Os novos céticos
O lugar da alma no qual se dá o jogo das oposições entre fenômenos e nôumenos é, segundo Enesidemo, a memória. A uma representação presente, pode-se opor uma representação passada, ou até, a imaginação de uma coisa futura. É a razão pela qual na prática da dúvida cética, a alma não se encontra totalmente engajada. Mais tarde, veremos Descartes, convicto da unidade do espírito humano, experimentar a dúvida como uma angústia que interessa a totalidade das faculdades. Ao contrário, com Enesidemo ou Sexto Empírico, é feita uma separação entre a faculdade sensitiva e a faculdade de imaginar ou de conceber, embora a dúvida possa permanecer a expressão feliz e tranqüila de uma imaginação e de um entendimento suspensos ou, se se preferir, dogmaticamente inativos. Entretanto, para chegar a este silêncio do entendimento colocado na impossibilidade de se pronunciar sobre a natureza em si do objeto empírico, é preciso poder dispor de remédios apropriados e sobretudo cuidadosamente dosados a fim de não ocasionar, pela refutação de uma tese, a adesão do espírito a uma tese contrária. É a razão pela qual os céticos inventam, com Agripa, e praticam, com Sexto Empírico, uma nova lógica. Enquanto que, nas escolas gregas de filosofia, a lógica ou a dialética cumprem uma função defensiva contra os adversários do sistema, aqui a dialética é o instrumento de uma terapêutica destinada a dividir a alma em duas, ou seja, a impedir o entendimento de dogmatizar, concedendo plena confiança aos sentidos e à vida.
Os novos céticos imaginaram cinco argumentos. O primeiro é o da discordância. Ele consiste nem reconhecer a oposição entre as opiniões e as teses; assim; na frase: “A neve é branca, mas a água é escura” é impossível saber qual é essencialmente a cor da água, e convém suspender o juízo quanto a este ponto. O segundo argumento é o da regressão ao infinito. Ele consiste em considerar que a prova a que o dogmático quiser recorrer, remete a uma outra prova, e assim ao infinito; por exemplo: pretender dar uma definição absoluta de qualquer coisa expõe quem formula esta pretensão a uma regressão ao infinito, já que o que define requer que ele mesmo seja definido, e assim por diante. O terceiro argumento é o da relação. Ele consiste em constatar que não somente os objetos são relativos entre si, mas que toda representação é sempre uma representação para um sujeito e relativa a ele. Este argumento retoma o da relação tal como Enesidemo o expressara. Esquerda e direita, pai e filho são relativos. Significante e significado são relativos. Tudo é relativo, o que exclui a universalidade. A própria fórmula: “tudo é relativo” deve ser entendida no sentido de “tudo nos aparece ou nos é representado conforme um fenômeno relativo”. Este argumento manifesta a herança filosófica de Protágoras. Ele estabelece um relativismo universal. Ele denuncia a pretensão do entendimento de se referir a uma certeza absoluta, ao conhecimento do real. O quarto argumento é o da hipótese. Quando os dogmáticos querem escapar do regresso ao infinito, eles colocam no início da cadeia de razões algo indemonstrável do qual convém admitir o caráter hipotético. Isto é o que fazem os geômetras que procedem por axiomas, definições e postulados. Mas o cético recusa-se a aceitar o que eles pedem e esquecer o caráter hipotético dos princípios nos quais a dedução se fundamenta. Assim, a geometria euclidiana ou a geometria estóica são denunciadas como sistemas hipotéticos: à outras hipóteses corresponderiam outras geometrias.
O último argumento é o do dialelo ou círculo vicioso. Quando a gente pretende fundamentar circularmente uma prova sobre uma conseqüência daquilo que a gente procura demonstrar, a gente cai num círculo vicioso. O silogismo aristotélico que pretende deduzir da maior universal “todo homem é animal” a conclusão que “Sócrates é animal” cai no círculo vicioso. Pois a proposição:” todo homem é animal” é na realidade, fundada na indução que inclui todos os homens conhecidos: Sócrates, Platão, Díon. Conseqüentemente, é a conclusão, “Sócrates é animal”, que serve para fundamentar a hipótese “todo homem é animal” de tal modo que a gente cai num círculo vicioso.
Até estes últimos anos, alguns eruditos ficaram exasperados pela multiplicação dos argumentos que Sexto Empírico propôs, enquanto que um espirito tão fino como o de Henri Estienne encontrou neles um grande deleite. Com efeito, é preciso ver bem que este estoque de argumentos dialéticos reuniu uma farmacopéia extremamente diversificada, comportando analgésicos, calmantes e tranqüilizantes da alma, objetos necessários para o cientismo da época, isto é, a pretensão dogmática de tudo conhecer.
Ora, da mesma forma como observamos a propósito do pirronismo, quando, longe de derrubar toda ciência a dúvida é solidária de um estado dado da ciência, constatamos também em Sexto Empírico uma evolução particularmente significativa. Seu último tratado, Contra os astrólogos, não é dirigido contra a astronomia experimental, mas contra o charlatanismo dos Caldeus. Ele admite a utilidade e a legitimidade de uma astronomia experimental que permita regular os trabalhos da agricultura e prever as cheias dos rios. Vemos ele discutir os problemas postos para a medida do tempo por meio de um relógio d’água e refletir sobre o ajuste das simultaneidades. Enfim, o empirismo resulta em pesquisas comparáveis aos futuros métodos indutivos de Stuart Mill e coloca a possibilidade de edificar uma ciência não dogmática, que seria experimental.
Ainda que isso seja dito muito claramente pelos textos céticos, essa afirmação pode, entretanto, surpreender. Ela decorre do fato que em matéria de ceticismo o contra-senso parece ter conseguido mais força que a própria verdade histórica, mais exatamente, é o próprio contra-senso que é histórico a ponto de se impor contra a letra dos textos. Conseqüentemente, é a este aspecto tradicional do ceticismo que convém agora voltarmos nossa atenção.
2. AS TRANSFORMAÇÕES
DO CETICISMO
História da história do ceticismo
A história do ceticismo moderno é inseparável da interpretação que os Modernos propõem do ceticismo antigo. Todos os que se declaram céticos em um certo sentido, como Montaigne ou Hume, fazem-no referindo-se a uma certa idéia do ceticismo. Mas, por outro lado, os partidários de um certo ceticismo não são os únicos a falar e a se posicionar em relação a idéia que eles fazem do mesmo. Assim, é necessário definir a imagem que os grandes filósofos deram do ceticismo antigo.
Esta é, entretanto, uma tarefa difícil. É preciso, com efeito, lançar-se também a uma elucidação histórica das razões pelas quais sucessivamente o ceticismo antigo foi apresentado. Uma tal história em segundo grau cujo projeto é o de dar conta do estado do conhecimento das fontes em épocas diversas e da motivação das preferências interpretativas, exigiria, para ser completa, que se possa dar conta das metamorfoses do ceticismo antigo exigiria, para ser completa, que pudessem ao mesmo tempo dar conta do estado do conhecimento das fontes em épocas diferentes e das motivações das preferências interpretativas pelas quais os interpretes se tornaram responsáveis. É claro que nas épocas em que os textos pirrônicos são bem conhecidos o ceticismo é de preferência encarado como um empirismo e como um fenomenismo, em compensação, quando a influência de Cícero é predominante, é a interpretação acadêmica de um ceticismo negador que tende a se impor. Mas, por outro lado, as famílias espirituais às quais se ligam os intérpretes, orientam tão profundamente sua ligação seja à corrente do pensamento cristão, seja à corrente do pensamento racionalista, que convém dar conta esquematicamente agora.
Cristianismo e ceticismo
O primeiro filósofo a ter retomado os gregos e a ter, de algum modo, vivido de novo a experiência da dúvida foi Santo Agostinho. Uma grande parte de sua obra é dedicada a um esclarecimento das razões que a gente poderia ter para pôr em dúvida os conhecimentos humanos. O diálogo Contra os Acadêmicos apresenta na sua terceira parte toda a matéria das razões para duvidar que constituíram “alimento tão comum remastigado pela Meditação primeira de Descartes. Entretanto, o modelo ao qual Santo Agostinho se refere não é o pirronismo mas a dúvida acadêmica, que oferece o exemplo de uma verdade impossível de descobrir e de uma busca destinada a não terminar. Por outro lado, Santo Agostinho não se sente à vontade na dúvida. Enquanto que a suspensão do juízo aparecia voluptuosa a Enesidemo, ela o mergulha num verdadeiro desespero diante da certeza inencontrável, a desesperatio veri.
O ceticismo ganha com Santo Agostinho três características novas: primeiramente, a dúvida é vivida. Se pensarmos no caráter existencial que toma a dúvida cartesiana e que revestirá a consciência infeliz de Hegel, devemos reconhecer em Santo Agostinho o mérito surpreendente de inaugurar para o ceticismo uma função totalmente nova. A razão disso é a impossibilidade augustiniana de separar as funções da alma, assim como o faziam os discípulos de Enesidemo. A unidade de espírito humano confere a dúvida a dimensão total de um completo desespero. Em segundo lugar, ao ser ao mesmo tempo desesperadora e existencial, a dúvida é uma experiência. Enquanto experiência – o que lhe confere uma intensidade particular –, a dúvida é passageira e dura um momento. Deste modo, a busca cética deixa de ser a busca zetética dos meios da suspensão, para tornar-se o momento da procura de uma verdade que ainda não se possui porque não está no poder da ciência possuí-la. É preciso notar este desvio do sentido grego da investigação cética para o sentido cristão de uma investigação da verdade. Em terceiro lugar, ao mesmo tempo em que a dúvida constitui uma experiência, ela é, não obstante, também um momento no sentido dialético do itinerário filosófico. O desespero é a expressão do momento da negatividade. A dúvida marca na literatura cristã o ponto da passagem obrigatório que constitui a permanência no purgatório, a prova necessária do pecado, o encontro das trevas do erro, cuja função revela as insuficiências de uma ciência atéia ou de uma certeza não fundada num Deus garantidor das verdades eternas. A dúvida é, pois, o momento da negação que transforma o saber humano numa certeza fundada na segurança de uma fé divina. Por isso mesmo, a experiência cética ocupa na vida do crente um lugar privilegiado, já que ela é a expressão da insuficiência do paganismo e a afirmação já presente de uma certeza de uma ordem inteiramente nova.. É porque Descartes e Hegel são, no fundo, tão cristãos quanto Santo Agostinho, que um propõe dar a dúvida unicamente metódica do Discurso do método a dimensão espiritual do desespero existencial das Meditações, e que o outro concebe o desenvolvimento da consciência como passando para um instante necessário do erro com o objetivo de chegar a uma certeza fundamentada. O ceticismo é um instante do purgatório em que a fé desolada e perdida se despoja das ilusões sensíveis, antes de ultrapassar o instante da crítica e da busca, para a apreensão de uma certeza tornada sólida, porque endurecida por ocasião desta própria prova.
Daí decorre que o ceticismo, que a gente poderia acreditar espontaneamente que ele é rejeitado como um pecado e como uma abominação pelos teólogos, seja, na realidade, considerado pelos pensadores cristãos como um precioso auxiliar da fé em oposição a ciência. O exemplo mais claro é o uso pascaliano do pirronismo destinado a revelar a “fraqueza do homem através de seus “discursos de humildade”. “Zombar da filosofia é, em verdade, filosofar”(…) nós não acreditamos que toda a filosofia valha uma hora de aflição (…) o pirronismo é a verdade”. O ceticismo cumpre nos Pensamentos, uma função apologética: humilhar a inteligência, rebaixar o saber humano e manifestar a miséria de um entendimento abandonado por Deus.Porém, é preciso sublinhar o caráter, no fundo, banal e extremamente clássico desta concepção do ceticismo. A voz pascaliana é somente uma dentre outras no meio de um concerto de personagens menos ilustres que, todavia, tiveram em seu tempo uma influência considerável. Nicolau de Cusa tinha na metade do século XV, dado um esclarecimento particular, sob o nome de docta ignorantia, à ignorância reconhecida pelos neoplatônicos como a condição do homem diante da infinita grandeza de um Deus situado para além de todo o conhecimento humano. Erasmo, no Elogio da loucura, retoma a expressão de São Paulo: “Eu não falo segundo Deus mas como se fosse louco”. Agrippa de Nettesheym, em De incertitudine e vanitate omnium scientiarum e artium liber que conheceu um sucesso duradouro, denuncia a nociva presunção da ciência de se igualar a palavra de Deus. Henri Estienne em seu prefácio às Hypotyposes pirrônicas de Sexto Empírico apresenta o pirronismo como o melhor remédio contra a impiedade dos filósofos dogmáticos. Para Gentien Hervet, editor de Adversus mathematicos, a obra de Sexto Empírico exalta as fraquezas da razão humana e reconduz naturalmente o espírito para o caminho da religião católica. No século XVII, La Mothe le Vayer ( Da virtude dos pagãos, 1641, Solilóquios céticos, 1670) e Huet, bispo de Avranches (Tratado da fraqueza do espírito humano, obra póstuma, 1722), retoma ainda o mesmo tema: “Minha razão não podia me fazer conhecer com uma inteira evidência e uma perfeita certeza se há corpos, qual é a origem do mundo e várias outras coisas semelhantes, mas depois que eu aceitei a fé todas estas dúvidas se esvaneceram como espectros ao levantar do sol”.
O principal responsável pelo sucesso do ceticismo foi, bem entendido, Montaigne. Montaigne exerceu uma influência determinante sobre Descartes, Pascal… No entanto, seu caso merece ser considerado inteiramente à parte. Com efeito, seu conhecimento do ceticismo antigo é singularmente rico e exato. Por um lado, ele é um dos raros autores da Renascença e o primeiro historiador da filosofia moderna a estabelecer uma distinção entre o niilismo dos acadêmicos e o pirronismo. Por outro lado, mesmo que a única obra que ele tenha lido seja as Hypotyposes pirrônicas, ele conhece muito bem Sexto e o utiliza abundantemente. Além disso, se Montaigne atribui ao ceticismo, na Apologia de Raymond Sebond, o mesmo papel que Pascal lhe concederá em relação à fé, ele não é, por um lado, como Pascal, um homem de fé, por outro, o modelo do ceticismo ao qual se refere é estritamente pirrônico. Enfim, por esta razão, Montaigne reata com a tradição grega: sua convicção é a de um relativismo universal. Ele está intimamente persuadido que o sujeito singular é incapaz de ultrapassar a singularidade de suas impressões e de sua imaginação para alcançar um conhecimento válido universalmente. Houve um tempo em que comprazia-se em separar, em Montaigne, os momentos estóico, cético e epicurista de seu pensamento. Isto decorria de uma ilusão grave, e também de um desconhecimento da natureza do pirronismo. Montaigne jamais praticou o desespero acadêmico, mas ele foi de início ao fim pirrônico, tendo considerado que a honestidade o forçava a falar da maneira singular com a qual ele via o mundo através dele mesmo, ao invés de adotar sobre o mundo um ponto de vista universal, decidido e dogmático. É por isso que este autor, que cita tão abundantemente os antigos, declara preliminarmente ser ele mesmo “a matéria de seu livro”; entendamos que, para ele, todo dado é relativo à um sujeito, isto é, aos sentidos e à imaginação particular.

Gostaria de uma informação que refutasse as chamadas Dispensações, em que os evangélicos opóiam argumentos no sentido de autenticar as profecias bíblicas. (elas apontam inícios e términos de períodos da História que parecem se enquadrar nas previsões).
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Não vejo profecia nenhuma. Prever algo que poderá acontecer daqui a 2000 anos é moleza. Pegue o Senhor dos Anéis (o do Tolkien, não o Bíblico).
Se aquele texto tivesse sido escrito há mil anos, quantas vezes vc veria coisas que aconteceram depois? Até mesmo a 2ª Grande Guerra poderia ter sido prevista, e o Anel do Poder ser uma metáfora para a Bomba Atômica.
A mim, estas “profecias” alegadas não dizem absolutamente nada de nada de coisa alguma.
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Ser cético é procurar a verdade. – Uma coisa rara é cara.
Uma jóia barata é uma coisa rara.
Logo, uma jóia barata é cara! Isso é insustentável apesar de obedecer às regras da lógica. Então não vejo vantagem em ser radical. Ser racional é melhor…mas sem deichar o ceticismo.
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Eu acho que ser algo fácil nos dias de hoje é ser cético. Você não precisa de responsabilidades com as pessoas e sim só consigo mesmo. Eu acho que não é disso que o mundo precisa. De cético já chega o própio mundo.
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A alienação é mais fácil ainda. Ela não demanda a necessidade de pensar.
De alienados já basta 90% das pessoas.
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Disse o Sampaio: “Eu acho que ser algo fácil nos dias de hoje é ser cético. Você não precisa de responsabilidades com as pessoas e sim só consigo mesmo. Eu acho que não é disso que o mundo precisa. De cético já chega o própio mundo”.
Sampaio, ser cético, agnóstico, ateu etc., é, antes de qualquer coisa, ter e assumir um compromisso verdadeiro com a própria consciência, além de um certificado de (de um certo modo) não-alienação. Eles têm esponsabilidades com as pessoas sim, e o que é mais valioso, ela, a responsa, é com as pessoas MESMO, e não com quimeras. Isso porque os céticos e cia. sabem-se “sós” no mundo ao lado das outras pessoas, não havendo quem os vigiem do alto, você entende? Ao visto, você ainda ñ entende isso, mas são as pessoas mais verdadeiras, na medida em que suas índoles são boas. Isso porque o que constrói as pessoas não é a religião nem a fé, pois do contrário não se veria tantas atrocidades cometidas por crentes.
Um conselho: leia a bíblia… mas, seja mais inquieto; tenha contato com “outras” leituras… E, fatalmente, um dia iremos ver um comentário seu, aqui mesmo, contrário ao que fez acima.
Um abraço.
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pensei mq havia sido vc q me enviou email
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Não fui eu não. Pelo que vc mostrou só tinha proselitismo barato e pregações dascabidas. Por isso não permiti a postagem, já que ela é totalmente irrelevante ao que se trata aqui.
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o cepticismo não é a busca da verdade, nem o derrotismo de nada saber ou vir a saber. o cepticismo e em primeiro lugar um ponto de vista critico e analitico. uso as metaforas de Sexto Empirico, como o bisturi e os farmacos, que tão bem descrevem o cepticismo. Este quer pegar nos dogmas, nas “verdades”, e com o seu bisturi abrilas para as poder observar por dentro, o que as constitui? como são formadas? o que as sustenta? e a partir daqui, começa a cortar para analizar os pedaços de modo a refutar o todo. os farmacos e exactamente o medicamento que nos leva a observar Incoerência des verdades impostas, não as aceitando apenas porque dizem que assim é. o ceptico tenta encontrar o equilibrio de possiveis explicações para uma possivel coisa. Para cada argumento, um argumento igual é oposto. não existem verdades absolutas, o que existe é causas opostas e possiveis para o mesmo. Nenhum deles é verdadeiro ou falso, ambos são pausiveis de serem verdadeiros, e é isso que impede a formulação de uma verdade/dogma que tenda a explicar algo com sendo a unica causa e explicação possivel.
Ser ceptico e ver tudo o que nos rodeia e perguntar como somos afectados e como nos deixamos afectar, no que cremos e desejamos, e de modo podemos ser felizes e sábios!
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Aprendi com o meu professor de filosofia que o ceticismo é uma outra forma de ver o mundo:
– É uma realidade que não pode ser descoberta, ou seja, alguém que duvida e que usa a dúvida como método.
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Quando concluímos que não podemos saber nada do mundo exterior…Sabemos apenas o que esta no interior de nossa mente, e se existe mundo exterior, sobre este não podemos saber se é tal como nos parece. Conhecemos nossas impressões ou o que os nossos sentidos nos demonstram. Esta visão é chamada de CETICISMO.
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de acordo com Aurélio, ceticismo, dentre ontras afirmativas, é:
cepticismo
[De céptico + -ismo.]
Substantivo masculino.
1.Filos. Atitude ou doutrina segundo a qual o homem não pode chegar a qualquer conhecimento indubitável, quer nos domínios das verdades de ordem geral, quer no de algum determinado domínio do conhecimento. [Cf. dogmatismo (1).]
2.Hist. Filos. Na Antiguidade, designação das doutrinas dos filósofos gregos Pirro (v. pirronismo), Carnéades de Cirene (séc. II a. C.), Enesidemo (séc. I a. C.) e Sexto Empírico (séc. III a. C.), caracterizadas principalmente pela adoção do princípio da antilogia (q. v.), que, no plano moral, conduzia à ataraxia (q. v.).
3.Estado de quem duvida de tudo; descrença:
“Essa incredulidade, esse cepticismo apaga a fé” (Joaquim Manuel de Macedo, Os Romances da Semana, p. 251).
[Var.: ceticismo.]
portanto, quem duvida de tudo; descrença: poderia fazer uso de um medicamento mesmo não sendo ele o quimico responsavel?
observe que se o paciente estiver em estado terminal, não haverá de confiar em alguem, nesta caso o médico, os medicamentos prescritos etc?
Rubens Alves prfessor emérito da UNICAMP, escreveu em um de seus livros:
“quando lhes faltam os recursos da ciencia, os homens procuram os deuses, os guias, os xamãs,…
tudo para que obtenha a cura..
gostaria de ver este ser humano nesta situação terminal duvidando de tudo e de todos?!
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Sua proposição é idiota. Não tomo remédios porque eles são mostrados na TV por atores engomadinhos com um jalequinho branco.
Remédios são o resultado de anos de pesquisa, passando pelo crivo de inúmeros profissionais.
Diferente de um pastor semi-analfabeto que diz que eu vou pro inferno se não acreditar no livrinho dele.
Qualquer doente em estado terminal, sendo cético ou religioso, vai ter o mesmo destino. O engraçado é que religiosos têm taaaaaaaaaaaanta fé. Mas na primeira dorzinha correm logo pra farmácia.
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Não sei se já teriam abordado este assunto em alguma parte aqui: Julguei interessante, visto que muita gante ainda se fia em coisas dessa natureza:http://eder-silva.blogspot.com/2008/04/milagre-eucarstico-de-so-lanciano.html
Grato pela atenção
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Imagino que nem passa pela cabeça do cara que aquilo é uma fraude, né?
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O cepticismo não tem como e de fato não precisa atuar contra a fé (porque esta pressupõe a dúvida). Ele só terá significado e real importância se conseguir atuar contra a crença — esta que nega tanto a dúvida quanto a fé.
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muito bom
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