Grandes Nomes da CIência

Biografias de cientistas conhecidos ou não tão conhecidos assim. Curiosidades e fatos sobre suas pesquisas, inclusive gente anônima que fez ciência e não recebeu os devidos créditos. Mais »

Livro dos Porquês

A sabedoria e o conhecimento. Isso é Poder! Abra sua mente, aprenda mais sobre questões básicas (e complexas) e tire suas dúvidas, de forma mais didática possível, sem ser aquelas aulas chatas de colégio. Mais »

Grandes Mentiras Religiosas

O mundo não é tão bizarro quanto fazem parecer. Mentiras e enganações para ludibriar as pessoas, lindamente desmontados, de forma a trazer à luz a desonestidade para tentar lhe fazer parar de pensar e simplesmente aceitar o que querem que você pense. Mais »

Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

A maior invenção da indústria da fé

Na mitologia egípcia, Osíris foi traído na sua última ceia pelo deus diabólico Set, que os Gregos identificavam como Typhon. Esta parece ser a origem da idéia de que o traidor de Jesus estava presente na sua última ceia. A idéia de que este traidor se chamava “Judas” vem do tempo em que os doze apóstolos eram ainda entendidos como sendo os filhos de Jacob. A idéia de Judas (= Judah, Yehuda) traindo Jesus (o “filho” de José) é uma forte reminiscência da história do José da Tora sendo traído pelos seus irmãos com Yehuda como líder da traição.

Esta alegoria seria particularmente apelativa para os Samaritanos Notzrim, que se consideravam filhos de José, traídos pelos Judeus ortodoxos (representados por Judas/Yehuda). No entanto, a história dos doze apóstolos perdeu a sua interpretação alegórica original, e os Cristãos começaram a pensar que os “doze apóstolos” eram doze pessoas reais que seguiram Jesus. Os Cristãos tentaram encontrar nomes para estes doze apóstolos.

Mateus e Tadeu foram baseados em Mattai e Todah, dois dos discípulos de Yeishu. Um ou os dois apóstolos chamados Jacobus (Tiago) é possivelmente baseado no Jacob de Kfar Sekanya, um primitivo Cristão conhecido do rabi Eliezer ben Hyrcanus, mas isto é apenas uma suposição. Como já vimos, a personagem de Judas é majoritariamente baseado no Judah da Tora, mas poderá haver também uma ligação com um contemporâneo de Yeishu, Yehuda ben Tabbai, o discípulo do Rabi Yehoshua ben Perachyah. Como já foi mencionado, a idéia do traidor na última ceia é derivada da mitologia de Osíris, que foi traído por Set-Typhon. Set-Typhon tinha cabelo ruivo, e esta é provavelmente a origem da afirmação de que Judas tinha o cabelo ruivo. Esta idéia levou ao retrato estereotipo Cristão de que os Judeus têm cabelo ruivo, não obstante o fato de que, na realidade, o cabelo ruivo é de longe mais comum entre Arianos do que entre Judeus.

O apelido “Iscariotes” é muitas vezes atribuído a Judas. Em algumas partes onde os Novos Testamentos Ingleses têm “Iscariotes”, o texto Grego realmente tem “apo Kariotou”, que significa “de Karyot”. Karyot era o nome de uma cidade em Israel, provavelmente o moderno lugar conhecido em árabe como Karyatein. Portanto, vê-se que o nome Iscariotes é derivado do Hebreu “ish Karyot”, que significa “homem de Karyot”. Esta é a compreensão do nome aceita hoje em dia pelos Cristãos.

No entanto, no passado, os Cristãos entendiam mal este nome, e nasceram lendas de que Judas era da cidade de Sychar, que ele era um membro do partido extremista conhecido como Sicarii, e que ele era da tribo de Issacar. O mais interessante mal entendimento do nome é a sua primitiva confusão com a palavra scortea, que significa “bolsa de couro”. Isto levou ao mito do Novo Testamento de que Judas carregava uma bolsa, o que por sua vez levou à crença de que ele era o tesoureiro dos apóstolos.

O apóstolo Pedro parece ser uma personagem largamente ficcional. De acordo com a mitologia Cristã, Jesus escolheu-o para ser o “guardião das chaves do reino dos céus”. Isto é claramente baseado na divindade pagã egípcia Petra, que era o porteiro do céu e da vida após a morte, governados por Osíris.

Temos também de duvidar da história de Lucas “o médico”, que era suposto ser amigo de Paulo. O original Grego para Lucas é Lycos, que era um outro nome para Apolo, o deus da cura.

João Batista é largamente baseado numa personagem histórica que praticava imersão ritual na água como um símbolo físico de arrependimento. Ele não realizava batismos sacramentais ao estilo Cristão para purificar as almas das pessoas – tal idéia era totalmente estranha ao Judaísmo. Ele foi condenado à morte por Herodes Antipas, que temeu que ele estivesse prestes a começar uma rebelião. O nome de João em Grego era “Ioannes”, e em latim “Johannes”.

Apesar de estes nomes serem usualmente usados para o nome Hebreu Yochanan, é improvável que este tenha sido o verdadeiro nome Hebreu de João. “Ioannes” assemelha-se a “Oannes”, o nome Grego para o deus pagão Ea. Oannes era o “Deus da Casa de Água”. Batismos sacramentais para purificação mágica das almas era uma prática que aparentemente originou a adoração de Oannes. A mais provável explicação do nome de João e a sua relação com Oannes é a de que João provavelmente ostentou o apelido “Oannes”, dado que ele praticava o batismo, que tinha adaptado do culto de Oannes. O nome “Oannes” foi mais tarde confundido com “Ioannes” (de fato, a lenda do Novo Testamento que diz respeito a João providencia uma pista de que o seu verdadeiro nome talvez tenha sido Zacarias.) É sabido, dos escritos de Flávio Josefo, que o João histórico rejeitou a interpretação pagã do batismo como “purificação de almas”. Os Cristãos, no entanto, voltaram a esta interpretação pagã original.

O deus Oannes era associado com a constelação do Capricórnio. Tanto Oannes como a constelação do Capricórnio eram associados com a água (a constelação é suposto representar uma mítica criatura marítima com o corpo de peixe e as partes dianteiras de um bode.) Já vimos que a Jesus é dado a mesma data de nascimento do deus sol (25 de Dezembro), quando o sol está na constelação de Capricórnio. Os pagãos pensavam neste período como onde o deus Sol imerge nas águas de Oannes e emerge renascido (o Solstício de Inverno, quando os dias começam a ficar maiores, ocorre perto de 25 de Dezembro.)

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