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Parte 07 – Paleontologia II

PAL-08: O Homem de Piltdown foi uma fraude

Alegação:

Tem mais coisa feia!!! Alguns dos ossos do passado, famosos por serem considerados de espécies transicionais, não são mais vistos dessa maneira nem pelos evolucionistas. O homem de Piltdown, uma referencia nos livros de ciência e museus durane anos acabou desmascarado como fraude.

Fonte da pérola

Resposta:

Uma das vedetes dos argumentos criacionistas, por algum motivo eles citam fraudes que ocorreram décadas atrás como se elas invalidassem todos os fósseis que já foram encontrados até hoje.

É claro que não, fraudes ocorrem em qualquer área de conhecimento. Mas foi o método científico que permitiu descobrir que se tratava de uma montagem de um crânio humano com o maxilar de um chimpanzé.

Só isso seria suficiente para derrubar o pobre argumento de Piltdown, mas há mais coisas a serem ditas.

Piltdown, antes de ser desmascarado pela ciência como fraude, não era aceito com unanimidade pela comunidade científica. Na verdade, ele foi uma pedra no sapato, pois ele não se encaixava na teoria evolucionária. É claro, era um híbrido inventado com partes de ossos modernos.

Ele foi aceito por muitos apenas por ser um achado fabuloso para a época, o que é uma fraqueza humana, a qual todos nós estamos sujeitos.

A fraude durou por quarenta anos, gerando muita polêmica, pois seus grandes descobridores, Charles Dawson e Arthur Smith Woodward, proibiram o acesso a análises científicas, deixando o crânio fora do alcance de todos, dentro do Museu Britânico. Somente quando eles morreram, Piltdown foi desmascarado como a fraude que era. Vale ressaltar, desmascarado por cientistas, graças ao método científico.

E não nos esqueçamos que os perpetradores da fraude eram criacionistas.

Descobrir um erro não invalida o método científico, muito pelo contrário, ele apenas o fortalece. Assim sabemos que podemos confiar na ciência, pois ela se corrige, se aprimora, e se fiscaliza.

Interessante notar, após Piltdown ser descoberto como forjado, nenhum cientista jamais o citou como verdadeiro. No entanto, muitos criacionistas continuamente citam fraudes, não importando quantas vezes elas já foram desmascaradas, como as pegadas de humanos e dinossauros em Paluxy, esqueletos de gigantes, descoberta da Arca de Noé, Darwin se arrepender no leito de morte, citações de cientistas fora de contexto, etc.

Referências:

Harter, Richard, 1996. Piltdown Man: The bogus bones caper.


PAL-09: O Homem de Nebraska foi uma fraude

Alegação:

De um dente, montaram a mandíbula. Da mandíbula, montaram o crânio. Do crânio, montaram o esqueleto. Do esqueleto, fizeram pele, cabelo e até a sua namorada ou esposa (agachada no desenho). Fizeram a famosa exposição sobre a evolução em Dayton, Tennessee, chamada de Scopes Trial, quando o Homem de Nebraska foi apresentado como prova incontestável da evolução. Quando William Jennings Bryan protestou contra os argumentos apresentados e pela insuficiência, riram-se dele ridicularizando-o. Em 1927 descobriram a fraude: O dente era de um porco chamado Peccary.

Fonte: http://www.baptistlink.com/creationists/pilt.htm

Resposta:

A história não é bem assim.

O dente não foi considerado como evidência por muitos cientistas. A maioria deles na verdade eram céticos quanto à descoberta, diferente de como os criacionistas querem fazer parecer.

O próprio Henry Fairfield Osborn, paleontólogo que descreveu o dente, estava em dúvidas o dente pertencia aos hominídeos ou a outra espécie de primata:

“Até estarmos mais seguros quanto a arcada dentária, ou partes do crânio, ou do esqueleto, não podemos estar certos se o Hesperopithecus pertence aos Simiidae ou aos Hominidae.” (Osborn 1922)

O tal desenho que os criacionistas gostam de usar para ridicularizar a evolução, foi feito por uma revista de cunho popular, tipo Superinteressante ou Veja, e não foi nem jamais teve intenção de ser cientificamente correta. Tal desenho jamais foi publicado em trabalhos científicos.

Até Osborn se espantou ao ver o desenho, e disse que:

“Tal desenho ou ‘reconstrução’ seria com certeza apenas proveniente da imaginação humana, sem valor científico nenhum, e com certeza impreciso” (Wolf and Mellett 1985)

A alegação de que o Homem de Nebraska foi usado no Scopes “Monkey” Trial é mentirosa. Os criacionistas que mostrem as transcrições do julgamento se quiserem provar isso.

O Homem de Nebraska foi um exemplo de ciência funcionando bem. Uma descoberta intrigante foi encontrada, podendo ter várias implicações. A descoberta foi anunciada e vários outros experts a analisaram. Cientistas de início eram céticos. Mais evidências foram encontradas, e a conclusão foi que a interpretação inicial estava errada. Finalmente, a retratação foi publicada.

Referências:

Foley, Jim, 2001. Creationist arguments: Nebraska Man. http://www.talkorigins.org/faqs/homs/a_nebraska.html

Mellett, James S. and John Wolf, 1985. The role of “Nebraska man” in the creation-evolution debate. Creation/Evolution 16: 31-43. http://www.talkorigins.org/faqs/homs/wolfmellett.html

Gould, S. J., 1991. An essay on a pig roast. In Bully for Brontosaurus, pp. 432-47. New York: W.W.Norton.

Osborn H.F. (1922): Hesperopithecus, the anthropoid primate of western Nebraska. Nature, 110:281-3.


PAL-10: O Homem de Neandertal sofria de raquitismo

Alegações:

O Homem de Neanderthal: foi reconstituído a partir de um crânio quase completo descoberto em 1848 e um esqueleto parcial em 1856. Muitos estudiosos dizem que o Neanderthal era tão humano quanto qualquer um de nós. As diferenças do esqueleto são atribuídas ao fato de pertencer a um homem velho que sofria de raquitismo. Esse detalhe foi comprovado com novos achados fósseis, pois os Neanderthais sepultavam seus mortos

Os darwinistas argumentaram que o homem neandertal era uma criatura semelhante ao macaco, enquanto muitos críticos de Darwin (como o grande anatomista Rudokph Virchow) argumentaram que os Neandertais eram humanos em todo aspecto, apesar de que alguns aparentavam sofrer de raquitismo ou artrite.

Fonte: http://www.pibvp.org.br/index.php?name=News&file=article&sid=289

Resposta:

É óbvio que quando os primeiros neandertais foram descobertos, os cientistas não sabiam ao certo onde eles se encaixavam na evolução humana. Seríamos nós descendentes diretos deles? Ou são eles de uma linhagem paralela? Ou seriam eles apenas pessoas com doenças, como raquitismo ou artrite?

Essas dúvidas até eram normais e compreensíveis há mais de um século atrás, porém hoje, com mais de 300 espécimes de neandertais descobertos, sabemos que eles eram na verdade de uma linhagem paralela à nossa. Temos até evidências genéticas disso.

Eles eram nossos primos, uma outra espécie de ser humano. É possível até que nossos antepassados tenham se encontrado com eles.

É verdade que alguns deles podem ter sofrido de raquitismo, ou de artrite, porém nem de longe a maioria, muito menos todos, sofreram dessas doenças.

E outra, raquitismo e artrite não transformam uma pessoa em um neandertal.

Pessoas que sofrem de raquitismo têm alta deficiência em cálcio, e seus ossos são tão mais fracos que até o peso do próprio corpo pode quebrá-los

Já os neandertais possuíam ossos 50% mais grossos que os dos humanos comuns, e possuíam porte atlético e robusto.

Dizer que eles eram idênticos aos seres humanos atuais é torcer os fatos. Sua estrutura óssea é completamente distinta dos seres humanos.

Mas isso não faz deles macacos. Em muitos aspectos eles eram parecidos com os humanos; andavam sobre os dois pés, tinham hábitos de comunidades, etc. Mas não eram idênticos a nós. Eram uma outra espécie de ser humano.

Quem sabe nossos ancestrais tenham até lutado com eles por supremacia, e nós fomos os vitoriosos. A jornada da humanidade no nosso planeta é fascinante, é muito triste ver como os criacionistas querem varrer nossa história para baixo do tapete, escondê-la das pessoas, só porque ela desmente suas crenças e seus mitos.

Referências:

Straus, W. L. Jr. and A. J. E. Cave, 1957. Pathology and the posture of Neanderthal man. Quarterly Review of Biology 32(4): 348-363.

Foley, Jim. 2002. Creationist arguments: Neandertals. http://www.talkorigins.org/faqs/homs/a_neands.html


PAL-11: Australopithecus são totalmente macacos

Alegação:

Australopithecus são macacos completos, próximos do chimpanzé. Solly Zuckerman e Charles Oxnard, evolucionistas renomados, mostraram que eles não andavam em pé.

Resposta:

Australopithecus africanus e robustus são muito mais parecidos com humanos do que com macacos. A. afarensis fica mais ou menos no meio termo entre os dois, talvez pendendo mais para os primatas. A. ramidus é mais simiesco.

As alegações de que eles são totalmente primatas vem de apenas dois artigos já desacreditados pela ciência. O próprio Oxnard considerava o Australopithecus um ancestral humano, sem problemas (Groves 1999). Há vastas evidências de que aquelas espécies eram plenamente bípedes e tinham ainda outras características humanóides. Essas evidências são ignoradas, distorcidas, ou simplesmente negadas pelos criacionistas (Foley 1997).

Referências:

Foley, Jim. 1997. Creationist arguments: Australopithecines. http://www.talkorigins.org/faqs/homs/a_piths.html

Groves, Colin. 1999. Getting desperate. http://www.talkorigins.org/faqs/homs/desperate_cg.html


PAL-12: Archaeopteryx era apenas um pássaro

Alegação:

Archaeopteryx era um pássaro completo. Possuía penas e asas como um pássaro comum.

Resposta:

Archaeopteryx está definido como um pássaro. No entanto, possuía muito mais características de dinossauros do que de aves.

Suas principais características de aves eram:

·    Longas narinas externas;

·    Quadrato e quadratojugal (ossos da mandíbula) não unidos;

·    Ossos do palato que possuíam três extensões;

·    Grande canal lateral no topo da parte traseira das vértebras;

·    Outras características de aves do Archaeopteryx são encontradas em vários outros dinossauros, como penas, fúrcula (osso da sorte), e púbis alongada e direcionada para trás;

·    As principais características de dinossauros são as seguintes;

·    Dentes nos ossos do maxilar e premaxilar;

·    Garras nas asas, com três dedos;

·    Longa cauda com ossos;

·    Abertura nasal bem na frente, separada dos olhos por uma grande abertura preorbital;

·    Costelas finas, não unidas ou articuladas com o externo;

·    Sacro que ocupa seis vértebras;

·    Metacarpos livres (exceto pelo terceiro);

·    Pulso da mão flexível;

·    Pélvis e rótula do fêmur no formato dos arcossauros em muitos detalhes;

·    Ossos da pélvis não fundidos.

E mais de 100 outras diferenças das aves (Chiappe 2002; Norell and Clarke 2001).

Referências:

Nedin, Chris. 1999. All about Archaeopteryx. http://www.talkorigins.org/faqs/archaeopteryx/info.html

Chiappe, L. M. 2002. Basal bird phylogeny. In: Chiappe and Witmer, pp. 448-472.

Chiappe, L. M. and L. M. Witmer (eds.). 2002. Mesozoic Birds: Above the Heads of Dinosaurs. Berkeley: Univ. of California Press.

Elzanowski, A. 2002. Archaeopterygidae (Upper Jurassic of Germany). In: Chiappe and Witmer, pp. 129-159.

Mayr, Gerald, Burkhard Pohl, and D. Stefan Peters. 2005. A well-preserved Archaeopteryx specimen with theropod features. Science 310: 1483-1486.

Middleton, K. M. 2002. Evolution of the perching foot in theropods. Journal of Vertebrate Paleontology 22: 88A.

Norell, M. A. and J. A. Clarke. 2001. Fossil that fills a critical gap in avian evolution. Nature 409: 181-184.


PAL-13: Archaeopteryx foi uma fraude

Alegação:

As impressões de penas do Archaeopteryx de Londres foram forjadas. Existem evidências de que:

·    As impressões das penas aparecem em apenas uma placa, e não na outra oposta.

·    Fissuras do tamanho de fios de cabelo atravessando ambos ossos e penas podem ter sido formados por movimentos nas placas depois que o cimento estava no lugar.

·    As penas parecem “carimbos duplicados”.

·    A textura da superfície é diferente entre as áreas com penas e as sem.

·    Pequenas “bolhas” aparecem que nem sempre se encaixam na placa oposta.

·    Sob o microscópio, a rocha parece diferente a parte fóssil e não-fóssil do espécime.

·    Materiais desconhecidos aparecem na malha do fóssil.

·    Análise química de raios-X mostra diferenças químicas que incluem silicone, sulfetos e cloro na área fóssil que não estão presentes na área não-fóssil.

Esses pontos indicam que as penas foram impressas por alguém que usou algum tipo de molde. Sem as penas, Archaeopteryx seria identificado como o dinossauro Compsognathus, que não seria transicional.

Fonte:

Watkins, R. S., F. Hoyle, N. C. Wickramasinghe, J. Watkins, R. Rabilizirov, and L. M. Spetner, 1985a. Archaeopteryx — a photographic study. British Journal of Photography 132: 264-266.

Watkins, R. S. et al., 1985b. Archaeopteryx — a further comment. British Journal of Photography 132: 358-359,367.

Watkins, R. S. et al., 1985c. Archaeopteryx — further evidence. British Journal of Photography 132: 468-470.

Hoyle, Fred, N. C. Wickramasinghe and R. S. Watkins, 1985. Archaeopteryx: Problems arise — and a motive. British Journal of Photography 132(6516): 693-695,703.

Hoyle, Fred and C. Wickramasinghe, 1986. Archaeopteryx, The Primordial Bird, Christopher Davis, London.

Spetner, L. M., F. Hoyle, N. C. Wickramasinghe and M. Magaritz, 1988. Archaeopteryx — more evidence for a forgery. British Journal of Photography 135: 14-17.

Resposta:

Existem outros nove fósseis de Archaeopteryx descobertos em lugares e épocas diferentes, todos muito bem documentados. Pelo menos seis deles possuem claras e indiscutíveis penas (Charig 1986; Wellnhofer 1993; Mayr et al. 2005). No exemplar Maxburg, as penas continuam até os ossos, acabando com qualquer possibilidade de fraude (Charig 1986). Além disso, vários outros dinossauros com penas foram encontrados.

Pequenas fraturas, infiltradas por calcita, se estendem entre penas e ossos, mostrando que ambos vieram da mesma fonte. As fissuras também se encaixam perfeitamente nas placas opostas (Charig 1986). Essas fraturas são invisíveis a olho nu, então um fraudador do século XIX sequer saberia de sua existência, muito menos conseguiria replicá-las.

O efeito de “carimbo duplo” na placa oposta se deve ao método de fossilização. Bactérias crescem debaixo das penas, degradando-as, fazendo os sedimentos abaixo litificarem, e assim preservando uma impressão mais forte das penas. Quando as penas decaíram, os sedimentos acima pressionaram para baixo criando um molde na superfície de baixo (Davis and Briggs 1995). Evidência desse processo, incluindo bactérias litificadas, são visíveis sob microscópio de alta resolução, e não poderiam de modo algum serem forjadas.

A diferença de textura entre as áreas com e sem penas se deve ao próprio corpo do animal (Charig 1986).

As “bolhas” são irregularidades naturais. Não há sequer uma que não tenha uma depressão correspondente na placa oposta. As duas metades se encaixam bem exceto onde a superfície foi destruída para a preparação subseqüente (Charig 1986).

As aparências diferentes nas áreas fóssil e não fóssil se devem a diferentes resoluções usadas nas fotografias do microscópio SEM (Nedin 1997).

Os materiais desconhecidos claramente não estão dentro da malha fóssil (Spetner et al. 1988, Figs. 4b-f). Os grãos de carbonato são apenas poeira.

As diferenças químicas entre a área fóssil e não fóssil são resultado do tratamento de preservação aplicado sobre a área fóssil (Nedin 1997).

Não adianta. Archaeopteryx é um legítimo transicional dino-ave, quer os criacionistas gostem ou não. Podem até tentar, mas não vão conseguir ofuscar essa maravilhosa descoberta, essa prova incrível de que o legado dos dinossauros sobreviveu entre nós, na forma das aves que povoam a terra e os céus…

Referências:

Nedin, Chris, 1997. On Archaeopteryx, astronomers, and forgery. http://www.talkorigins.org/faqs/archaeopteryx/forgery.html

Charig, Alan J. et al. 1986. Archaeopteryx is not a forgery. Science 232: 622-626.

Davis, Paul G. and Derek E. G. Briggs. 1995. Fossilization of feathers. Geology 23(9): 783-786.

Mayr, Gerald, Burkhard Pohl, and D. Stefan Peters. 2005. A well-preserved Archaeopteryx specimen with theropod features. Science 310: 1483-1486.

Spetner, L. M., F. Hoyle, N. C. Wickramasinghe and M. Magaritz. 1988. Archaeopteryx – more evidence for a forgery. British Journal of Photography 135: 14-17.

Swinburne, N. H. M. 1988. The Solnhofen Limestone and the preservation of Archaeopteryx. Trends in Ecology and Evolution 3(10): 274-277.

Wellnhofer, P. 1993. The seventh specimen of Archaeopteryx from the Solnhofen Limestone. Archaeopteryx 11: 1-47.

Majka, Christopher, 1992. Archaeopteryx – is this bird a fraud? New Brunswick Naturalist http://www.chebucto.ns.ca/Environment/NHR/archaeopteryx.html


PAL-14: Archaeoraptor foi uma fraude

Alegação:

Archaeoraptor foi considerado como um transicional entre dinossauros e aves (Sloan 1999), mas foi revelado como uma fraude, um composto com o corpo de ave com a cauda de um dinossauro.

Resposta:

Archaeoraptor não foi uma fraude científica. Ele foi montado por um caçador de fósseis chinês que o descobriu. As partes foram montadas para fazer o fóssil mais valioso para colecionadores, não para pesquisadores. Talvez o seu descobridor sequer sabia que eram de fósseis diferentes (Simons 2000).

O Archaeoraptor foi publicado em revistas populares, não em jornais com peer-review. O autor do artigo principal foi o diretor de arte da revista National Geographic, não um cientista. Ambas Nature e Science rejeitaram os artigos descrevendo-o, alegando suspeitas de que ele foi forjado e ilegalmente contrabandeado (Dalton 2000; Simons 2000).

Procedimentos científicos naturais foram mantidos em todos os seus padrões normais de rigor, até ser revelado como fraude, pela própria ciência, diga-se de passagem.

Vale lembrar que as duas metades do Archaeoraptor (Yanornis martini, o corpo, e Microraptor zhaoianus, a cauda), são fósseis valiosos por si só (Rowe et al. 2001; Xu et al. 2000; Zhou et al. 2002).

Referências:

Dalton, Rex, 2000. Feathers fly over Chinese fossil bird’s legality and authenticity. Nature 403: 689-690.

Rowe, T. et al., 2001. The Archaeoraptor forgery. Nature 410: 539-540.

Sloan, Christopher P., 1999. Feathers for T. Rex? National Geographic 196(5) (Nov.): 98-107.

Xu, Xing, Zhonghe Zhou and Xiaolin Wang, 2000. The smallest known non-avian theropod dinosaur. Nature 408: 705-708.

Zhou, Zhonghe, Julia A. Clarke and Fucheng Zhang, 2002. Archaeoraptor’s better half. Nature 420: 285.

Simons, Lewis M., 2000. Archaeoraptor fossil trail. National Geographic 198(4) (Oct.): 128-132.

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