Abu Ali Hasan Ibn al-Haitham, mais conhecido como Alhazen, foi um cientista árabe da virada do milênio passado (965-1039) que passou a maior parte da sua vida no Egito, naquela época governado pelo todo-poderoso e também muito temperamental califa Al-Hakim. Continuar lendo “Abu Ali Hasan Ibn al-Haitham (Alhazen)”
Autor Lealcy B. Junior
A formiga de Langton
<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/langtonsant.jpg” alt=”langtonsant.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ />Imagine um plano completamente branco, dividido em quadrados de mesmo tamanho. Sobre ele, uma formiguinha avança um quadrado por vez, enquanto uma série de três regras simples se aplica a ela e ao plano.<!–more–> A primeira regra diz que quando a formiguinha encontrar um quadrado preto deverá fazer uma curva de noventa graus para a esquerda. A segunda regra diz que quando a formiguinha encontrar um quadrado branco deverá fazer uma curva de noventa graus para a direita. A terceira e última regra diz que quando a formiguinha sair de um quadrado ele deverá mudar de cor, de branco para preto ou de preto para branco, conforme o caso. Este sisteminha teórico, conhecido como Formiga de Langton (Langton’s Ant), foi criado nos anos oitenta por Chris Langton, estudioso de sistemas de vida artificial (simulação em computador de organismos vivos) e máquinas de Turing (modelos abstratos de funcionamento de computadores).
<img src=”http://www.burburinho.com/img/nn030720.gif” align=”right” border=”0″ height=”290″ hspace=”10″ width=”200″ />A formiguinha imaginária de Langton é um excelente exemplo de como regras simples podem gerar sistemas complexos. Quando deixada desacompanhada num plano completamente branco, seguindo as três regras básicas do seu universo, a formiga começa a criar padrões aparentemente simétricos em sua primeira centena de movimentos. Logo em seguida, porém, fica impossível reconhecer qualquer padrão de movimento e ela perambula aparentemente a esmo durante seus próximos dez mil movimentos. E quando tudo parece indicar que nenhuma forma reconhecível voltará a ser criada, a formiga começa a desenhar uma espécie de auto-estrada retilínea e com padrões decorativos, seguindo na mesma direção rumo ao infinito. Não existe qualquer regra no sistema instruindo a formiguinha a se comportar como um inseto bêbado durante dez mil movimentos ou a construir uma rodovia (mirmecovia?) depois disso. Trata-se de comportamento emergente, resultados complexos surgidos de regras simples.
Um observador atento não teria muita dificuldade em descobrir as regras do sistema, bastando para isso uma análise de causas e conseqüências. Mas o mesmo observador não teria como prever que, depois de milhares de movimentos desordenados, a formiguinha fosse iniciar a construção de uma auto-estrada. Observando o sistema em sua fase caótica, poderia concluir (erroneamente) que se trata de um sistema essencialmente caótico. Observando o sistema em sua fase ordenada, poderia concluir (erroneamente) que se trata de um sistema essencialmente ordenado. Mesmo num ambiente extremamente simples (um plano branco) e uma diminuta coleção de regras (apenas três), os resultados podem ser imprevisíveis. Quando acrescentamos mais alguns elementos, como alguns quadrados pretos pelo caminho ou uma segunda formiga, qualquer tentativa de determinar o futuro do sistema, ou mesmo de parte dele, é completamente infrutífera. Sim, podemos executar a simulação e descobrir o que sempre acontece numa determinada situação. Mas não temos como prever os resultados de situações novas.
E qual a importância disto tudo? Imagine que o sistema em questão é um pouco mais elaborado. Em vez de um plano, temos um espaço tridimensional. Em vez de uma simples formiguinha, temos milhões de elementos diferentes interagindo. Em vez de três regras simples, temos uma coleção bem maior de regras um pouco mais complicadas, e que ainda não conhecemos na totalidade, como gravidade, eletricidade, magnetismo, relatividade e mecânica quântica, entre outras. Sim, estamos falando do nosso universo. Se não conseguimos prever o comportamento de uma formiguinha imaginária num sistema extremamente simples, será possível compreender na totalidade algo cuja complexidade é infinitamente maior?
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Fonte: <a href=”http://www.burburinho.com/20030720.html”>http://www.burburinho.com/20030720.html</a></em>
Obsessão pela ferramenta
Quando me perguntam que câmara fotográfica eu uso, gosto de responder: qualquer uma. A reação é quase sempre de surpresa, já que a resposta esperada é alguma marca famosa e sua defesa incondicional. Porque muita gente confunde as ferramentas com o que podemos fazer com elas. Continuar lendo “Obsessão pela ferramenta”
O único debate válido sobre Design Inteligente
Moderador: Estamos aqui hoje para debater este assunto controverso que é Evolução versus Design Inte… (Cientista puxa um bastão de basebol)
Moderador: Ei, o que você está fazendo?
(Cientista quebra a patela do proponente do Design Inteligente)
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Plutão agora é o asteróide número 134340
Plutão, além de ser reduzido a um planeta anão, agora virou apenas a um número. O antigo integante do Sistema Solar agora é o Asteróide número 134340 do Centro de Planetas Menores, organização oficial que coleta dados sobre asteróides e cometas. Continuar lendo “Plutão agora é o asteróide número 134340”
Cientistas dos EUA contestam rebaixamento de Plutão
Centenas de cientistas dos Estados Unidos firmaram um abaixo-assinado contra a recente decisão internacional de retirar o status de planeta de Plutão.A rebelião astronômica mostra que o debate sobre a definição dos planetas deve prosseguir. O pivô da polêmica é o pequenino corpo gelado nos confins do Sistema Solar, que era considerado o nono planeta até a votação da semana passada na reunião da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). Continuar lendo “Cientistas dos EUA contestam rebaixamento de Plutão”
Mecânico cria detector de gasolina falsa
Um mecânico de Indaiatuba, na região de Campinas (a 95 km de São Paulo), tenta a aprovação na Agência Nacional de Petróleo (ANP) de um equipamento que pode revelar, na hora do abastecimento, se a gasolina é ou não adulterada, informou a EPTV. Foram seis anos de pesquisa e trabalho para que Roberval Cozzolino desenvolvesse o “combustímetro”. Continuar lendo “Mecânico cria detector de gasolina falsa”
Superfícies com certos polímeros podem matar vírus e bactérias
Pesquisa publicada na revista “PNAS” mostra que objetos comuns poderiam combater vírus como o da gripe com um simples contato
Certos polímeros insolúveis em água e com cargas positivas, se forem utilizados para recobrir superfícies, podem matar em apenas cinco minutos vírus como o da gripe e bactérias, com 100% de efetividade, segundo a descoberta de um grupo de cientistas. Continuar lendo “Superfícies com certos polímeros podem matar vírus e bactérias”
Descoberta latrina dos autores dos Manuscritos do Mar Morto
<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/lombriga.jpg” alt=”lombriga.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Entre os parasitas intestinais encontrados no local, havia ovos de lombriga e tênia.</em>
Uma antiga seita judaica, à qual é atribuída a autoria dos Manuscritos do Mar Morto, seguia regras religiosas tão rígidas para defecar que seus membros acabaram cheios de parasitas, de acordo com pesquisadores que desenterraram a latrina dos essênios. O trabalho é comentado no serviço de notícias online <em>news@nature</em>.<!–more–>
A descoberta da latrina, argumentam os responsáveis pela pesquisa, poderá oferecer a ligação definitiva entre a seita dos essênios e os manuscritos, os mais antigos textos bíblicos já encontrados.
Os manuscritos descrevem regras rígidas sobre a defecação: ela teria de ser feita fora da visão dos demais membros do grupo, às vezes até a 1,4 km de distância, a noroeste. Depois disso, o essênio era obrigado a enterrar as fezes e a tomar um banho ritualístico.
Na região de Qumran, onde, acredita-se, viviam os essênios e perto de onde os manuscritos foram encontrados, essas instruções levariam o homem até um local reservado, atrás de um morro baixo. Segundo o arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém, o lugar mostra os sinais de uma latrina – e uma usada por pessoas não muito saudáveis. Entre os parasitas intestinais encontrados no local, havia ovos de lombriga e tênia.
Mas não foram os vermes reunidos na latrina o que realmente prejudicou a saúde dos essênios, e sim os acumulados na área do banho ritual: a única piscina próxima era um lago de águas estagnadas, onde os essênios se lavavam continuamente.
O saneamento na época era bom, e só uma forte devoção religiosa levaria alguém a se afastar tanto da cidade para defecar, diz o arqueólogo, citando o fato como evidência da presença de essênios no local.
<em>Fonte: <a href=”http://estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/nov/13/283.htm” target=”_blank”>http://estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/nov/13/283.htm</a></em>
Robô inteligente é resultado natural da evolução das espécies, diz Kurzweil
Por Ricardo Anderaos
Em palestra ministrada na PUC-SP, através de equipamento de telepresença criado por empresa norte-americana, o escritor Ray Kurzweil fala sobre a web dentro de nós e especula sobre a união entre as máquinas e nossas mentes. Continuar lendo “Robô inteligente é resultado natural da evolução das espécies, diz Kurzweil”
