Esperneios e tentativas de refutação
Como já vimos, os adeptos da religião travestida de ciência chamada criaBURRIcionismo ser baseiam no que um ou outro pseudointelectual diz, que para eles é a verdade absoluta (desde que se concorde com eles).
Eu poderia usar de apelo à autoridade e despejar meus diplomas, certificados e até a minha velha carteirinha de sócio do fã-clube da saudosa Frota Estelar Brasileira (sim, eu sou trekker e ninguém tem nada com isso). Mas, não precisarei de nada disso. A refutação será baseada fundamentalmente em conteúdos de Física em nível de Ensino Médio, ou mesmo de 9º ano de Ensino Fundamental. Algumas serão um pouco mais complexas, mas nem por isso será necessário muito esforço para mostrar que as “provas” apresentadas pelos criaBURRIcionistas – seguidores da ridícula idéia que a Terra é jovem – não passa de balela. Fiquem atentos, pessoal.
1ª alegação – A recessão lunar mostra que a idade da Terra não é tão longa assim
Este argumento é uma das maiores bobagens, incapaz de passar no teste do riso, que aparece em duas versões:
a) Dada a taxa de afastamento da Terra a Lua se pudéssemos retroceder no tempo veríamos que a Lua estaria encostada na superfície da Terra se o sistema Terra-Lua existisse há milhões de anos. Como existe uma distância mínima para que a Lua se aproximasse da Terra antes que fosse destruída pela força de maré (Limite de Roche) vemos que o sistema Terra Lua possui no máximo alguns milhares de anos como previsto pelo criacionismo.
O problema das falácias é que – para quem entende pouco, não é do ramo, é desatento ou mesmo um mau-caráter – ela faz sentido em um primeiro momento; logo, deve estar certa. Mas, como toda falácia, ela se desmorona frente a um exame criterioso, da mesma forma como um castelo de cartas desaba frente a uma ventania.
Para início de conversa, vamos saber umas coisinhas que se aprende no Ensino Fundamental (para quem não matou aula, claro):
- Distância Terra-Lua (média) = 384.000 km
- Raio da Terra (médio) = 6.400 km
- Raio da Lua (médio) = 1.700 km
Creio que isso todo mundo entendeu. Perguntem a Mrs. Google, caso não acreditem em mim.
Sabemos que o movimento da órbita da Lua e sua força gravitacional (devido à sua massa e a da Terra), proporciona o fenômeno das marés. Mas, tem um pequeno detalhe: o tempo de rotação da Terra é mais rápido que o movimento de translação da Lua em torno da Terra. Assim, temos
Rotação da Terra: 24 horas
Translação da Lua ao redor da Terra: 27 horas
Com a rotação, acontece fricção entre a massa de água e o solo oceânico; assim, forma-se um “abaulamento” do nível do mar, isto é, ele fica “oval”, proporcionando alturas de marés em cerca de 10 metros. Somado a isso, o eixo axial da maré forma um ângulo de 10º em relação ao eixo que corta os centros da Terra e da Lua (pode chamá-los de Centro de Gravidade).

Alguma dúvida até aí? Bem, continuemos: O que isso tem a ver com o Limite de Roche? Aliás, Que diabos é “Limite de Roche”?
Limite de Roche é uma conseqüência das forças de maré. Ocorre quando um satélite natural não pode chegar muito perto de seu planeta sem se romper, isto é, chegando perto o suficiente para as marés gravitacionais o despedaçarem. O limite de Roche é a distância mínima do centro do planeta que um satélite fluído pode chegar sem se tornar instável frente a rompimento por maré. Maiores informações você pode ler no site da UFRGS.
Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas em que pesa a baboseira criaRIDICULAcionista? Eles alegam que, com a aproximação da Lua, ela já teria chegado muito perto do Limite de Roche e teria se fragmentado há muito tempo, a menos que a formação fosse “recente” (em termos geológicos, é claro).
Bem, se pegarmos um DeLorean e voltarmos no tempo, até poderíamos ver tal coisa acontecendo. Mas, sob quais circunstâncias? Quanto tempo demoraria?
Chamemos Dp a distância percorrida pela Lua até chegar a Terra. Logo, temos:
Dp = DT/L – (RT + RL)
Isso significa que a distância percorrida (Dp) será a distância entre os centros de gravidade da Terra e da Lua. Como somente as superfícies se tocariam, temos que descontar os raios médios dos dois astros (se você não sabe o que é raio de uma esfera e nem mesmo o que é uma esfera, por favor, volte pro colégio).
Substituindo os valores, temos: Dp = 384.000 – (6400 + 1700) km = 375.900 km. Isto é 375.900.000.000 mm.
Por que convertemos em milímetros? Por um motivo bem simples: Segundo o Departamento de Astronomia da Universidade Estadual de Ohio, a velocidade de escape da Lua é de 38 mm/ano. Ou seja, a cada ano, a Lua “foge” 38 milímetros da Terra. Legal, né?
Para quem cursou o nono ano do Ensino Fundamental, sabe que podemos calcular o tempo que um móvel em M.R.U. demora para percorrer uma certa distância percorrida, sabendo a velocidade.
Assim, temos: ?t = ?S / ?V
?t = 375.900.000.000 / 38 = 9.892.000.000 anos ou aproximadamente 9,9 bilhões de anos!
Preciso dizer alguma coisa? :-D
b) A segunda imensa bobagem é a inversa do primeiro pseudoargumento: Se o sistema Terra-Lua existisse no tempo previsto pelos malditos evolucionistas (não que Evolução tenha a ver com a idade da Terra, mas para quem não estudou, não se pode exigir muito, não é?), dada a taxa atual de afastamento da Lua esta já teria se perdido no espaço o que comprova que o sistema Terra-Lua possui apenas alguns milhares de anos apenas.
Eu adoro estas bobagens. Me divertem de montão!
O tosco que inventou esta baboseira, como não podia deixar de ser, apela para o bom e velho argumentum ad verecundiam, mostrando-se PhD em astrofísica. O cara é tão bom em astrofísica que se “esqueceu” das aulas de Ensino Médio. O pobre coitado acha que colocar equações matemáticas a torto e a direito pode impressionar muita gente.
Bem, até que de certa maneira eu concordo com ele, dado o absurdo analfabetismo científico que anda por aí. Vamos ver como o “cientista” chegou a esta conclusão? Podemos ver no não menos tosco, Answers in Genesis a demonstração matemática dele:
k = r6dr/dt = (384,401 km) 6 x (0.000038 km/ano) = 1,2 x 1029 km7/ano
Uaaaaaaaaaaaaaaaaaau!!!!!!!!!!
12 seguidos de 28 ZEROS (!!!!) quilômetros elevados à sétima potência por ano!!! Meus Sais!! Deus existe, Jesus é o Senhor, Habemus Jumenta de Balaão!!!
EPA!!!! Peraí! QUILÔMETROS ELEVADOS À SÉTIMA POTÊNCIA???? WTF?
Pesquisas feitas em alguns sites trouxeram resultados interessantes.
O perclaro Dr. Lisle graduou-se na Ohio Wesleyan University (Universidade Wesleyana de Ohio). Bem, o distinto doutor possui publicação indexada. Mas, notem que não se trata de NENHUM tema criaBURRIcionista. Por que será? O mundo não está preparado para as maravilhosas revelações dele?
Ora, bolas! Considerando que a Lua afasta-se a uma taxa de cerca de 3,8 cm (ou 0,000038 km) ao ano, ela teria migrado – desde a sua formação – cerca de 171.000 km a partir de sua posição original a 4,5 bilhões de anos atrás (o cálculo é simples: 0,000038 x 4.500.000.000 = 171.000km)! Qualquer criança de Ensino Fundamental de primeiro ao quinto ano é capaz de fazer uma conta assim. Religiosos não são? Ah, bem, na Bíblia não se fala de matemática, e quando se fala, sai um monte de bobagens.
Ou seja, pessoal, o problema alegado pelos criaBURRIcionistas NON EKZISTE!!. Da mesma maneira como o foco da crença deles. O que existe é uma brutal preguiça (e uma desonestidade maior ainda) deles em verificar se a informação que lhes passam está correta e se tem fundamento.
Bem, fundamentalistas, com certeza eles são.
MITO DETONADO
2ª alegação: Temas genéricos e pouco elucidativos
Defensores do criaIDIOTismo, como o professor “doutor” Adauto Loureço (em breve, um artigo sobre o conteúdo das palestras dele) costumam fazer palestras tendo temas como “Design Inteligente na Natureza: Real ou Aparente?”.
Isso pode dizer muita coisa a quem acredita nessa bobagem, mas céticos são… céticos, ora bolas, com relação a isso. Afinal, o que ele vai dizer que é inteligente no mundo? A Natureza? Os lindos pandas? Os belos gatinhos? Ou ele vai mostrar um caramujo, cujo ânus localiza-se bem sobre a sua cabeça? Olhem o esquema abaixo.
Viram? Quando ele se esconde, o ânus fica sobre a cabeça. Que maravilha de projeto é um ser vivo que defeca sobre si mesmo, não é mesmo? Só mesmo um deus para fazer uma coisa tão… in-crí-vel! Ou será que a melhor prova é o nosso apêndice, que não serve para nada, além de inflamar e causar sérios problemas de saúde.
Continuando com temas genéricos e desprovidos de sentido, defensores ardorosos do criacionismo professam temas algo como “As Cosmovisões das Origens e o Papel da Ciência”. Pffff, que ridículo!
Com a lei dos genéricos, surgiu uma nova raça de palestrantes: Temas Genéricos: serve pra qualquer ocasião. Não é como o verdadeiro, mas ajuda a enganar.
Em suma, duas grandes besteiras sem nexo, em que ele pode falar, falar e falar, sem dizer muita coisa, no mesmo estilo que muitos comentaristas daqui costumam fazer. Assim, qualquer um é palestrante.
3ª alegação: O escape de Hélio de nosso planeta demonstra que a Terra é jovem
Os artigos que os criaBURRIcionistas utilizam para tentar fundamentar este argumento são referências bem antigas (décadas de 60, 70 e 80), anteriores ainda ao lançamento da UV IMAGER. Trata-se de uma câmera instalada num satélite, que capta imagens na frequência do ultravioleta. Sua principal finalidade é carregar um sensor de ultravioleta para detectar fótons que são que estão espalhados isoladamente ionizado hélio na plasmasfera, em torno da Terra no interior magnetosfera. Veja AQUI.
Estas referências dão conta principalmente sobre a perda de Hélio na alta atmosfera por fuga térmica, um mecanismo que apesar de ocorrer não é tão eficiente para ocasionar perda suficiente de Hélio que justificasse sua baixa concentração atmosférica o que indicaria uma Terra jovem, cujo tempo de existência ainda não teria sido capaz de saturar a atmosfera.
Contudo a pesquisa para resolver este problema não parou desde a época de 80. Artigos recentes explicam mecanismos mais eficientes para perda de Hélio.
Hoje o mecanismo mais bem aceito é que a perda de helio ocorre apos este ionizar-se na alta atmosfera. Ionizado e carregado de carga elétrica este hélio é então conduzido pelas linhas de força do campo magnético terrestre que concentradas nas regiões dos polos, conforme apresentado pelo modelo que lançado neste artigo (notem a data): Helium escape from the terrestrial atmosphere: The ion outflow mechanism – (1996)
O resultado deste escape é uma esfera de esfera de plasma (a Plasmasfera) constituido de hélio ionizado (bem como de outros elementos ionizados como hidrogênio e oxigênio) que foi finalmente imageada pela sonda IMAGER UV lançada na década de 90. O resultado destas observações pode ser visto AQUI
Toda esta “aura” azul ao redor da Terra é Helio ionizado. A plasmasfera de hélio alcança uma distância de até 6 raios terrestres ao redor da Terra, porém como o vento solar arrasta material deste esfera de plasma ela também se extende pela magnetocauda de nosso planeta.
O que estas imagens demonstram é que o mecanismo que criaBURRIcionistas espalhados por aí, como o ilustre Adauto, dizem que não existe, não só existem como os modelos propostos para explicá-los ANTES do lançamento da IMAGER UV foram confirmados pelas observações da sonda. Este mecanismo portanto é o responsável pela maior parte da fuga de hélio de nossa atmosfera.
Os dois mecanismos somados ( fuga pelas linhas de campo magnético e fuga térmica ) dão conta de manter a baixa taxa de Helio atmosférico como é observado.
Mais informações acessem o site da NASA e o artigo publicado na Science Direct.
De qualquer forma, mesmo o artigo do Answers in Genesis aplica outro golpe cria: fundamentar-se e repetir apenas o que lhes convém, como todo bom site crental. Relutantemente atualizam-se ou utilizam fontes mais recentes a seus artigos e pseudo-refutações, apenas repetem o besteirol pseudocientífico
A esfera de plasma que se viu é, portanto, hélio ionizado e nada fará com que a verdade mude.
4ª alegação: Os halos de Polônio
Essa é uma das clássicas besteiras travestidas de ciência. Marcas de Polônio, que é um isótopo radioativo, em rochas graníticas mostram que a Terra é jovem.
Isso cansa, pombas, vamos perguntar: E o que é que isso tem a ver com a Teoria da Evolução das Espécies? Nada, como sempre, mas já que é mencionada, vamos desmentir o besteirol.
Robert Gentry é um físico nuclear e ardoroso defensor do besteirol chamado Terra Jovem (além de ser Adventista do 7º dia, mas ninguém é perfeito). Em suas “pesquisas” ele afirma que provou a formação rápida da Terra, através de Halos de Polônio–218. Segundo o mito criacionista, ele usou uma microsonda de íons que atingiu o centro da halo de po 218, que o fragmentou em milhões de pedaços, uma lente capturou o material, que por sua vez foi analisado por um espectômetro magnético e não foi achado nada de radônio no halo achou-se chumbo e 218Po.
Isso, ainda segundo o mito criacionista, refutaria por completo o Big Bang, que trata da origem do Universo e não do planeta Terra. Pééééééé. Menos um ponto pras Ovelhinhas do Senhor. Gentry achou halos de polônio. Ok, isso prova que… ele apenas encontrou halos de polônio. Infelizmente, honestidade é algo que passa longe na cabeça desse pessoal, já que ignoram outros ensaios radioisotópicos que determinam com mais precisão ainda a idade das rochas. Temos muitos testes, como Rubídio-Estrôncio, Potássio-Argônio, etc…, existem ainda outros métodos, mas maiores informações, vocês encontram AQUI , AQUI , AQUI e AQUI.
Sinceramente, eu acho ridículo ainda ter que refutar isso, posto que nada tem a ver com a origem das espécies, mas criaBURRIcionistas acham que sim.
Mas, vamos entrar no jogo e levar em conta que Gentry estava (hahahahaha) certo. Desse modo, os halos associados com todos os isótopos dos polônios devem estar atuais na abundância igual. Entretanto, Gentry não relata a presença dos halos que correspondem ao decaimento de Polônio–215 e de Polônio–211 (Decaimento Urânio–235); ou Polônio–216 e Polônio–212. Por quê?
Hipóteses esquecidas não precisam nem ser rebatidas na literatura cientifica, só resta o deboche e escárnio, posto que o ilustre Robert Gentry nunca publicou uma linha sobre criacionismo num periódico científico. Por que será? Os pérfidos ateus o impediram? Ameaçaram?
A verdade é que Gentry primeiro cometeu uma fraude, pois disse que tinha amostras do mundo inteiro quando só tinha de 2 minas radioativas canadenses, virou chacota no mundo todo e perdeu a credibilidade por isso; depois resolveu conseguir amostras, e pediu a pessoas comuns que coletassem granitos e enviassem a ele, ora rochas sem dados de coleta, muitos granitos de diferentes idades, sem nome da formação localização exata… Isso é a coisa mais IDIOTA que se pode ver em termos de Ciência. Para criaBURRIcionistas, isso não é nada demais, assim como não é nada demais ordenar a morte de homossexuais e mutilação genital feminina.
Ninguém consegue saber de onde exatamente veio cada pedra para reproduzir o experimento, e sem reprodução de experimentos, o que temos? Mito, fantasia, falácia, besteira e, enfim, DESONESTIDADE. Gentry foi absolutamente reprovado no teste da falseabilidade de Popper. Game Over!
5ª alegação: Ainda existem celacantos provando que fósseis vivos não mudaram em nada
Finalmente uma (falsa) alegação que realmente se opõe à Teoria da Evolução. A lástima é que ela é ridiculamente ignorante e revela o desconhecimento de taxonomia (leia anteriormente).
Fóssil vivo seria, em tese, um remanescente de uma espécie que viveu eras atrás. Como eu falei logo no início, um fóssil é uma prova que existiu um ser vivo. Assim, em termos de conceituação, o termo “fóssil vivo” é esquisito. Tão esquisito quanto cobras falantes.
CriaBURRIcionistas insistem em citar o Celacanto, mas o que é isso?
Celacantos são uma das maiores descobertas da Ciência. A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira. Ou seja, um dos ancestrais dos animais terrestres.
Apesar de alardearem que foram encontrados celacantos vivos nos dias de hoje, deve se levar em conta que o celacanto atual NÃO É o mesmo celacanto das espécies extintas. “Celacanto” é o nome dado a uma ORDEM de peixes, os Coelacanthiformes, da qual existem nove famílias conhecidas, todas extintas, com exceção de um único gênero (Latimeria) de uma única família (Latimeriidae) que possui duas espécies conhecidas (L. chalumnae e L. menadoensis), sendo que os outros gêneros dessa família também estão extintos.
Entenderam? É como você ter uma família com 9 irmãos, 8 falecerem e, como você encontrou apenas um deles ainda vivo, achar que eram TODOS gêmeos idênticos.
Atualmente, nem precisamos do Celacanto, posto que temos o Ventastega curonica.
Mas, existem seres vivos que mudam pouco? Sim, existem. Extremófilos são um perfeito exemplo disso e em nada refuta a Evolução e é fácil de entender, se você está realmente disposto a aprender.
Muitas bactérias estão adaptadas aos mais variados limites de pressão e temperatura, salinidade, radiação muito energética, ausência de Sol, e ambientes onde outrora não se imaginava a vida possível.
Eu falei anteriormente que as mutações ocorrem a cada momento, mas sem nenhuma previsão do que vai causar. Assim, como um bicho não se adapta expontaneamente ao ambiente, se o ambiente muda radicalmente, ele mal terá tempo de qualquer coisa e vai morrer, como foi o caso dos dinossauros que eu relatei anteriormente. Agora, o contrário também pode ocorrer. Extremófilos de zonas abissais, perto de vulcões ou até em desertos sobrevivem porque seu ambiente é estático. Assim, qualquer mutação que ocorre poderá deixá-los incapazes de se sobreviver e gerar descendentes. Só os que estão adaptados ao ambiente conseguem se manter. Assim, isso não só não refuta a Evolução, como a comprova.
6ª alegação: O Homem de Piltdown mostra que a Evolução é uma fraude
Este é uma das maiores armas dos criaBURRIcionistas. Com esta arma, eles pretendem arrasar com a Evolução e mostrar finalmente que tudo não passa de mentira, e que a verdade é rezar para ___________ (escreva aqui o nome de um deus qualquer).
Em 1912, fragmentos de um crânio e uma mandíbula (com apenas dois dentes) foram coletados em um terreno em Piltdown, uma vila próxima a Uckfield, East Sussex, na inglaterra. O primeiro trabalho sobre o assunto foi publicado pelo arqueólogo e geólogo amador Charles Dawson com a contribuição do sacerdote jesuíta Teilhard de Cardin, também muito interessado em geologia e paleontologia.
Segundo observações, o crânio pertencia a um humanóide, enquanto que a mandíbula se assemelhava à de um macaco. Junto com isso, foram achados vários dentes e ossos fossilizados de animais, instrumentos de pedra, etc. A princípio, deduziu-se que os ossos do crânio e mandíbula fossem do mesmo animal, pois foram encontrados em curta distância, apresentavam os mesmos sinais de fossilização e os dentes, apesar de semelhantes aos de macaco, tinham características humanas.
Mais tarde Dawson, o doublê de cientista, encontrou mais fósseis, fortalecendo a hipótese do ancestral, parte Homo e parte macaco, pois, embora o crânio parecesse muito semelhante ao do homem moderno, a mandíbula era nitidamente primitiva. O Homem de Piltdown foi então batizado de Eoanthropus dawsoni. Estas “evidências” pareciam demonstrar que o cérebro abriu o caminho para o surgimento do homem e que as origens do homem moderno eram extremamente antigas.
Só quie houve um sério problema. Os demais cientistas que queriam examinar os fósseis eram impedidos. Na verdade, o Homem de Piltdown era uma farsa e só foi descoberto como tal em meados da década de 1950. Na verdade tratava-se realmente de um crânio humano e realmente de uma mandíbula de macaco. Ele não foi desmascarado como fraude mais cedo devido ao impedimento de acesso às “provas,” que foram fechadas no Museu Britânico.
O que isso mostra? Que as espécies não evoluem e que a evolução é uma fraude? Não, mostra que a Ciência segue criteriosos métodos, e quando estes métodos não são seguidos pistas falsas e indivíduos mal-intencionados podem aparecer. Foi o próprio Método Científico que desvendou a fraude, foi o Método Científico, com sua clareza e objetividade, que descartou falsas evidências, para que as genuínas recebam o crédito que merecem.
E o que não falta são evidências para a Evolução.
A Ciência é perfeita, mas os cientistas não. São pessoas que cometem erros e alguns são levados pela vaidade. Os processos de refereeing neutralizam isso, já que profissionais que você nunca viu na vida, e muito provavelmente não possuem uma opinião a respeito de sua pessoa, examinarão seus artigos sem paixão, mas com objetividade; tendo apenas como meta o desenvolviumento do conhecimento humano.
A Ciência é perfeita por isso: porque ela se auto-regula. Quem regula o Criacionismo? Quem regula os religiosos? Quais os métodos nos quais eles se baseiam? Existe Método Criacionista?
Filipenses 1:18 – Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisso me regozijo, e me regozijarei ainda.
Creio que sabemos no que eles se baseiam…
Na próxima e última parte eu farei minhas considerações finais e agradecimentos.


Olá, espero que esteja bem. Achei sua explicação útil e interessante, contudo, permita-me sugerir a prescindibilidade de desrespeitar opiniões e crenças dissemelhantes das suas..
Ademais, seria possível elaborar um texto que trate da rápida taxa de decaimento do polônio no mineral zircão?
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Talvez.
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