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A “riqueza” das Nações Protestantes

Nós estamos trazendo um assunto que nos interessa a todos, ou seja, a alegação dos religiosos  que as nações protestantes estão no topo do mundo, em matéria de desenvolvimento econômico e social, e ficam espalhando isso em vários fóruns pela internet, no Orkut, correntes de email etc.

Vejamos o texto original, que encontramos em uma dessas comunidades crentes:

Por que as nações protestantes são referência mundial?

INGLATERRA – 59% da população é protestante.

NOVA ZELÂNDIA – 41% é protestante.

SUÍÇA – 40% da população é protestante.

ESTADOS UNIDOS – 57%  da população é protestante.

SUÉCIA – 87% da população é protestante.

NORUEGA – 88% da população é protestante.

ALEMANHA – 43% da população é protestante.

AUSTRÁLIA – 44% da população é protestante.

DINAMARCA – 89% da população é protestante.

FINLÂNDIA – 85% da população é protestante.

ISLÂNDIA – 94% da população é protestante.

Será que o Brasil teria Jeito se o padroeiro da nossa nação fosse o próprio Jesus e não Maria?

“Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança.” Salmos 33.12

Muito bem, já vimos a lista aqui e a alegação dos crentes de que somente os países protestantes podem chegar ao topo do mundo.

Vamos começar definindo o que é o protestantismo, para deixar as coisas bem claras. De acordo com a definição da Wikipédia, vemos que:

Protestantismo é a denominação do conjunto de igrejas cristãs e doutrinas que se identificam com as teologias desenvolvidas no século XVI na Europa Ocidental, na tentativa de Reforma da Igreja Cristã Ocidental (Católica), por parte de um importante grupo de teólogos e clérigos, entre os que se destacam o monge agostiniano Martinho Lutero, de quem as igrejas luteranas tomam seu nome. Porém, a maior parte dos cristãos europeus (especialmente na Europa meridional) não concordavam com as tentativas de reforma, o que produziu uma separação entre as emergentes igrejas reformadas e uma reformulada Igreja Católica Apostólica Romana, que reafirmou explicitamente todas aquelas doutrinas rechaçadas pelo protestantismo (Concílio de Trento).

Perceberam? O protestantismo é um conjunto de igrejas cristãs e doutrinas desenvolvidas na Europa Ocidental do século XVI.

Na época da Reforma, originaram-se o Luteranismo, o Calvinismo (com as suas subdivisões Igrejas Reformadas, Presbiterianismo e Congregacionalismo, o Anglicanismo e o Anabatismo. Depois se desenvolveram posteriormente os Batistas, o Metodismo e o Adventismo. E nos dias atuais, surgiu o Pentecostalismo, que se ramifica em Pentecostalismo tradicional, o Deutero-pentecostalismo e o Neopentecostalismo.

Até ai, já temos uma bela salada de frutas com o protestantismo se dividindo em várias seitas e sub-seitas. O protestantismo não é uma religião no sentido figurado, e sim uma sub-religião que se originou do ramo principal, o Cristianismo. Para mais detalhes, cliquem aqui.

E quantas denominações protestantes existem no mundo hoje em dia? De acordo com um estudo realizado por Tom Smith em 1987, existem centenas de denominações protestantes pelo mundo, a maioria delas desconhecidas e ignoradas solenemente pelo resto do mundo, por agruparem pequeno número de fiéis Outras definições sobre o tema podem ser encontrados clicando aqui.

Para fins estatísticos, contam-se apenas as maiores denominações protestantes (no qual dentro dessas, agrupam-se outras sub-divisões), no qual podemos conferir no site da Adherents, e podemos conferir lá, que os protestantes possuem apenas 395 milhões de fieis (de acordo com os dados da Enciclopédia Britânica de 1995).

E o que isso significa para nós ? Significa que, em termos numéricos, eles são inferiores em número de fiéis, comparados com os islâmicos, ateus, agnósticos, seculares, não-religiosos, hindus, budistas e religiões tradicionais chinesas!

E isso considerando-se que a população atual do planeta é de 6,67 bilhões de pessoas (dados da ONU, 2007), que podem ser conferidos aqui.

Ou seja, a participação dos protestantes na população mundial mal passa de 5,92 % !!  Isso mesmo, apenas quase 6% da população mundial, ou em termos mais precisos, apenas 6 em cada 100 pessoas no planeta.

Enfim, já esclarecemos aqui o significado do termo protestantismo, as suas ramificações, as subdivisões, origem, história e desenvolvimento.

Agora, vamos ao termo seguinte: riqueza. O que é a riqueza? A riqueza medida pelo PIB? Qualidade de vida oferecida à população residente de uma nação? Escolaridade? Poder de compra? Influência sócio-econômica? Crescimento do PIB  Renda per capita?

São várias as definições de riqueza existentes no mundo de hoje. Porventura, iremos adotar dois sistemas diferentes de classificação que são muito comuns hoje em dia, e são calculados todos os anos, usando-se vários critérios estatísticos.

O primeiro critério é o tamanho do PIB (Produto Interno Bruto) da nação, que não mostra a renda per capita da população, indicadores sócio-econômicos, escolaridade, etc., mas sim a quantidade total de bens, produtos e serviços produzidos pela nação no período de um ano, e isso é amplamente divulgado todos os anos pela OCDE, FMI, BIRD, Banco Mundial, ONU, etc

E o segundo critério, é o Índice de Desenvolvimento Humano, desenvolvido pela ONU. Iremos transcrever aqui o significado desse indicador, que hoje em dia possui grande importância para medir a qualidade de vida nas nações do planeta:

O conceito de Desenvolvimento Humano é a base do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), publicado anualmente, e também do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ele parte do pressuposto de que para aferir o avanço de uma população não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana.

Esse enfoque é apresentado desde 1990 nos RDHs, que propõem uma agenda sobre temas relevantes ligados ao desenvolvimento humano e reúnem tabelas estatísticas e informações sobre o assunto. A cargo do PNUD, o relatório foi idealizado pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq (1934-1998). Atualmente, é publicado em dezenas de idiomas e em mais de cem países.

O objetivo da elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano é oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da “felicidade” das pessoas, nem indica “o melhor lugar no mundo para se viver”.

Além de computar o PIB per capita, depois de corrigi-lo pelo poder de compra da moeda de cada país, o IDH também leva em conta dois outros componentes: a longevidade e a educação. Para aferir a longevidade, o indicador utiliza números de expectativa de vida ao nascer. O item educação é avaliado pelo índice de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino. A renda é mensurada pelo PIB per capita, em dólar PPC (paridade do poder de compra, que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). Essas três dimensões têm a mesma importância no índice, que varia de zero a um.

Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 1990, o índice foi recalculado para os anos anteriores, a partir de 1975. Aos poucos, o IDH tornou-se referência mundial.

Muito bem, agora já temos uma definição mais clara sobre o que significa a riqueza das nações (por favor não confundam com a obra de Adam Smith, que é outra coisa absolutamente diferente).

Mas e as alegações da chamada “ética protestante”? Aquela desenvolvida por Max Weber? A posição de Max Weber consiste em afirmar que para o calvinismo a riqueza é uma bem-aventurança e um sinal de predestinação. Essa crença teria levado os calvinistas a procurarem o sucesso comercial e influenciado a gênese do capitalismo.

Embora seja uma posição tremendamente simplista, há algo de verdadeiro nisso.

Ainda que se admitisse ser essa tese totalmente verdadeira, ela mostra apenas como para o calvinista a caridade é inútil, pois os pobres, além da miséria desta vida, já são predestinados ao inferno. Isso está bem de acordo com a mentalidade capitalista bruta, de só valorizar o lucro comercial.

E quanto ao resultado histórico desse processo, o argumento é grosseiramente falso: o Brasil no período colonial era muito mais rico que os EUA. A França era a nação mais rica do mundo. Os países de forte influência colonial católica são todos hoje, senão ricos, pelo menos culturalmente avançados (Brasil, Argentina, México, Filipinas, etc.) enquanto muitos países de colonização protestante continuam na semi-barbárie (Nigéria, Botswana, Ruanda, etc.). Tome-se como exemplo a comparação entre o Equador e a Guiana Holandesa.

Em alguns dos países protestantes que se tornaram ricos, é preciso não desconsiderar um fato importante: a grande riqueza desses países pode ser explicada também pelo fato de que os grandes banqueiros do mundo nos séculos XVI e XVII eram judeus, e seus bancos se situavam em Londres e Amsterdam. Nesses casos, a riqueza dos protestantes não é propriamente protestante, e sim judaica.

De qualquer forma, ainda que se admitisse que o argumento da protestante fosse verdadeiro, o que ele provaria? Que o protestantismo é uma forma melhor de produzir dinheiro que o Catolicismo.

Sei que poderíamos escrever muito mais sobre o assunto, mas optamos por não nos prolongarmos demais, sob risco de acabarmos escrevendo um tratado extenso, para não cansar os nossos leitores. Fiquemos em explicações mais simples, mas nada impede aos mias ávidos por conhecimento, procurem as fontes bibliográficas adequadas para estudar os tratados de economia e desenvolvimento das nações durante os séculos XVI ao XX.

Finalmente, passemos à refutação!

Começaremos expondo as verdadeiras estatísticas da composição dos protestantes nas populações dos paises citados pelos crentes, utilizando a base de dados do CIA World Fact Book. Também usaremos outros bancos de dados demográficos que estiverem ao nosso alcance.

Inglaterra – 71,6% pertencem ao Cristianismo (dividido entre Anglicanos, Romanos Apostólicos, Presbiterianos e Metodistas). Estatísticas mais apuradas podem ser encontradas clicando-se aqui e aqui. Uma olhada nas estatísticas do Reino Unido dizem que os protestantes na verdade estão apenas entre 6% a 15% da população britânica. Mais detalhes sobre os valores atuais da sociedade européia podem ser obtidos clicando-se aqui.

Nova Zelândia – Apenas 1,7% da população é protestante

Suíça – Apenas 35,3% são protestantes

Estados Unidos – 51,3% são protestantes. O caso dos EUA é bem particular, pois os EUA foram fundados por cima da Constituição de 1776, elaborada pelos Pais Fundadores, que previa a separação entre o Estado e a Igreja, o que permitiu ao pais progredir velozmente nos séculos que viriam a seguir, com a expansão de sua economia, sociedade, poder militar. Os EUA só emergiram como potencia após a Primeira Guerra Mundial, mas ainda não tinham o status de potência político-militar, que só foi adquirido após o final da Segunda Guerra Mundial. Não vamos nos esquecer das desgraças que a Era Bush trouxe ao mundo, que contribuíram e muito para o declínio dos EUA como a única superpotência mundial, surgindo a partir daí um mundo multipolar (com vários centros de poder emergentes, como a China, Rússia, União Européia, Japão, Índia, Brasil), o retrocesso da educação americana (com a emergência do criacionismo e os péssimos resultados dos alunos em avaliações internacionais do OCDE), a rejeição americana em assinar vários tratados internacionais (o mais famoso deles, o Protocolo de Kioto), a política unilateralista (guerras em duas frentes, sem o apoio da ONU e do mundo), e entre várias coisas ruins que desagradaram o planeta, podemos citar a ultima grande pisada na bola da Era Bush: a grande crise econômica que levou o mundo à recessão. Leia mais sobre o assunto na obra de Fareed Zakaria, em “O Mundo Pós Americano”.

Também não podemos esquecer muitas das coisas ruins que os americanos fizeram, tais como a segregação racial, a guerra civil americana (a primeira guerra moderna), o uso de armas nucleares contra o Japão, as várias guerras que promoveu pelo planeta (começando com a guerra Hispano-Americana, e depois indo pelas do Vietnã, Coréias, Nicarágua, Iraque, Afeganistão, etc), o fato de que são o pais que menos contribui com a ajuda externa ao mundo (comparando-se em termos de PIB, estão muito atrás de todos os países desenvolvidos), são o país que mais polui o planeta, são o país que mais se recusou a assinar tratados internacionais (que poderiam melhorar e muito a situação do planeta), etc..

Mas é claro que eles tem feito boas coisas pelo mundo, porem nos últimos 8 anos, tem sido terríveis, graças ao Bush, que é um evangélico renascido…

Suécia – 87% são luteranos, porém isso não significa nada, pois a taxa vem declinando todos os anos e atualmente situa-se nos 76%. Uma razão para o elevado número de suecos associados ao luteranismo reside-se no fato de que as crianças nascidas são automaticamente computadas como membros da Igreja da Suécia. E dados recentes, divulgados pela mesma igreja, revelam que menos de 4% da população freqüentam a igreja uma vez por semana, e menos de 2% são membros assíduos. E levem em conta que a população da Suécia é de apenas 9 milhões de pessoas, e foram divulgados em várias pesquisas demográficas que as taxas de ateísmo na população sueca vem subindo a cada ano, e atualmente situam-se no patamar de 17%. Mais informações podem ser encontradas clicando aqui.

Noruega – Apenas 1% da população é protestante. Vejam mais sobre isso aqui.

Alemanha – Na verdade, são apenas 34% da população alemã, e os índices de ateísmo são bem altos entre a população alemã, chegando a ser quase metade (41 a 19%). Na região da  ex-Alemanha Oriental chega aos impressionantes 88%.

Austrália – Na verdade, a população australiana compõe-se de 26,4% de católicos, 20,5% de anglicanos, 20,5% de outras denominações cristãs.

Dinamarca – 95% é dita como luterana, mas na realidade mais de 40% da população não acredita em nenhuma divindade. De acordo com Phil Zuckerman, cerca de 40 a 80% dos dinamarqueses não acreditam em Deus.

Finlândia – 82,5% da população é contabilizada como luterana, porém estima-se que 28 a 60% dos finlandeses não acreditam em nenhuma divindade. Mais detalhes sobre as antigas religiões finlandesas podem ser encontradas aqui, e devemos lembrar que a população da Finlândia é de apenas 5,2 milhões de pessoas.

Islândia – 82,1% são luteranos, e mesmo assim, estima-se que entre 16 a 23% da população não acredite em nenhuma divindade. E essa ilha só possui 300 mil habitantes. Grande coisa, não? E ainda por cima, é sustentada com a ajuda vinda da Dinamarca, e recentemente passou por uma quebra generalizada da economia, com falência do governo graças à crise hipotecária dos EUA.

Engraçado como essa lista se compõe em sua maioria de paises pouco populosos, não acham?

Enfim, qual a verdadeira classificação das maiores nações protestantes do mundo ? De acordo com uma lista obtida aqui, temos os seguintes países, por ordem:

  1. Estados Unidos
  2. Reino Unido
  3. Nigéria
  4. Alemanha
  5. África do Sul
  6. Quênia
  7. China
  8. Brasil
  9. Indonésia
  10. Congo

Reparem que, entre as nações classificadas, apenas 3 são países desenvolvidos !! E não podemos esquecer que Reino Unido e a Alemanha são países com altas taxas de ateísmo, sociedades secularizadas, cujas populações deixaram de freqüentar a igreja e já não acreditam mais nas religiões organizadas.

E entre esses, temos dois países emergentes, que são a China e o Brasil, paises ricos mas ainda subdesenvolvidos em vários indicadores sócio-economicos. No Brasil, 73,6% são católicos e 15,4% são evangélicos (IBGE). E a China ? Segundo dados da CIA World Factbook, ela possui uma população de 1,3 bilhoes de pessoas, e menos de 4% pertencem às religiões cristas (não há dados precisos sobre o número de protestantes) e ela é oficialmente ateísta, já que as religiões chinesas não estão organizadas em torno de uma divindade e sim em torno de uma filosofia de vida (budismo e taoísmo, além das religiões tradicionais chinesas).

Enfim, o restante dos paises na lista pertencem ao 3° Mundo, com péssimos indicadores sócio-econômicos, pouco expressivos no cenário mundial, e estão na periferia do sistema internacional. Sobre esses países, vale a pena mencionar que a Indonésia é um dos países com a maior população muçulmana no planeta e os protestantes nesse pais são apenas 5,7% !

Sobre os paises africanos, não é preciso dizer mais nada, preciso ? As nações africanas realmente são “felizes por terem o Jesus como senhor” e são “referência mundial”. E todo mundo conhece a situação atual da África, que nem preciso me prolongar sobre o assunto.

E por ordem de PIB ? Vamos ver aqui quem são os países mais ricos do mundo, com dados de 2005 e uma lista completa pode ser baixada clicando-se aqui.

Bem, estamos vendo que a maioria dos países ricos não são protestantes. Tirando os EUA, temos o Japão e a China (que recentemente passou à condição de 2° maior economia mundial, conforme divulgado pelo BBC – e o Brasil poderá ser a 4° economia mundial dentro de 15 anos), são países ateístas (possuem como já falei, religiões organizadas em torno de uma filosofia de vida e não em torno de uma divindade), e os países europeus na lista são nações secularizadas, com pouca influência da religião na sociedade (ao contrario dos EUA) cujos índices de ateísmo e agnosticismo crescem a cada ano (veja a tabela abaixo). Quanto ao resto dos países, vale lembrar que a Índia possui uma população de 900 milhoes de hindus (que adoram mais de 20 mil deuses diferentes), a Turquia é muçulmana, a Rússia segue as religioes ortodoxas.

Uma tabela mais completa pode ser encontrada clicando-se aqui. Agora, vamos brincar mais um pouco? Vamos ver a lista dos 10 paises com a maior população protestante do mundo, e comparar com a lista do Índice de Desenvolvimento Humano (dados de 2006), e vermos as classificações deles. Mãos à obra!

  1. Estados Unidos em 15° lugar
  2. Reino Unido em 21° lugar
  3. Nigéria em 154° lugar
  4. Alemanha em 23° lugar
  5. África do Sul em 125° lugar
  6. Quênia em 144° lugar
  7. China em 94° lugar
  8. Brasil em 70° lugar
  9. Indonésia em 109° lugar
  10. Congo em 177° lugar

Ou seja, de 10 países, apenas 4 se encontram nas faixas de Alto Desenvolvimento Humano, 3 se situam em Médio Desenvolvimento Humano e os restantes no Baixo Desenvolvimento Humano. O pior colocado é o Congo, que quase ficou com o indigno ultimo lugar, posição essa ocupada pela Serra Leoa. Quase todos os primeiros colocados são ocupados por paises não-protestantes..!

Enfim, já expusemos aqui a verdade por trás da “riqueza das nações protestantes” e a verdadeira relevância destas nações em nosso mundo atual.

Podemos afirmar que mais uma mentira crente foi detonada..!!

Para concluir, precisamos esclarecer umas coisas. O que é que faz uma nação feliz? Com certeza, não é através de um amiguinho imaginário, e sim por um conjunto de fatores que destacaremos abaixo:

  • Livre Pensamento e Expressão
  • Império da Lei
  • Sistema Democrático de Governo
  • Livre Imprensa
  • Qualidade de Vida
  • Estabilidade Econômica e Política
  • Altas taxas de Escolaridade
  • Sistema Universal de Saúde e Previdência
  • Acesso à Informação e Cultura
  • Liberdade de Crença
  • Livre Iniciativa Econômica
  • Pouca Burocracia
  • Crescimento Econômico
  • Preservação do Meio Ambiente
  • Paz com os seus vizinhos
  • Tolerância e Respeito
  • Infra-estrutura adequada
  • E muitos outros fatores que não da para mencionar aqui

Enfim, e não vai ser nenhum amiguinho imaginário chamado Jesus que vai fornecer tudo isso para a felicidade das nações. A felicidade se constrói com trabalho duro, com o suor de milhões de pessoas, com o respeito e tolerância ao próximo, construir condições de vida para as populações, estabelecer metas e objetivos que possam ser alcançados, pensar nas gerações futuras, conservar o meio em que se vive, etc

O ser humano não precisa ficar de quatro no chão, adorando um Jesus qualquer. Tem é que ficar de pé, cabeça erguida, olhando para frente e se juntar aos seus semelhantes para construírem um futuro em comum.

O que os crentes tem contra a verdade? Porque os crentes não conseguem parar de mentir compulsivamente, em suas tentativas de mostrar as suas religiões como porta-vozes do progresso, moralidade, ética e desenvolvimento?

Depois eles ficam lá dando uma de galardões da verdade… bah, fingidos e falsos! E nós estaremos sempre aqui para detonar as GMR!!

MITO DETONADO


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