Grandes Nomes da CIência

Biografias de cientistas conhecidos ou não tão conhecidos assim. Curiosidades e fatos sobre suas pesquisas, inclusive gente anônima que fez ciência e não recebeu os devidos créditos. Mais »

Livro dos Porquês

A sabedoria e o conhecimento. Isso é Poder! Abra sua mente, aprenda mais sobre questões básicas (e complexas) e tire suas dúvidas, de forma mais didática possível, sem ser aquelas aulas chatas de colégio. Mais »

Grandes Mentiras Religiosas

O mundo não é tão bizarro quanto fazem parecer. Mentiras e enganações para ludibriar as pessoas, lindamente desmontados, de forma a trazer à luz a desonestidade para tentar lhe fazer parar de pensar e simplesmente aceitar o que querem que você pense. Mais »

Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

A maior invenção da indústria da fé

O tema de uma criança divina ou semidivina que é temida por um rei cruel é muito comum na mitologia pagã. A história usual é que o rei cruel recebe uma profecia de que uma certa criança vai nascer e vai usurpar o trono. Em algumas histórias a criança é nascida de uma virgem e usualmente é filho de um deus. A mãe da criança tenta escondê-lo. O rei normalmente ordena a matança de todos os bebês que possam ser o profetizado rei.

Exemplos de mitos que seguem este enredo são as histórias de nascimento de Rómulo e Remo, Perseu, Krishna, Zeus e Édipo. Apesar de os literalistas da Tora não gostarem de o admitir, a história do nascimento de Moisés também se assemelha à destes mitos (alguns dos quais afirmam que a mãe pôs a criança num cesto e o colocou num rio.) Existiam provavelmente várias histórias destas circulando no Levante que se perderam. O mito Cristão da matança dos inocentes por Herodes é simplesmente uma versão Cristã deste tema. O enredo era tão conhecido que um sábio Midrashic não resistiu a usá-lo para um relato apócrifa do nascimento de Abraão.

Os primeiros cristãos acreditavam que o Messias iria nascer em Belém. Esta crença é baseada numa má interpretação de Miquéias 5, 2, que simplesmente nomeia Belém como a cidade onde a linhagem Davidiana começou. Como os primeiros cristãos acreditavam que Jesus era o Messias, eles automaticamente acreditaram que ele tinha nascido em Belém. Mas porque é que os Cristãos acreditavam que ele tinha vivido em Nazaré? A resposta é bem simples. Os primeiros cristãos de língua grega não sabiam o que a palavra “Nazareno” significava. A forma primitiva Grega desta palavra é “Nazoraios”, que deriva de “Natzoriya”, o equivalente aramaico do Hebreu “Notzri” (lembre-se que “Yeishu ha-Notzri” é o original Hebreu para “Jesus, o Nazareno”.) Os primeiros Cristãos pensaram que “Nazareno” significava uma pessoa de Nazaré, e assim assumiu-se que Jesus tinha vivido em Nazaré. Ainda hoje, os cristãos alegremente confundem as palavras hebraicas “Notzri” (Nazareno, Cristão), “Natzrati” (Nazareno, natural de Nazaré) e “nazir” (nazarite), todas as quais têm significados completamente diferentes.

A informação no Talmude (que contém o Baraitas e o Gemara) acerca de Yeishu e ben Stada é tão danosa para o Cristianismo que os Cristãos sempre tomaram medidas drásticas contra ela. Quando os Cristãos descobriram a informação, tentaram imediatamente apagá-la censurando o Talmude. A edição de Basileia do Talmude (c. 1578 – 1580) tinha todas as passagens relacionadas com Yeishu e ben Stada apagadas pelos Cristãos. Ainda hoje, as edições do Talmude usadas pelos educadores Cristãos não têm estas passagens!

Durante as primeiras décadas deste século, ferozes batalhas académicas irromperam violentamente entre educadores Cristãos e Ateus acerca das verdadeiras origens do Cristianismo. Os Cristãos foram forçados a enfrentarem a evidência Talmudica. Não podiam mais ignorar isso e assim, em vez disso, decidiram atacá-lo. Afirmaram que o Yeishu Talmudico era uma distorção do “Jesus histórico”. Afirmaram que o nome “Pandeira” era simplesmente uma tentativa hebraica para pronunciar a palavra Grega para virgem – “parthenos”. Apesar de haver uma parecença superficial entre as palavras, temos de notar que para “Pandeira” derivar de “parthenos”, o “n” e o “r” têm de trocar de posições. No entanto, os Judeus não sofriam de nenhum impedimento linguístico que causasse isto! A resposta Cristã é que possivelmente os Judeus alteram propositadamente a palavra “parthenos” para os nomes “Pantheras” (encontrado na história de Celso) ou para “pantheros”, que significa pantera, e “Pandeira” é derivado da palavra deliberadamente alterada. Este argumento também falha, pois a terceira consoante da palavra “parthenos” alterada e inalterada é theta. Esta letra é sempre transliterada pela letra hebraica taw, cuja pronunciação durante os tempos clássicos muito se assemelhava a essa letra Grega.

Contudo, o nome “Pandeira” nunca é soletrado com um taw, mas com um dalet ou um tet, o que mostra que a forma original Grega tinha um delta como sua terceira consoante, e não um theta.

O argumento Cristão pode-se também voltar contra si: talvez os Cristãos deliberadamente alterassem “Pantheras” para “parthenos” quando inventaram a história da virgem que deu à luz. Também é de notar que a semelhança entre “Pantheras” (ou “pantheros”) é muito menor quando escrita em Grego, pois na formação original Grega as suas segundas vogais são completamente diferentes.

Os Cristãos também não aceitaram que Maria Magdalena estivesse ligada a Miriam, a alegada mãe de Yeishu no Talmude. Eles argumentaram que o nome “Magdalena” significa uma pessoa de Magdala e que os Judeus inventaram “Miriam, a cabeleireira de mulheres” (mgdala nshaya) para zombar dos Cristãos ou porque eles próprios se equivocaram quanto ao nome “Magdalena”.

Este argumento também é falso. Primeiramente, ignora a gramática Grega: o Grego correto para “de Magdala” é “Magdales”, e o Grego correto para uma pessoa de Magdala é “Magdalaios”. A raiz Grega original para “Magdalena” é “Magdalen-“, com um “n” distinto mostrando que a palavra não tem nada a ver com Magdala. Em segundo lugar, Magdala só obteve o seu nome após os Evangelhos terem sido escritos. Antes disso era chamada Magadan ou Dalmanutha (apesar de “Magadan” ter um “n”, falta-lhe o “l”, e portanto não pode ser a derivação de “Magdalena”.) De fato, a comunidade Cristã alterou o nome para Magdala às ruínas desta área porque acreditavam que Maria Magdalena tinha vindo de lá.

Os Cristãos também afirmam que a palavra “Notzri” significa uma pessoa de Nazaré. Isto, claro, é falso, pois a palavra hebraica para Nazaré é “Natzrat” e uma pessoa de Nazaré é uma “Natzrati”. O nome “Notzri” não tem a letra taw de “Natzrat”, e assim não pode derivar daí. Os Cristãos argumentam que talvez o nome aramaico para Nazaré fosse “Natzarah” ou “Natzirah” (como o moderno nome árabe), o que explica o taw que falta em “Notzri”. Isto também não tem senso pois a palavra aramaica para alguém da Nazaré seria “Natzaratiya” ou “Natziratyia” (com um taw, pois a terminação feminina “-ah” vira “-at-“ quando o sufixo “-yia” é adicionado), e além do mais, a forma aramaica não seria usada em Hebreu. Os Cristãos também apareceram com outros argumentos variados que podem ser desmascarados uma vez que eles confundem as palavras hebraicas “Notzri” e “nazir”, ou ignoram o fato de que “Notzri” é a primitiva forma da palavra “Nazareno”.

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