currículos</li>
<li>extreme (porque o pessoal da extreme programming trabalha com testes de unidade): 13 currículos</li>
</ul>
Percebeu? Treze currículos no Brasil inteiro. Para comparar, faça uma pesquisa por PHP ou mesmo Python.
Um bom programador aprende uma linguagem nova em uma semana, e se torna fluente e produtivo nela em poucos meses. <strong>Como</strong> você trabalha é muito mais importante que <strong>com o quê</strong>. Como você desenha o software, como você analisa e resolve problemas de software, como você assegura que seu software funciona bem, como você se assegura de que outras pessoas da equipe não irão quebrar seu software, de que outra pessoa poderá continuar seu trabalho, de que não terá que reescrever todo o sistema se o cliente mudar uma regra de negócios?

Um de nossos objetivos para o próximo ano é oferecer a nossos alunos a possibilidade de obter esse conhecimento. Quem for ao <a href=”http://visie.com.br/workshop/&#8221; title=”Workshop Produtividade Web 2.0″>Workshop de Produtividade</a> entenderá do que estamos falando. Chega de perder tempo, você precisar trabalhar rápido e ter completo controle sobre o que está fazendo.

Você pode nos ajudar, deixando o seu comentário, nos dizendo <strong>como</strong> você trabalha. Como faz para ser produtivo e garantir a qualidade do seu trabalho?

Projeto sobre Internet foi mal interpretado, diz Azeredo

privacidade.gifDepois de ter o projeto sobre o controle da Internet retirado da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou hoje que a proposta foi mal interpretada. Segundo Azeredo, relator do projeto, a medida tem como principal objetivo o combate aos crime cibernéticos e não deve ferir a privacidade do usuário da rede.

“O que se fala é de um cadastramento do usuário apenas uma vez, quando se contrata um provedor, semelhante ao contrato com uma empresa de telefonia, quando se compra um telefone”, disse ele, em um debate na rádio CBN com o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Continuar lendo “Projeto sobre Internet foi mal interpretado, diz Azeredo”

Misturar bebidas destiladas e fermentadas aumenta a ressaca?

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/bebidas.gif&#8221; alt=”bebidas.gif” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Por <a href=”http://www.projetoockham.org/div_quem.html#ana”>Ana Luiza Barbosa de Oliveira</a></em>

A sabedoria etílica popular afirma que não devemos misturar bebidas fermentadas e destiladas se quisermos evitar uma ressaca daquelas em que até o barulho da grama crescendo é insuportável.<!–more–>

Antes de tudo, o que é ressaca? O assunto é controverso mesmo entre especialistas. Aquele mal-estar após a ingestão de (muita) bebida alcoólica possui um nome técnico: veisalgia, do norueguês kveis, mal-estar após orgia, e do grego algia, dor. Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas e em igual intensidade, mas os sintomas a seguir costumam ser relatados: fadiga, fraqueza e sede, dores de cabeça e musculares, náuseas, vômitos e dor de estômago, tontura e sensibilidade a luz e som, tremores, suor em excesso e pulso acelerado e aumento da pressão cardíaca, vertigens (aquela sensação de o quarto estar rodando). Estes sintomas aparecem quando a concentração de álcool no sangue está diminuindo e atingem seu pico quando esta se encontra próxima a zero, como bem sabe todo bebum que continua bebendo para evitar a ressaca.

Ninguém conhece muito bem as causas da ressaca, mas sabe-se que a intensidade dos sintomas depende do tipo e quantidade de bebida ingerida e, é claro, também de fatores individuais. Antes de analisarmos o papel da mistura entre fermentados e destilados, vamos dar uma olhada nas outras causas da ressaca…

<strong>Desidratação e desequilíbrio eletrolítico</strong>

O etanol faz com que o corpo perca muita água através da urina, ou seja, ele age como diurético, o que pode desidratá-lo. Só para você ter idéia, a ingestão de 50g de álcool em 250mL de água, faz com que sejam eliminados de 600mL a 1 litro de água no decorrer de várias horas. Já o desequilíbrio eletrolítico é algo que ocorre quando a pessoa perde muito líquido na forma de urina, suor e vômitos, de maneira que a concentração de sais no sangue fica muito baixa. Isso é o que leva a típica secura da boca (e outras mucosas), sede e tontura típicas do famigerado “dia seguinte”

<strong>Distúrbios do sistema digestivo</strong>

O álcool irrita a parede do estômago e dos intestinos, causando gastrite e retardo no esvaziamento do estômago. Como se não bastasse também causa o acúmulo de gorduras no fígado (maldita comida de botequim: contribui mais ainda para a nossa ressaca…) e aumento da produção dos sucos gástrico e pancreático e secreções intestinais. Tudo isso leva à náusea, mal-estar, dor no estômago, vômitos…

<strong>Distúrbios do sono e biorritmos</strong>

Apesar do álcool ter aquele efeito sedativo capaz de fazer o pinguço dormir em qualquer lugar (calçadas costumam ser as preferidas) a qualidade do sono é muito ruim: há uma diminuição da fase de sono profundo e das horas totais de sono. Uma noite de sono alcoolizado não é exatamente do tipo que faz alguém acordar bem disposto no dia seguinte.

<strong>Dor de cabeça</strong>

Apesar de ser um dos sintomas mais comuns da ressaca, ainda não foi possível determinar sua ligação como a ingestão de álcool. Pode ser devido à vasodilatação e também a alterações provocadas em vários hormônios e neurotransmissores associados com a incidência de dor de cabeça.

<strong>Efeitos da síndrome de abstinência</strong>

Mais uma área controversa. O álcool etílico é um depressor do sistema nervoso central, ou seja, uma droga como qualquer outra. Após uma noitada bebendo, seu organismo “sente falta” da droga usada. No caso do álcool, esta síndrome de abstinência só se manifesta de forma completa após longos períodos de bebedeira, algo como dois ou três dias. No entanto, muitos dos sintomas de ressaca, que pode ter início mesmo com poucas doses de etanol, são similares aos da síndrome de abstinência.

<strong>Metabólitos do álcool</strong>

O álcool é metabolizado em dois passos: primeiro convertido a acetaldeído, através da enzima álcool-desidrogenase (ADH) (a tal enzima que os homens têm em maior proporção e que por isso podem beber mais que as mulheres), e depois a acetato, através da aldeído-desidrogenase (ALDH). Esta última enzima não permite que o acetaldeído se acumule no sangue. Seus efeitos tóxicos incluem pulso acelerado, suor excessivo, fluxo de sangue para a pele (aquele famoso nariz vermelho dos pinguços), náuseas e vômitos. Apesar da concentração de acetaldeído no sangue ser praticamente zero quando a ressaca atinge seu pico, ou seja, quando a concentração de álcool também é quase zero, acredita-se que os efeitos do acetaldeído perdurem por algum tempo após sua eliminação. Além disso, algumas pessoas possuem variantes genéticas da ALDH que permitem o acúmulo de acetaldeído. Estas pessoas passam mal com pequenas quantidades de álcool ingeridas.

<strong>Congêneres</strong>

Os congêneres são substâncias produzidas em pequenas quantidades durante a fermentação ou geradas durante o envelhecimento ou processamento da bebida, através da degradação (modificação) de substâncias orgânicas. Também podem ser adicionadas. Elas são responsáveis pelo sabor e aroma das bebidas e também se você vai prometer (em vão) nunca mais beber no dia seguinte. Elas incluem álcoois de cadeia longa (substâncias parecidas com etanol, porém com mais átomos de carbono em seu esqueleto), ésteres e compostos carbonilados. As bebidas fermentadas (vinho, cerveja etc) possuem mais destes compostos que as destiladas, e estas possuem tanto mais congêneres quanto mais escuras são. Em outras palavras, vodca contém muito menos congêneres que um uísque, por exemplo. Estudos mostram que bebidas com menos congêneres causam menos ressaca. Porém não se esqueça que mesmo álcool puro também causa ressaca.
O fígado é responsável por metabolizar o álcool. Nosso corpo considera o etanol um veneno que deve ser expelido, pois pode, entre outros danos, causar danos permanentes no cérebro. Os congêneres também são metabolizados no fígado, portanto quanto mais congêneres, mais sobrecarregado seu fígado e mais sintomas de intoxicação você terá.
O metanol, uma substância semelhante ao álcool etílico, a não ser por um átomo de carbono a menos, parece estar ligado aos sintomas de ressaca. O metanol permanece no sangue quando as concentrações de etanol já diminuíram bastante, justamente quando a ressaca se instala. Outros fatos que suportam esta afirmação é que bebidas com altos teores relativos de metanol, uísques e brandies, estão associados a terríveis ressacas além do que a administração de etanol diminui os sintomas.

<strong>Fatores pessoais</strong>

Alguns estudos mostraram interessantes ligações entre traços de personalidade e a gravidade dos sintomas de ressaca. Entre as pessoas mais propensas a ter graves ressacas são aquelas com traços de neurose, raiva e comportamento defensivo. Experiências negativas e sentimentos de culpa quanto ao consumo de álcool podem trazer sintomas piores na manhã seguinte (então não adianta se arrepender da bebedeira, isto só vai piorar sua ressaca!).

<strong>A mistura</strong>

A questão da mistura de fermentados e destilados é um pouco complexa, várias situações podem acontecer. É comum que as pessoas somente misturem após estarem “de fogo”, portanto não têm mais muita noção do quanto realmente beberam. Outras após ingerir bebidas fermentadas que possuem teores modestos de álcool (3 a 12% em média), bebem as destiladas (com teores em torno de 40 a 50%) na mesma velocidade, digamos um copo de 200mL a cada 15 minutos. Logo, ingerem etanol muito mais rápido, daí se embebedarem rápido e se arrependerem depois.
Outra circunstância digna de nota está relacionada à cerveja e ao champanhe, pois o gás carbônico das borbulhas aumenta a taxa de absorção de álcool, daí elas embebedarem mais rápido.

<strong>Conclusão</strong>

A verdade é que nem os especialistas sabem qual o efeito exato da mistura de bebidas no tamanho da sua ressaca. O mais provável é que se você chegou ao ponto de misturar é porque a ressaca já está bem encomendada. O tamanho da sua ressaca vai depender mesmo é da quantidade ingerida de álcool (seja a bebida destilada ou fermentada) e de congêneres. E quanto à mistura de congêneres, ainda não existe evidência de que ela tenha algum efeito.

<em><strong>Referências</strong></em>

<em><a href=”http://www.niaaa.nih.gov/publications/arh22-1/54-60.pdf”>Alcohol Hangover Mechanisms and Mediators – Robert Swift, MD, Ph.D.; and Dena Davidson, Ph.D.</a>
<a href=”http://www.annals.org/issues/v132n11/pdf/200006060-00008.pdf”>The Alcohol Hangover – Jeffrey G. Wiese, MD; Michael G. Shlipak, MD, MPH; and Warren S. Browner, MD, MPH</a>
<a href=”http://www.newscientist.com/hottopics/alcohol/alcohol.jsp?id=ns99991717″>New Scientist – Champagne does get you drunk faster</a>
<a href=”http://www.newscientist.com/hottopics/alcohol/alcohol.jsp?id=lw238″>New Scientist – Party Spirit</a>
<a href=”http://www.sciam.com/askexpert_question.cfm?articleID=0001A537-8D0E-1E5F-A98A809EC5880105″&gt; Scientific American – Why do hangovers occur?</a></em>

<em>Fonte: <a href=”http://www.projetoockham.org/boatos_ressaca_1.html”>http://www.projetoockham.org/boatos_ressaca_1.html</a></em&gt;

Cientistas propõem novo método matemático para cortar bolo

Por Carlos Orsi

Autores dizem que a técnica é melhor que a clássica ´eu corto você escolhe´.

Quando um matemático e um cientista político americanos se unem a um economista austríaco para estudar um problema, é de se imaginar que a questão seja importante, complexa e desafiadora. Como esta, por exemplo: qual a melhor forma de cortar um bolo? Continuar lendo “Cientistas propõem novo método matemático para cortar bolo”