Topologias de Redes Neurais Artificiais
Disposição dos Neurônios:
De acordo com Rummelhart, a rede neural deve possuir no mínimo duas camadas, a de entrada de dados e a da saída dos resultados. Como a rede apresenta desempenho muito limitado com somente duas camadas, a adição de uma camada intermediária faz-se necessária. Neste tipo de configuração, cada neurônio está ligado com todos os outros das camadas vizinhas, mas neurônios da mesma camada não se comunicam, além da comunicação ser unidirecional, apresentando assim um comportamento estático.
Já a rede neural de Hopfield apresenta comportamento dinâmico e fluxo de dados multidirecional devido à integração total dos neurônios, desaparecendo assim a idéia da camadas bem distintas. Com isso seu funcionamento é mais complexo, havendo certas complicações, seja na fase de aprendizado quanto na fase de testes. Seu uso é direcionado à problemas de minimização e otimização, como por exemplo de percurso de caminhões.

fig09-modelos de Rummelhart e Hopfield
Há pesquisadores como HECHT – NIELSEN, que afirmam que com apenas uma camada oculta já é possível calcular uma função arbitrária qualquer a partir de dados fornecidos. De acordo com HECHT – NIELSEN, a camada oculta deve ter por volta de 2i+1 neurônios, onde i é o número de variáveis de entrada.
Outros, no caso de CYBENKO, defendem o uso de duas camadas ocultas.
No caso de KUDRICKY, empiricamente observou-se que para cada 3 neurônios da primeira camada oculta era preciso um da segunda camada.
Já LIPPMANN afirma que a segunda camada oculta deve ter o dobro de neurônios da camada de saída. No caso de apenas uma camada oculta ela deverá ter s(i+1) neurônios, onde s é o número de neurônios de saída e i o número de neurônios na entrada.
Outros autores definem o número máximo como:
Omax = c / 10.(i+s)
Onde s: número de neurônios de saída e i: número de neurônios na entrada.
Em redes pequenas o número de neurônios da camada oculta pode ser a média geométrica entre o número de neurônios de entrada pelo número de neurônios de saída.
Independente de cada abordagem, quanto mais camadas de neurônios, melhor é o desempenho da rede neural pois aumenta a capacidade de aprendizado, melhorando a precisão com que ela delimita regiões de decisão. Estas regiões de decisão são intervalos fixos onde a resposta pode estar. A camada de entrada possui um neurônio especial chamado de “bias” e serve para aumentar os graus de liberdade, permitindo uma melhor adaptação, por parte da rede neural, ao conhecimento à ela fornecido.
Ciclos:
1. Redes Diretas
São redes neurais cujo grafo não possui ciclos e podem ser representadas em camadas. Por exemplo, os neurônios que recebem sinais de excitação do meio externo estão na camada de entrada; os neurônios que estão na saída são chamados de camada de saída.

fig10-Rede Direta
2. Redes com ciclos
São redes em que o grafo de conectividade contém pelo menos um ciclo. São também chamadas redes com realimentação ou com feedback.
3. Redes simétricas
São redes cuja matriz (do grafo de conectividade) é simétrica, sendo um caso particular das redes com ciclos.

fig11-Rede Simétrica
