
Li o artigo do Verge sobre os apuros de Penélope, digo, de Elon Musk com o balanço da Tesla. Segundo o Verge, a receita estacionou, o lucro encolheu e nem carro voador disfarça a encrenca. Soma-se a isso que Musk disse que uma fusão entre Tesla e SpaceX seria uma boa ideia, e os conselhos das duas já formaram comitês para examinar a hipótese, provavelmente com uma engolindo a outra. Mas será que a Tesla está mesmo mal das pernas? A quantas anda o lucro dela?
A pergunta parece de cartório, mas a resposta mora no balanço, e existe uma modalidade de lucro que dispensa vender qualquer coisa: basta comprar uma fatia da empresa do vizinho e torcer para o vizinho valer mais. Se o vizinho for tocado pelo mesmo sujeito que toca a sua empresa, o enredo ganha tempero de novela das nove, com casamento marcado para o último capítulo. Quem acompanha a série já conhece o elenco: o sujeito é Elon Musk, o vizinho é a SpaceX, cujo IPO O Globo já questionava, perguntando se valia mesmo tudo aquilo, e cuja queda comentei no post de 23 de junho. Mas há mais coisas entre as luzinhas piscantes da Bolsa do que sonha a nossa vã filosofia. Continuar lendo “O casamento por interesse do carro que voa e o foguete que pousa”









