
Os olhos bem delineados com Kohl negro estão fixos. Mais uma gota! Um suave agitar do frasco. O brilho nos castanhos olhos e um torcer no lábio fino, delicado, mas decidido mostra que sua dona está satisfeita. A mistura revolve no frasco e um espírito benévolo desliza para o ambiente trazendo a leveza, a magnífica onda de olor. A fina corrente de ouro traduz o status daquela mulher que fecha os olhos, deixando aparente a belíssima cor azul do lápis lazúli em suas pálpebras. Sim, está perfeito. As narinas se abrem e inalam a maravilha que produzira e aquela mulher se ergue num farfalhar de sua túnica rica em brocados e detalhes em ouro manda um dos seus servos registrar em um tablete de argila a sua conquista. Ela produzira a magia em forma de perfume, cujo aroma enfeitiçaria todos que sentissem reconhecendo-a como a mais grandiosa de seu tempo.
Ela, Tapputi, a primeira química da história!
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Há 3000 anos, havia um grande império no Crescente Fértil: o Império Assírio; e foi lá por aquela região que inventou-se a escrita, tornando-se um marco divisor entre a pré-história e a História. Mas isso vocês já estão carecas de saber, bem como eles tentaram mandar na região com mão de ferro, mas o Egito ergueu o dedo médio e disse: Aqui, ó! Haviam também uns ridículos pastores de cabras que cortaram um pedaço do pinto, só para imitarem os egípcios. A Assíria resolveu tomar o proto-reino que estava se formando na mão grande e os refugiados correram com o rabo entre as pernas de sua região fértil, no reino de Israel, para o tosco reino de Judá, que não cheirava, nem fedia. O reino de Judá, só de sacanagem, resolveu ser baba-ovo dos egípcios. Mas, como a história desses ridículos camponeses, baby sitters de cabras, não nos interessa no presente momento, vamos dar atenção ao que um império de verdade fez, além de dominar parte do Mar Mediterrâneo até o Golfo Pérsico.