Grandes Nomes da CIência

Biografias de cientistas conhecidos ou não tão conhecidos assim. Curiosidades e fatos sobre suas pesquisas, inclusive gente anônima que fez ciência e não recebeu os devidos créditos. Mais »

Livro dos Porquês

A sabedoria e o conhecimento. Isso é Poder! Abra sua mente, aprenda mais sobre questões básicas (e complexas) e tire suas dúvidas, de forma mais didática possível, sem ser aquelas aulas chatas de colégio. Mais »

Grandes Mentiras Religiosas

O mundo não é tão bizarro quanto fazem parecer. Mentiras e enganações para ludibriar as pessoas, lindamente desmontados, de forma a trazer à luz a desonestidade para tentar lhe fazer parar de pensar e simplesmente aceitar o que querem que você pense. Mais »

Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

A maior invenção da indústria da fé

jesus_300.jpgQuando confrontados com um defensor do cristianismo, imediatamente aponte que a existência de Jesus não foi provada. Quando os defensores cristãos argumentam, usualmente apelam mais para as emoções do que para a razão, e tentarão te deixar embaraçado ao negar a historicidade de Jesus. A resposta habitual é qualquer coisa do gênero de “Negar a existência de Jesus não é tão tolo como negar a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel?”. Uma variação popular desta resposta, usada especialmente contra os Judeus é “Negar a existência de Jesus não é como negar o Holocausto?”. Então aponte que há amplas fontes históricas que confirmam a existência de Júlio César, da Rainha Isabel ou de qualquer outro que for nomeado, enquanto que não existe evidência correspondente para Jesus.

Para se ser perfeitamente direto, arranje um tempo para fazer alguma investigação sobre as personagens históricas mencionadas pelos defensores do cristianismo e apresente fortes evidências da sua existência. Ao mesmo tempo desafie os defensores cristãos a mostrar evidência similar da existência de Jesus. Aponte que embora a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel, etc. seja universalmente aceita, o mesmo já não acontece com Jesus.

No Extremo Oriente, onde as maiores religiões são o Budismo, o Xintoísmo, o Taoísmo e o Confucionismo, Jesus é considerado como mais uma personagem da mitologia religiosa ocidental, a par com Thor, Zeus e Osíris. A maioria dos Hindus não acredita em Jesus, mas os que acreditam consideram que ele é uma das muitas encarnações do deus hindu Vishnu. Os muçulmanos certamente acreditam em Jesus, mas rejeitam a história do Novo Testamento e consideram que ele foi um profeta que anunciou a vinda de Maomé. Eles negam explicitamente que ele tenha sido crucificado.

Em resumo, não há uma história de Jesus que seja uniformemente aceite pelo mundo inteiro. É este fato que põe Jesus num nível diferente para personalidades históricas estabelecidas. Se os defensores do cristianismo usarem o “argumento do Holocausto”, aponte que o Holocausto está bem documentado e que existem numerosos relatos de testemunhas oculares. Aponte que a maior parte das pessoas que negam o Holocausto eram semeadores de ódio anti-semítico com credênciais fraudulentas.

Por outro lado, milhões de pessoas honestas na Ásia, que fazem a maioria da população mundial, não conseguiram ser convencidos pela história cristã de Jesus na medida que não há nenhuma evidência constrangedora da sua autenticidade. Os defensores do cristianismo insistirão que a história de Jesus é um fato bem estabelecido e irão argumentar que existe “muitas evidências que comprovam isso”. Insista em ver essas evidências e se recuse a ouvir enquanto eles não apresentarem.

Se Jesus não foi uma personagem histórica, de onde veio toda a história do Novo Testamento em primeiro lugar? O nome Hebreu para os Cristãos sempre foi Notzrim. Este nome é derivado da palavra hebraica neitzer, que significa broto ou rebento – um claro símbolo Messiânico. Já havia pessoas chamadas Notzrim no tempo do Rabbi Yehoshua ben Perachyah (100 A.E.C.).

Apesar de os modernos Cristãos afirmarem que o Cristianismo só começou no primeiro século depois de Cristo, é claro que os Cristãos do primeiro século em Israel se consideravam como sendo a continuação do movimento Notzri, que existia à cerca de 150 anos. Um dos mais notáveis Notzrim foi Yeishu ben Pandeira, também conhecido como Yeishu ha-Notzri. Os estudiosos do Talmude sempre mantiveram que a história de Jesus começou com Yeishu. O nome Hebreu para Jesus sempre foi Yeishu, e o Hebreu para “Jesus de Nazaré” sempre foi “Yeishu ha-Notzri” (o nome Yeishu é um diminutivo do nome Yeishua, e não de Yehoshua.) É importante notar que Yeishu ha-Notzri não é um Jesus histórico, uma vez que o Cristianismo moderno nega alguma conexão entre Jesus e Yeishu e, além do mais, partes do mito de Jesus são baseadas em outras personagens históricas além de Yeishu.

Sabemos pouco sobre Yeishu ha-Notzri. Todos os trabalhos modernos que o mencionam são baseados em informação retirada do Tosefta e do Baraitas – escritos feitos ao mesmo tempo do Mishna mas não contidos neste. Porque a informação histórica respeitante a Yeishu é tão danosa para o Cristianismo, muitos autores Cristãos (e também muitos Judeus) tentaram desacreditar esta informação e inventaram muitos argumentos engenhosos para a explicarem. Muitos dos seus argumentos são baseados em mal entendidos e citações erróneas do Baraitas, e para se ter uma imagem exata de Yeishu devem-se ignorar os autores cristãos e examinar o Baraitas diretamente.

A insuficiente informação contida no Baraitas é a seguinte: o Rabi Yehoshua ben Perachyah, num dado momento, repeliu Yeishu. As pessoas pensavam que Yeishu era um feiticeiro, considerando que ele tinha levado os Judeus a desencaminharem-se. Como resultado de acusações feitas contra ele (os detalhes das quais não são conhecidos, mas provavelmente envolveriam alta traição), Yeishu foi apedrejado e o seu corpo foi pendurado na véspera da Passagem. Antes disto, ele foi exibido durante 40 dias com um arauto que ia à sua frente anunciando que ele iria ser apedrejado e chamando por gente para avançar e o defenderem. Todavia, nada foi trazido em seu favor. Yeishu tinha cinco discípulos: Mattai, Naqai, Neitzer, Buni e Todah.

No Tosefta e no Baraitas, o nome do pai de Yeishu é Pandeira ou Panteiri. Estes são formas Hebreu-Aramaicas de um nome Grego. Em Hebreu, a terceira consoante do nome é escrito com um dalet ou com um tet. Comparando com outras palavras Gregas transliteradas para Hebreu mostra que o original Grego devia ter tido um delta como sua terceira consoante, e assim a única possibilidade para o nome Grego do pai é Panderos. Como os nomes Gregos eram comuns entre os Judeus durante a época dos Macabeus, não é necessário assumir que ele era Grego, como alguns autores fizeram.

Pages: 1 2 3 4 5 6 7 8 9

  • Kim Felipe

    Achei o artigo fantastico, Sou Agnota(ateísta), como tal, não creio em Deus ou qualquer outro tipo de religiosidade, mas vale ressaltar que todos são “ateus”; Ateu é, de forma simples, quem não crê em Deus, a aprtir do momento que você não crê no Deus de outras religiões, você passa a não crer, o q o torna ATEU! a não ser q vc seja adepto a todas as religiões, o q já seria uma gigantesca contradição, vc é sim, ATEU! esse comentário vai para todos crentes q comentam “ofendendo” os ateus pelo fato de serem ATEUS! embora isso não seja nem de longe uma ofensa! ;D

    mas também, não concordo com algumas citações de Deus como vagabundo, e nem de Jesus como Jegue de Jóquei (ou algo assim) embora de muita risada com alguma piadas e trocadilhos feitos pelo André, sou contra ofender a outras religiões ou a crença de outras pessoas, por mais q eles façam isso com os outros; não preciso acreditar em DEUS para ser um bom cidadão e saber que é errado roubar, matar e (o q mais me dói) roubar a mulher do próxim! hahahahah

  • lawrence

    O texto tem muita informaçao (acredito que a maior parte correta), mas padece de um GRAVE vício: é um texto RELIGIOSO. Ele procura desmoralizar o Cristianismo para defender (indiretamente) o JUDAÍSMO. É um direito do autor do texto. O grave é que ele seja publicado em um site de ateus/agnósticos, sem nenhuma explicação, ressalva ou algo do gênero. Mais grave ainda é que tenham sido SUPRIMIDAS do texto as partes do texto em que fica claro que o mesmo se destina a instruir os adeptos do judaísmo a “se defenderem dos missionários cristãos”. Existe na internet a tradução completa, então é possível fazer a comparação. Penso que o texto (que é religioso e tem finalidade religiosa) só poderia ser publicado em um site crítico em relação às religiões se TIVESSE SIDO FEITA ESTA RESSALVA, alertando os leitores (para que não se pense que houve má fé do tradutor ou de quem publicou o texto). E seria bom que se publicasse um texto similar dedicado a desmistificar o Judaísmo, uma religião baseada em mitos tão tolos (e inclusive inferiores, porque guiada por um deus vingativo e misógino) quanto os do Cristianismo. No mais, parabéns pelo site.

  • Darksaint

    Admito que me perdi um pouco nos nomes, mas não deixa de ser esclarecedor. Lembro de ter lido alguns textos parecidos sobre isso, mas pregando que Yeshua era Jesus, o que acredito não ser verdade como citado no texto.

  • Mestre

    Ler os comentários é muito melhor que a matéria em si.
    Além de muita baixaria, vários comentários pseudo-intelectuloides acerca de assuntos sem relação nenhuma com o tema do post.
    Ótimo.

  • LuizR

    @André, Resumindo esta bagunça toda…voce está errado viu! Voce não poderia ter um site assim cético!…voce so pode ter um site que acredita em alguma coisa..seja lá o que for…E voce não pode mandar ninguem pra lugar nenhum…e muito menos pro inferno já que vc não acredita que o inferno existe…(se é que existe)

    Administrador André respondeu:

    Bom, sempre posso mandar as pessoas receberem objetos fálicos dentro de seu próprio canal retal ou que procurem se dirigir para a residência da santa senhora que troca favores por dinheiro que lhe trouxe à luz.

  • @André, Cuidado André, se você a encontrar pessoalmente ela vai te condenar à morte na “fogueira santa”! Deus é um conceito pelo qual medimos nossa dor! A crença cega em um Deus religioso com vontades humanas nada mais é que algo para justificar o medo da morte! Se as premissas filosóficas, digo FILOSÓFICAS religiosas fossem seguidas, ninguém faria mal a outra pessoa, e não seria nem necessário legislação do Estado! No final nada mais é do que uma “guerrinha santa” de qual deus é melhor! Foi assim, é assim, e sempre será assim! A religião separa a humanidade! Qualquer burro com meio QI percebe isto!

    Nelio Dias respondeu:

    @Nelio Dias, Este é um dos melhores sites da internet! Um site CÉTICO!

  • Bernardo L. dos Santos

    Gente e quem se importa?

    Administrador André respondeu:

    Se ninguém se importa, então por que a princesinha criou login e senha para comentar?

    Bernardo L. dos Santos respondeu:

    @André, André meu caro, não deveria ficar tão agressivo, alguém que preza a sensatez como você9aparenta0, não deveria “supor” que algum dos comentadores do seu site é uma princesa, o que de fato se não fosse um tanto quanto bossal para alguns, deveria ser uma “Honra” ser princesa.Mas, enfim realmente quem se importa com o que está nesta ou em qualquer outra página na internet que expõe debates sobre assuntos polêmicos ou melhor religiosos, pois nestes sim, nunca ninguém concordará.Eu me pergunto e você se importa?

    Obs: Tanto as informações, quanto algumas de suas opiniões são boas, mas o debate em si, perdeu o foco.Digo isto porque li em seu site que o que lhe interessa é a produção de conhecimento genuíno.

    Grande Abraço

    Administrador André respondeu:

    Como vc não se importa, não vai reclamar de ser expulso neste exato momento. Bye bye.

    JCFerranti respondeu:

    @Bernardo L. dos Santos, Bom, teoricamente eu me importaria, já que minha fé estaria sendo usada e não respeitada.

  • Anamaria

    Maravilhoso. Interessantíssimo. O saber é precioso, e conhecimento se constrói a partir do momento que se desfazem mitos e idiotices, para isso é preciso estudar, lógico. Mas destruir cientificamente, pois as religiões ficam se contradizendo, cada uma com uma maluquice maior que a outra, ao mesmo tempo conseguem mandar não estudar, pois “o que aumenta a ciência, aumenta o sofrimento” Mary Shelley cita o verso bíblico em seu livro Frankenstein, que fala contra a ciência, bem, o que esperar da religião na Inglaterra no século XIX? Enfim… Sei que devem estar cheios de receber elogios, mas meus sinceros parabéns. Suas traduções são excelentes, a etimologia das palavras está ótima, Até morfologia grega usaram! Tudo muito bem embasado, são verdadeiros pesquisadores e construtores de conhecimento. Quem não vê isso é burro ou medroso.

  • Alexandre Figueiredo

    Se é realmente mentira, como a igreja consegue manter essa farsa por séculos?

    Administrador André respondeu:

    Pergunta ao pessoal “julgado” na Inquisição.

  • Deus Ex Machina

    Boa tarde,

    estou procurando as referências bibliográficas desses artigos e não estou encontrando aqui no Cet.net. Vcs não colocaram ou estou procurando errado?

    Abraços!

  • Alessandro Alves de Souza

    Só para constar alexnbr, a FÉ CRISTÃ que crê na Imaculada Conceição de Maria (Maria concebida sem pecado) NÃO DIZ que Maria nasceu de uma virgem e sim que Ela foi concebida, ou seja, gerada e nascida sem a mancha do pecado original, depois do Senhor Jesus Cristo, Maria é o único ser que não conheceu o pecado, nasceu sem a mancha do pecado. Entendeu? Sem mentiras, por favor.

  • Jose Hermano de Sa

    Manda ele descer e punir exemplarmente o André.KKKK

  • Ivani Medina

    Quando fazemos uma aproximação dos fatos com
    fatos e não com ideias, é possível outra conclusão. http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

    Pryderi respondeu:

    Bart Ehrman em todos os seus livros ressalta que existiu o personagem histórico, não o Filho de Deus da Bíblia. Leia os lívros por si mesmo, sim?

    Esta é a mesma conclusão de Harold Bloom, Geza Vermes, John Dominic Crossa, Diarmaid McCollough e Karen Amrstrong

    Ivani Medina respondeu:

    A minha opinião não precisa coincidir com a de ninguém. Refiro-me ao Jesus da bíblia e não a outro personagem qualquer.

    Ivani Medina respondeu:

    As cinco referências que você apresenta procedem do ambiente religioso. Quanto a Harold Bloom sei o seguinte:

    “Mack (Burton) com justeza enfatiza que todo texto que temos de Jesus é atrasado; eu diria um pouco além e os consideraria angustiantemente “tardios”. De fato, retorno à minha questão inicial sobre nossa falta de texto aramaico do que Jesus disse: não é um extraordinário escândalo que todos os textos decisivos do
    cristianismo sejam tão surpreendentemente tardios?” (BLOOM cit por MAYER, 1993,
    p. 127)

    Mais de 80.000 títulos sobre Jesus já foram publicados. A grande maioria desses autores (exceto Bloom) dedicaram suas vidas ao estudo desse tema, que é basilar em nossa cultura. Não seria nenhum desses o algoz dessa galinha dos ovos de ouro.

    Pryderi respondeu:

    Esse negócio que Roma se importava com o monoteísmo judaico é idiotice. Roma cagava pra isso, os judeus só importunavam por causa das suas revoltas, não porque eles rezavam para um deus só.

    Ivani Medina respondeu:

    O que você sabe de história? E mais: quando apresento um comentário a respeito do livro de Bart Ehrman você diz “leia-o por si mesmo”. Quer dizer que estou falando do que não sei? Não cara, é mesmo dolivro do seu herói “Bartman”.

    Pryderi respondeu:

    Experimenta ler TODOS os livros dele. Quer mais? J. P. Meier e John Dominic Crossan e… ah, eu já tinha passado.

    E controle o modo como fala. Eu não ando tolerando trolls ultimamente.

    Se é pra fazer propaganda do seu site, podia simplesmente ter dito (ok, confesso: achei-o profundo feito um pires)

    Ivani Medina respondeu:

    Você foi desrespeitoso logo de início “Leia-o por si mesmo” e “Quanta bobagem junta”. Vamos lá, demonstre seus conhecimentos para todo mundo ver que você é o massa!

    Pryderi respondeu:

    Leia TODOS os artigos deste site. Não tenho motivo nenhum para competir com trollzinho.

    Sua participação encerra aqui.

    Ivani Medina respondeu:

    Meu caro, preferi buscar esclarecimentos a respeito na história e não na teologia. Uma perda de tempo. Eu não tenho site. Fiz um link, pois o meu comentário é muito extenso.

    Pryderi respondeu:

    (bocejo)

    Ivani Medina respondeu:

    Com um comentário desse só posso pensar que entendeu nada do que leu.

  • Prazer, André

  • Super Suporte

    Excelente discussão e pensar que já falava disso 8 anos atrás… nem Dan Brown havia ainda.

    Bem, sobre Jesus não tem o que falar, na vdd sempre achei esquisito Testemunhas de Jeova e tantas outras religiões considerarem ele apenas uma pessoa comum… esquisito não é msm? É como se soubessem de algo errado tbm hahaha

    Apenas para deixar o assunto completo sugeriria abordar o lado psicológico da coisa, ok Jesus como foi apresentado ao mundo não existiu, mas ele simboliza aspectos muito fortes para a mente humana, dai daria para explicar para a tia q conversou com Jesus no sonho, ou q viu ele na igreja oq realmente estava acontecendo de fato, já q dentro da realidade dessas pessoas isso existiu de fato.

    Usando uma frase muito top para fechar “O único lugar em que os deuses e demônios existem indiscutivelmente é na mente humana”… e lá eles são reais