O Ironman alemão imortalizado por um pronunciamento escatológico

Há gente que perde uma mão em batalha e vira nota de rodapé em livro de história militar; mas nenhum deles é Götz von Berlichingen, o cavaleiro que perdeu a mão direita e acabou conhecido, não apenas pela sua bravura, mas por um de seus pronunciamenteos, ainda que tal expressão que já rondasse as terras alemãs antes da Alemanha existir, e que virou clássico nacional depois que Götz gritou a versão certa para o interlocutor errado.

Alguns alcançam a imortalidade de formas bem expressivas. Continuar lendo “O Ironman alemão imortalizado por um pronunciamento escatológico”

Artigos da Semana 323

Esta semana foi um saco: gente choramingando com IA trazendo o Apocalipse, Médium que usa Google, rei achado no estacionamento que teve seus dentes verificados e até o pessoal “ain u qui vussê fazia no 11 di çetembru?” (eu estava trabalhando, não tinha tempo para ficar com o cu na frente da TV o dia todo).

Bem, vejamos o que foi postado durante a semana, inclusive com Brasil endo uma terra mística esquisita e fora dos mapas convencionais.

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Arautos do Apocalipse Tecnológico Moderno apregoam o extermínio da Humanidade, só que…

Toda semana alguém com mais tédio do que competência em pleno Vale do Silício descobre o Fim do Mundo (MUAHAHAHAHAHAHA). Dessa vez o Mensageiro do Caos é um ex-funcionário da Anthropic (a mãe do Claude) de 27 anos que atende por Jacob Coxon. Coxon fez no Twitter aquilo para o qual o Twitter foi feito: xingou muito; no caso: a IA. Coxon atraiu a atenção de ao anunciar o próximo Futuro Apocalíptico; porque, convenhamos, nenhum profeta bíblico teria recusado 100 milhões de visualizações se a ferramenta estivesse disponível na época. Continuar lendo “Arautos do Apocalipse Tecnológico Moderno apregoam o extermínio da Humanidade, só que…”

Artigos da Semana 322

Hoje é um domingo que é sábado, já que amanhã é feriado e eu estou aqui no bem-bom descansando, como convém a idosos como eu. Vocês jovens que se ralem de trabalhar. Aí, ó. A calçada tá suja e a ia tá imunda. Vão lá limpar. Depois podem ler o que foi postado durante a semana!

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Balloonfest ‘86: quando lembramos que há um lugarzinho quentinho para boas ideias

Toda cidade americana decadente já teve aquela ideia genial de marketing que parecia infalível no quadro branco e virou motivo de piada nacional. Cleveland, nos anos 1980, tentava desesperadamente deixar de ser conhecida como “a cidade cujo rio pegou fogo” (sim, aconteceu, e é outra história igualmente hilária, mas ficará pra outro dia), e alguém do United Way, ex-publicitário da Procter & Gamble, teve a epifania que só faz sentido dentro de uma sala de reuniões: por que não soltar um milhão e meio de balões ao mesmo tempo e quebrar um recorde mundial?

A ideia era muito simples, como todas as ideias mais idiotas podem ser: arrecadar fundos para a filial local do United Way e vender publicamente Cleveland como uma das cidades emergentes dos EUA. O recorde a ser batido, aliás, pertencia à Disneylândia, que tinha soltado balões no aniversário de 30 anos do parque, um ano antes. Cleveland ia superar Mickey Mouse! O que poderia dar errado?

Balonando e andando sem pensar nas consequências, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Balloonfest ‘86: quando lembramos que há um lugarzinho quentinho para boas ideias”

Anatomia da anatomia da invasão do Hugging Face e o que ninguém viu

Em julho, o Hugging Face sofreu um ataque maciço. Saiu em tudo que foi jornal e blogs e tecnologia (gringos, porque os blogs brasileiros estão na base de só fazer publi e escreverem bobagens irrelevantes). Dias depois, A OpenAI, dona do ChatGPT veio fazer mea culpa, me maxima culpa dando algumas explicações sobre o que ocorreu. Eu vi isso e quando saíram as informações dias depois eu percebi uma coisa em meu próprio blog. Continuar lendo “Anatomia da anatomia da invasão do Hugging Face e o que ninguém viu”

Zé Ruela sai de casa e vai pra Washington com uma guilhotina a tiracolo… porque sim!

Existem maneiras mais discretas de chegar a Washington, D.C. Você pode pegar um avião, um trem, um ônibus ou, se estiver particularmente disposto a contemplar a decadência da civilização ocidental, dirigir desde a Califórnia. Agora, atravessar a Murica Fuck Yeah! numa caminhonete carregando uma guilhotina na caçamba e estacionar nas proximidades do Capitólio é uma escolha que exige um certo compromisso com o espetáculo. E foi exatamente isso que um Zé Ruela de 35 anos resolveu fazer, já que não bastava estacionar errado. Era preciso acrescentar à infração uma mensagenzinha implícita.. ou não tão implícita assim.

Decapitando e andando pelas estradas da loucura, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Zé Ruela sai de casa e vai pra Washington com uma guilhotina a tiracolo… porque sim!”

Artigos da Semana 320

Aqui, mais uma vez embaixo das minhas cobertas neste dia plúmbeo, contemplo as vicissitudes da vida cochilando placidamente. Na verdade, acordei só para colocar o que foi postado durante a semana. Acho que vou voltar a dormir. Até mais! ZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzz

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Plágios, fofoqueiros e lavagem de roupa suja diplomática

No dia 6 de agosto último, eu contei a história do professor de Cambridge que foi pego com a boca na botija kibando trabalho alheio e usando IA para redigir os trabalhos até o ChatGPT fazer bico. A ascensão meteórica de Jason Arday se tornou um pesadelo humilhante pra Cambridge depois de tanta coisa errada foi descoberta, e isso culminou com ele pedindo demissão do cargo (o que também acusaram ter feito com uso de IA) para depois ser encontrado morto no dia 14 de agosto, em condições pra lá de misteriosas e até agora nada foi divulgado das investigações, o que eu acho que será acobertado.

A polêmica virou nota de rodapé acadêmico em luto público e, adivinhem, munição política, com embaixadores, presidentes e o início a uma Caça às Bruxas. Continuar lendo “Plágios, fofoqueiros e lavagem de roupa suja diplomática”

Manual de Boas Maneiras da Inglaterra pede por favorzinho que visitantes não estuprem ninguém

Há documentos governamentais que resolvem problemas e há documentos governamentais que, sem querer, funcionam como uma confissão pública de que algo deu terrivelmente errado antes mesmo de chegarem à segunda página. O novo guia do Home Office britânico, publicado em 19 de agosto de 2026 e destinado a solicitantes de asilo, entra fácil na segunda categoria.

São nove páginas cuidadosamente redigidas para explicar, com a paciência de quem ensina criança a amarrar cadarço, que não pode ser violento, não pode agridir parceiro, não se assobia para estranhos na rua, não pode beliscar, xingar o coleguinha e nem dizer que o rei tem dedo de salsicha. Ah, e não pode estuprar ninguém. Tem que avisar, porque vai que se confundem! Continuar lendo “Manual de Boas Maneiras da Inglaterra pede por favorzinho que visitantes não estuprem ninguém”