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Livro dos Porquês

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Grandes Mentiras Religiosas

O mundo não é tão bizarro quanto fazem parecer. Mentiras e enganações para ludibriar as pessoas, lindamente desmontados, de forma a trazer à luz a desonestidade para tentar lhe fazer parar de pensar e simplesmente aceitar o que querem que você pense. Mais »

Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

O cristianismo sem Jesus Cristo

clero.jpgEstá patente a existência do cristianismo sem Cristo. A existência do clero, por outro lado, foi uma exigência bramânica.

Pregando por meio de parábolas, os sacerdotes se faziam necessários para esclarecer o sentido das mesmas. Assim se justificava o pagamento com as esmolas dos crentes. Ensinavam a religião e se apoderavam do dinheiro. Suas terras e os templos já eram isentos dos impostos. O sumo-sacerdote não se casava e era venerado como um deus.

No budismo, tanto os bonzos como os mosteiros são mantidos pela comunidade e os monges, igualmente, não se casam. O Dalai-Lama é o Vigário de Deus, o sucessor de Fó, sendo Infalível como o Papa se diz ser. Nos mosteiros todos se chamam de irmãos.

O clero persa era dividido em ordens hierárquicas, e tinha o direito a um décimo da renda da comunidade. Os magos persas, como os profetas judeus, eram puros e não trabalhavam.

No Egito, a classe mais alta era a dos sacerdotes. Elegiam o rei e limitavam a sua ação. O povo arrendava as terras do templo. Só o clero ensinava a religião e presidia aos sacrifícios. O regime era teocrata e todos tinham de submeter-se às regras eclesiásticas. O sacerdote era o adivinho, fazia os oráculos, as profecias, os sortilégios e os exorcismos. Afirmava ter força sobre a natureza, para o bem da humanidade.

Os brâmanes procuravam afugentar os malefícios e as maldições. Para isto, cultivam certas plantas, como o lótus e o cânhamo, das quais faziam licores como o “amrita”, que possuía virtudes milagrosas. Tinham as mesmas modalidades de expiação ainda hoje adotadas pelo cristianismo.

As mortificações hindus são as mesmas praticadas pelos cristãos medievais. Certos crentes carregaram durante toda a vida enormes colares de ferro, outros, pesadas correntes de ferro. Alguns se marcavam com o ferro em brasa, avivando a ferida todos os dias. Muitos vão rolando deitados até Benares, pagar ali suas promessas. Também usam sandálias cravadas de finos pregos, os quais entram pelas solas dos pés.

No Egito, os sacerdotes de Ísis açoitavam-se em sua honra, expiando, com isso, suas próprias culpas e as do povo.

Entre os gregos havia a água lustral para as expiações e para as propiciações.

Os sacerdotes de Dodona feriam-se e os de Diana praticavam tais coisas em seus corpos, que às vezes punham em perigo a própria vida.

Os romanos procuravam livrar-se das calamidades públicas oferecendo aos seus deuses sacrifícios humanos.

Os Indostânicos tornavam-se celibatários, pediam esmolas, jejuavam e se isolavam do convívio com outras Pessoas.

No budismo, as crianças eram ensinadas a fazer votos de castidade. O governo concedia honras especiais ao que chegavam aos 40 anos castos. No Egito, existiam mosteiros apropriados para os que faziam votos de castidade. Também os sacerdotes de Baco, na Grécia, faziam tais votos. Os sacerdotes de Cibele eram castos e castrados.

Em Roma, as Vestais viviam em mosteiros, indo para eles até aos seis anos de idade, e juravam não deixar extinguir-se o fogo sagrado e manterem-se virgens. A que faltasse ao juramento seria enterrada viva e, o amante, condenado à morte.

Os budistas consagravam o pão e o vinho, representando o corpo e o sangue de Agni, quando os bonzos aspergiam os crentes. Enquanto aspergem água lustral, cantam hinos ao sol e ao Fogo, o “Kirie Eleison” que os católicos copiaram e cantam ou recitam durante a missa. Inicialmente o sacrifício constava da imolação de uma pessoa, a qual posteriormente foi substituída pela hóstia. Tal como o padre católico, o sacerdote budista também lava as mãos antes das libações. A cerimônia budista é em tudo semelhante à missa da Igreja Católica. Os persas tinham, em seus ritos religiosos, a eucaristia, ou seja, a mesma oferenda do pão e do vinho que também consta do ritual da missa, bem como o Pater Noster, o Credo e o Confiteor.

Na Grécia, rezava-se pela manhã e à noite. Os etruscos juntavam as mãos quando oravam. Também a confissão lá era praticada pelos persas. O ritual do catolicismo tem muito do ritual mitraico, assim como a vestimenta dos sacerdotes católicos foi copiada do figurino dos sacerdotes de Mitra.

Muitas das religiões pré-cristãs já festejavam a Páscoa e a Natividade. Os persas inclusive dedicaram um dia aos mortos. E, no dia em que o filho começava a receber instrução religiosa, havia festa na casa dos pais. Entre os gregos, cada dia da semana era dedicado a um deus. Os Hindus viviam peregrinando de um templo para outro. Criam na existência de dias bons e dias maus, como também em sortilégios e malefícios. Cada pessoa era dedicada a um anjo que a protegia desde o nascimento. Benziam as vacas, os instrumentos agrícolas e animais domésticos.

A história do passado religioso do homem está repleta de virgens puras e belas, que são as mães dos deuses. Maria, mãe de Jesus Cristo, é apenas mais uma dentre tantas outras.

Igualmente, as procissões constituem práticas multimilenares. É antiqüíssima tal modalidade de culto. Juno e Diana passearam em caminhadas durante muitos séculos. As cidades sempre se enfeitaram à passagem dos santos e dos deuses.

Por aí vemos que nem Jesus nem o cristianismo têm nada de original. A veneração das imagens já era muito anterior ao cristianismo. Por outro lado, o judaísmo, que as baniu, não foi, entretanto, o primeiro a tomar tal atitude. Plutarco disse que os tebanos não as usavam, assim como Numa Pompílio proibiu os romanos de as usarem, durante o seu governo.

O batismo era uma cerimônia praticada pelos antigos muito antes de se cogitar, sequer, do nome de cristão. Os hindus lavam o recém-nascido em água lustral, dando-lhe um nome de um gênio protetor. Aos oito anos, a criança aprende a recitar os hinos ao Deus-Sol. A extrema-unção também, desde muito antes do cristianismo, era praticada pelos hindus. Copiando detalhes dos ritos e cultos de uma grande variedade de seitas, o cristianismo constituiu o seu próprio ritual, tudo girando em torno do Deus-Sol, no qual, por fim, vestiram a roupa de Jesus Cristo.

O cristianismo deve ser examinado com isenção de ânimo, ainda quando visto como uma das melhores religiões. Ele propõe ter sido Jesus um messias. O termo é tomado do hebraico mesiá que quer dizer ungido. Da versão para o grego resultou Kristós. No caso, messias assume o contexto, como quando se diz ritualmente ungido salvador, ou como em ungido rei. Por influência grega a nova religião em vez de se chamar messianismo, passou a ser cristianismo. Não obstante algumas diferenças semânticas, os termos se equivalem.

Jesus nasceu pelo ano 4, antes de nossa era, “ao tempo do Rei Herodes” (Mateus 2;1), a quem o Evangelista ainda atribuiu a decisão de o matar. Para lograr seu objetivo “mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo” (Mateus 2;16).

Sabe-se também que Herodes morreu no ano 4 a.C. Se esta narrativa, redigida 50 ou 80 anos depois, for verdadeira, deve-se admitir coerentemente que Jesus já era nascido pelo ano 4 antes da era atual. No inicio da Idade Média o monge Dionísio, O Pequeno (ou o Exíguo) criou a cronologia cristã, tendo errado por pelo menos 4 anos a data do nascimento de Jesus. Não há escritos contemporâneos de Jesus que mencionavam sua existência e doutrina. Esta fato oferece muitas dificuldades. O que se escreveu depois, e ainda em outra língua, em grego, cujos conceitos mentais são mais evoluídos e poderão ter alterados nuances de conteúdo.

Pelos anos 60 ou após redigiram-se os 4 evangelhos, escritos respectivamente por Mateus e Marcos, Lucas e João. O novo Testemunho compõe-se destes escritos, e mais os Atos dos Apóstolos (de Lucas), Epistola (de vários Apóstolos e Apocalipse de João).

Como foi que surgiu o cristianismo?

Na interpretação histórico-crítica o processo de surgimento do cristianismo se desenvolveu num espaço relativamente curto. No inicio do ano 28 passou Jesus a pregar, sendo levado à morte no ano 30.

Morto Jesus, se processou uma institucionalização do grupo, com influências novas vindas do helenismo, fato este que provocou uma separação mais profunda ao qual entretanto ficou ligado umbilicalmente. Dali resulta a necessidade de examinar o cristianismo inicial sob duas perspectivas. Numa primeira importa examina-lo frente às seitas judias. Numa segunda perspectiva, quais foram suas fases de desenvolvimento, pelo qual se foi diferenciando, até tomar feição mais ou menos própria.

Próximo capítulo: As origens do cristianismo e a busca para o Jesus Cristo histórico (em breve)

Veja os outros capítulos da série A maior farsa de todos os tempos clicando aqui.

  • Behaviorista

    Muito legal o seu trabalho iluminar esse personagem tão obscuro com a luz de uma legitima pesquisa cientifica !!!

    Gostaria de ter um exemplar do seu livro quando lançar !!!

    Mas ainda existem milhares de outros mitos milenares a serem combatidos pela humanidade… mitos esses que influenciaram o surgimento das religiões, como o dualismo, o livre-arbitrio, a mente, o exclusivismo humano, a intensionalidade das coisas…

    Nietzsche, Darwin e Skinner foram um começo, mas precisamos martelar mais !!!!

  • É um trabalho extenso de pesquisa, muito bem elaborado, mas daria maior credibilidade se as fontes destas informações fossem fornecidas. Afinal não se pode repetir o erro do cristianismo, de dizer coisas sem mostrar de onde.

    Grande abraço,

    Almir Ferreira

  • O problema é que ninguém quer ler estes artigos assim, é como que ninguém quer abrir a mente! Eu particularmente adoro estas matérias, pois ja fui crente, e dos brabos! Hoje eu digo que A CIÊNCIA SALVOU MINHA ALMA! Gosto muito deste blog! É bem cético!