O que mais se vê por aí é político virando religioso de uma hora pra outra. Fernando Henrique Cardoso é um perfeito exemplo: ateu de carteirinha, mudou de prosa e até disse, quando em campanha em Mauá e Jundiaí, que era “mulatinho”. O Banco de Dados da Folha não me deixa mentir. Diz-se que ele preferiu ter essa postura pois, em 1985, na eleição para a prefeitura de São Paulo, FHC não disse se acreditava em Deus ou não. Resultado: apareceu “milagrosamente” no dia seguinte uma série de panfletos contendo uma cruz e a inscrição “Cristão vota em Jânio”. Atualmente, é fácil ver esta raça espúria chamada “políticos” firmarem alianças com a bancada católica, bancada evangélica e a bancada dos sem-vergonhas, que compreende a totalidade da Câmara.
Isso é muito comum no Brasil: se filiar à bancada evangelica, pois os pastores exercem o seu direito de dominar mentes idiotas e conduzindo as Ovelhinhas do Senhor a votarem neste ou naquele candidato. Entretanto, o mesmo não pode ser dito na Austrália, pelo menos no que concerne à Primeira Ministra Julia Gillard, eleita este ano como Manda-Chuva Mor da terra dos cangurus. Ela deixou claro que não vai fingir que acredita em Deus ou tem alguma religião só para agradar, só faltando terminar com “I am the LAW!”
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