Grandes Nomes da CIência

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Livro dos Porquês

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Grandes Mentiras Religiosas

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Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

A maior invenção da indústria da fé

Para resumir, todos os argumentos Cristãos foram baseados em mudanças fonéticas e formas gramaticais impossíveis, e foram, consequentemente, desmistificadas. Além do mais, apesar das lendas na Gemara não possam ser tidas como fatos, a evidência no Baraitas e no Tosefta sobre a Yeishu pode nos levar de volta até Yehoshua ben Perachyah, Shimon ben Shetach e Yehuda ben Tabbai, enquanto que a evidência no Baraitas e no Tosefta sobre a ben Stada no leva até o Rabi Eliezer ben Hyrcanus e seus discípulos, que foram contemporâneos de ben Stada.

Consequentemente, esta evidência pode ser encarada como historicamente certa. Por isso os Cristãos modernos não mais atacam o Talmude, mas em vez disso negam qualquer relação entre Jesus e Yeishu ou ben Stada. Eles desmistificam as similaridades como puras coincidências. No entanto, ainda temos que estar atentos aos falsos ataques contra o Talmude pois muitos livros Cristãos ainda os mencionam e podem ressurgir de tempos em tempos.

Muitas partes da história de Jesus não são baseadas em Yeishu ou ben Stada. A maior parte das denominações Cristãs afirma que Jesus nasceu a 25 de Dezembro. Originalmente, os Cristãos orientais acreditavam que ele tinha nascido a 6 de Janeiro. Os Cristãos armênios ainda seguem esta primitiva crença enquanto que muitos Cristãos consideram que essa é a data da visita dos Magos. Como já foi apontado anteriormente, Jesus foi provavelmente confundido com Tammuz, nascido da virgem Myrrha.

Sabe-se que nos tempos Romanos os deuses Tammuz, Aion e Osíris eram comuns. Dizia-se que Osíris-Aion tinha nascido da virgem Geb em 6 de Janeiro, e isto explica a data primitiva para o Natal. Geb era, às vezes, representada como uma vaca sagrada e o seu templo era um estábulo, que é provavelmente a origem da crença Cristã de que Jesus nasceu num estábulo. Embora alguns possam pensar que esta afirmação é forçada, é tido como um fato que algumas facções Cristãs primitivas consideravam Jesus e Osíris nos seus escritos.

A data de 25 de Dezembro para o Natal era originalmente a data pagã do aniversário do deus sol, cujo dia da semana é ainda conhecido como Sun-day (inglês). O halo de luz que é usualmente mostrado à volta da face de Jesus e dos santos Cristãos é outro conceito tirado do deus sol.

O tema da tentação por uma criatura diabólica também é encontrado na mitologia pagã. A história da tentação de Jesus por Satã, em particular, parece-se com a tentação de Osíris pelo deus diabólico Set na mitologia egípcia.

Já tínhamos sugerido que havia uma relação entre Jesus e o deus pagão Dioniso. Como Dioniso, o menino Jesus foi posto com fraldas numa manjedoura; como Dioniso, Jesus podia tornar água em vinho; como Dioniso, Jesus viajou de burro e deu de comer a uma multidão num ermo; como Dioniso, Jesus sofreu e foi objeto de escárnio. Alguns primitivos Cristãos afirmavam que Jesus tinha de fato nascido, não num estábulo, mas numa caverna – como Dioniso.

De onde é que a história de que Jesus foi crucificado veio? Parece ter resultado de várias origens. Em primeiro lugar, houve três personagens históricas durante o período Romano que as pessoas pensavam ser o Messias e que foram crucificadas pelos Romanos, a saber, Yehuda da Galileia (6 D.E.C.), Theudas (44 D.E.C.) e Benjamim, o Egípcio (60 D.E.C.).

Dado que se pensava que estas três pessoas eram o Messias, elas foram naturalmente confundidas com Yeishu e ben Stada. Yehuda da Galileia tinha pregado na Galileia e tinha arranjado muitos seguidores antes de ser crucificado pelos Romanos. A história do ministério de Jesus na Galileia parece ter sido baseada na vida de Yehuda da Galileia. Esta história e a crença de que Jesus viveu em Nazaré na Galileia se reforçaram mutuamente. A crença de que alguns dos discípulos de Jesus foram mortos em 44 D.E.C. por Agripa parece ser baseado no destino dos discípulos de Theuda. Dado que ben Stada tinha vindo do Egito é natural que ele tenha sido confundido com Benjamim, o Egípcio. Eles foram também, provavelmente, contemporâneos.

Alguns escritores modernos até sugeriram que eles foram a mesma pessoa, apesar disso não ser possível pois as histórias das suas mortes são completamente diferentes. Nos Atos dos Apóstolos do Novo Testamento, que usa o livro de Flávio Josefo “Antiguidades Judaicas” (93 – 94 D.E.C.) como referência, é deixado claro que o autor considerou Jesus, Yehuda da Galileia, Theudas e Benjamim, o Egípcio como quatro pessoas diferentes. No entanto, naquela altura já era muito tarde para anular as confusões que já tinham acontecido antes do Novo Testamento ter sido escrito, e a idéia da crucificação de Jesus tinha-se tornado uma parte integral do mito.

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